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��O presente boletim do museu de arte
moderna do rio de janeiro contém a
matéria relativa as atividades do
ano de 1957 e inclui o noticiário re­
ferente á inaugurado da sede defi­
nitiva em 27 de janeiro de 1958.

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MANUEL BANDEIRA
Pao, 1958

�INDICE

anagrama de Manuel Bandeira
diretoria e conselho deliberativo
o museu em casa própria
relatório do andamento da obra no ano de 1957
exposigoes no exterior
o museu e o Itamaratí
gravura brasileira em Montevidéu
“arte moderno en Brasil”
Van der Haagen no Rio
campanha nos Estados Unidos
o museu e a IV Bienal
homenagem
Lasar Segall
o que o museu oferece aos seus socios
conferencias
ensino artístico
exposigoes em 1957
cinema do museu
personalidades que visitaram as obras do museu em 1957
estimativa orgamentária para o exercício de 1958
campanha do mais um
categorías de socios
dados relativos á entrada de socios
novos socios no correr do ano de 1957.

�DIRETORIA

Presidente
1. ° Vice-Presidente
2. ° Vice-Presidente
Diretor Executivo
Diretor Executivo Adjunto
Diretor Seeretário
Diretor Tesoureiro

CONSELHO DELIBERATIVO

Mauricio Nabuco
Joáo Carlos Vital
Aloysio de Salles
Niomar Moniz Sodré
Carmen Portinho
Henrique E. Mindlin
Nelson Faria Baptista

Affonso Eduardo Reidy
Aguinaldo Boulitreau Fragoso
Aloysio de Paula
Aníbal M. Machado
Antonio Augusto Moniz Vianna
Antonio Gallotti
Assis Chateaubriand
Augusto Frederico Schmidt
Carlos Amelio de Figueiredo
Demosthenes Madureira de Pinho
Francisco Matarazzo Sobrinho
Gustavo Capanema
Hélio Jaguaribe Gomes de Mattos
Joáo Soares Sampaio
Jorge Lacerda
Jorge Leáo Ludolf
José Simeáo Leal
Juscelino Kubitschek de Oliveira
Lauro Salazar Regueira
Leonídio Ribeiro
Maria Martins
Paulo Bittencourt
Paulo Carneiro
Pedro Pereira Filho
Raymundo Ottoni de Castro Maya
Roberto Marinho
Rodrigo de Mello Franco de Andrade
Walther Moreira Salles

�Sr. Antonio Moniz Sodré Netto, Sr. Juscelino Kubitschek, Sr. Campos Porto, Sra. Niomar Moniz
Sodrc, Ministro Aloysio Napoleáo, Sr. Stewart Nelson, Sr. Marcio Mello Franco Alves,
Embaixador Amaral Peixoto, Sr. Jayme Mauricio.

�O MUSEU EM CASA PRÓPRIA

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Os dez dias decorridos entre o 17 e
o 27 de janeiro de 1958 fizeram his­
toria no Museu de Arte Moderna do
Rio de Janeiro: tres expressivas cerimónias, nos dias 17, 24 e 27 désse
mes, culminando com a inauguracao parcial da nova sede, marcaram urna nova era para a cultura
brasileira: a instituigáo que se impde tragar novos rumos para a
integracáo das artes á atividade
total de nossa sociedad.e passava
oficialmente a funcionar em casa
própria — a qual, significativa­
mente, apresentava-se concluida
apenas em parte: um gigantesco
organismo comegava, portanto, a
caminhar por seus próprios meios,
antes mesmo de atingir a plenitude
física de seu desenvolvimento.
Iniciando as comemoragoes de inauguragáo do Museu, o Presidente da
República e Conselheiro do Museu
de Arte Moderna, Sr. Juscelino
Kubitschek de Oliveira, compareceu
k nova sede, no dia 17, para plantar
a primeira de urna série de quarenta e oito palmeiras que fazem parte
do conjunto paisagístico de Rober­
to Burle Marx, complementando o
projeto arquitetónico de Affonso
Eduardo Reidy. O acontecimento
era especialmente simbólico, pois as
palmeiras, plantadas pelo Presi­
dente da República e demais glan­
des beneméritos da instituigáo,
eram netas daquelas trazidas por
D. J.:ao VI para o Brasil ha vía
exatamente cento e cinqüenta
anos. A plantagao das palmeiras do
Museu integrava-se, assim, &amp; comemoT-agáo do seisquicentenário
do acontecimento histórico que
marcon o verdadeiro inicio da realizagao do Brasil como nacionalidade e como cultura. Além do Pre­
sidente da República (que agiu com
grande bom humor, em meio a den­
sa nuvem de poeira e forte vento),
foram convidados para plantarem
suas palmeiras todos os conselhei-

�ros do Museu e os grandes doadores
da sede nova, assim discriminados:
srs. Jorge Lacerda, Joel de Paiva
Cortes, Joáo Soares Sampaio, José
Faria, Francisco Matarazzo Sobrinho, San Tiago Dantas, Embaixa­
dor Ernáni do Amaral Peixoto, Ed­
mundo da Luz Pinto, César Pires
de Mello, Assis Chateaubriand, An­
tonio Sánchez Galdeano, Antonio
Sánchez Larragoiti Júnior, Antonio
Gallotti, Andrea Sibille, Alberto
Soares Sampaio, Affonso Eduardo
Reidy, Adolfo Almeida de Aguiar,
representando o prefeito Negráo de
Lima, Embaixador Mauricio Nabuco, Joáo Carlos Vital, Alim Pedro,
Lidio Lunardi, Luiz Gonzaga de
Paiva Muniz, Luiz de La Saigne,
Marcelle G. de Barros, Márcio Mel­
lo Franco Alves, María Martins,
Mario de Azevedo Ribeiro, Pauio
Bittencourt, Paulo Campos Porto,
Raymundo Ottoni de Castro Maya,
Ricardo Jaffet, Harry Stone, Rober­
to Burle Marx, Mário Cámara, Ru­
bén Berta, Ruy Gomes de Almeida,
Santos Vahlis, Henryk Spitzman
Jordán, Stewart Nelson, William
Moscatelli, Joáo Duque, Augusto
Amaral Peixoto, Aloysio de Paula,
Aníbal Machado, Jayme Mauricio,
Armando Miceli, Antonio Moniz
Vianna, Carlos Amélio de Figueiredo, Carlos Flexa Ribeiro, Gildo
Lopes, Joaquim da Silva Camargo, Hélio Jaguaribe Gomes de Mattos, Pedro Pereira Filho, José Simeáo Leal, Lauro Salazar Regueira,
Wladimir Murtinho e José Jorge
dos Reis. Náo puderam compare­
cer os srs. Augusto Antunes, A.
Boulitreau Fragoso, Alfred Juczicowski, Gustavo Capanema, Hélio
Guerztenstein, Joáo Ewerton Quadros, Joáo Moreira Salles, Leonídio
Ribeiro, Paulo Carneiro, Roberto
Marinho, Sebastiáo Paes de Almei­
da, Mário Simonsen, Regina Feigl,
Rodrigo Mello Franco de Andrade,
Walther Moreira Salles, Jorge Leáo
Ludolf, Edson Alvares, Conde Fran-

Sr. Armando Micellí, Sr. Campos Porto,
Sr. Alim Pedro, Sr. Carlos Góes, Sr. Jayme
Mauricio.

cisco Matarazzo, Carmen Murti­
nho d’Almeida, Augusto Frederico
Schmidt e Demosthenes Madureira
de Pinho.
Após a plantagáo, o Presidente e
demais pessoas presentes reuniramse num cocktail. Depois o sr. Juscelino Kubitschek, em companhia dos
diretores do Museu, Embaixador
Mauricio Nabuco, srs. Joáo Carlos
Vital, Aloysio de Salles, Niomar Mo­
niz Sodré, Carmen Portinho, Nelson
Faria Baptista, percorreu toda a
parte construida da instituigáo, da
qual é Conselheiro desde 1951.

�Sr. Juscelino Kubitschek, Sr. Carlos Flexa Ribeiro, Sra. Niomar Moniz Sodré,

�Embaixatwz María Martins, Sra. Antonio Sánchez Larragoitti Jr.,
Governador Jorge Lacerda e Sra.

Marcelo Roberto, Dra. Carmen Portinho, Sr. e Sra. Jorge Moreira

�Dia 24 de janeiro o Museu de Arte
Moderna do Rio de Janeiro homenageou intelectuais, artistas, escri­
tores, jornalistas e radialistas bra­
sileños presentes no Rio, com um
encontró informal, simpático e ale­
gre: o Museu abrindo oficialmente
suas portas a essa multidáo criado­
ra que tem sido e será sempre seu
principal apoio. Compareceram cen­
tenas de intelectuais — os princi­
páis arquitetos, pintores, escultores,
gravadores, desenhistas, poetas,
compositores, jornalistas e críticos
residentes no Rio — usando da palavra, na ocasiáo, o arquiteto Affonso Eduardo Reidy, que explicou
o partido tomado para o bloco dos
cursos, descreyendo, também, o
que será o Museu, arquitetónicamente, quando definitivamente
pronto.
Sr. Affcnso Eduardo Reidy, Sr. Carlos Eche
ñique e o Sr. Oscar Niemeyer.

Sr. Herbert Moses, Sr. Othon Paulino, Sra. Niomar Moniz Sodré, Dr. Paulo Bittencourt„
Prefeito Negráo de Lima, Jayme Mauricio, Deputado Antonio P. Chagas Freitas, Srta. Mathilde Perei ra de Sousa.

�Sr. Ivan Serpa, Sr. Carlos Drummond de Andrade.

�Fayga Ostrower, Chuck Wocdward, Ione Saldanha, Napoleáo
Moniz Freire.

Prof. Aluísio Carváo, Tenreiro, Prof. Ivan Serpa, Bruno Giorgi, Quirino
Campofiorito.

�Dia 27, o grande dia: primeiro coroamento de anos de lutas, de mar­
chas e contramarchas, de esperangas e desesperangas. Primeiro gran­
de passo, seguro e consciente, na
diregáo do grande marco que já se
mostra no próximo futuro: o funcionamento integral do Museu como
centro de cultura contemporánea,
primeiro grande passo para insti­
tucionalizar, em bases sólidas, a
cultura artística brasileira.
Foi dos mais festivos, como nao poderia deixar de ser, o clima em que
se verificou a inauguragáo. Desde
cedo comegou o afluxo dos socios e
dos convidados, que logo percorriam toda a área do Museu. As 17,15
horas, monsenhor Joaquim Nabuco,
irmáo do Embaixador Mauricio Na­
buco, realizou a cerimónia da béngáo, na sala da exposigáo de maauetes e plantas. Estavam presen­
tes ao ato a diretoria do Museu, alguns membros do Conselho Delibe­
rativo, funcionarios, artistas e in­
telectuais. Já a essa hora, verdadeira multidáo, em número muito
acima de qualquer expectativa, lotava todas as dependencias do Mu­
seu, limitadas pelas dezenas de
bandeiras de países amigos, ilumi­
nadas, entre as palmeiras recentemente plantadas. A grande espíanada ia abrigando centenas de automóveis, á medida que continuava
o constante fluxo dos socios e dos
convidados: comerciantes, indus­
triáis, banqueiros, estudantes, senhoras da sociedade, operarios, diplomatas, artistas visuais, poetas,
militares, jornalistas, críticos, escri­
tores, dezenas de fotógrafos e, em
nota especial, os guardas municipais, em grande uniforme, a banda
marcial e as belas mogas da Federagáo Nacional das Bandeirantes
do Brasil.

��Sr. Nelson A. Faria Baptista, Di'a. Carmen Portinho, Sr. Joáo Carlos Vital, Embaixador Mauricio
Nabuco-, Pres. Juscelino Kubitschek, Sra. Niomar Moniz Sodré.

As 18,45 horas chegava o presiden­
te Juscelino Kubitschek, acompanhado de seus assistentes mais di­
retos e do prefeito Negráo de Lima.
Encabezada pelo Embaixador Mau­
ricio Nabuco, a diretoria do Museu
recebe o Presidente da República
na rampa de acesso á pérgola sob
a qual seria inaugurado o Museu.
Soa o Hiño Nacional, prestam-se as
honras de estilo. E no momento em
que o Presidente pisa a rampa,
grandes repuxos de agua alcancam
o ar, partindo do pequeño lago do
patio interno.
O Presidente é conduzido á pérgo­
la, onde se detém, ladeado pelo Em­

baixador Nabuco, pela senhora Nio­
mar Moniz Sodré, pelo Embaixador
da Grá-Bretanna, Sir Geoffrey Harrison, pelo Ministro da Educagáo,
sr. Clóvis Salgado e pelo sr. William
Burden, presidente do Museu de
Arte Moderna de New York e pre­
sidente da Sociedade dos Amigos
Americanos do Museu. Sob o espoucar das lámpadas de dezenas de
fotógrafos e á luz intensa dos refletores cinematográficos, teve ini­
cio a cerimónia da inauguragáo,
tendo a palavra o Embaixador Mau­
ricio Nabuco, presidente do Museu,
o qual pronunciou o seguinte dis­
curso ;

�“Senhor 'presidente,
Senhores e senhoras:
Quando, vai para dez anos, alguns apreciadores da arte mo­
derna fundaram éste Museu, ja­
máis teriam éles, crentes que
fóssem, acreditado no milagre
que temos, neste instante, dian­
te dos olhos.
E’ que, e aínda nao faz meia dúzia de anos, nunca Ihes ocorreria
que esta instituiqdo lograsse a
fortuna de passar as máos ins­
piradas de Niomar Moniz Sodré.
Sua atividade genial, sua imagi­
nando construtiva, sua confianqa na compreensáo humana e
sua fé nos destinos do Brasil, ser­
vidas por um espirito de sacrifi­
cio sem par e urna vontade inquebrantávél, f a z e m déla a
maior capacidade realizadora
com quem tenho privado. Tudo
isto foi dedicado totalmente a
éste sonho e assim, podemos
inaugurar hoje esta primeira
parte do nosso profeto — já te­
mos alias fincadas as estacas
para a obra completa.
Comeqamos justamente por on­
de se deve comeqar, num país
que se ressente, na opiniao geral, mais do que tudo da falta
de cultura — comeqamos, dizia,
pelo grupo escola — esta parte
do edificio que se dedicará para
o futuro, exclusivamente ao en­
sino.
Vossa presenqa aqui hoje. se­
nhor presidente, além de honro­
sa e desvanecedora, tem para
nós urna significaqáo especial.
Em vosso primeiro alto cargo de

administraqáo, prefeito de Bélo
Horizonte, tivestes urna iniciati­
va de grande coragem e que
abriu o caminho as realizaqoes
como esta, que agora inaugura­
mos.
Aproveitamos o ensejo para vos
agradecer de viva voz a contribiiicdo do govérno federal em re
cursos de toda natureza para o
andamento desta obra que nada
tem de mesquinha.
Temos prazer em testemunhar
mais urna vez de público o nosso
reconhecimento ao senhor pre-.
feito do Distrito Federal, pelo
seu auxilio inestimável.
Aos senhores representantes dos
poderes Legislativo, tanto nacio­
nal como municipal, deixamos o
penhor de nossa gratidao.
A tantos outros amigos do Mu­
seu, brasileños e estrangeiros,
do mais modesto ao mais em evidéncia, se estende o nosso bem
querer.
Ao arquiteto, urbanista e paisagista, construtores, aos empreiteiros e subempreiteiros, a cada
artífice e operario — e sao muitos os que nao mediram sacrifi­
cios para levar a bom térmo esta
obra, e entre éstes incluo muito
carinhosamente os funcionários
do Museu, aqui fica o público
testemunho do nosso reconheci­
mento.
Agradecemos aínda a todos
aquéles que com sua presenqa
abrilhantaram esta festa — a
Ben Nicholson e aos escultores
británicos, c u j a participaqáo
neste ato inaugural vem realeos
o ínterésse desta cerimónia.

�Por último, porque assim mandam as boas maneiras, assinalamos com especial satisfagáo o
comparecimento do presidente
da Sociedade Americana dos
Amigos do Museu de Arte Mo­
derna, Mr. William Burden, que,
acompanhado de sua esposa,
veio de táo longe trazer-nos o
conforto do seu apoio e deixar
notoria prova de que a bandeira
do Museu já passou nossas fro7iteiras e encontrou padrinhos de
táo real quilate.
E, antes de terminar, mais urna
palavra de agradecimento —
esta de agradecimento, orgulho
e confianga — com o pensamento voltado para nossa térra brasileira onde “plantando, tudo
dá”, desde que seja plantado
com Fé, Honestidade e Coragem.”
★

★

★

Falou em seguida o diretor-executivo do Museu, senhora Niomar Moniz Sodré, que proferiu
estas palavras:
“Acaba de falar o grande presi­
dente desta Casa. Suas palavras
sao motivo do maior orgulho
para mim. Orgulho, e enorme
surprésa, pois eu nao sabia que
ele era assim, e, muito menos,
que eu era assim. Sempre imaginei Mauricio sereno e come­
dido. E se sai com esta. . .
Depois do seu discurso, táo ge­
neroso para comigo, e táo ele­
gante, nenhum de nós precisa­
ría dizer mais nada. No entanto,
o meu entusiasmo é táo grande
a minha emogáo táo forte, que

preciso despejá-los sobre voces
todos, socios, amigos e companheiros.
Porque hoje é o dia maior para
todos nós. E’ o dia — podemos
dizer — em que oficialmente
deixamos a Rúa da Imprensa,
onde há seis anos lutávamos
com o maior desconfórto, para
realizar, sem descanso nem interrupgáo, o que hoje aqui se ve.
Na Rúa da Imprensa, de urna
passagem, na própria rúa, fizemos urna casa, envolvendo com
madeira frágil colunas de con­
creto. Alteramos provisoriamen­
te a graca arquitetónica de um
dos mais belos edificios da cidade, de acórdo com o ministro
Simoes Filho, que acreditou em
nós, em nossa palavra, e que
sentía que dáli sainamos o mais
rápido possível, deixando novamente lime, o espago projetado
pelos seis mais arrojados arquitetos brasileños.
E passando pelas maiores dure­
zas, mas também pelos maiores
contentamento, comegamos a
viver.
Primeiro a doagáo diste terreno,
cuja beleza já foi tantas vézes
cantada pelos escritores e poe­
tas.
Esta primeira conquista foi com,
Joáo Carlos Vital, entáo governador da cidade, e hoje nosso
eficientíssimo companheiro, vice-presidente desta Casa.
Aliás, depois do nosso Vital, to­
dos os prefeitos — excetuando
um — vem colaborando nesta
obra. Do Alim Pedro, C7ija dedicagáo foi inigualável, enfren-

�tendo martirios para resolver
nossos problemas, ao Negráo
que, embora sendo um dos dez
mais elegantes, aínda há pouco
enterrara os sapatos grá-finíssimos na lama do aterro.
Tambérn os vereadores da cidade, ésses diabólicos ditadores do
Distrito, compreenderam o al­
cance e a importancia dos nossos planos. E pensó que até hoje,
éles, que vém acompanhando o
que temos feito, nunca se arrependeram da confianga que na­

güela hora merecemos.
Ai está um térgo déste conjunto
arquitetónico, de linhas puras,
elegantes de graga forte e sóli­
da, que só a fantasía, a sensibilidade, o altruismo de Affonso
Reidy poderiam criar e fazer viver. E aínda, para completar,
temos a rica vegetagdo de Ro­
berto Burle Marx, o paisagista
hoje internacionalmente dispu­
tado.
E assim foram chegando, urna
a urna, as Vitorias que íamos re­
cebando de olhos úmidos e coragao feliz,
Os primeiros dez milhoes do
Congresso, nurna hora em que
só conhecíamos dividas, tiveram
o apoio de dois tergos de deputados, entre os mais jovens de
espirito, os mais evoluídos, os
mais progressistas. E receberam
o apoio unánime e honroso do
Senado Federal.
E logo após, mima arrancada
meio louca, resolvemos enfren­
tar urna ambiciosa campanlia
financeira, importunando, pessoalmente, donos e presidentes de

companhias, fábricas, bancos,
industrias, empresas, contando
a nossa historia, vendendo a
nossa idéia.
I-Ioje, a lista dos que financiam
a construgáo do Museu é bastan­
te numerosa — vivemos num
grande vais, nao há dúvida —
mas nao posso deixar de citar
os primeiros, guando tímida­
mente audaciosa, receberam-me
com carinho e generosidade:
Walther Moreira Salles, Ricardo
Jafet, Luiz La Saigne, Antonio
Larragoitti, Spitzman Jordán.
Mas tambérn, ao meu lado, es­
taña sempre Nelsinho Baptista,
grande diretor-tesoureiro desta
Casa, monstro de cavacidade ad­
ministrativa e solidariedade hu­
mana.
Deixamos a Rúa da Imprensa,
abandonamos o pequeño barracao do aterro, de madeira e zinco, onde, por mais de dois anos,
trabalhamos na cam,panha tinanceira, assistindo febrilmen­
te, dia a dia, se desenvolver esta
poderosa construgáo. Quantos
de voces hoje aqui, nao nos visitaram lá, nao nos ajudaram lá?
Tínham,os tambérn a visita das
formigas, que eram recebidas
em festa, porque, para nós, na
nossa otimista superstigáo, sig­
nificara dinheiro que ia chegar,
na hora, no dia mesmo. E nao
falhavam; nem as formigas,
nem o dinheiro.
Finalmente, quero congratular­
me com todos voces pelo que estáo dando ao Brasil, neste mo­
mento, de grandeza, de civilizagao, de cultura, desde os gran­

�des beneméritos desta Casa, diretamente responsáveis p e l a
Obra, como os socios e amigos
que sempre trouxeram um apoio
permanente.
Tambérn aos homens da Im ­
precisa, do Rádio, da Ttlevisáo,
do Cinema, quero fazer a nossa
saudaqdo, pois sempre representou para nós um estímulo o carinho com que divulgavam e comentavam as nossas alividades,
dando-nos, murtas vézes, o que
precisávamos ñas horas de passageiro desalentó.
E um “obrigada” muito especial
á equipe do “Correio da Manhá”,
desde os diretores da Casa aos
mais modestos funcionarios, que
constantemente importunamos,
de todas as formas e modos, em
horas de afligáo ou de alegría.
E aínda, para atormentá-los, dizia-lhes que o Museu de Arte
Moderna era muito mais impor­
tante do que o seu jornal. Desculpem, companheiros, o páreo é
duro, mas toda ambigáo hones­
ta é permitida.
Quero aínda dizer o quanto é
cara para nós, no dia de hoje, a
vinda especial do casal Peggy e
Bill Burden, éle presidente do
Museu de Arte Moderna de Nova
York, e tambérn presidente, nos
Estados Unidos, do Comité de
Amigos do Museu de Arle Mo­
derna do Rio de Janeiro, forma­
do lá, recentemente, por éle próprio. Esta visita é um prestigio
e urna alegría.
E desejamos repetir mais urna
vez que todos os artistas plásti­

cos do Brasil, arquitetos, escul­
tores, pintores, gravadores, desenhistas, ceramistas, tém um.a
nova casa, mais ampia, mais
confortávél e melhor equipada,
para as suas múltiplas atividades. Porque agora, mais do que
nunca, em sede própria, in ten ­
sificaremos nossa pragramacio,
nao sámente no setor de exposigoes nacionais e estrangeiras,
como tambérn em novos cursos,
maior número de alunos. desenvolvimento das segoes de cine­
ma, até chegar á Escola Técnica
de Criagáo, ao Teatro, á Música,
ao Ballet.
Tantas pessoas, tantos ñames
gastarla aínda d,e citar. Nao para
agradecer, pois todos pertencem a um só grupo, no qual,
para o Museu, cada um faz o
que pode, e dá o que tem.
Pego apenas licenga ao ConseIho Deliberativo para saudar, en­
tre os trinta companheiros, ape­
nas um: Juscelino Kubitschek.
E dizer-Ihe, em vossos n ornes,
que é um contentamente, e dos
maiores, té-lo aqui hoje, ao nosso
lado, como colega, amigo e presi­
dente. E que déle, da sua mocidade progressista, da sua atividade produtiva, do seu esfórgo
pioneiro, esperamos nm Brasil,
táo forte e táo rico, onde nao só
possamos terminar velozmente o
nosso Museu, como tambérn se
possa criar outros Museus, de
norte a sul, e aínda ao centro,
para a cultura e a grandeza des­
ta Nagáo.
Obrigada, Presidente.”

��Usou da palavra, a seguir, o Em­
baixador da Grá-Bretanha, Sir
Geoffrey Wedgwood Harrison,
cujos patricios, o pintor Ben Nicholson e dez escultores jovens,
tambérn inauguraram o Museu.
Eis as palavras do representan­
te de S. M. Británica:
“Sua excelencia o senhor 'presi­
dente da República, sua exce­
lencia embaixador Mauricio Na­
buco, presidente da comitiva,
Exma. Sra. Niomar Sodré e dis­
tintos senhores e senhor as:
Ninguém que visite o Brasil, e
particularmente a sua capital,
pode deixar de ficar impressionado com a extraordinária vitalidade e o poder imaginativo que
é em toda parte demonstrado
ñas artes plásticas. E’ realmente
urna experiencia estimulante
contemplar as obras dos seus
pintores, arquitetos e paisajis­
tas, vivamente materializados
nesta cidade em alguns dos mais
belos projetos de arquitetura e
engenharia civil do mundo inteiro.
No Brasil de hoje, urna legiáo de
artistas e artesáos está agora
produzindo obras, aperfeigoando-se através de experiencias,
tentando novas form as, empenhando-se na conquista de
ideáis que, juntos, garantirlo,
sem dúvida, a continuidade dos
elevados níveis atingidos, e traráo a certeza no futuro de tal
criagáo e esfórgo artístico, que
sao parte vital no progresso e
desenvolvimento da Nagáo.

E’ nesta atmosfera vigorosa e es­
timulante que surgiu o Museu
de Arte Moderna e se transfcrmou numa fórga necessária e
propulsora no desenvolvimento
artístico do país. E’ motivo de
grande satisfagáo estar esta noite presente a um acontecimento
que assinala urna nova etapa no
desenvolvimento da arte moder­
na no Brasil. Éste grande novo
Museu no Rio e seu homónimo
em Sao Paulo, refletem nao só a
devogáo daqueles que sentiram
que o Brasil devia ocupar seu lu­
gar devido entre as grandes nagoes artísticas do mundo, mas
tambérn, o sempre crescente interésse público pelas artes, evi­
denciado em toda parte. Com a
inauguragao, esta noite, diste
Museu, a Capital Federal terá
por fim o centro permanente de
arte moderna que éla merece.
Hoje, está completado o primeiro estágio deste novo Museu.
O que já foi alcangado é urna
completa e certa garantía da
execugáo final de urna concepgáo magnífica. Orgulho-me em
ter a oportunidade de felicitar,
em nome do meu país, o presi­
dente do Camissáo, o embaixa­
dor Mauricio Nabuco, e os ilus­
tres membros de sua comissáo,
pelo seu éxito, e Ihes desejar sucesso na conclusáo de sua tarefa.
Quero tambérn expressar a minha admiragáo por essa simpá­
tica e talentosa senhora, dona
Niomar Moniz Sodré, cuja inspiragáo, empenho pessoal e inesgotável energía transformaranz
éste sonho de um centro para o

�Pres. Juscelino Kubitschek, Sra. Niomar Moniz Sodré, Mr. William Burden,
Embaixador Sir Geoffrey Harrisson, Ministro Clovis Salgado, Dra. Carmen
Pcrtinho, Prefeito Negráo de Lima.

incentivo e a projeqáo de arte
moderna no Brasil, neste estágio
de inspiradora realizagáo.
Que a Grá-Bretanha esteja táo
estreitamente ligada á inauguragáo déste Museu. ao apresen­
tar urna exposigáo das obras de
Ben Nicholson e dez dos nossos
escultores mais jovens, é para
mim, motivo de maior satisfagáo. E’ realmente urna grande
honra e privilégio que esta contribuiqáo británica de arte mo­
derna, recentemente exibida na
IV Exposigáo Bienal de Sáo Pau­
lo, tenha agora um lugar espe­
cial na ocasiáo da abertura ofi­
cial do Museu. Em anos anterio­
res, a Bienal nos possibilitou
trazer ao Brasil as obras de mui-

tos de nossos artistas contem­
poráneos, como Graham Sutherland, Henry Moore e outros. Éste
ano, pela primeira vez, vem ao
Rio nossa exposigáo nacional, e
esperamos que, no futuro, en­
contraremos outras oportunida­
des para fortalecer nossos lagos
culturáis já existentes, exibindo
outras exposiqoes neste magní­
fico edificio.
Finalmente, gostaria de expressar os meus mais calorosos agradecimentos pela grande honra
pessoal que me concederam ao
me permitirem participar da
abertura oficial do Museu de
Arte Moderna do Rio de Janeiro,
ao qual sinceramente desejo urna
prosperidade continua.”

�Seguiu-se o esperado discurso do
Presidente da República, senhor
Juscelino Kubitschek de Olivei
ra, que assim falou:
“Por certo, nao seria preciso en­
carecer, perante vos, o que sig­
nifica, para a cultura brasileña,
a inauguraqáo da primeira unidade do Museu de Arte Moder­
na do Rio de Janeiro. Aqui se
acham presentes figuras exponenciais das letras e das artes no
país. Melhor do que ninguém,
podéis avaliar a transcendencia
déste ato, o vasso extraordinário que com éle se dá, para o in­
cremento, entre nós, de urna atividade que é flor e remate das
civilizaqoes.
Entregar ao público urna admirável criaqáo arquitetónica e um
acervo já rico, de obras de arte,
constituiría, por si só, acontecimento de profunda repercussáo
em nossa vida cultural. Mas éste
Museu nao será apenas um mostruário passivo, urna coleqáo de
finas produgoes, escolhidas en­
tre o que de mais expressivo e
original tem criado a arte do
nosso tempo. Será tambérn, e
essencialmente, urna escola.
Muito significativamente, comegou-se éste conjunto pelo edifi­
cio destinado á Escola de Criacáo
Artística. Pretendeu-se equipar
o país, com a urgéncia que o nosso desenvolvimento cultural e
económico reclama, de urna instituigáo em moldes modernos,
capaz de incentivar a atividade
criadora, pelo preparo técnico e
intelectual de alta categoría.

Urna escola de nivel universitário, que nao se propoe apenas a
facilitar, aqueles que tenham
aptidáo criadora, conhecimenio
e métodos que Hice enriquegam.
o dom natural, mas tambérn, e
principalmente, a estimular a
autonomía de criagáo, a ensinar
o jovem artista a procurar em
si mesmo o melhor do seu poder
inventivo.
Assim, éste Museu constituirá
um ativo centro de vivéncia ar­
tística, quer pela agáo de suas
mostras de arte, quer pelo trabalho pedagógico, de feiqáo nova,
que desenvolverá entre nós.
O desenvolvimento nacional es­
lava a pedir unía instituigáo
desta natureza. que, no campo
da arte, fósse capaz de procurar,
para problemas específicamente
nossos, solugoes que só nos será
dado encontrar com um intenso
esfórgo criador. Se o atual govérno se mostra particularmente
empenhado no estímulo á eco­
nomía nacional, para que éste
país alcance o poder e a prosperidade a que está votado, devo
dizer-vos que neste empenho
nunca deixamos de encorajar e
estimular a parálela expansáo
de sua criatividade, no delicado
campo em que se exercita urna
das mais nobles facuidades do
homem.
O desenvolvimiento há de ser en­
carado com um esfórgo global,
que congregue tridas as aptidoes
e Ihes assegure os mélhores
meios de afirmagáo. A procura
de bem-estar, na esfera das coi­

�sas materiais, mutilaría a fisio­
nomía nacional, se, ao mesmo
passo, nao buscássemos, no do­
minio do espirito e da sensibilidade, a satisfagáo de exigencias
que se mostrara, no ser humano,
táo imperiosas, quanto as que
dizem respeito d sua subsisten­
cia e seguranca.
Assim, urna instituigáo votada
ás artes e á criagao estética se
inscreve num programa de de­
senvolvimento, como urna etapa
necessária e insubstiiuível. Urna
civilizagáo técnico.- industrial
que nao crescaso vinculada a
urna intensa atividade artística
estaña ameagaáa de deformar­
se. O impacto da industrializagao, sobre as atividades artesanais de conte údo artístico, só
pode ser comp°nsado por um
cultivo dos valores estéticos capazes de modelar a mdo do tecnólogo e do openíño, preservan­
do características de singularidade e de beleza que de outro
modo se perderiam.
Eis porque vemos com especial
agrado frutificar no Brasil, de
maneira táo promissora, inicia­
tiva como esta a que a sra. Nio­
mar Moniz Sodré Bittencourt se
entregou com a inteligencia, a
energía e o devotamento que Ihe
comunicam á personalidade tra­
gos táo peculiares.
Com extraordinario fervor, do­
minando obstáculos sem conta,
que seriam para desencorajar a
quem náo tivesse um ideal e
energías para alcangá-lo, a Diretora do Museu de Arte Moder­
na está erguendo um monu­
mento que honraría a cultura

dos povos de mais apurada civi­
lizagáo e vai situar o Brasil en­
tre as Nagoes onde mais se tem
desenvolvido o esfórgo cultural
em nossa época. A ela, bem como
a todos quantos devotadamente
cooperaram nesta obra, desejo
apresentar, náo só como Chefe
do govérno, mas como membro,
e dos mais antigos, do Conselho
Deliberativo desta instituigáo,
as minhas congratulagoes pela
importante etapa vencida.
O devotado presidente do Mu­
seu, Embaixador Mauricio Na­
buco, teve a bondade de recordar
que, como prefeito de Belo Ho­
rizonte, já me preonipava eu em
incentivar atividades artísticas
pioneiras, como foi, áquela épo­
ca, a edificagáo do conjunto da
Pampulha. Ao inaugurar éste
belo edificio concebido por Affonso Eduardo Reidy, revivo hoje
as emogóes que experimentei,
entáo, ao contemplar a obra de
Oscar Niemeyer na Capital de
Minas.
Desejo exprimir ao Embaixador
Sir Geoffrey Wedgwood Harrison o quanto nos sensibiliza haver a sua nobre Podría se associado a éste festivo acontecimento da cultura brasileña, envian­
do-nos urna exposigáo de escul­
tores os mais representativos da
arte británica moderna.
Volvido para o ampio cenário da
Guanabara, frente á entrada da
barra, como a oferecer-se ao
mundo, éste Museu será mais
um poderoso elo de aproximagáo entre o Brasil e todas as
Nagoes.

�Sr. Demosthenes M. Pinho, Sr. e Sra. Rodolpho Souza Dantas e Baronesa Carmen Saavedra.

Antes de instalarse em sede
própria, já realizara, a par de
numerosas exposigoes nacionais,
mostras estrangeñas que marcaram momentos da mais fecun­
da comunicagdo entre outros po­
ros e o nosso vovo, através desse
veículo universal do sentimento,
que é a obra de arte plástica.
Antes de ter urna sala de confe­
rencias, já fazia ouvir no Brasil
a palavra de eminentes escrito­
res, artistas e educadores de várias nacionalidades. As vézes
Ihe faltavam recursos para custear esta construgáo, e, entre­
tanto, enviara, ao exterior, expo­
sigoes itinerantes, levando a ar­
te brasileña a outros conti­
nentes.
Se assim trabalhava antes de ser
definitivamente instalado, e an­

tes de estar equipado, pode-se
imaginar que agáo intensa será
capaz de desenvolver, quando
puder dispor de mais ampios
meios.
E’ com satisfagáo que vos decla­
ro que o govérno continuará a
dispensar toda a ajuda, que Ihe
fór possívél, a éste nobre e desinteressado empreendimento,
de que com razáo já se orgulha
o poro brasileño. A éle náo fal­
tará o nosso decidido apoio, como
náo faltará a toda iniciativa da
natureza desta, que eleve o conceito do Brasil entre as Nagoes
e desperte, em nosso povo, a le­
gítima ufania de estar f atiendo
algo de belo e de grande, que,
sendo nosso, encerre um conteúdo verdadeirámente universal.”

�Concluidas as oracoes, sob de­
morados aplausos, a sra. Niomar
Moniz Sodré desenrolou a ata de
inaugurando, lendo-a para os
presentes:
“Aqui — pelo esfórgo de algumas
vontades — sendo as dezoito ho­
ras e trinta minutos do dia vinte e sete de janeiro de mil novecentos e cinqüenta e orto, foi
inaugurado, por J u s e e l i n o
Kubitschek de Oliveira, presi­
dente da República, a sede defi­
nitiva do Museu de Arte Moder­
na do Rio de Janeiro, estando
presentes á solenidade o prefeito
Negráo de Lima e as pessoas que
assinam esta ata, feita e lida por
mim, Niomar Moniz Sodré, com
o voto para que o Museu atinja
a perfeigáo de sua finalidade de
ser útil ao Brasil

Lida a ata, a senhora Niomar
Moniz Sodré a assinou, passan
do-a ao Presidente da Repúbli­
ca, que tambérn a assinou, se­
guido de todos os presentes. Náo
houve quem náo assinasse a ata,
sendo necessárias duas secretárias para assistirem o processo
de assinatura, que se desenrolou
durante várias horas.
Depois de assinada a ata, o Pre
sidente da República ingressou
na sala da mostra de Ben Nicholson e dos escultores ingleses.
O presidente, sempre acompanhado pela diretoria do Museu,
visitou tambérn os ampios terracos, descendo, em seguida, ao
andar térreo, onde percorreu a
exposigáo de parte do patrimo­
nio do Museu.

�RELATÓRIO DO ANDAMENTO DA OBRA NO ANO DE 1957
Tendo em vista a quantidade e a diversidade de servigos realizados
no ano findo, julgamos. a fim de permitir melhores esclarecimentos aos socios, mais conveniente fazer urna análise suscinta do
desenvolvimento dos trabalhos em cada setor.

1 — Sub-solo

Foram realizados os seguintes servicos: conclusáo da camada de
concreto magro do piso, execugáo do depósito para guarda de es­
culturas, em concreto armado, de alvenaria, das tubulacóes elétricas, de esgotos, de água, de incendio, de ar-condicionado. Execugáo
das paredes de alvenaria, colocagáo das guarnigóes das portas
de ferro metalizado, dos azulejos, chapisco e embógo das paredes
e teto, e conclusáo da impermeabilizagáo. Ainda foram executadas
a alvenaria do fósso de ventilagáo, a concretagem do tanque e da
torre de reírigeragáo, montagem dos blocos de apoio e das máqui­
nas do monta-carga, execugáo do revestimento de mosaico dos
pilares, colocagáo das guarnigóes das janelas que dáo para o fósso.
Foi ainda concluido o aterro em volta do subsolo.

2 — Pavimento térreo

a) SETOR V: Conclusáo das cintas de concreto armado, da
camada de concreto magro do piso, das alvenarias de tijolos apa­
rentes e comuns, do revestimento de massa das paredes e te tos,
dos pisos em cerámica, colocagáo dos rodapés, das esquadrias, das
guarnigóes de ferro metalizado, das paredes e dos tetos de reves­
timento de eucatex acústico, revestimento dos pilares em mosaico,
colocagáo dos vidros, e pintura de protegáo das guarnigóes de
ferro metalizado. Foram ainda executados e concluidos dois banheiros e os restantes em fase de conclusáo. Executou-se as instalagoes das tubulacóes elétricas, de agua fria e quente, de incen­
dio, de aguas pluviais, esgóto primario e secundário, sendo, também feita a enfiagáo elétrica. Acrescentamos ainda a colocagáo
das portas de jacarandá.

�b) SETOR IV: Conclusáo das cintas e da camada de concreto
magro, das tubulagoes das instalacoes, do entarugamento das pa­
redes e te tos de revestimento de eucatex acústico da tipograíia,
chapisco e emboco das paredes e tetos. Execugáo do armário do
corredor, com colocagáo das guarnigóes, colocagáo dos azulejos da
sala de encadernagáo e do depósito de papel, das guarnigóes de
ferro metalizado, dos esgotos e das caixas do atelier fotográfico
em polidurite, dos servigos de alvenaria e concreto da cantina.
Colocagáo da monovia para transporte dos volumes ao sub­
solo, exccucáo do isolamento das cámaras frigoríficas. Ainda de­
vemos acrescentar a execugáo em volta do terreno do Museu, a
execugáo do “Vault”, e das ligagoes externas de águas pluviais.
Foi executada a instalagáo provisoria de esgóto para os banheiros
do Setor V.

2° PAVIMENTO — Conclusáo dos servigos de colocagáo de con­
creto celular, de impermeabilizagáo e execugáo dos canteiros, com
a distribuigáo hidráulica, no Terrago. Execugáo de quase toda alvenaiia, colocagáo das guarnigóes de aluminio das esquadrias
do restaurante e entarugamento do teto para revestimento acústi­
co. Colocagáo dos monta-carga.

3 — Cobertura
Todos os servigos da parte estrutural executada foram realizados.
Bloco de Exposicoes
Foram executados todos os tirantes e cintas de fundagáo estando
tambérn concluido o atérro. Foram iniciados os cimbramentos
de tres quadros.
Antes de concluir devemos salientar certos aspectos importantes
de certo modo tranqüilizadcres para o bom funcionamento do
Museu. Assim podemos citar as provas de carga efetuadas ñas
estacas e fundagáo; as provas de pressáo em todas as tubulagoes
hidráulicas. Além do projeto de impermeabilizagáo que objetivou
maior seguranga, pela elaboragáo meticulosa dos detalhes e das
especificagóes, da cuidadosa execugáo efetuada, queremos ressal­
tar que pela primeira vez foi feita no Brasil, prova de água, náo
sómente no terrago do restaurante, cerca de 3.000 m2 de área,
como tambérn na Cobertura com 1.000 m2. Outros aspectos im­
portantes poderíamos citar, porém julgamos oportuno ressaltar
a instalagáo de água e de incéncio que estáo sendo executados em
tubos de cobre, resultando em melhor e mais perfeito acabamento,
sendo ainda, o que é mais importante, de duragáo indefinida.

�EXPOSICÓES NO EXTERIOR
“Arte Moderno en Brasil”
Esta exposigáo foi apresentada em Buenos Aires, Rosário, San­
tiago e Lima.
270 obras, sendo 153 pinturas, 20 esculturas, 73 gravuras e 24 desenhos. Tomaram parte os seguintes artistas:
Pintores:
Alberto da Veiga Guignard, Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Aluísio
Carváo, Anita Malfatti, Antonio Bandeira, Cándido Portinari, Cé­
sar Oiticiea, Cicero Días, Clóvis Graciano, Déa Campos Lemos,
Décio Vieira, Djanira Motta e Silva, Elisa Martins da Silveira,
Emeric Marcier, Emiliano Di Cavalcanti, Firmino Fernandes Saldanha, Flávio de Resende Carvalho. Frank Schaeffer, Franz
Kracjberg, Geraldo de Barros, Heitor dos Prazeres, Hélio Oiticiea,
Hermelino Fiaminghi, Iberé Camargo, Inimá de Paula, Ione Saldanha, Ivan Serpa, Joáo José da Silva Costa, José Antonio da
Silva, Jo &lt;é Pancetti, Tasar Segall, Lygia Clark, Maria Helena An­
drés Ribeiro, Maria Leontina, Mauricio Nogueira Lima, Milton
Dacosta, Mario Silésio, Paulo Becker, Raymundo Nogueira, San­
són Flexor, Tarsila do Amaral, Teresa Nicolao, Tomás Santa Rosa,
Ubi Bava, Vincent Ibberson, Yolanda Mohaly.
Escultores:
Bruno Giorgi, Felicia Leirner, Franz Weissman, Maria Martins,
Sergio de Camargo, Vitor Brecheret, Zélia Salgado.
Gravadores:
ArtLur Luiz Piza, Cándido Portinari, Carlos Prado, Darel Valenga,
Edith Behring, Fayga Ostrower, Iberé Camargo, Joáo Luiz Chaves,
Lygia Pape, Lívio Abramo, Marina Caram, Marcelo Grassmann,
Oswaldo Goeldi, Poty Lazzarotto, Roberto Burle Marx, Rossini
Pérez, Vera Bocayuva Mindlin, Vera Tormenta.
Desenhistas:
Aldemir Martins, Anísio Medeiros, Arnaldo Pedroso D’Horta, Ro­
berto Burle Marx, Lothar Charoux.
Shankar’s Magazine
22 trabalhos dos alunos do Curso de Ivan Serpa foram enviados
para Nova Delhi, para o concurso desta revista indiana.

�O Presidente Prado e o Ministro Macedo Soares ao inaugurar a exposicáo de arte
brasileina em Lima.

O MUSEU E O ITAMARATI
Intensificarse, presentemente, a
atividade cultural do Itamaratí:
urna exposicáo de arquitetura,
periódicamente enriquecida, percorre as principáis cidades européias; em Berlim, no bairro
de Hansa, urna exposicáo de
Brasilia e outra de residencias
brasileiras, ambas a serem apresentadas, posteriormente, em
Zurich, no Kunstmuseum, e em
Viena; em Miláo, este fim de
ano, Brasilia e Burle Marx e,
para 1958, além da colaboracáo
do Itamarati para a Exposicáo
Internacional de Bruxelas, seráo
organizadas algumas mostras vo­
lantes de arquitetura, a comegar pelo México, onde, por outro
lado, participaremos da I Bienal
Interamericana de Pintura e
Gravura.

Grande foi a colaboracáo, em
1957, entre o Museu de Arte Mo­
derna do Rio de Janeiro e a Divisáo Cultural do Ministério das
Relacóes Exteriores, especial­
mente através da exposicáo de
gravura brasileira em Montevidéu (a qual, subdividida, percorreu algumas cidades do inte­
rior uruguaio) e da mostra
“Arte Moderno en Brasil”, a
maior exposigáo de arte brasi­
leira já enviada ao exterior. Essa
exposigáo constituiu o aspecto
cultural de importantes con­
tactos diplomáticos entre o Bra­
sil, a Argentina, o Chile e o Perú.
Em Buenos Aires, Santiago e
Lima, a Exposigáo foi aberta
com a presenga dos Presidentes
das 3 Repúblicas amigas. Ñas
2 últimas capitais, estéve pre­
sente o Chanceler J. C. de Ma­
cedo Soares.

�GRAVURA BRASILEIRA EM MONTEVIDEO
O Museu de Arte Moderna do Rio
de Janeiro emprestou todo seu apoio
á exposicáo de gravura brasileira
(45 gravadores; 242 trabalhos) que
o Instituto de Cultura UruguaioBrasileira, sob o patrocinio do Itamarati, manteve aberta, de 3 a 10
de setembro, no Subterráneo Muni­
cipal de Montevidéu. A mostra, que
foi grandemente prestigiada pelo
lamentado Embaixador J. B. Berenguer Cesar, obteve sucesso sem
precedentes na capital uruguaia,
sendo posteriormente desdobrada
em tres exposigoes menores, que
percorreram cidades do interior do

país vizinho. A gravadora Fayga Ostrower compareceu á inauguracáo,
proferindo nos dias subseqüentes
diversas palestras, comparecendo a
mesas redondas e assim contribuindo intensamente para o melhor in­
tercambio artístico uruguaio-brasileiro. Em apenas sete dias, numa cidade de oitocen tos mil habitantes,
a exposicáo alcancou urna visitacáo
de dez mil pessoas, verdadeiro re­
cordé de freqüéncia em museus
sul-americanos. Foi tambérn excep­
cional o destaque dado pela impren­
sa uruguaia ao acontecimento.

Vista parcial das salas da exposicáo.

�“ARTE MODERNO EN BRASIL”

Dando maior impulso a
seu programa de divulgar
de modo ampio e duradouro a arte brasileira no
exterior e, tambérn, de
garantir para o Brasil a
posigáo que Ihe compete
no panorama artístico
latino-americano, o Mu­
seu de Arte Moderna do
Rio de Janeiro, com a co­
laborando da Divisáo Cul­
tural do Itamarati, levou
a varias nagoes da Amé­
rica do Sul, durante o se­
gundo semestre de 1957,
a maior exposigáo de
arte já enviada de nosso
país ao estrangeiro.
A boa vontade de instituigoes e de particulares,
um eficiente trabalho de
equipe, e, sobretudo, a capacidade de trabalho de
um grupo de elementos
do Itamarati e do Museu,
possibilitaram a impor­
tante realizagáo.
A idéia da mostra nasceu
da visita da senhora Nio­
mar Moniz Sodré a Bue­
nos Aires, em dezembro
de 1956, ocasiáo em que
govérno, organizagóes e
personalidades argenti­
nas e, em particular, o
Embaixador Joáo Carlos
Muniz, fizeram-lhe sentir,
insistentemente, a necessidade e a oportunidade
de intensificar as relagóes
culturáis argentino-brasileiras — estagnadas havia varios anos — medi­
ante urna exposigáo artís­
tica de vastas proporgoes.
De volta ao Rio, o Diretor
Executivo do Museu dis-

cutiu a idéia com seus co­
laboradores. Depois de
vencidas várias dificuldades, sobretudo as devidas
á falta de espago necessário á montagem de urna
exposigáo de grande en­
vergadura, decidiu-se afi­
nal a realizagáo da mos­
tra. A senhora Niomar
Moniz Sodré partiu para
a Europa, enquanto o
Professor Carlos Flexa Ribeiro, designado comissário da exposigáo, assumiu
a diregáo dos trabalhos,
auxiliado pelo Secretario
Wladimir Murtinho e sua
esposa, gravadora Tuni
Murtinho, e pelo j ornalista Jayme Mauricio. Em
reunioes sucessivas, mar­
cadas pela emergencia,
foram solucionados pro­
blemas de localizagáo das
obras, coleta, registro, se­
guros e transporte dos
trabalhos. Devido á falta
de espaco ñas instalagóes
provisorias do Museu, o
“Colégio Andrews” cedeu
os salóes onde quadros,
esculturas, desenhos e
gravuras foram reunidos
para selegáo, classificados, fotograíados, catalo­
gados e encaixotados, dali
par indo para o Oais do
Porto. E’ de ressaltar,
igualmente, a colaboragáo fundamental do Mu­
seu de Arte Moderna de
Sáo Paulo e de diversos
colecionadores particula­
res, sem cujo apoio a ex­
posigáo náo teria. aleangado seus objetivos.

Sem temor de exagero
pode-se afirmar que a ex­
posigáo “Arte Moderno en
Brasil” veio a ser o prin­
cipal acontecimento do
ano artístico de 2957 em
Buenos Aires, Rosario,
Santiago do Chile e Lima,
cidades onde duzentas e
setenta obras de 73 artis­
tas, (desde “A Boba”, de
Anita Malfatti, 1927, até
“Ritmo”, de Ivan Serpa.
1957), apresentaram a ar­
gentinos, chilenos e peluanos urna idéia ae con­
junto de trinta anos de ex­
periencia e realizagóes na
pintura, na escultura, na
gravura e no desenho do
B r a s i l contemporáneo.
Apesar de todas as dificuldades anteriormente
apontadas, nenhum movimento, nenhum artista
relevante deixou de ser
representado, sendo a
mostra saudada por toda
parte como impressionante demonstragáo da fórga criadora do Brasil.
Reabrindo o ‘ M u e r d e
Bellas Artes”, em Buenos
Aires, foi a exposicáo
inaugurada pelo presi­
dente Aramburu, com a
freqüéncia de 2.900 visi­
tantes. Aberta de 25 de
mho a 28 de julho, contou ao todo com o total
de 31.295 visitantes, constituindo o centro de re­
levantes contactos cultu­
ráis brasileiro-argentinos,
sobretudo através do gru­
po “Nueva Visión”, repre­
sentantes categorizados
da vanguarda portenha.

�VISITA DO EMBAIXADOR FELIPE A. ESPIL, da Argentina á montagem da Exposicáo,
no Colegio Andrews. — Embaixador Felipe A. Espil, Prof. Dr. Carlos Flexa Ribeiro e o
conselheiro Meira Penna.

O Professor Carlos Flexa
Ribeiro pronunciou duas
conferencias, que alcancaram ampia repercussáo.
Posteriormente, entre 10
e 18 de agosto, a grande
mostra foi apresentada
em Rosario, no “Museo
Juan B. Castagnino”, alcancando sucesso propor­
cional ao de Buenos Ai­
res.
Durante sua permanen­
cia na Argentina a expo­
sigáo contou com o pa­
trocinio do embaixador
Joáo Carlos Muniz e com
a colaboragáo do crítico

Jorge Romero Brest, diretor do Museo de Bellas
Artes de Buenos Aires,
bem como com a dedicagáo do Sr. Ignacio Pirovano, representante do
nosso Museu na Argen­
tina.
A 17 de setembro, a ex­
posigáo brasileira apresentava-se em Santiago
do Chile, no “Museo de
A r t e Contemporáneo”,
com a presenca do Pre­
sidente Ibañez, do Chanceler José Carlos de Macedo Soares e do Embai­
xador Mauricio Nabuco,
presidente do Museu de

Arte Moderna do Rio de
Janeiro, o qual, por ocasiáo da inauguragáo da
mostra, pronunciou im­
portante discurso, carac­
terizando a exposigáo e
as circunstancias que Ihe
deram origem, e recor­
dando, tambérn, sua ante­
rior estada no Chile como
Embaixador.
De volta ao Brasil, o Em­
baixador Nabuco concedeu oportuna entrevista á
imprensa, considerando a
exposigáo um exemplo de
como se podem entrosar
com felicidade as inicia­
tivas oficial e particular.

�Nessa entrevista, disse o
Embaixador Nabuco ter
sido um éxito completo a
apresentacáo, no Chile,
da Exposigáo, sublinhando a freqüéncia popular
de cerca de novecentas
pessoas por dia, numa cidade de populagáo relati­
vamente p o u c o densa.
Sentía - se especialmente
feliz por ter-se apresenta­
do a mostra na Quinta
Normal, em meio a urna
zona pobre da capital chi­
lena, ficando assim, a ex­
posigáo, ao alcance das
camadas operarías da po­
pulagáo santiaguina.
No decorrer da exposigáo,
em Santiago, o Secretario
Wladimir Murtinho e o
jornalista Jayme Mauri­
cio levaram a efeito, em
meio aos quadros, escul­
turas, gravuras e desenhos, um debate com
críticos e artistas chi­
lenos, o que c o n t r i b u i u significativamen­
te para o conhecimento
de nossas artes num dos
maiores centros culturáis
da América. A 6 de outubro encerrava-se a ex­
posigáo, alcangando um
total de 16.642 visitantes.
Com magnífica apresentagáo, facilitada pelos es­
pléndidos saloes do “Mu­
seo de Arte” do “Paseo
Colón” (projetado p o r
Eiffel), abriu-se a mos­
tra em Lima, Perú, a 15
de novembro, prestigiada
pela presenga do Presi­
dente Manuel Prado e do
Chanceler brasileiro, J. C.
de Macedo Soares. Mais
urna vez, e sempre com
surpreendente freqüéncia
cotidiana (num total de

6.123 visitantes) a mos­
tra, encerrada a 29 de no­
vembro, proporcionou es
treito contacto entre as
culturas peruana e brasi­
leira, sendo de notar o re­
alce emprestado ao acon­
tecimiento pela imprensa
de Lima. Apresentando a
exposigáo, o Embaixador
Orlando Leite Ribeiro, re­
presentante do Brasil no
Perú, escreveu um texto
especial para o catálogo,
delineando o espirito e as
preocupagóes da arte con­
temporánea em geral e
brasileira em particular,
bem como a natureza e
o alcance de “Arte Mo­
derno en Brasil”. Eis o
texto do nosso embaixa­
dor em Lima:
“A verificagáo dos moti­
vos que impelem o homem na diregáo da Arte
tem sido urna das preo­
cupagóes constantes daqueles que se dedicam á
pesquisa dos impulsos hu­
manos. Desde Hegel, Ribot e Grosse até aos mo­
dernos psicólogos e filóso­
fos, os estudiosos tém pro­
curado encontrar urna
razáo motora e funda­
mental para explicar o
movimento espontáneo da
criagáo artística. Seria re­
almente urna temeridade
tratar de definir com exatidáo científica as causas
geradoras que impulsionam o artista no sentido
de produzir sua obra. To­
dos, de maneira direta ou
indireta, estáo de acórdo
em que o meio físico, a
moral e as condigóes de
vida tém influéncia deci­
siva na motivagáo objetiva
do artista.

A arte moderna, submetída as agóes poderosas do
momento histórico que vi­
vemos, é urna volta ao Ho­
rnera e a seus problemas.
Se é verdade que essa arte
aparece em lugares dife­
rentes sob influxos eontraditórios, o que caracteza o arústa contemporá­
neo é a cooperagáo que
seu talento empresta á
vida, em sua busca mais
profunda do bem comum.
Varias sáo as causas que
o levam á criagáo, assim
como sáo varias as necessidades fundamentáis que
devem encontrar p a r a
conduzir a um clima pro­
picio o nascimento da
manifes'eagáo a r t í s t í ca; únicamente ao deixar
as fórmulas subjetivas
pode o artista produzir
algo digno de viver para
a posteridade.
A civilizagáo, nítidamen­
te materialista, esbogada
como solugáo para os pro­
blemas de desajustamento social e espiritual, tem
sido necessário encontrar
urna fórmula capaz de
conciliar o progresso ver­
tiginoso da era industrial
e atómica com as normas
tradicionais da cultura
ocidental, sem ferir a própria esséncia da alma hu­
mana, em sua dupla dimensáo: a pessoal e a
social.
Na adequagáo do proble­
ma acima mencionado es­
tá o trabalho do artista
moderno. A nogáo do belo
mudou muito; os objeti­
vos da arte se modifica­
ran! de tal modo que só o
homem moderno, vivendo
as vicissitudes da existén-

�Na inauguracáo da exposicáo “Arte Moderno en Brasil” em Santiago do Chile, quando discursava o Embaixador Mauricio Nabuco peíante o Presidente do Chile, General Ibanez.

cia, é capaz de entender
o que a humanidade es­
pera do artista. O espirito
científico se apoderou do
próprio sentido da vida e
desde o impressionismo
ao concretismo, passando
pelo cubismo e pelo sur­
realismo e por quantos
“ismos” existam, o artis­
ta moderno procura, com
seu trabalho, dar urna
contribuigáo individual s
felicidade coletiva. E’ pre
cisamente nessa capacidade de adesáo profunda
aos atos da criagáo, em
sua incessante renovagáo
vital, em seu ímpeto in­

terior, em seu perene im­
pulso, que se encontra a
fórga do homem criador,
para a comunicagáo de
seus bens de cultura e a
difusáo de seus ideáis,
através das distintas va­
riedades de estilos e co­
res.
Náo resta dúvida, por­
tanto, que a fungáo do
artista de hoje é essencialmente social. No caso
da “Arte Moderna no
Brasil” poderíamos dizer
que é tambérn essa a sua
origem. O Museu de Arte
Moderna do Rio de Janei­
ro — organizador da men­

cionada exposigáo — náo
é nem deseja ser um or­
ganismo estático; dirige
seu trabalho com a intengáo de ser um movimento
renovador, decidido a par­
ticipar da vida corrente
do povo e orientar o ho­
mem contemporáneo no
sentido de resolver seus
problemas de bem-estar
m a t e r i a l e espiritual.
Além da tarefa de dar
a conhecer ao homem
a arte de seus dias, o
Museu de Arte Moder­
na, tal como é con­
cebido, é o terreno mais
fecundo onde se pode

�Um ángulo da exposicáo Arte “Moderno en Brasil”, inaugurada em
Lima, Sala dos concretos: parede Volpi, Carváo e Décio Vieira.

despertar e disciplinar a
inata atividade inventiva
do ser humano.
E náo seria plausível na
época em que vivemos dar
existencia a um museu a
mais, destinado a guar­
dar quadros e esculturas,
sem sentido das necessidades da vida trepidante
de cada dia. O Museu de
Arte Moderna do Rio de
Janeiro, por sua organizacáo, pretende ser urna
espécie de Universidade
da Forma, onde todas as
manifestacoes se destinam, como última finalidade, ao maior entendi­

miento entre os povos nos
planos da cultura e da
paz.
“Arte Moderna no Bra­
sil”, é a maior exposigáo
que o Brasil já enviou ao
Exterior. Apresentada cm
Buenos Aires, Santiago e
Lima e daqui talvez em
outras capitais america­
nas, sob os auspicios e a
orientacáo da D i v i s á o
Cultural do Itamarati,
deseja ser, como o é real­
mente, urna mensagem
de amizade e compreensáo do govérno e do povo
de meu país ao govérno
e a opovo do Perú, atra­

vés da linguagem maravilhosa da Forma”.
A montagem da exposi­
cáo, bem ccmo a eonfecgáo dos catálogos, foi rea­
lizada, pessoalmente, em
Santiago e em Lima, pelo
casal Wladimir do Amaral Murtinho, incansáveis
na escolha dos locáis, na
disposigáo dos trabalhos,
nos contactos com a im­
prensa e com os intelectuais, e assim por diante.
Deve-se tambérn á gravadora Tuni Murtinho, nes­
te último ano, o progresso
rerificado na fase proviso­
ria das publicagoes do
Museu.

�VAN DER HAAGEN NO RIO

Sr. J. K. Van Der Haagen, Embaixador Mauricio Nabuco
e o Dr. Affonso Reidy.

De 29 de janeiro a 5 de fevereiro, 1957, Jan Karel van der Haagen,
cheíe da Divisáo Museus e Monumentos da UNESCO, estabeleceu,
no Rio, os contactos preparatorios do Seminário Internacional
sobre o tema “Museus e Comunidades”, que essa agencia das
Nacoes Unidas levará a efeito no Brasil, em 1958. Em menos d
um més, van der Haagen visitou Havana, Panamá, Bogotá, Lima,
Santiago do Chile, Buenos Aires, Sáo Paulo e Rio, cidades cuja
situacáo museológica, segundo suas palavras textuais, “talvez nem
sempre seja o que desejamos, porém, tanto as autoridades governamentais como os especialistas alimentam a conviccáo de que

�chegou o momento de introduzir métodos mais modernos com a
íinalidade de poderem táo maravilhosas instituigóes desempenhar,
no desenvolvimento social das comunidades, o papel que lhes foi
destinado por sua natureza”.
No Rio, van der Haagen, que estéve em permanente contacto com
a diretoria do Museu de Arte Moderna, visitou todos os museus
locáis. Pronunciou no Ministerio da Educagáo urna conferencia
sobre problemas sociais dos museus. Reuniu-se com varios museólogos e educadores. Conferenciou com os ministros da Educagáo
e das Relagóes Exteriores, com o diretor do Servigo do Patrimonio
Histórico e Artístico Nacional, com o professor Carlos Flexa Ri­
beiro, delegado do Museu de Arte Moderna junto ao ICOM e com
varias outras personalidades de nossos meios oficial e cultural.
Entre os resultados de sua visita ao Brasil, destaca-se o projeto
de temario para o estágio internacional de 1958, quando seráo
discutidos, entre outros, os problemas de utilizagáo das técnicas
de museu nos programas educacionais, da experiencia prática na
organizagáo de exposigóes permanentes e temporarias, fixas ou
itinerantes, e das relagóes entre o museu e a comunidade.
Visitando a construgáo do Museu de Arte Moderna, o Sr. van der
Haagen entusiasmou-se visivelmente pelo programa e proporgóes
da instituigáo. Durante toda sua estada no Rio mostrou o maior
interésse pela organizagáo, planejamento e execugáo dos traba­
dlos do Museu, para o qual assegurou o apoio da UNESCO, espe­
cialmente através da divisáo que dirige.

CAMPANHA DOS ESTADOS UNIDOS
Ao regressar dos Estados Uni­
dos, em dezembro de 1957, a
senhora Niomar Moniz Sodré,
diretora executiva do Museu
resumindo os objetivos da ac.áo
que desenvolveu no exterior e
apontando os resultados já
alcangados em favor da nossa
instituigáo, concedeu á im­
prensa a entrevista reproduzida abaixo.

“A campanha do Museu nos
Estados Unidos.
Deve haver equívoco na informagáo segundo a qual eu teria
levantado quatro milhóes de
dólares para o Museu de Arte
Moderna do Rio, nos Estados
Unidos. Será devido, talvez, a
alguma tradugáo defeituosa
do noticiário telegráfico. É pos-

�sível, entretanto, que no cor­
rer do tempo venhamos a obter, entre os americanos, quantia aproximada. É o que desejamos, é claro...
Niomar Moniz Sodré comeca
sua entrevista com esse esclarecimento. Era a primeira vez,
em meio ao intenso trabalho
da incessante campanha em
que se empenha, que a diretora executiva do Museu de Arte
Moderna do Rio de Janeiro encontrava alguns minutos para
falar á imprensa. Acrescentou:
— Quando falei as agencias e
aos j ornáis americanos sobre o
alto custo da obra e a situacáo
financeira do Museu, tive de
transformar em dólares os cru­
zeiros já obtidos aqui no Brasil,
dando um tc-tal de mais ou
menos quatro milltoc-s de dóla­
res. Daí terá decorrido o en­
gano.
E passa a relatar, com visível
satisfagáo, os trabalhos encetados e os resultados excelen­
tes alcangados nos Estados
Unidos. Desembarcara em No­
va York com urc programa
básico: estabelecer contato di­
reto com os presidentes de
companhias americanas com
interésse no Brasil, conforme
fizera na Europa.
— Nos Estados Unidos, natu­
ralmente — frisa — o número
era bem maior. Levava comi­
go urna lista de cento e oitenta
nomes, mas visitei apenas ciuqüenta e tres. Náo houve tem­
po material para ver todos: a
maioria das companhias estáo situadas fora de Nova
York — em Chicago, Filadélfia, no Texas, na California.
Só trabalhei em Nova York.
Por isso mesmo só pude en­

trar em contato com as mais
fortes, com algumas das quais
já mantivera conversagóes pre­
liminares, no Rio.
Niomar nos conta que o pro­
grama básico foi logo depois
transformado — para melhor.
Encontrou tamanho entusias­
mo entre seus numerosos ami­
gos americanos (diretores de
museus, colecionadores, etc.),
muitos com atividades comple­
tamente fora da órbita brasi­
leira, que tudo tomou, desde
logo, andamento inesperado.
O interésse despertado por
sua iniciativa corporificou-se
na criagáo de um comité de
amigos americanos do Museu,
registrado com o título de
“Friends of the Museum of
Modern Art of Rio de Janeiro,
Inc.”. A presidencia do comi­
té coube a Mr. William A. M.
Burden, atual presidente do
Museu de Arte Moderna de
Nova York, e personalidade de
destaque na vida oficial, fi­
nanceira, cultural e artística
dos Estados Unidos. Exerceu
altos cargos públicos e priva­
dos, como o de vice-presidente
da Corporagáo de Materiais de
Defesa (subsidiária da Corpo­
ragáo de Reconstrugáo Finan­
ceira), encarregado da Divisáo de Aviagáo das Repúblicas
Americanas, representante do
presidente Eisenhower em di­
versas ocasióes, membro da
Comissáo Consultiva de Informagáo Cultural da Comissáo
Americana de Informagoes,
etc. É tambérn grande conhecedor e colecionador de arte.
Suas casas de residencia, lo­
cáis de trabalho, seus movéis
sáo projetados pelos melhores
arquitetos modernos, entre os
quais Philip Johnson.

�CONDECORADO DE MR. WILLIAM BURDEN — Pres. Juscelino Kubits­
chek, Mr. William M. Burden, Embaixador Ellis O. Briggs, Sra. Niomar
Moniz Sodré.

Antecipando a chegada de sua
diretora aos EE.UU., o Museu
do Rio já mandara confeccio­
nar belíssimo catálogo em in­
glés, primeiro passo da gran­
de “promocáo” em favor do
Museu — urna pequeña obraprima gráfica, contendo pro­
grama cultural, detalhes da
obra, custo total, despesas rea­
lizadas, pormenores sobre os
cursos e muitas outras informacóes referentes ao alcance
e á significacáo do empreendimento.

americana, etc. Ai a parte mais
árdua do trabalho. A documentagáo tinha que ser enviada do
Rio, rápidamente traduzida
para o inglés e encaminhada
para registro. Pedidos urgen­
tes, cabogramas, telefonemas,
tudo dentro da maior expecta­
tiva: urna ponte Rio-Nova
York foi estabelecida, corren­
do num e noutro sentido esta­
tutos, regimentó interno, balangos, documentagáo sobre as
atividades culturáis, atas de
eleigáo da diretoria, etc.

Para concretizar a idéia de
formar o comité, era necessário documentagáo precisando
a personalidade jurídica, ar­
tística, didática, social do mu­
seu, a fim de obter o reconhecimento oficial da sociedade

— Tarefa das mais difíceis —
disse-nos Niomar — mas tudo
saiu muito bem. Gragas aos
esforgos do sr. Erik de Carvalho, da Varig, tudo o que era
enviado do Rio chegava m e ­
diatamente a Nova York, atra-

�Sra. Niomar Moniz Sodré e a jornalista Aliene Talmey Plant, urna
das diretoras da revista “Yogue”.

vés do sr. Mauricio Soares. Das
minlias máos, a documentagáo
passava a um tradutor profissional, que as vézes trabalhava doze horas do dia ou da
noite. Déle passava-se ao advogado, tambérn membro do
Comité, sr. Oren Root, profissional dos mais competentes
que, entusiasmado com a rapi­
dez do nosso trabalho, também deu o melhor de suas
energías, de modo a conseguirmos em tempo “record” a legalizagáo do Museu nos Esta­
dos Unidos. Um trabalho que
normalmente levaria de oito a
doze meses, foi realizado em
menos de dois. Através de urna
operagáo difícil, alcancamos do
Tesouro Americano o privilégio
da tax exemption, segundo o

qual as doagoes feitas nos EUA
ao nosso Museu seráo descon­
tadas do impósto de renda. Foi
algo de extraordinario, a maior
Vitoria que obtivemos nos Esta­
dos Unidos. Segundo já disse
um de nossos diretores — Aloysio de Salles — é o próprio Es­
tado americano ajudando o
Museu carioca, é o povo ame­
ricano ajudando a erguer esta
obra.
A criagáo do Comité foi come­
morada com urna recepgáo no
Guest House do Museu de No­
va York e o acontecimento alcangou grande publicidade.
Notamos a maior gratidáo pela
repercussáo alcangada por sua
iniciativa nos Estados Unidos.

�Falou-nos com entusiasmo do
ambiente cultural americano.
Parece-dhe extraordinaria' a
importancia d a d a , naquele
país, a tudo que é cultura.
— Compreendem perfeitamente que um país sem mu­
seus, sem escolas técnicas,
sem arte, sem cultura, em geral, náo se pode desenvolver
económicamente. Sabem,a fun­
do, ser a cultura como o pao,
algo de vital. Talvez se encon­
tré nessa importancia dada á
cultura, as artes em parti­
cular, a explicagáo essencial do
incrível desenvolvimento dos
Estados Unidos. Se o govérno
faz muito nesse sentido, muito
mais ainda fazem os particula­
res. Os governantes, lá, exaíamente ao contrario do que é
usual no Brasil, tudo fazem
para facilitar as iniciativas
privadas dirigidas ao campo
cultural. Num país em que os
impostos sáo tremendos (há
pessoas que entregam ao go­
vérno 97% do que recebem) as
obras de arte entram livremente, para museus e para
particulares, tudo resultando
em imenso beneficio para a
nagáo.
Niomar fala, tambérn., na vida
artística americana, nos últi­
mos acontecimentos. A escassez do tempo nos obriga a
abreviar. Lembrando-nos, de
passagem, a próxima inaugu­
ragáo do bloco dos cursos da
sede definitiva, no atérro con­
tiguo á Avenida Beira-Mar, a
diretora do Museu desfaz mais
um pequeño equívoco acérca
de suas declaragóes á impren­
sa americana:
— Numa entrevista que dei
em Nova York, falando sobre
o surto atual das artes no
Brasil, disse que eu mesma,
antes de ir pela primeira vez
aos Estados Unidos, em 1941,

só conhecia Van Gogh, Cézanne e outros mestres através de
reprodugóes. Os primeiros ori­
gináis désses artistas, vi-os na
National Gallery. E frisei que
hoje gragas ao museu do Rio,
aos de Sáo Paulo, e as Bienais,
os brasileiros podem ver origi­
náis de maior importancia sem
sair do país. Aquí me interpre­
taran! como se eu tivesse dito
que, antes da existéncia do
Museu de Arte Moderna, ninguém no Rio conhecia Cézanne, Van Gogh e outros...
Náo era possível perguntar
mais naquela incrível movimentagáo de operários e fun­
cionarios, reclamando instrugóes, pedindo aprovacóes, etc.
Arriscamos, entretanto, alcangar mais esclarecimentos so­
bre a próxima inauguragáo do
dia 27.
— Será urna grande data para
nós todos, náo tenho dúvidas.
Estamos trabalhando como
nunca. A inauguragáo será
um éxito e todos poderáo ver
de perto o que já consegui­
mos realizar até agora. O tra­
balho é fatigante e intenso,
porém, agradável. Todos colaboram, todos dáo tudo, na me­
dida do possível e do impossível até. Isso anima, estimula.
No dia 27 será inaugurada
apenas a parte dos cursos do
Museu — urna área considerável onde o Museu funciona­
rá, ainda urna vez provisoria­
mente, até que tenhamos cons­
truido a sede toda, o que, es­
pero, acontecerá dentro de
pouco tempo. Mas isso já é um
outro assunto que levaría mui­
to tempo explicando. O que é
importante agora, o que é urna
espléndida realidade é que já
estamos aquí, em casa própria,
onde vamos receber festiva­
mente no dia 27 todos os que
nos deram o seu apoio, todos
os nossos associados e os nossos amigos.”

�O MUSEU E A IV BIENAL

Sáo Paulo, Brasil, de setembro a dezembro, 1957 — Centro Inter­
nacional das Artes Visuais. Equiparando-se, na opiniáo de muitos,
a de Veneza, a Bienal de Sáo Paulo, firma, em bases cada vez mais

sólidas, a iniciativa do museu paulista de Arte Moderna gragas
aos esforcos de Francisco Matarazzo Sobrinho e seus colaboradores.
Quarta Bienal: um público que incluía visitantes de todas as regióes do Brasil e turistas de varios países, sentindo diretamente
o que de mais significativo se está realizando na arte de quarenta
e cinco nagoes. Encontró de artistas, críticos, estudiosos, amado­
res, grande público; debates; conferencias; visitas organizadas.
Tomou parte do Júri Internacional de Premiagáo o Professor
Carlos Fléxa Ribeiro como representante do Museu de Arte Mo­
derna do Rio de Janeiro. Tambérn a escultora Maria Martins,
membro do Conselho Deliberativo da nossa instituigáo fez parte
do Júri.

Sr. Jacques Lassaigne (delegado da Franca á IV Bienal de Sáo
Paulo), Professor Carlos Flexa Ribeiro e sra.

�Visita ás obras — 4 grandes da Bienal: Mr. Maree! Breuer, Sir Philip
Henry, Mr. Philip Johnson e Mr. Alfred Barr Jr, — Nesta data foi
oferecido o primeiro cocktail á Imprensa na sede do Museu
de Arte Moderna do Rio de Janeiro. — Visita á maquete do Museu
— Prof. Ludwig Grote, delegado da Alemanha á IV Bienal de Sáo
Paulo, Sr. Von Bayme, adido cultural da Embaixada da Alemanha,
arquiteto Affonso Reidy e o representante do “New York Times”

D C

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro emprestou todo o
seu apoio á Quarta Bienal. Durante meses a Secretaria estéve
atarefada com os problemas de recebimento, registro, seguro e
transporte dos trabalhos enviados pelos artistas do Rio, conti­
nuando, assim, urna colaboracáo mútua que já data de vários anos.
Além disso, o nosso Museu participou diretamente da Quarta
Bienal instituindo mais urna vez quatro premios de aquisigáo,
assim atribuidos pelo júri internacional.

Pintura brasileira:
Escultura brasileira:

Tereza Nicolao.
Zélia Salgado.

Gravura brasileira:

Rossíni Pérez.

Desenho brasileiro:

Aldemir Martins.

�Homenagem
ENGENHEIRO PAULO FONTES

f

A 1/2/57, em lamentável acídente num dos elevadores do próprio
Ministério, faleceu o engenheiro Paulo Fontes, administrador do
Edificio do Ministério da Educagáo. Poucos conhecem as dificuldades encontradas por ocasiáo da instalagáo da sede provisoria
do Museu. Problemas de toda ordem, falta de recurso —
tudo teña sido irremovível náo fósse a dedicagáo do engenheiro
Paulo Fontes, cuja energía e dinamismo sempre se colocaram ao
lado do Museu.

EMBAIXADOR BERENGUER CESAR f

O Embaixador Jacomo Baggio de Berenguer Cesar, cujo falecimento verificou-se a 3/11/57, era um diplomata de fina estirpe,
homem de inteligencia e sensibilidade, grande amigo das artes em
geral e do Museu em particular, Enquanto cónsul geral em Nova
York e Embaixador em Montevidéu, Jaquito — como o conheciam
os íntimos — prestou grandes servigos á causa do Museu. Náo Ihe
permitiu o destino assistir, conforme desejava, á inauguragáo da
sede própria. Urna de suas últimas iniciativas, entretanto, foi mais
urna vez, significativamente, em prol das artes, proporcionando
aos gravadores brasileiros, em Montevidéu, a mais completa mos­
tra dessa natureza que já enviamos ao exterior. A morte de Be­
renguer Cesar deixa um vazio difícil de ser preenchido, tanto na
diplomacia como na cultura brasileiras.

MINISTRO SIMOES FILHO

f

A 25 de novembro de 1957 falecia nesta Capital o Ministro
Ernesto Simoes Filho, marcante figura da política, da cultura e
do jornahsmo nacionais. O Diretor de “A Tarde”, foi Ministro da
Educagáo. O nome do Ministro Simoes Filho estará sempre ligado
á historia do Museu, pois foi durante sua gestáo na pasta que
obtivemos a concessáo, por cinco anos, do local entre os “pilotis”
do Edificio do Ministério, á Rúa da Imprensa 16-A. Foi ainda o
Ministro Simoes Filho quem inaugurou, em nome do Presidente
da República, a sede provisoria do Museu, proferindo, na ocasiáo,
discurso de grande importancia para os artistas de hoje, cuja luta
encontrava na palavra do titular da pasta da Cultura, apoio e
ccmpreensáo.

�Lasar Segall
A morte de Lasar Segall privou a arte moderna — e náo
apenas a brasileira — de um
dos seus mais nobres protago­
nistas.
Segall impós-se desde cedo,
náo só pela seguranca e qualidade dos seus trabalhos, mas
pela extraordinária delicadeza
e perfeita autenticidade de sua
consciencia de artista. Nada
no seu trabalho correspondía
a ésse desejo de impor-se ao
público e ver-se aplaudido, que
existe muitas vézes em gran­
des criadores, mas é sempre,
mesmo néles, urna limitagáo
espiritual e a fonte secreta de
certas fragilidades e impure­
zas da criagáo.
Segall procurava resposta a
estímulos e interrogagóes vindos da sua própria consciencia,
e era sob ésse aspecto, náo um
artista polémico, em debate
aberto com as tendéncias e
experiéncias da sua época,
mas um espirito em debate
consigo mesmo, procurando,
através da sua visáo própria,
a realizagáo artística que tornasse a sua visáo do mundo
acessível de um modo univer­
sal.
Isso náo quer dizer que Segall
tenha sido um pintor isolado
das experiéncias excepcional­
mente ricas do seu tempo,
nem que as suas criagóes ti-

vessem um sentido introspec­
tivo. Pelo contrário, sua inteligéncia estéve sempre ocupa­
da em entender e avaliar o
vasto processo de libertagáo e
renovagáo das artes visuais,
iniciado com os pintores impressionistas e ainda hoje sofrendo transformagóes dialétícas formidáveis. Conhecia a
contribuigáo de cada escola,
incorporava o que Ihe parecía
capaz de instrumentar sua
própria maneira, mas poucos
artistas se teráo conservado
táo profundamente fiéis, quan­
to éle, a um núcleo constante,
formado por urna visáo quase
inalterável das coisas e por
certos critérios de forma e de
expressáo, que constituiam a
sua estética.
Tambérn náo era introspecti­
vo. Como verdadeiro pintor,
era atraído pelos objetos, pro­
curava captá-los no que ver­
daderamente sáo, ao invés de
servir-se déles como meios de
adjetivagáo dos próprios esta­
dos de espirito. Apenas, essa
objetividade, essa busca de
urna realidade plástica exte­
rior, estava poderosamente
condicionada pelo prisma que
é a consciéncia do artista, e a
obra de arte resultante expri­
mía urna equagáo entre coisas
visualizadas (que m u d a m
constantemente) e o artista
visualizante (que as contem­
pla de um ponto quase imóvel).

�Há artistas plásticos a propó­
sito dos quais náo temos tanta
inclinagáo a falar em “con­
templar”, como em “fabricar”.
Um quadro, urna escultura,
contém contemplagáo e fabricagáo, isto é, urna apreensáo
visual da realidade e a cons­
trugáo de um objeto (formas,
cores, relagoes, volumes) em
que aquela realidade, pela eflcácia da criagáo artística, se
converte.
Há artistas que nos comovem
mais pela potencia da constru­
gáo com que se exprimem, e
há artistas que nos transmitem
com maior intensidade ainda,
aquela visáo das coisas com
que se inicia (e em que se en­
cerra) a peripécia da criagáo.
Segall, sendo um pintor com­
pleto, náo podía deixar de
possuir, num pleno equilibrio,
ésses dois elementos indissolúveis de que se forma toda arte
visual, mas náo há talvez impropriedade em situá-lo entre
os pintores que nos transmi­
tem, com intensidade predomi­
nante, a sua visáo da realida­
de, abrangendo nessa idéia náo
apenas a apreensáo própriamente visual, mas certa intuigáo da natureza e do destino
das coisas por éles observadas.
Desde o Segall de Vilna ao de
Dresde e ao do Brasil, sua visualizagáo da realidade se
manteve fiel a urna perspecti­
va, cujas raízes deviam estar
plantadas na parte mais pro­
funda e inalterável do seu ser.

O trago dominante dessa vi­
sáo era, a meu ver, o sentimento do isolamento irreparável
entre os seres, quer criaturas
humanas, quer objetos inani­
mados. Tudo que existe pare­
ce, nos seus quadros, condena­
do a essa solidáo. As pessoas
náo convergem — nem na
construgáo temática, nem na
disposigáo plástica do quadro
— para um ponto, ou operagáo, que as aproxime, e que
crie entre elas urna correspon­
dencia ou unidade. Tudo coe­
xiste, mas cada ser involucra­
do na sua solidáo, opaco aos
demais.
Onde ésse sentido de isolamen­
to e impenetrabilidade assume,
na obra de Segall, acento trá­
gico, é nos seus parea amoro­
sos. Centrados em si mesmos,
éles nada exprimem dessa
uniáo substancial a que todo
amor aspira, mas revelam o
isolamento irreparável dos séres prisioneiros das limitagóes
da existéncia individual.
Ésse sentido da impenetrabili­
dade deve ter tido algo que
ver com a descoberta de Cam­
pos do Jordáo, onde Lasar Se­
gall se féz o grande animalista,
pintor sobretudo de bois. E’ no
animal que a opacidade atinge,
se assim podemos dizer, á plenitude, e Segall a exprimiu es­
tupendamente nos seus ani­
máis imóveis, estáticos, de for­
mas sintéticas, reunidos na
composigáo dos seus quadros,
e entretanto separados.
Todo ésse mundo compartímentado pela solidáo dos séres

�que o compóem, náo é, porém,
na obra de Segall algo de prostrado e de isento de inspiracáo.
Pelo contrário déle se eleva
um frémito de esperanga. Esse
frémito é sensível sobretudo
lias grandes composicoes, que
Ihe í'oram sugeridas pelos epi­
sodios do sofrimento humano,
como a “guerra”, o “éxodo”, e
sobretudo o “pogrom”.
No abandono implacável em
que jazem, na calma da destruigáo já consumada, ésses
séres jovens do “pogrom”,
quem náo pressente a expecta­
tiva tranqüila da ressurreigáo?
Náo pode tambérn ser esquecida a nobreza constante do
homem de Segall. Mesmo
prostituta hirta, na sua es­
pera sem expectativa, ou marinheiro absorto sem ver a mulher que tem no colo, ou imi­
grante aniquilado contra as
linhas e volumes de um navio
espiritualizado em paisagem
ou mulher bela tornada anó­
nima na multidáo de imigran­
tes que a absorve, o homem de
Segall é sempre um ser susten­
tado por dentro, de que a cir­
cunstancia, ou a vizinhanga de
outras formas, náo consegue
romper a integridade. E essa
integridade, ésse decoro, reinam em siléncio ñas cabegas
judaicas, em que Segall parece
redescobrir a lembranga pater­
na — urna síntese de dois atri­
butos da grandeza rabínica:
rotina e espiritualidade.
Mas falemos tambérn um pouco do modo como Segall cons­

truía ésses quadros, em que
vazava sua visualizagáo das
coisas. O própria Segall revelou a um dos seus críticos a
importancia que teve para éle,
olhar a paisagem através de
pedagos de vidro colorido. As
mesmas coisas vistas através
do vermelho, do azul, do amarelo, do verde, náo perdiam sua
diversidade de cores relativa,
mas mudavam de valor por se
fundirem no que poderíamos
chamar um “múltiplo cromá­
tico comum”.
Sua pintura reproduzida, num
nivel superior de liberdade e
de possibilidades, essa técnica
de filtragem cromática, tra­
tando numa escala de tons ho­
mogéneos os valores mais di­
versos. E longe de resultar daí
um empobrecimento, resultava
um refinamento dos meios de
expressáo.
E’ sabido que a morte, pondo
seu sélo ao fécho da vida do
pensador ou do artista, fornece o módulo para que a possamos interpretar e medir. A interpretagáo da obra de Segall
comega neste instante a poder
ser feita, já sem aquéle imperinente sabor de conselho, que
há em tudo que se diz sobre
artista vivo, e sim com a humildade com que se julga aquilo que pertence á historia.
Segall pertence á historia. Nela
suas dimensóes parecem ser
bem aquelas que pressentíamos no grande homem vivo.
F. C. de San Tiago Dantas

�O QUE O MUSEU OFERECE AOS SEUS SOCIOS

Convite para todas as inaugurales.
Entrada gratuita ñas exposicoes, mediante apresentacáo da earteira de socio.
Direito de inscrever-se em qualquer dos seus cursos.
Convite para conferencias e todas as iniciativas do Museu.
15% de abatimento na aquisicáo de livros, reproducoes, desenhos
e catálogos das exposicoes.
Éste Boletim gratuito.
Participagáo ñas atividades do setor Cinema do Museu, realizadas
na A .B.I.

EXPOSICAO RETROSPECTIVA VOLPI — Sis. Altiísio Carváo, Alfredo
Volpi (o expositor), Mario Pedrosa, Jayme Mauideio e Lygia Clark.

�Conferencias

Durante a exposicáo Volpi, realizaram-se as seguintes:
a — Em 27 de junho de 1957 — “Desenvolvimento de um artista”,
por Mario Pedrosa.

b — Em 4 de julho de 1957 — “Urna fase da pintura de Volpi”,
por Mario Schenberg.
Ern 4 de outubro de 1957 — “Chagall”, por Jacques Lassaigne.
Em 10 de outubro de 1957 — Durante a retrospectiva de Livio
Abramo, houve um debate sobre a gravura, no qual participaram
diversos grava dores: Fayga Ostrower, Oswaldo Goeldi, Livio Abra­
mo, Ana Letyeia, Darel Val enea e outros.
Em 20 de dezembro de 1957 — Palestra com projecoes sobre arteamericana por Lawrence A. Fleischman.

EXPOSICAO LIVIO ABRAMO — Sra. Fayga Ostrower, Franz Kracjberg, Lygia Clark e Jorge de Oteiza.

�ENSINO ARTÍSTICO

Cursos — 1958
Atelier Livre de Pintura — Aluísio Carváo
Segunda-feira de 16.00 as 18,00 hs.
Quinta-feira de 16,00 as 18,00 hs.
Pintura — Edson Motta
Terga-feira de 8,30 as 10,00 hs.
Terga-feira de 10,00 as 11,30 hs.
Iniciagao e Orientacao — Zélia Salgado
Quarta-feira de 13,00 as 14,30 hs.
Quarta-feira de 14,30 as 16,00 hs.
Quarta-feira de 16,00 as 17,30 hs.
Composigáo e Análise Crítica — Fayga Ostrower
Quinta-feira de 18,00 as 19,30 hs.
Pintura para criancas — Ivan Serpa
Sábado de 14,00 as 16,00 hs.
Sábado de 16,00 ás 18,00 hs.

Éstes cursos já estáo sendo ministrados na nova sede
do Museu.
Em 1957 tivemos os seguintes cursos, ainda no barracáo:
Pintura — Edson Motta
Atelier Livre de Pintura — Ivan Serpa
Iniciagao e orientagáo — Zélia Salgado
Composigáo e Análise Critica — Fayga Ostrower
Pintura para criangas — Ivan Serpa

�E X P O S ig o E S E M 1957

EXPOSICAO DO PATRIMONIO DO MUSEU — Sita. Maria da Gloria
Drummond de Andrade e o Sr. Manuel Bandeira.

Dr. Alim Pedro e Dr. Joáo Café Filho, quando recebiam da Diretoria
do Museu os títulos de Socios Beneméritos.

�Exposicoes em 1957
Patrimonio
15 de janeiro a 31 de m arg o ....................
Tapegarias de Genaro
4 a 21 de abril
31 tapegarias ............................................
Gravura s de Hayter
25 de abril a 12 de maio
59 gravuras — 10 desenhos....................
Fotografías de Fulvio Roiter
16 de maio a 2 de junho
40 fotografías e 8 reprodugoes em cores ..
Retrospectiva Alfredo Volpi
6 de junho a 7 de julho
60 p in tu ra s...............................................
Dois artistas uruguaios
11 de julho a 4 de agosto
21 pinturas de Maria Freire
21 pinturas de José Pedro Costigliolo---Tapetes argentinos
8 de agosto a l.° de setembro
8 tapetes de Lucrecia Moyano Muniz . . . .
Desenho humorístico de Millor Fernandes
5 a 29 de setembro
49 desenhos ..............................................
Retrospectiva Livio Abramo
3 de outubro a 10 de novembro
156 gravuras e desenhos ........................
Cartazos para exposigoes de arte
13 a 24 de novembro
51 cartazes • Picasso, Braque, Maria,
Léger, Toulouse Lautrec e outros .........
6.a Exposigáo de Pintura de Crianga
28 de novembro a 15 de dezembro
51 expositores — 91 trabalhos.................
Colegáo Fleischman
19 de dezembro a 5 de janeiro de 1958
55 pinturas — 6 esculturas ....................
Total anual de freqüéncia a exposigoes..

F re q ü é n c ia

4.658
3.770
2.964
3.698
3.990

3.240
3.096
4.770
3.300

2.740
2.522
2.304
41.044

Exposigáo de Trabalhos Infantís
Em margo, realizou-se urna exposigáo de pinturas e de­
senhos dos alunos de Ivan Serpa, em Goiás.

�EXPOSICAO GENARO DE CARVALHO — Tapecaria — Sia. Niomar
Moniz Sodré com o casal Genaro de Carvalho.

EXPOSICAO TAPETES ARGENTINOS — Dra. Carmen Portinho;
Sra. Lucrecia Moyano Muniz e o Dr. Nelson Faria Baptista.

�EXPOSICAO DE GRAVURAS HAYTER — Rossini Perez
e Vera Tormenta.

EXPOSICAO DE FOTOGRAFIAS DE FULVIO ROITER —
Ministro Sette Cámara, Fulvio Roiter e Paulo Tarso.

�EXPOSIQAO DAS CRIANZAS — 1957 — Prof. Ivan Serpa — Dois dos trabalhos
expostos na 6.a Exposicáo de Pintura de Criancas e urna jovem visitante.

�CINEMA DO MUSEU

As sessoes de Cinema do Museu sáo semanais, todas as tercasfeiras de cada mes, as 18 horas, no Auditorio da A .B.I.
Os socios efetivos e contribuintes deveráo apresentar á entrada
o cartáo da “Cinemateca” devidamente atualizado.
1957 foi um ano decisivo para o setor “cinema” das atividades do
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Até fins de 1956, o
Museu promovia duas sessoes mensais, cujo programa impresso
constava da ficha técnica do filme e de um pequeño comentario.
A partir de janeiro de 1957, as sessoes passaram a ser semanais.
O pi ograma transformou-se em Boletim mensal, com reproducoes
fotográficas e comentarios sobre todas as películas a serem apre­
sentadas durante o mes. O Boletim foi evoluindo, mes após mes,
até transformar-se em pequeña revista, de farto material, dis­
tribuida a toda a crítica do Rio, a instituicóes congéneres do ex­
terior, aos cine-clubes de todo o país e a figuras especialmente
ligadas ao meio cinematográfico. Com o fim de auxiliar a impressáo em maior escala, o Boletim passou a ser vendido, a partir
de Setembro, ao prego de dez cruzeiros o exemplar.
O que é hoje simplesmente “cinema do Museu” será, amanhá, a
Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Foram
realizados até entáo, vários “ciclos” de repercussáo nacional, com
a apresentagáo de numerosos filmes, inclusive de arte e documentários. Comemorando o segundo aniversário do Cinema do Museu,
realizou-se, em julho, urna programagáo intensiva de sete sessóes,
entre as quais, duas pré-estréias.
Até o fim do ano, mais tres pré-estréias foram apresentadas.
Os socios do Museu acompanharam, em 1957, doze ciclos especiáis,
assistindo, dentro ou fora dos ciclos, a 58 películas de longa metragem e 41 filmes de arte e documentários. Um vasto programa
que atesta a operosidade do setor de cinema do Museu.
A fim de obter a inscricáo da Cinemateca do Museu na FIAF (“Fédération Internationale des Archives du Film”) e plañe jar sua
organizagáo, pleiteando o apoio das entidades congéneres de todo
o mundo, viajaram para a Europa os senhores Ruy Pereira da
Silva e Antonio Moniz Vianna. A inscrigáo já ficou acertada, em
caráter provisorio, ficando a efetivacáo para logo que esteja em
plena atividade a Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio
de Janeiro.

�Atriz cinematográfica Janet Gaynor, Adrián, D. Niomar
Moniz Scdré e Dr. Henrique Mindlin. — 28-8-57.

Sr. Henrique Baez, Diretor da United Artists e o Sr. Ruy
Pereira da Silva.

�Foram os seguintes os filmes exibidos pelo Museu
durante o ano de 1957:

Ciclo Charles Chaplin
“Dia Chuvoso”.
“O Novo Emprégo”.
“O Gás Hilariante”.
“Sucessos do Passado”.
“Pintor Apaixonado”.
“Que Farra”.
“A Procura de urna Hospedaría”.
“O Campeao de Box”.
“Garlitos no Parque”.
“Garlitos o impostor”.
“Carlitos e os Facínoras”.
Ciclo biografías
“Rasput.in”, de Marcel L’Herbier.
“Mayerling”, de Anatole Litvak.
“Sede de Viver”, de Vincent Minneli.
“Moulin Rouge”, de John Huston.
“María Antonieta”, de S. Van Dyke II.
“Meu Reino por um Amor”, de Michel
Ciclo Alfred Hitchcock
“Pacto Sinistro.
“A Tortura do Silencio”.
“Pavor nos Bastidores”.
“Janela Indiscreta”.
Ciclo Robert Bresson
“Arijos do Pecado”.
“Les Dames du Bois de Boulogne”.
Ciclo dez anos de cinema italiano
“O Moinho do Pó”, de Lattuada.
“Milagre em Miláo”, de De Sica.
“Umberto D”, de De Sica.
“Quando a Mulher Erra”, de De Sica.
“Mulheres e Luzes”, de Fellini e Lattuada.
“Domingo de Veráo”, de Luciano Emmer.
“Na Estrada da Vida”, de Fellini.
“Europa 51”, de Rosselini.
“Roma ás 11 Horas”, de Lattuada.

Ciclo John Huston — continuando
“Moulin Rouge”.
“O Diabo Riu por último”.
“Trés Desconhecidos” — Roteiro de Huston.
Ciclo Sam Wood
“Em cada Coragao um Pecado”.
“Mulher Exótica”.
Sessoes especiáis
“Cinemaníaco”, de Harold Lloyd.
“Crepúsculo dos Deuses”, de Billy Wilder.
“Velhas Lendas Tchecas”, de Jiri Trnka.

�Ciclo cinema clássico
“O Couracado Potemkin”, de Eisenstein.
“L'Arlesienne”, de André Paul Antoine.
“Le Grand Méliés” de Georges Franju.
“La Premiére Sortie d’un Collégien”, de Max Linder.
“Mater Dolorosa”, de Abel Gance.
“Sa Tete”, de Jean Epstein.
Ciclo gángster
“O último Refúgio”, de Raoul Walsh.
“Heróis Esquecidos”, de Walsh.
“A Beira do Abismo”, de Howard Hawks.
“Furia Sanguinaria”, de Walsh.
“Talhado para Campeao”, de Michael Curtiz.
“Um Prego para cada Crime”, de Bretaigne Windust.
“Contra o Império do Crime”, de William Keighley.
“Os Corruptos”, de Fritz Lang.
Ciclo cinema e teatro
“Julio Cesar”, de Mankiewicz.
“L’Arlesienne”, de Antoine.
“Romeu e Julieta”, de Castellani.
“Tara Maldita”, de Melvyn Le Roy.
“Cruel Desengaño”, de Fred Zinnemann.
“Romeu e Julieta”, de George Cukor.
“Dizem que é Pecado”, de Mankiewicz.
“Caricia Fatal”, de Milestone.
“Vitoria Amarga”, de Goulding.
“Leito Nupcial”, de Irving Reis.
“A Importancia de Ser Ernesto”, de Asquith.
“Meu Amigo, Amélia e Eu”, de Autant-Lara.
Ciclo cinema inglés contemporáneo
“O Condenado”, de Carol Reed.
“Desencanto”, de David Lean.
“A Importancia de ser Ernesto”, de Asquith.
“ídolo Caído”, de Reed.
“Sublime Tentagáo”, de William Wyler — Comemorativa do se­
gundo centenario do cinema do Museu.
“Quando o Coragáo Floresce”, de David Lean.
“O Baláo Vermelho e Crina Branca”, de A. Lamorisse.
“Ana Pavlova, a Historia do Meu Passado” — Comemorativa da
íusáo com o Centro de Cultura Cinematográfica.

O Museu agradece á Associagáo Brasileira de Imprensa, as Embaixadas dos países produtores e as empresas distribuidoras a
constante cooperacáo para o éxito de nossa programacáo cine­
matográfica.

�Sra. Niomar Moniz Sodré, Dr. Clovis Salgado, Ministro
da Educa§áo e o Embaixador do Chile, Dr. Raúl Bazán.
d’Avila.

Atriz Dulcina de Moraes e um grupo de artistas amado­
res. Diretor do Museu Histórico Nacional, Sr. Antonio
Souza Mello Jr. e a Sra. Nicmar Moniz Sodré.

�M em bros do júri do Concurso do P lan o P iloto de B rasilia e D iretores da C om panhia
U rbanizadora da n ova cap ital.

Jaym e M auricio, Sr. W illiam H olford, Dra.. Carm en P ortin ho, Sra. N irm ar M oniz S o ­
dré, Sr. Ernesto Silva, Dr. A ffon so Eduardo R eidy, Dr. M arcelo Roberto, D r.H enrique
M indlin, Dr. José Faria, Sr. André Sive, Dr. Joáo Carlos V ital.

�Prof.
Sra.
Sr.

Carlos F lex a R ibeiro,
N iom ar M oniz
R aym ond

Sodré,

Cartier,

Sr.

N eh em ias Gueiros, Sra. R osie
Cartier e o Sr. Jaym e M au­
ricio. — 28-3-57.

O a rtista fra n cés M arcel
M arceau e Lourdes
tos. — 17-6-57.

B a s­

�Em baixador M auricio Nabuco, G al. Edgard A m aral, C oronel Mario
K aphael da C unha, P resid en te Craveiro Lopes, Dr. A ffon so R eidy,
M inistro P aulo C unha e Dr. A loysio de Salles, 11-6-57.

P resid en te Craveiro Lopes, M inistro P aulo C unha e o
E m baixador A ntonio de Faria, recebem esclarecim en tos
do Dr. A loysio de S alles (V ice-P resid en te) sobre o projeto
da n ova sede. — 11-6-57.

�Dra. Carm en P ortinho, Fierre Se¡rhers (poeta fia n e e s ),
e o Dr. R oberto A sum pcáo — 29-7-57.

�P in tor B ritán ico H aym an C h a ffey e o Dr. A ntonio C allado. — 5-8-57.

Sr. N elson F aria B a p tista , Sr. R oger G uedon, Sra. N iom ar M oniz
Sodré, Sr. P h ilip e E tien n e Béraut,. Sr. Z ulfo de F reita s M allm an
e o Sr. M árcio A lves. — 21-8-57.

�C om positor V illa Lobos

fe

C enógrafo F élix Labisse, p intoras Lygia Clark e Zélia Salgado, p intora
A nita M alfatti e o Sr. Jaym e M auricio. — 16-8-57.

�A

O A rquiteto A ffon so E. R eidy e um grupo de alu n os da
F acu ld ade N acion al de A rquitetura. — 30-8-57.

A rquiteto M auricio Roberto, P resid en te do In stitu to de
A rquitetura. — 30-8-57.

�Arquiteto Mies Van der Robe e seu assistente, arquiteto Aífmiso E. Reidy e Renato Fcrreira (le Sá. — G-12-57.

A lunes do Curso de In tro d u cto á M useologia
da D ivisáo E xtra-E scolar do M inistério da
E ducacáo e Cultura, ven d o-se en tre outros,
M athiíde Pereira de Sousa, D. Maria E arreto e Lourdes de S. B astos. — 12-12-57.

�A rquiteto H. R. H itchcock , Dr. H enrique E. M indlin,
jo rn a lista Miró Q uesada e o en gen h eiro Dr. F uad M atta.
— 27-9-57

M em bros do grupo “N ueva V ision ”, A rquiteto H orácio
B aliero e C arm em Córdova Baliero. — 27-9-57.

�ESTIMATIVA ORNAMENTARIA PARA O
EXERCÍCIO DE 1958

Receita estimada ...................................
Despesa orgada ......................................

Cr$ 5.710.000,00
Cr$ 4.940.000,00

Superávit previsto .................................

Cr$

770.000,00

RECEITA
Mensalidades cm atrazo ........................
Mensalidades dos Socios Contribuintes..
Socios Remidos .......................................
Socios Beneméritos ...............................
Juros Contas Bancárias ........................
Rendas Eventuais ...................................

Cr$
380.000,00
Cr$ 1.100.000,00
Cr§
900.000,00
Cr$ 2.950.000,00
Ci$
250.000,00
Cr$
130.000,00
Cr$ 5.710.000,00

DESPESA
Despesas Administrativas:
Pessoal ....................................................
Instituto de Previdencia ........................
Seguros ...................................................
Conservagáo do Edificio ........................
Despesas Gerais de Administragáo, incluindo todas as Exposicoes a serem
realizadas no ano em c u rs o ...........

Cr§ 1.620.000,00
Cr§
180.000,00
Cr$
500.000,00
Cr$
350.000,00

Cr§ 2.290.000,00
Cr§ 4.940.000,00

As despesas referentes á construgáo da nova sede sáo reme­
tidas semestralmente a todos os socios, em relatónos Avulsos.

�CAMPANHA DO MAIS UM
Prosseguindo em seu constante empenho de aumentar o quadro
social, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro langou com
grande éxito, a “Campanha do Mais Um”, através da qual
cada socio trará ao convivio do Museu mais um elemento
(ou dois, ou tres) para participar, diretamente, de nossa obra
comum em prol da integracáo das artes visuais no contexto de
nossa época e da realidade brasileira. O Museu confia que cada
socio dedicado á Campanha, se transforme em verdadeiro batalhador, mostrando a parentes, amigos, vizinhos e colegas de estudo e de trabalho o que é, e o que vai ser, o Museu de Arte Mo­
derna do Rio de Janeiro, suas atividades realizadas e programadas,
seu papel na evolugáo da arte e da técnica no Brasil de hoje e de
amanhá — sem esquecer as vantagens imediatas oferecidas a
quem é socio do Museu.
Faca de seu amigo, agora,
mais um socio do Museu de Arte Moderna!

SOCIOS
0 Museu tem as seguintes catego­
rías de Socios:
1
— Benemérito: a partir de
Cr$ 150.000,00, de urna só
vez, ou em 10 prestagóes
mensais de Cr$ 15.000,00.
II — Remido: a partir de .........
Cr!jj&gt; 20.000,00 de urna só
vez, ou em 12 prestagóes
mensais de Cr$ 2.000,00.
III — Efetivo: jóia de Cr$ 5.000,00
-e anuidade de Cr$ 600,00.
IV — Contribuintes: anuidade de
Cr$ 600,00, semestre de
Cr$ 350,00.
TITULO DE COOPERAgAO para

construgáo da Nova Sede: ...........
Cr? 1.200.000,00 de urna só vez,
ou em prestagóes mensais.
De acórdo com o art. 5.° dos Esta­
tutos do Museu, as contribuigóes
sáo fixadas pela Diretoria.
As presentes contribuigóes sáo váli­
das até 31 de dezembro de 1958.

�DADOS RELATIVOS A ENTRADA DE SOCIOS

1954 — 1955 — 1956 — 1957

Como nos anos anteriores damos abaixo a relagáo dos novos socios.
Esta lista é, por si, bastante eloqüente e dispensa comentários
acerca da vitalidade do Museu, que ela patenteia. Apresentamos
apenas o seguinte quadro comparativo pelo qual se ve um au­
mento encorajador. Os socios envidaram todos os seus esforcos
na campanha que visa a construgáo da nova sede. Urna vez ter­
minada esta difícil tarefa, todos procuraráo apoiar a realizagáo
do vasto programa de atividades culturáis e artísticas do Museu.

TRANSFERENCIAS

e s o c io s

1954 1955 1956 1957

De Remido para Benemérito ...........

—

—

2

3

De Efetivo para Benemérito ...........

—

—

—

1

Beneméritos .........................................

1

2

10

15

De Efetivo para Rem ido......................

1

1

28

25

De Contribuinte para R em ido...........

1

1

34

76

Remidos ................................................

12

3

104

144

Efetivos ................................................

12

12

20

25

A Secretaria do Museu pede aos socios que em caso de mudanga
de residencia fagam com a maior brevidade a comunicagáo do
novo enderégo, a fim de continuar recebendo regularmente os
convites para exposigoes e conferencias, bem como os boletins e
demais comunicagoes e publicagoes do Museu.

�NOVOS SOCIOS NO CORRER DO ANO DE 1957

TRANSFERÉNCIA DE SÓCIO REMIDO
PARA BENEMÉRITO:
p

DANTAS, F rancisco C lem entino San Tiago
MALLMANN, Zulfo de F reitas
SCHMIDT, A ugusto Frederico

TRANSFERÉN CIA DE SÓCIO EFETIVO
PARA BENEMÉRITO:
SAMPAIO, A rthur M artins

SOCIOS BENEMÉRITOS
ALMEIDA, C arm en M urtinho d ’
BÉRAUT, P hilip pe Joséph E tienne
BERTA, Rubem
CAFÉ FILHO, Joáo
GALDEANO, A ntonio S an ch es
GUEDON, Roger
MELLO JUNIOR, O thon L ynch Bezerra de
MOSCATELLI, W illiam V.
PEDRO, Alim
PINTO, P’ernando A lencar
PRADO UCHÓA, F lavio
SAMPAIO, B eatrix Prado
SILVA, Severino P ereira da
SIMONSEN, Mario W allace
TOLEDO, Luiz de G onzaga

TRANSFERENCIA DE SÓCIO
EFETIVO PARA REMIDO
ALIMONDA, H eitor
ALIMONDA, J ea n n ette Herzog
ALMEIDA, Edgar G uim aráes de
ALVES, B ranca M ello Franco
CALMON, Pedro
CATÁO, A lvaro Luiz B ocayuva
FERNANDES, Ism ar G am a
FABIAO, Mario M oreira
FERREIRA, Jorge
GEYER, P aulo F on tain lia
GUALBERTO, O ctacilio
KANN, F rancis
LEE, A lberto B raga
LIMA, O ctavio R odrigues
MATTA, F uad K an an

MIGLIORELLI, André
MOUTINHO, P aulo Celso de A lm eida
PEDROSO, H eitor
PORTO, N elson M agalháes
REIS, M urillo A lm eida dos
SAMPAIO, P a tricia Soares
SOEIRO, R en ato
SPYER, Pedro Lessa
TAMM, H enrique G ustavo M edrado
WEINSCHENCK, G uilherm e

TRANSFERENCIA DE SÓCIO
CONTRIBUINTE PARA REMIDO
ALBUQUERQUE, Iren e A ngelin a Saboya de
ALVES, D alia A n ton in a M ello Franco
AMARAL, Lucia M aria M oura Brasil
AMARAL, Maria C elina M oura B rasil
ARRUDA FILHO, Sertório
AZEREDO, P aulo A ntonio
AZEREDO NETO, A ntonio F ran cisco
BARRAL, Sylvia Dodd de
BASILIO, Dora de Sá Freire
BINOT, Victor Salles
BOLONHA, R egin a Pereira das N eves
BOTELHO, Ana Luisa C am pos de Arruda
BRÍGIDO, Laerte R angel
CALLADO, A ntonio Carlos
PAM PEELO, A m érico R o d rig u e s
CAVALCANTI, Geraldo
COLE, Harry Jam es
CONDÉ, Elysio
CONDÉ, José
CORREIA, Israel Barros
FARIAS, C elina B arreira Lopes de
FERRAZ FILHO, M ariano M arcondes
FONSECA, P aulo Cesar V in cen te da
FROMM, Ernst
GARCIA, M arcelo
GARNOTEL, Pierre
GREY, Jorge de M oraes
GRIESSMANN, M arianne
GUIMARÁES, Jorge P in to
GUIMARAES, Jorge Sérgio Lopes
GUSMAO FILHO, Cezário Luiz de M eira

�LAGE, Loreto
LEAL, Leoberto
LEE, H aydée
LEE, Z elinda de Queiróz
LESSA, O rígenes
LEVY, R aquel S tella
LIBANIO, N elson B randáo
MALAMUD, S am u el
MEDEIROS, A nisio A raujo de
MEIRA, C harlotte W ellisch
MEMORIA, Luiz M auricio da Costa
MENEZES, Evandro Correa de
MENEZES, N ygea Correa de
MILLIET, H oracio
MONTEIRO, Lia
MORA C ., José
MOUSSATCHÉ, R ap h ael G uilherm e
MURGEL, A ngelo A.
NIEMEYER, P aulo
PEIXOTO, M aria Luiza A m aral
PENNA, N ilson
PEREGRINO JUNIOR
PINTO, A nnibal de M ello
PITTALUGA, M ario Collazo
P1TANGUY, Ivo H élcio Jardim de Cam pos
PEREIRA FILHO, Pedro
PINHO, P éricles M adureira de
PINTO, Id á lia S im oes de M ello
PRETO, M aluh de Ouro
REBECCHI, M aria A m élia de Souza
ROSA, Lina M aria C ard illofilho de P roenca
RUPP. D éa S auer de A ssum pgáo
SÁ, R en ato F erreira de
SALLES, Y ed da N avarro de
SAMPAIO, F ran k S . De
SANTOS, D elfin a
SILVA, Ary de A lm eida e
SOARES, José Mario V ilh en a
SODRÉ, G loria de A lm eida M oniz
SODRÉ NETTO, A ntonio M oniz
SOUZA, José Carlos de M ello e
TAYLOR, G abriella de M endonca
TOMÉ, A lfredo
VILELLA, R ubem Libánio
W INANS, D in á h de A lm eida

SOCIOS REMIDOS
ACCIOLY NETTO, A ntonio
ALMEIDA, A lfredo S outo de
ALMEIDA, A rm ando d ’
ALMEIDA, Erika de
ALMEIDA, H elio M ello de

ALVES, M árcio M ello F ranco
ALVIM, José A ugusto Cesário
ANDRADE, José L eoncio P essó a de
A NGELiS, M aria M argarida de
ARAGÁO, Joáo M auricio M oniz de
BACH, E rnesto A lberto
BAHIA, T ony
BAHOUTH, Eduardo
BAPTISTA, F ran cisco A ugusto de Faria
BAPTISTA, S te lla Jop pert
BARMONT, R aym on d
BASILIO, C elestin o de S á Freire
BOMFIM, Pedro C alheiros
BOPP, G uadalupe P uig
BORGES, A lberto
BOSCOLI, Jard el F rederico de
BRASINI, M ario F arias
CARMO, E ugenio da S ilva
CARNEIRO, A n th o n y M .
CARNEIRO, M aurina D u n sh ee de A branches
Pereira
CASTELLA, Valério P atern o
CASTRO, Ary Clair S ia in es de
CASTRO, M aria de Lourdes S ia in es de
CHINAGLIA, F ernan do
COLE, S onia M . de P a iv a
CONDE, Mario A n tu n es
CORRÉA, Luis R . M . S im oes
COSTA, B eatriz
COSTA, M aria T h ereza de Souza F ragoso
COSTA, Mario Loureiro D ias
COSTA, Sérgio Correa da
COUTO, H aroldo L isboa da G raca
CRADDOCK, G eorge D ud ley
CUNHA, Luiz F ern an d o B ocayu va
DANTAS, José B en to R ibeiro
DAVIDOVICH, P a sch o a l
DUYOS, R alp h
EARP, M aria de L ourdes Sá
FARIAS, N a ta licio Lopes de
FERREIRA, Ju ran dyr de C astro P ires
FERREIRA FILHO, G abriel Luiz
FONTOURA, Joáo N eves da
FREITAS, José P ed reira de
GAUTHEROT, M arcel
GENTIL JUNIOR, Joáo
GÓES, Carlos N elson de O liveira
GORRESE, G a stá o N ogueira
GUIMARAES, A dolpho C. de A len castro
GUIMARAES, Ju rem a S a n to s
GUIMARÁES, N eli de O liveira
GUINLE, G u ilh erm e
GUINLE, Isa b el
GUINLE NETTO, Eduardo

�HADDAD, Sam ir
HUE JUNIOR, Carlos
IMPERIAL, G abriel Córte
LACERDA, Olgiér
LAGE, H enrique Victor
LANARI, Amaro
LEITAO, Ennio Luiz
LEITÁO, M ax
LEITCHIC, Marc
LIMA, Claudio M edeiros
LIMA, H erm es
LIMA, Maria
LUTEY, K ent
LYNCH, Edward J.
MACHADO, Amaro
MACHADO, C elina G uinle de P aula
MACHADO, Linneo Eduardo de P aula
MALAMUD, A nita
MATHIEU, Y ves
MATTOS FILHO, M anoel P aulo T elles de
MC CRIMMON, K . H .
MEDEIROS, O sm arina S alles de S a n t’A nna
MELLO, H ilda de Albuquerque
MIRANDA, A nneris Cardili P on tes de
MIRANDA, P lácido A ntonio da R ocha
MOURA, S tella R udge
MOURÁO, Gerardo M ajella Mello
MUNIZ, Joáo Carlos
MURTINHO, T uny do A m aral
MURTINHO, W ladim ir do A m aral
NORONHA, A ntonio A lves de
OCTAVIO, Laura O liveira Rodrigo
OLIVEIRA, A ntonio Cam illo de
OSÓRIO, Píndaro Cardim de A lencar
PEIXOTO, E rnani do A m aral
PEQUEÑO, E rnani
PERDIGAO, P aulo Roberto Brow ne
PEREIRA, B ernardino D ias
PEREIRA FILHO, José Olym pio
PINHEIRO, Joáo B ap tista
PINHEIRO, M aria C arvalhaes
PINHO, O dette M adureira de
PINOTTI, P recilda
PINTO, Barreto
PLATE, H erm elinda Lina de Souza
POLAND, H aroldo Cecil
PONTE, A lice da
PONTE, H oche
POYARES, W alter R am os
PRADO, F abio da Silva
PROENgA FILHO, Joáo
REIS, G ilka de Castro
REIS, José O liveira
REIS, N elson de M eireles

RIBEIRO, A loysio Clark
RIBEIRO, M aria H elen a F léx a
ROCHA, Edgard F rias
RODRIGUES, A rlm ao
ROSENBURG, F rancisco X avier
RÜLHE, A ntoin e
SALES JUNIOR, F ran cisco Carneiro M onteiro de
SANTOS JUNIOR, A ntonino
SASSO, R ichard
SCHRODER, H erm ann
SCIOLETTE, M áxim o
SEQUEIRA FILHO, A lfredo de
SILVA, Hom ero de Souza e
SILVA, Iseu de A lm eida e
SIMON, A nna R osa Escobar
SIMON, G ustavo
SINGÉRY, Célia de Lam are
SOBRAL, H elena
SOUZA, Carlos A lves de
SOUZA, José Eduardo G arcia de
SOUZA, José G arcia de
SOUZA, José T rindade G arcia de
SOUZA, M aria B eatriz R odrigues G arcia de
SOUZA, O dette de C arvalho e
SOUZA, Zélia Pereira de
TEIXEIRA, S arah B orgerth
TORRES, Braz
VEIGA, Fábio P en n a da
VIANNA, Fructuouso de Lim a
VIGGIANI, D a n te
VITAL, Luiz Carlos de M oraes
WRZOS, Conrad R ostan

EFETIVOS
ALMEIDA, L isette de
BAUMANN, G ustav A dolf
CARNEIRO, Jorge A lberto D iniz
CRUZ, D urval
DAVILA, R aúl B azán
FARIA, A ntonio de
FONSECA, A nnibal Freire da
GALLOTTI, F ran cisco B en jam ín
G óE S SOBRINHO, José de Faria
HERRMANN, G aby A.
JOHN, R obert M ichael
LAMOIGNON, Pierre G uillaum e
Ségur
LEITE, A rnaldo Ferreira
LOPEZ, Em ilio M ira y
LYNCH, P aul H enry
MACEDO, Joáo Buarque de

M arie

de

�MOTTA, B enh ur G om es
OSWARD, E lisabeth
PEREIRA, Fernando
RAMOS, D alm ir M acedo
ROXO, Frederieo B itten cou rt
SÁ, José G ongalves de
SALGADO, Clovis
SOARES, Elsa de M oraes
USIGLIO, G ino
CONTRIBUINTES
ABALLO, D ulce G om es
ABRANCHES, R ubens Fum o
ABREU, Eurico de
ABREU, M arilena M achado de
ABREU, N eide S alles
ACCETTA, G ennaro
ACHCAR, D alal
ADRIAO, M aria M agdalena N eiva de Aguiar
AGUIAR, P aulo B elfort de
AGUIAR, W ilson de Souza
AKIERSZTEIN, Mary
ALBAGLI, Fernando
ALBUQUERQUE, A lm ira Lins de
ALBUQUERQUE, B renno M artins de
ALBUQUERQUE, C arm en C avalcan ti de
ALBUQUERQUE, Evanize M aria N eiva de
ALBUQUERQUE, G erson Lins
ALBUQUERQUE, Izanilde Miaría N eiva de
ALBUQUERQUE, Joáo Luiz Lacerda de
ALBUQUERQUE, Lucy Lacerda de
ALBUQUERQUE, N orm a C avalcan ti de
ALBUQUERQUE, R oberto Saboya de
ALMEIDA, A ntonio Ferreira de
ALMEIDA, Carm em X avier de
ALMEIDA, Elza M artins de
ALMEIDA, F élix V ieira de
ALMEIDA, José A ntun es de
ALMEIDA, José Carlos Cabral de
ALMEIDA, M aria da G loria M aia e
ALMEIDA, R onaldo A ténio de Oliveira
ALMEIDA, T arcísio G eraldo José d ’
ALMEIDA JUNIOR, A ntonio de
ALQUÉRES, Clirian
ALTBERG, E leonora G uim aráes da Silveira
ALVES, G ilda D uarte
ALVES, José R ibam ar
ALVES, Mario Lim eira
ALVES, V aldom iro
ALVIM, A dhem ar
ALVIM, Lauro Alvaro
ALVIM, M arco Paulo
ALVIM FILHO, F austo
ALVIM NETO, F rancisco Soares

AMARAL, A driano B enayon
AMARAL, A ntonio Erasm o do
AMARAL, F ran cisco Serra
AMARAL, O ctavio José B raga do
AMERICANO, Iren e
ANDRADE, B arth olom eu P . de
ANDRADE, Isa b el M aria V illela de
ANDRADE, M arilia P ortin h o de
ANGELO, F ernan do d ’
ANTUNES, A lm ir A ccioli
ANTUNES, M aria A parecida R ezende
ANTUNES, M arilza B otelh o
AQUINO, C ylene T avares de
AQUINO, Alaria T hereza de
AQUINO, M yriam B ergam in i de
AQUISTAPACE, M aulio M arat de A lm eida
ARAGAO, Joáo G uilherm e de
ARANHA, Cyro
ARAUJO, A ngela C ám ara F ernan des d ’
ARAUJO, A ntonio Luiz F ernan des d ’
ARAUJO, B enedito Siqueira
ARAUJO, Edison B a p tista de
ARAUJO, H enrique Lisboa de
ARAUJO, Luiz K nud Correia de
ARAUJO, Olga M artins de
ARAUJO, O lym pio de
AREZZO, B artyra de Castro
ARRUDA, A delina G issa V alle de
ARRUDA, D ioni
ARRUDA, M aria A lice Cam pos de
AYALA, W alm ir F élix
AZAMBUJA, Lucia M aria de N orcnh a
AZEVEDO, Eduardo N elson Correa de
AZEVEDO, Ivan y
AZEVEDO, Joaquim dos S a n to s
AZEVEDO, José M anuel de C astro P in to de
AZEVEDO, R ubens
AZEVEDO, Sara S tu d art P in to de
AZULAI, Ner B .
BACALHAU, M aria do Carmo Marques
BACELLAR, D irce de Carvalho
BAENA, M aria D ulce
BAHIA, A lcyon B aer
BAHIA, José H enrique Ferreira
BAIAO, Léa Barbosa
BAJER, Vera
BAND, Aby
BAND, Odile S ch ran
BANDAROVSKY, Izidor
BANDEIRA, R oberto de Queiroz
BAPTISTA, M arcos de F reitas N ogueira
BARBOSA, Aurora
BARBOSA, D arcy Cespe

�BARBOSA, E lsie G ongalves
BARBOSA, F ran cisco A nthero Soares
BARBOSA, Ivan R om áo T eixeira
BARBOSA, Luiz H ildebrando de Barros H orta
BARBOSA, Zelia M aria G in efra C astilho
BARBOZA, V irginia H enn in ger
BARCELLOS, Luiz A ugusto R eis
BARCELLOS, M aria E lisa R eis
BARREIROS FILHO, A ugusto de Souza
BARRETO, A lm ir P aes
BARRETO, F elicita s Baer
BARROS, Luiz
BARROS, M aria José C unha Freire de
BARROS, M urillo Queiroz de
BARROS, R eyn ald o P aes de
BARROS NETTO, H enrique P aes de
BARROSO, M inistro José P arsifal
BARUCH, G unter
BASTOS, Léa Távora de M iranda
BEATTY, F rancis M artin
BECKER, Carlos G abriel
BECKER, R obert
BEDE, F ernando A ugusto Freire
BEGNI, A driano
BÉLA, Ijja s In cze
BELLO, A lberto S im oens C.
BELLOTTI, T h elm a de O liveira
BELTRÁO, A lexandre F on tan a
BELTRAU, N orha
BENJAMIN, Zulm ara
BERGIER, S im ón
BERINO, Irineu
BERLEY, L ilian B ering
BERLINGIÉRE, E len a M aria L.
BERLINGIÉRE, M aria Luiza
BERNSTEIN, Artur
BERRÉDO, Luiz B ousquet de
BESPALOFF, León
BESSA, Vera R egin a da S ilva
BETTEGA NETTO, F rancisco
BEVILACQUA, F rancisco
BEZERRA, G ilda
BEZERRA, R uth
BEZERRA, Ruzio
BIANCHINI, Sergio H enrique A . de M oráis
BITTENCOURT, A ngelo U chóa
BITTENCOURT, B en jam ín U chóa
BITTENCOURT, M aria Elisa F ernan des
BLUM, H ans S tep h en
BLUM, Lizzi S tep h en
BOCAYUVA, A ch illes V asconcellos
BOCIKIS, Jacob
BOECHAT, H arolto
BOGEL, Alberto

BOHAC, R uth
BOJUNGA, G ilda M aria R oquette
BOKEL, Ceres B arbosa
BOKOR, A m alia
BOLONHA, G u ilh erm e José de Lem os
BOLTSHAUSER, Joáo G eraldo
BORBA, José Carlos de
BORELLI, M arcia M adureira
BORGES, T om ás P om p eu A ccioly
BOTTON, A ndré La S a ig n e de
BOTTON, Jacques La S a ig n e de
BOTTON, S ylvia La S a ig n e de
BOVER, Jaym e G .
BOZZI, A nna G ardini
BRAGA, E rnani de P aiva Ferreira
BRAGA, Lucy V ianna
BRAGA, Roberto
BRANCO, F ernan do N ogueira C astello
BRANCO, Use C astello
BRANCO, M arcello C astello
BRANDAO, Arnaldo A lberto H enriques
BRANDAO, T eresin ha B ueno
BRANDAO, Vera M arina Correa
BRANDT, Eva
BRAZIL, Osiris V ital
BRICEÑO, Em baixador Julio E.
BRICEÑO, Em baixatriz B eatriz
BRICEÑO, R oseline
BRITO, Orsely G uim aráes F erreira de
BRITO, R oderico C hristiano de
BURLET, Dora D el V ecchio de
BUSS, lim o Alcyr
BUSTAMANTE, H elen a de
BUSTAMANTE, M arly D óring
CABRAL, A strid G arcia
CALABRIA, F rancis Lionel W eytin g
CALDAS, Abilio Ferreira
CALDAS, H elen a M edeiros
CALHEIROS, Pedro
CAMARA, Carlos A lfredo
CÁMARA, M aria do Carmo
CAMPOS, Celso S eixas
CAÑADAS, M anuel S assot
CANEN, R ach el
CARDOSO, Carlos Eduardo P a la d in i
CARDOSO, D a n iel Pereira
CARDOSO, F rederico Cesar M aragliano
CARDOSO, H elen a
CARDOSO, Isa h Liberalli
CARDOSO, Luiz C laudio Pereira
CARDOSO, Luiz F ernan do
CARDOSO, M aria de Lourdes F urtad c
M endonga
CARDOSO, N elson de P aiva

de

�CARDOSO, P aulo R oberto
CARDOSO, Y vonne Aroso
CARNEIRO, M aria José M achado
CARRASCOSA, A na M aria de Q.
CARRASCOSA, R enato
CARVALHO, Ary A lves de
CARVALHO, E tien ette C ahn Alves
CARVALHO, G uiom ar M arcondes
CARVALHO, H elen a B an deira de Souza
CARVALHO, Ildelindo M oacyr de
CARVALHO, Isa Pom peia de
CARVALHO, Ism ael
CARVALHO FILHO, P aulo N olasco de
CASTRO, A na M aria V ian na de
CASTRO, B ranca V ian na de
CASTRO, Carlos H eller de
CASTRO, D aisy M onteiro de
CASTRO, Luiz de P aula P aiva de
CASTRO, M auricio M urgel de
CASTRO, R aúl W erneck de
CASTRO, R osa D uram
CASTRO Y ara Palm erio de
CAVAGGIONI, Zélia M aria
CAVALCANTI, Carlos N iederaner T avares
CAVALCANTI, M aria B ern adete
CAVALCANTI, N ew ton
CERQUEIRA, Arm ando
CERQUEIRA, R inaldo Seb astiáo
CESAR, Eder Carrielo
CHAVES, A ntonio F ernan des Perez
CHAVES, B en jam im P in to
CINTRA FILHO, A ntonio
COELHO, José M artins
COELHO, M aria C ecilia Azevedo
COELHO NETTO, M arcio
COIMBRA, Arnaldo Areas
COLASANTI, M arina
COLLARES, Cléo
COLLARES, Joaquina José B en tes R .
CORDEIRO, A lice Ribeiro
CORDEIRO, Sylvio
CORREA, B eny Camargo
CORREA, G isele Loise P ortinho Serzedello
CORREA, H enriqueta D ora Camargo
CORREA, Maria H elena
CORTEZ, Lucia
COSTA, Aderbal
COSTA, Alvaro M. Ribeiro da
COSTA, A nna Lucia
COSTA, Arm ando
COSTA, B eatriz
COSTA, B ranca M aria de Queiroz
COSTA, Erm inia B iasotto da
COSTA, G elsa Ribeiro da

COSTA, H elen a G uim aráes
COSTA, Jack son Cerqueira
COSTA, M aria Luiza de Oliva
COSTA, M aria R egin a
COSTA, M aria T hereza Ribeiro da
COSTA, Mauro G adret Nery
COSTA, M irian L una da
COSTA, Oswaldo de Castro
COSTA, R icardo de Castro
COSTA, Roberto H erm eto Correa da
COSTA, S ónia G ad elh a de Queiróz
COSTA, V ioleta
COUTINHO, Vera
COUTINHO JUNIOR, M anoel de Araujo
COX, Sim one
CRIMMINS, John Hugs
CRIMMINS, M arguerite C.
CRUZ, A lcides
CRUZ, A ntonio Jaym e Fróes
CUNHA, F austo
CUNHA, P aulo R ocha Leitáo da
CURY, Jam il
DANON, A nnil
DANON, Jacques
DEANE, Lupe Moraes
DEANE, Percy
DERENZI, Ione
DIAS, José de O liveira
DIAS, Lucy G ervásio
DIAZ, B en ja m in E rnani
DJUKITCH, A lexandre
DOMINGUES, H eron L.
DÓREA, F rancisco da Silveira
DÓRIA, Luiz Carlos
D oR IN G , M aria Laura
DOSNÉ, J . Bárbara
DOURADO, R ubén G u anais
DRUMMOND, D écio D iniz
DRUMMOND, M aria A parecida Lucas
DUARTE, M aria de Jesús P ontu al
DUMIENSE, A riovaldo M iranda
DUNKEL, H ildegard E.
DUPRAT, Irene
DUTRA, Eloy
DUTRA, Eurico G aspar
DUTRA, Iara V argas
DUVAL, F ernan do A ntonio O liveira
EDEL, Elie Pereira
EDEL, Willy
EGEL, Evelyn Gloria
ELIA, V era M aria da F on seca e Silva
ENCARNAQÁO, A ntonio P lin io M . P .
ENEAS, Y ara S im as
ENGELHART, M arcel
ESPINOLA, A raken de A rvellos

�ESTELLITA, G uilherm e
FACCIOLA, José B en ed etti
FAGUNDES, Ary
FARIA, Alberto P roenca de
FARIA, D r. G erm ano Sinval
FARIA, le d a Pedroso de
FARIA, Mery B on hau sen de
FEIJÓ, Jorge de Mello
FEILHABER, Clara
FEILHABER, Friedrich
FERES, M auricio José
FERNANDES, Helio
FERNANDES, N ilson
FERREIRA, D iva Maria Pires
FERREIRA, Elias B enedito M artins
FERREIRA, H elena
FERREIRA, José A ntonio da R ocha
FERREIRA, José Ezequiel Castro
FERREIRA, Sylvio Alves
FERREIRA, Thereza Maria
FERREIRA, Zilda Ribeiro Bueno
FIAES, José A ugusto D uarte
FIGUEIREDO, Carlos Eduardo de S en na
FIGUEIREDO, H yld eth Cardoso de
FIGUEIREDO, Ip h igén ia Assis
FIGUEIREDO FILHO, Cicero de
FINKEL, N unjo
FLANZER, Henrique
FLORENCE. Edw iges de Carvalho
FONSECA, Carlos A m aral da
FONSECA, Eronides Borges da
FONSECA, Isis
FONSECA, José Paulo M oreira da
FONSECA, M aiby Santos
FONSECA, M artha A m aral da
FONSECA, R en ato Borges da
FONSECA JUNIOR, M anoel
FONSECA, Rom ulo G ayoso M onteiro da
FONTENELLE, Paulo
FONTES, A ntonio Augusto Nóbrega
FORTES, Frederico
FOUNDOUKAS, Marc D em étre
FRAGA, Hélio
FRAGELLI, G ilda A ccioly
FRAGELLI, P aulo A ccioly
FRAGOSO, L avinia da R ocha
FRAGOSO, Sérgio Augusto
FRANQA, M arisa Alves
FRANCO, Joáo de Mello
FRANCO, Maria Isabel P ortella de Mello
FRANCO, Sávio Cruz
FREIRE, R egin a Lucia M. O.
FREITAS, Aldir A ntunes de
FREITAS, E dith de O liveira M adeira de
FREITAS, H onorato de

FREITAS, José
FREITAS, M aria Laura T eixeira M adeira de
FREITAS, M iguel de O liveira M adeira de
FREITAS, M iguel M adeira de
FREIWALD, S tella
FRIEDLICH, A lexandre
FRETA, F rancisco Arruda
FURTADO, Aida
GABARRA, Luiz Eduardo G ongalves
GALLOTTI, E lisabeth
GAMA, Alberto Edson da
GAMA, A loysio G uedes de Meira
GAMA, Leda C am pofiorito S a ld an h a da
GANEN, M iriam
GANEN, Norm a
GAVIÁO JUNIOR, Elias Escobar
GUAMERINI, José Fabiano
GIFFONI NETO, F rancisco A ntonio
GISCHLER, A uguste F rancisca de R ooyGLOGOWSKI, Mar ja n R icardo
GOBION, N ancy Moreira
GÓES, M aria R egina de
GÓES, M aud
GÓES, S olange de
GOLDEMBERG, Leony
GOLDGABER, M argula Beer
GOMES, A ntonio Carlos
GOMES, E liane Maria
GOMES, H eloisa
GONCALVES, G ilda Ferreira
GONCALVES, Lourdes
GONDIN, Murillo G uedes Correa
GONZAGA, L enah Barboza
GRAY, Lovis Rogers
GRELLE, F rancisco Carlos
GROBA, R uth
GROSSMANN, Rosy
GROSSMANN, S igfried
GROSSVATER, N essy
GUARANYS, E stella dos
GUEIROS, José Alberto
GUERREIRO, Enrique R aúl R en tería
GUIDI, Bruno
GUIDI, Franco
GUILLEN, A dolfo Lopes
GUIMARÁES, Jorge Sérgio Lopes
GUIMARÁES, Lygia D a n ta s P into
GUIMARÁES, Oscar
GUIMARAES, R egin a Maria
GUIMARAES, V ania Maria
GUIMARAES JUNIOR, Luiz de F reitas
HARENTZ, Lucia M aria T . S.
HASSLOCHER, C eleste Dezon Costa
HAZAN, Jacques Jaym e
HEDDENHAUSEN, K arin

�HEIMBURGER, B ernard M arie Y ves N oel
HEIMBURGER, D iva de M ucio Teixeira
HEINZELMANN, A na Maria
HERMETO. M aria A ngela
HINSZMANN, León
HOHNKE, Alberto
HOLLMEYER, H arry W entw orth
HOMEL, H enriette
HONIGBAUM, K ielm an
HORI, Jorge
HYPÓLITO, H indenburgo
IRAOLA, Sulem a R . Plá
ISRAEL, Sam uel Rubem
JABUR, Olga Jorge
JANOT JUNIOR, Mozart
JANOWITZER, P aula
JARDIM, M arcello K n esse da Silva
JATOBÁ, Carlos Roberto
JEAN, Y vonne
JESUS, Oswaldo de
JORGE, Leila
JUNQUEIRA, Ivan N óbrega
JUNQUEIRA, M aria Luiza Ribeiro
KAFKA, H anna
KAHN, M agdalena
KAHN, Sérgio
KEMP, Iracem a Di B en ed itto
KIIPPER, Clea M achado
KELLER, N orlise M artha
KONDER, Leandro A ugusto Coelho
KRAKOWSKY, Lili H irsch
KRANZ, Estevao
KRUEL, José Carlos P alacios
KRUEL, M aria Lydia Ribeiro P alácios
KUBLER, Jean
KURY, A driano da G am a
LACERDA, José S .
LACERDA, Sergio R ezende Carneiro de
LACOMBE, A m élia M aria C.
LACOMBE, Arnaldo C avalcanti
LACOMBE, M aria R osa W aingort
LACOMBE, Vera M aria C avalcan ti
LADOSKY, Elza M aria de A ndrade
LAFAILLE, Coriolano Lem os
LAGE, A ntonio
LAGE, G ilda
LANGEN, R oland A.
LASCOSK, H erm inia dos P assos Costa
LEITE, G eorgina P ereira
LEITE, S ra. M irto Barroso Barbosa
LEME, D ébora P aes
LEME, José A ugusto P aes
LEME, O rlanda Vergara P aes
LEMOS, Adriano
LEFFER, H erbert A lfredo

LESSA, Julio G ustavo P in to
LEVISKY, F ernando Efim
LEWIN, Alba
LEWIN, B ella rm in a F reitas
LEWIN, Lucia
LEWIN, Lucia F reitas
LIMA, D elio de M iranda
LIMA, G enes de Abreu e
LIMA, Jan dira N egráo de
LIMA, Joáo Cesar de O liveira
LIMA, M aria T hereza Souza
LIMA, N eges de Abreu e
LISPECTON, Elisa
LOBO, Carlos F ernan do Leckie
LOHNSTEIN, A ugust
LOPES, C lim ene M agalháes Lem e
LOPES NETTO, André
LOPONTE, A ndré R h au lt
LOPONTE, José O rlando
LOVISI, Lucia P erlingeiro
LUZ, Luiz H eitor H orta B arbosa P in to da
MACEDO, Laura M alcher de
MACHADO, Elm ar R odrigues da Cruz
MACHADO, L avinia A ugusta
MACHADO, R alph
MAGALHAES, A n aitis D ias de
MAGALHAES, José Carlos
MAGALHAES, José R einaldo
MANDARINO, A ntonio
MANDARINO, Itá lia
MANDOUR, Norm a
MANES, A rlindo
MANGIA, Y vonne
MANGUEIRA, Colm ar Vercosa
MANZO, R osim ar H enriques
MARANHAO, K rystyn a de Albuquerque
MARCONDES, M aria José
MARQUES, S y lv ia da Costa
MARQUETTI, Iv a n Joáo A lvares
MARSIGLIA, Cléa F in icia
MARTELLI, Itálico
MARTIN, Parieser
MARTINS, Ayla
MARTINS, F ernan do Sarm en tó
MARTINS, Lauro dos S a n to s
MASTROGIOVANNI, Ita lo M iguel A lexandre
MATAR, Sam i
MATTOS, Alm ir Brito de
MATTOS, A ntonio Carlos G om es de
MATTOS, N aly G arcia de
MATTOSO, Carlos A ltino
MAYALL, M aria T h ereza L. Costa
MAYER, A dolpho C avalcan ti de Albuquerque
MAYER, D ulce de Albuquerque
MC DOUGALL, H elen E lizab eth

�MEDEIROS, Belm iro A ntonio Nogueira
MEDICIS, A lexandre de
MEDICIS, Rodrigo de Andrade
MELO, A ntonio P ereira de
MELLO, A ffonso de Albuquerque e
MELLO, A lcides Cardoso de
MELLO, Alinór
MELLO, Arnaldo M uniz de
MELLO, Cecilia Lisboa Figueira de
MELLO, E line M ittoso de
MELLO, Eloy H enrique B otelho F igueira de
MELLO, Fabio M artins de
MELLO, G il de Barros
MELLO, Joáo G onqalves de
MELLO, José Vaz de
MELLO, Ju lia Lisboa Figueira de
MELLO, M agnus Barcellos
MELLO, M aria G eovanin a Lim a de
MELLO, M ozart dos Santos
MELLO, Nice Silveira M iraglia de
MELLO, Rodrigo B arcelos de
MELLO JUNIOR, A ntonio de Souza
MEMORIA, T elius A lonso A velino
MENASCHÉ, B aruch Bernardo
MENDES, A nna M aria Soares
MENDES, Cleyde R ebello
MENDES, H enrique
MENDES, M aria Lucia B . da Costa
MENDES, M aria Luiza Lopes
MENDES, Mario
MENDES, S usan a H . A. B . de
MENDES, W alter de Loréto
MENDONQA, H eliodora Carneiro de
MENDONQA, M yrthes Pereira
MENDONQA, Y ára
MENEZES, Lon T eixeira de
MENEZES, M aria A lexandrina de
MENEZES, Shirley
MERA, A dina
MERGULHAO, F ernando Cesar
MESQUITA, Jaym e
MICHALSKI, Jan M ajznerMILANEZ, P aulo
MINISTERIO, E d ith Lucia H uggins
MINISTERIO, H eloisa H uggins
MINVIELLE, G eorges Louis
MINVIELLE, M aria Izabel Euler
MIRAGLIA, F erdinando
MIRANDA, Joáo P ereira de
MIRANDA, Luiz Carlos G alváo
MIRANDA, M aria A ugusta de Toledo Tibiricá
MIRANDA, R osa B eatriz C avalcan ti F on tes
de
MOACYR, R ach el
MONTEIRO, A dolfo C asais

MONTEIRO, C arm en M oreira de Góes
MONTEIRO, E unice Borges
MONTEIRO, Frederico Oscar Carneiro
MONTEIRO, M ary
MONTEIRO, U birajara da Silva
MONTEIRO FILHO, Cesar do Regó
MORAES, A delino Abreu de
MORAES, M aria H elen a Lisboa de
MORAES, M aria P alm ira Tico de
MORÁNDI, R en a ta Lucia
MOREIRA, A ugusta
MOREIRA, A vany
MOREIRA, José A ffonso
MORIZE, Claudio M oseoso
MOTTA, G eraldo Sodré da
MOTTA, H elder F ernandes
MOTTA, J eh ovah
MOTTA, J u lietta F ernan des
MOTTA, V ictor Freire
MOURA, G ilvan éta Borba de
MOURA, G uiom ar B ello de Borba
MOURA FILHO, H eitor Soares de
MOURAO, N eusa M aria Noval
MOURATO, M aria A m alia
MOURATO, V icen tin a Carvalho
MOUTINHO, Irene Rodrigo O ctavio
MURGEL, Carm en S ylvia A.
MURGEL, Elsa D el V ecchio
MURTA, A rthur F abiano de O.
MURTINHO, M aria M agd alena M oniz
NASCIMENTO, A ntonio M oreira do
NASCIMENTO, F . A. R égis do
NASIELSKI, Salom ón Henri
NASIELSKI, R uth
NAYLOR, Mario P aulo Cabral
NEUSS, S tella M árcia
NEVES, A ladino
NEVES, B eatriz
NEVES, D avid E ulalia
NEVES, E lizab eth B otafogo
NEVES, Ivo de Souza
NEVES, Frei Lucas M oreira das
NEVES, P rim avera A crata Saiz das
NIERMAN, Leonardo
NINA, F ernan do Parga
NOGUEIRA, Célia R am os
NORONHA, Sergio Seabra de
NOVELLO, Pedro
NÓVOA, Pedro V asconcellos
NÓVOA, R osin h a V asconcellos
NUTELS, N oel
OLIVEIRA, A lberto Souza
OLIVEIRA, Carlos T abajara de
OLIVEIRA, D enoy G oncalves de
OLIVEIRA, D om ingos José Soares de

�OLIVEIRA, E dith Groba
OLIVEIRA, F ernan do Cals de
OLIVEIRA, F ran cisco X avier d ’
OLIVEIRA, G en n i M ello M attos de
OLIVEIRA, L iane de
OLIVEIRA, M aria D en ise C.
OLIVEIRA, S iglia G erheim
OLIVEIRA, Y olanda Cuellar de
P, F ernando
PACHECO, G ilberto Augusto
PADRON, Fernando
PAES, D ulce P in to T avares
PALATNIK, Eva A klander
PALHARES, Luiz F ernando P in to
PALMA, B eatriz de Barros
PALMA FILHO, Eduardo
PARAENSE, N ilza
PARANHOS, D in ah C.
PARENTE, G lad stone d’Alva
PARETO JUNIOR, V ittorio E m m anuel
PEDROZA, M isabel
PEIXOTO, Celia P rates
PELLIZZOLA, A nnam aria
PENAFIEL, Carlos G u ilh erm e de M endonga
PENAFIEL, E liana
PENIDO, Egberto
PENIDO, M aria Ercilia
PENIDO, P aulo M enezes N ogueira
PENNA, Carlos Leonam R osado
PENNA, E sm eralda
PEQUEÑO, Evandro M oreira
PEQUEÑO, M ercedes de Moura R eis
PEREIRA, A delina
PEREIRA, Carlos Soares
PEREIRA, C arm en P ousati
PEREIRA, D orival Carneiro
PEREIRA, G eorgina
PEREIRA, Helio
PEREIRA, H eraclius A m an d o
PEREIRA, V irgilio M iguel
PERES, José R esende
PEREZ, M iguel Sanz
PERRV, Jam es A.
PERRY, M ary G.
PFEIL, M ariette Schubert
PFEIL, W alter do Couto
PICADO, A rchidy de N oronha
PICCOLO, A ntonio Carlos
PINHEIRO, A lbino Coelho
PINHEIRO, Sergio
TINTO, A lfonso
PINTO Claudio Luiz
PINTO. Cyro Augusto
PINTO, L eticia M agiano
PINTO, M aria M agdalena V ieira

PINTO, R oberto de Castro N eves
PINTO, R osem onde de Castro
PINTO. W anda C esta
PIRES, G enésio
PODKAMENI, W aldem ar
POMP, G erson
POMPEU, E ugenia
POMPEU, Fernando
PONSIN, D en ise
PONTES, Lael
PONTES, Léo M iranda
POPOW, Ludm ila
PORTO, Ism ar F ernan des
POUESSEL, L u d e n
FRATA, H ilm a R ocha
PRATES, Carlos H enrique P aulino
PRATES, S ylvia N ioac de Souza
PRETO, G il R oberto F ernan do de Ouro
PRETO. M aria E len a de Ouro
PRIANI, Ida
PRIETO, José G onzales
PROCHNIK, W it-O laf
PUENTE. L olita B eatriz
QUEIROZ, B risolva de B ritto
QUENTAL, Lucia de S an T iago D a n ta s
QUINTELLA, Ary G uerra de M urat
QUINTELLA, V era M aria A gostini
RAJSF'US, Sim ón
RAMOS, Luiz Carlos
RAMOS, Mario Leáo
REBELLO, Alvaro A ffon so
RÉGO, M aria das V ictorias
REGO, M aria Teresa
REGO, N orm a P ereira
REGO, Zara C unha
REINER, Eleonora
REINER, Joseph
REINPRECHT, K urt
REIS, A lberto M artins
REIS, C arm en de Souza Soares
REIS, F ran cisco de A ssis Souza dos
REIS, H aydée
REIS, Luiz S antos
REIS, M aria O lym pia de Moura
REQUENA, O duvaldo
RESNICOFF, Jaym e
RHEINGANTZ, A dolpho L.
RIBEIRO, Carlos R oberto F lexa
RIBEIRO, D ely R ondon
RIBEIRO, E liane de O liveira Sabóia
RIBEIRO, Luiz Carlos V idal L eite
RIBEIRO, M aria Luisa de P aula
RIBEIRO, M arucia Cabral
RIBEIRO, N elly
RIBEIRO, S te lla de Castro

�RIBEIRO NETO, Joaquina de Assis
ROCHA, A biah Carvalho
ROCHA, D elcio Catterm ol
ROCHA, Fernando Carlos de Abreu
ROCHA, Joáo Henrique
ROCHA, Leticia
ROCHA, Maria P into da
ROCHA, M arlene B atin ga da
ROCHA, Olga L ebedeff da
ROCHA, T hereza G arcia R odrigues da
RODRIGUES, Maria da Gloria Soares
ROHICKI, Andrzej Jósef
ROLNIK, S olange
ROMÁO, Ivette
ROMEIRO, M aria Lucia
RORIS, A sthor R ead de Sá
ROSA, Joáo F rancisco
ROSENBURG, Ernesto Pedroso
ROSENSTEIN, R éha Silvia
ROXO, M arina M onteiro de Barros
RUAS, Edno Vieira
RUAS, T herezinha M ergulháo
RÜDIO, Geraldo
RULHE, C atherine
RUTTIMANN, Albert L.
SÁ, Alm ir de Araujo
SA, M aria R egina G arcia M aciel de
SA, P aulo
SÁ JUNIOR, Edgard M aciel de
SABOYA, P aulo Eduardo de Araujo
SABUGOSA, José Mello
SACCHI, Luiz Augusto
SAGARRA, José Maria
SAGARRA, Rosa Conde de
SALETTO, Marcia Dulcy
SALGADO, Paulo
SAMPAIO, D om ingos M enéres
SAMPAIO, Hedwig Am aral de
SANCIER, Arley
SA N T’ANNA, A nna Maria
SAN T’ANNA, Eduardo Oscar de Carvalho
SANT’ANNA, Maria Cecilia
SANTO, Jandyra S tella do EspiritoSANTO, Jandyra S tella do E spirito- (filh a)
SANTO, M oem a do E spiritoSANTOS, A ntonio Carlos Portella
SANTOS, A tala Marques Porto e
SANTOS, D ulce G ongalves
SANTOS, Ecy de M attos
SANTOS, Enoy V ianna
SANTOS, Mario Augusto
SANTOS, Pedro S ales G arcáo dos
SANTOS FILHO, M anoel Joaquim dos
SARMENTO, A nna M aria de Moraes
SARMENTO, D anúzia

SATTAMINI NETTO, Joáo Leáo
SCHEPENBERG, P ieter C ornelis V anSCHLESINGER, A n to n ietta Leáo Velloso
SCHMID, H annelore
SCHNEIDER, Eliezer
SCHNEIDER, H ellm ut Otto
SCHNOOR, H elen a C avalcanti
SCHREIBER, Edith
SCHVINGER, Paulo
SCHWUCHOW, Arno Ary
SCLIAR, Carlos
SECKLER, Roberto
SENTIRELLI, Sergio A lexandre
SEQUEIRA, A ntonieta
SERRA, Gracy
SERRA, L uciana T.
SILVA, Alberto D üringer Lourenco da
SILVA, A lvares da
SILVA, Edm undo H enrique Soares e
SILVA, Edna Carvalho da
SILVA, Elza da R ocha e
SILVA, Ézio de Oliveira e
SILVA, Fernando D ias da
SILVA, Fernando N ascim ento
SILVA, Isabel P ons Barbosa da
SILVA, José D om ingos da
SILVA, José Mario Alves da
SILVA, Josefa M agalháes e
SILVA, Landri G ongalves R odrigues da
SILVA, Leo Vitor de O liveira e
SILVA, Luiz Roberto Alves da
SILVA, Lygia P ereira da
SILVA, M aria Ferreira da
SILVA, N ilson Carvalho da
SILVA, Oswaldo de Lim a e
SILVA, Teresa M iranda A lves da
SILVA, Y olanda de Carvalho G om es da
SILVEIRA, Aiayr Torres
SILVEIRA, Hebe A layde Cruz da
SILVEIRA, Oriente
SILVEIRA, R onald da
SIMAO, V any
SIMAS, S olange P ereira Lim a
SIMONI, A rm anno De
SINGÉRY, Jacques
SIQUEIRA, D ulce V ianna
SIQUEIRA, W aldem ar
SIRAKOFF, A nny
SO ARES, Cirléa Jane
SOARES, F ernando Arnaldo T eixeira
SOARES, Isolda Leal
SOARES, Ives N . G .
SOARES, José Eugenio de M acedo
SO ARES, José M anoel de M acedo

�SOARES, M aria da Conceiqáo de A lm eida
T avares Ribeiro
SOARES, Pedro M oacyr
SOARES, W aldem ir
SOARES, W ladim ir Branco
SOBEL, C harles Aaron
SOBEL, Myra K .
SOIFER, Jack
SOUSA, Lais F rota de
SOUZA, A rnaldo de
SOUZA, Carlos V ianna M arques de
SOUZA, Cesar Augusto N icodem us de
SOUZA, Euclides F élix de
SOUZA, Jair Correa de
SOUZA, .Jeannette Le M ántre A m ericano de
O liveira e
SOUZA, Julio Cesar Cardoso de
SOUZA, Lucia Maria Nobre de
SOUZA, Maria da C onceicao T avares de
SOUZA, N oém ia T apajós de
SOUZA, R osalia H ypólito Soares de
SOUZA, Tercio A ugusto Soares de
SOUZA, T h erezin ha de J. M onteiro de
SPRUNG, H iltrud Irene
SPRUNG, Luiz G uilherm e Juan
STEELE, Ivon ne Carvalho
STROSBERG, M anoel
STROSBERG, Rosa
SUAID, A dhem ar
SVARTMAN, Suelly
SYGOR, H einz M ichael
SYLVERIO, José Flavio
SZAJNBRUM, Lia
TAPAJÓS, Sergio Luis de Souza
TAVEIRA, A ntonio A rnaldo G om es
TEIXEIRA, H eitor A gostinho dos S antos
TENORIO, Odilia
TESLIUK, O dette M . S.
THOMÉ, Edward Á vila
THOMÉ, Iza F ernandes
TIMARCO, Roberto
TINOCO, M arilda Cardoso
TIRCZKA, Eva
TIRCZKA, Lorant K .
TITO, M aria de Lourdes Lages
TITO, M ilton Ferreira
TOLIPAN, Eduardo
TOMASSINI, Hugo Coelho Barbosa
TOMASSINI, T h erezin ha Coelho Barbosa
TOSTES, Celeida Moraes
TRACHTENBERG, Elisa
TRIFLER, M ax
TRINDADE, A elson da Nova
TRUCCO, Elba Josefin a
USAI, Arthur

VALENTE, Y olanda
VALERIANI, M aria
VALPASSOS, T rajano de M edeiros da C unha
VANIN, Nello
VARGES, Juracy de Souza
VARGES, O sm inda
VASCONCELLOS, Arnaldo
VASCONCELLOS, E liane P anto ja
VASCONCELLOS, Lilian
VASCONCELLOS, M aria de N azareth For­
tes de
VAYSSIÉRE, H enriette Irene
VEIGA, G ilda A lm eida V elloso da
VEIGA, N orm a A lm eida V elloso da
VERDERESE, M aria de Lourdes
VERDERESE, Olga
VERJOVSKY, Olga
VERMELHO, H enrique E rnesto M ourato
VERNET, Maria José Sarm entó
VERNET, Rubem de Oliveira
VIANNA, A m iris Alba de G uarischi Moniz
VIANNA, G iseh
VIANNA, Luiz Oscar Silveira
VIANNA, M arcus V inicius de Carvalho
VIANNA, N ilza Barreira
VIANNA, N ita Cascardo
VIEGO, Ju lia M.
VIEIRA, F lávio M anso
VIEIRA, Lucilia Gouvéa
VIEIRA, Luiz O ctavio B . D ias
VIEITAS, Yvo Luiz
VILMAR, Roberto
VIOLA, Irene de A lcoforado
VIVACQUA, Lucia Ferreira
WAISMANN, A lice
WAISMANN, Isaac
WATSON, Sergio da V eiga
W EINBERGER, M arilia
WEINSCHENCK, G uilherm e
WERNECK, P aulo Cabral da R ocha
WETTREICH, Dora
WETTREICH, S usan a
WETTREICH, W aldem ar
WEYLL, M yriam L avigne
WEYTINGH, D ulce Maria
WOHL, S te fa n
WOLFF, G eraldo J.
WOLFF, H annelore
ZAGARI, Ebe Leda Maria
ZAGARODNY, W alter
ZAMARIN, P ietro J . A.
ZEBULUM, Salim
ZIELINSKY, H eloisa Couto
ZIELINSKY, Zeno M arques de Souza
ZIMETBAUM, R aph ael

��DEPARTAMENTO DE IMPRENSA N/.CIONAL
RIO DE J A N E IR O

—

BRASIL.

-

1958

��D epartamento

Rio de

de

Janeiro

I mprensa N acional

— Brasil

— 1958

�</text>
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De San Tiago Vantas, F. C.</text>
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                    <text>�m

�A PR ESEN TA gÁ O
&gt;*
"

í

JA elato das atividades de 1958, éste boletim
tem urna significagáo especial, por se referir ao
primeiro ano em que nos encontramos instalados
em Casa própria.
Mostrando o incessante e eficiente trabalho
em prol de urna obra que se desenvolve em ritmo
cada vez mais acelerado, por ele se poderá,
também, aquilatar a extensáo e o impulso que
tiveram todas as nossas iniciativas e realizagoes.
É com prazer que ressaltamos, mais úma
vez, que isso só foi possível gragas a permanente
e valiosa colaboragáo dos socios é amigos do
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

N

io m a r

M

o n iz

S

o dré.

�DIRETORIA

Presidente — Mauricio Nabuco
1. ° V ice-Presidente — Joao Carlos Vital
2. ° Vice~Presidente — Aloysio de Salles
Diretor-Executivo — Niomar Moniz Sodré
Diretor-Executivo-Adjunto — Carmen Portinho
Diretor-Secretário — Luiz Gonzaga Nascimento e Silva
Diretor~Tesoureiro — Nelson Faria Baptista

M useu de A rte M oderna do R io de J aneiro

Av. Beira Mar
Telefones 52-7432 e 42-8671
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Rio de Janeiro — Brasil

�CO NSELH O DELIBERATIVO
Affonso Eduardo Reidy
Aguinaldo Boulitreau Fragoso
Aloysio de Paula
Aníbal M. Machado
Antonio Augusto Moniz Vianna
Antonio Gallotti
Antonio Pádua de Chagas Freitas
Assis Chateaubriand
Carlos Amélio de Figueiredo
Carlos Flexa Ribeiro
Demosthenes Madureira de Pinho
Francisco Clementino San Tiago
Dantas
Francisco Matarazzo Sobrinho
Gustavo Capanema
Hélio Jaguaribe Gomes de Mattos
Henrique E . Mindlin
Joáo Soares Sampaio
José Simeao Leal
Juscelino Kubitschek de Oliveira
Lauro Salazar Regueira
Leonídio Ribeiro
Márcio de Mello Franco Alves
Maria Martins
Paulo Bittencourt
Paulo Carneiro
Pedro Pereira Filho
Raymundo Ottoni de Castro Maya
Rodrigo Mello Franco de Andrade
Walther Moreira Salles
Wladimir Murtinho

�Possc do Conselho Deliberativo em l.° de outubro de 1958
Niomar Moniz Sodré
Juscelino Kubitschek de Oliveira
Emb. Mauricio Nabuco
Márcio Mello Franco Alves

T

S

E L E ig ó E S NO M U SEU
N O VOS SÓCIOS-DELEGADOS E CO N SELH O DELIBERATIVO

De acórdo com os Estatutos que regem o Museu de Arte Moderna
do Rio, a Diretoria da instituidlo fez realizar em 26 de setembro as eleicoes
de noves sócios-delegados e membros para o Conselho Deliberativo. As
elei?óes foram realizadas na sede social (salas destinadas as oficinas grá­
ficas) através de Assembléia Geral de Socios, em 2a convocado por nao
ter havido número suficiente para a 1.a convocadlo, para eleidao dos membros
da Assembléia dos Delegados.

�Abrindo a sessáo o presidente do Museu, embaixador Mauricio Nabuco,
solicitou á Assembléia a indicando de um socio para presidir os trabalhos,
tendo o diretor-secretário Luiz Gonzaga Nascimento e Silva indicado o
nome do socio Paschoal Carlos Magno, aceito por aclamando. Assumindo
a presidencia, o ministro Paschoal Carlos Magno convida o socio Ruy
Pereira da Silva para secretariar os trabalhos. Em seguida procede-se á
leitura dos anuncios de convocagáo, publicados no «Diário Oficial» e ¡no
«Correio da Manhá» nos dias 16, 17, 18 e 24 de setembro, esclarecendo
o presidente aclamado que a finalidade da reunido é a eleigáo dos membros
da Assembléia dos Delegados, cujo número fóra ampliado de 200 para 250,
por decisao do Conselho Deliberativo. A Assembléia deveria escolher 66
novos membros: 50 relativos ao aumento e 16 para as vagas existentes.
Na mesa, explicou, havia urna relagao de nomes indicados pela Diretoria,
obedecido o critério de maior ajuda prestada ao Museu. Precede á leitura
da lista que é a seguinte: Aderson Magalhdes, Adolfo Almeida Aguiar,
Alfredo da Cruz Machado, Alim Pedro, Aluisio Carvdo, Andrzej Jordán,
Anisio Spinola Teixeira, Antonio Moniz Sodré Neto, Antonio Pádua de
Chagas Freitas, Ary Moura de Castro, Augusto do Amaral Peixoto, Eíenedito de Azevedo Barros, Carlos Jacintho de Barros, Carlos Martins Pe­
reira de Souza, Carlos Nelson de Oliveira Góes, Carmen Murtinho d’Almeida,
Celina Engersen, Cicero Leuenroth, Diva dos Santos Aguirre, Edith Behring,
Emiliano Di Cavalcanti, Ernani do Amaral Peixoto, Fayga Ostrower, Fran­
cisco Augusto de Faria Baptista, Francisco Rodrigues de Oliveira, Fuad
Kanan Matta, Gildo Lopes, Israel Klabin, Joáo Alberto Dutra Leite Bar­
bosa, Joao Henrique, Joel de Paiva Cortes, Jorge Serpa Filho, José Bento
Ribeiro Dantas, José Faria, José de Magalháes Pinto, José Oswaldo de
Meira Penna, José Sette Cámara Filho, Kurt Weil, Lourdes de Souza
Bastos, Luiz Gonzaga Nascimento e Silva, Luiz La Saigne, Luiz Simóes
Lopes, Lygia Clark, Manuel Bandeira, Marcelo Roberto, Márcio Mello
Franco Alves, Mario Loureiro Dias Costa, Mario Pinotti, Mathilde Pereira
de Souza, Nehemias Gueiros, Orígenes Lessa, Oswaldo Aranha, Raúl
Bopp, Ricardo Seabra de Moura, Roberto Burle Marx, Regine Feigl, Rubem
Berta, Ruy Gomes de Almeida, Ruy Pereira da Silva, Sérgio Bernardes,
Themistocles Brandao Cavalcanti, Tuni Murtinho, Víctor Coelho Bougas,
William V . Moscatelli, Wladimir Murtinho, Ylcléa Therezinha Duarte Silva.

�O Presidente Juscelino Kubitschek dirigindo a scssao de posse
do Conselho Deliberativo

�O Presidente Juscelino Kubitschek na Assembléia de Posse
dos Conselheiros eleitos.

Finda a leitura, propóe o presidente da Assiembléia que se proceda
á eleigáo solicitando aos socios que estivessem de acórdo com os nomes
propostos que permanecessem sentados, levantando-se os que fóssem con'
trários. Ninguém se levantou, havendo, portanto, aprovagáo unánime. É feita
a proclamagao dos nomes acima citados para completar a Assembléia dos
Delegados. Nada mais havendo e sem que ninguém pedisse a palavra, a
sessao foi suspensa para lavratura da ata. Reabertos os trabalhos, um
pouco mais tarde, a ata foi lida e aprovada por todos.

CO NSELH O DELIBERATIVO
Na mesma data e local, as 18,30 horas, reiíniu-se a Assembléia dos
Delegados, em 2“ convocagao, visto nao ter havido número suficiente na
l.9 convocagao.

O embaixador Mauricio Nabuco, presidente do Museu,

pede á Assembléia que indique um dos socios-delegados para presidir os
trabalhos, sugerindo a permanencia do1socio Paschoal Carlos Magno, nova-

�mente aceito por aclamagáo. Na secretaria dos trabalhos, permanece também
o socio Ruy Pereira da Silva. O presidente declara entáo o motivo daquela
Assembléia, convocada por carta a cada um dos Delegados: eleigao do
Conselho Deliberativo pelos próximos 3 anos. ¡Informa ter sobre a mesa
urna lista com indicadlo dos seguintes nomes: Affonso Eduardo Reidy,
Aguinaldo Boulitreau Fragoso, Aloysio de Paula, Aníbal M . Machado,
Antonio Augusto Moniz Vianna, Antonio Gallotti, Antonio Pádua de Chagas
Freitas, Assis Chateaubriand, Carlos Amélio de Figueiredo, Carlos Flexa
Ribeiro, Demosthenes Madureira de Pinho, Francisco Clementino San Tia^go
Dantas, Francisco Matarazzo Sobrinho, Gustavo Capanema, Hélio Jaguaribe
Gomes de Matos, Henrique E . Mindlin, Joáo Soares Sampaio, José Símelo
Leal, Juscelino Kubitschek de Oliveira, Lauro Salazar Regueira, Leonídio
Ribeiro, Márcio Mello Franco Alves, Maria Martins, Paulo Bittencourt,
Paulo Carneiro, Pedro Pereira Filho, Raymundo Ottoni de Castro Maya,
Rodrigo Mello Franco de Andrade, Walther Moreira Salles, Wladimir
Murtinho.
Após a leitura, propóe que a Assembléia proceda á elei^ao, ccínservando-se sentados os socios que estivessem de acórdo com os nomes e
levantando-se os que estivessem contra. Ninguém se levantou, pelo que
foram aprovados por unanimidade os nomes que constituirlo o Conselho
Deliberativo até setembro de

1961.

O

diretor-executivo

do

Museu,

Sra. Niomar Moniz Sodré, convida entao o novo Conselho a tomar posse
no dia l 9 de outubro, as 11 horas, na sede da ihstituigáo. Nada mais
havendo a tratar, é lavrada e aprovada a ata por todos os presentes.
Antes de encerrar os trabalhos, o ministro Paschoal Carlos Magno
sugeriu a aprovagáo de um voto de confianza e aplauso ao embaixador
Mauricio Nabuco e Sra. Niomar Moniz Sodré, e aos outros diretores do
Museu. pela hábil e fecunda atividade que vém desenvolvendo á frente
desta instituidlo, no que foi prontamente atendido com os aplausos dos
presantes.

�EleifSo do Conselho Deliberativo e Assembléia de Delegados,
realizada a 26 de setembro de 1958

�O PR E SID EN T E DA REPÚBLICA PRESIDIU A PO SSE DO
CO N SELH O DELIBERATIVO
Os membros eleitos a 26 de outubro para o Conselho Deliberativo do
Museu de Arte Moderna do Rio, foram empossados no dia l 9 de outubro,
as 11 horas, pelo presidente da República, Sr. Juscelino Kubitschek, também
reeleito para o mesmo cargo de conselheiro da instituido. Recebido pela
Comissáo Executiva (diretoria), o chefe do govérno cumprimentou pessoalmente os antigos e novos membros do Conselho Deliberativo eleitos por
tres anos: Affonso Eduardo Reidy, Aguinaldo Boulitreau Fragoso, Aloysio
de Paula, Aníbal M . Machado, Antonio Moniz Via|nna, Antonio Gallotti,
Antonio Pádua de Chagas Freitas, Carlos Amélio de Figueiredo, Carlos
Flexa Ribeiro, Demosthenes Madureira de Pinho, Hélio Jaguaribe Gomes
de Mattos, Henrique E . Mindlin, José Simeao Leal, Lauro Salazar Regueira,
Leonídio Ribeiro, Márcio Mello Franco Alves, María Martins, Pedro Pereira
Filho, Raymundo Ottoni de Castro Maya, Rodrigo Mello Franco de Andrade e Wladimir Murtinho. Conselheiros ausefates á posse, por se acharem
fora da cidade: Assis Chateaubriand, Francisco Matarazzo Sobrinho, Joño
Soares Sampaio, Paulo Carneiro, Walther Moreira Salles, Francisco Clementino San Tiago Dantas, Gustavo Capanema e Paulo Bittencourt.
Após os cumprimentos, o Sr. Juscelino Kubitschek percorreu, acompanhado dos presentes, as exposigóes e salas que ficavam ehtre os dois
extremos, a caminho da sala onde seria instalada a sessáo. Grande mesa
em T, com o presidente e diretores na cabeceira. O embaixador Mauricio
Nabuco, abrindo a sessao disse que ali estando o Presidente da República,
a ele competía presidir a reuniáo. E convida o Presidente a exercé-la.
Assumindo a presidencia o Sr. Juscelino Kubitschek determinou ao diretorsecretário que procedesse á leitura da ata da Assembléia, no dia 26 de
setembro, quando haviam sido eleitos os membros do Conselho, ali reunidos.
Feita a leitura, o Presidente da República declarou empossados os novos
membros do Conselho Deliberativo. O embaixador Mauricio Nabuco toma
a palavra para colocar a Comissáo Executiva á disposigáo dos presentes
para qualquer esclarecimento sobre as atividades do Museu em qualquer
dos seus setores. Disse que a referida Comissáo já prestara minuciosos
informes sobre o andamento das obras, a situagáo financeira, o patrimonio,
bem como as atividades culturáis e artísticas do Museu. Julgada, portanto,
que seria mais interessante que os novos membros verificassem diretamente
o que fora feito, visitando as obras realizadas e obtendo ijnformes mais
detalhados sobre as atividades em curso.
O diretor-secretário pede que sejam indicados, antes, os membros
que deveráo compor a Comissáo de Contas. O Sr. Juscelino Kubitschek
determina que seja feita a indicado e o conselheiro Carlos Flexa Ribeiro

�propoe recondugáo dos atuais conselheiros Leonídio Ribeiro, Lauro Salazar
Regueira e Demosthenes Madureira de Pinho, que já vinham se desincumbindo dessa tarefa de modo exemplar.
O Chefe do Govérno determina que seja feita a votagáo: quem aprovar
que fique sentado; quem desaprovar, que se levalhte. Ninguém se levantou
e o Presidente declarou aprovagáo por unanimidade. O Embaixador Mauricio
Nabuco pediu novamente a palavra para agradecer a todos os presentes o
comparecimento e, de modo especial, ao Presidente Juscelino Kubitschek.
Era urna honra a sua presenta, e marcava mais urna vez o decidido apoio
que vinha dando á obra cultural do Museu.
O Sr. Juscelino Kubitschek determina entao a suspensao da sessao,
para a visita as obras, determinando ao Diretor-Secretário que lavrasse a
ata que seria assinada após a visita. Em seguida foi realizada urna minuciosa
visita a todos os setores das obras. O Chefe do Govérno viu tudo, andou
por tudo: salas, exposigoes, subiu escadas, desceu rampas, foi ao subsolo,
foi ao terrago, interessou-se pela exposigio da Olivetti, comentou com
simpatía a pintura de Aloísio Magalhaes, louvou o cuidado com que vinha
sendo construido o projeto de Affonso E . Reidy.
Voltando á sala, o Presidente assinou a ata da sessao de posse,
conversou com o arquiteto Affonso E . Reidy e Niomar Moniz Sodré sobre
vários detalhes arquitetónicos do Museu, posou para os fotógrafos, mesmo
os mais exigentes e insaciáveis, e retirou-se as 12 horas.
De acórdo com os estatutos do Museu, o Conselho Deliberativo é
composto por trinta membros, sem qualquer remuneragáo, com mandato de
tres anos, eleitos pela Assembléia de Delegados, podendo ser reeleitos.
Compete-lhes fixar normas gerais de diregáo do Museu; eleger os membros
da Comissáo Executiva (diretoria); autorizar a Comissáo Executiva a praticar atos que excedam os seus poderes específicos, ou que dependam da
aprovagáo do Conselho; deliberar sobre a reforma dos Estatutos e sobre
a dissolugao da sociedade; decidir sobre todas as matérias de interésse do
Museu que nao pertengam, privativamente, a outro órgáo social; eleger
os membros da Comissáo de Contas.

A Secretaria do Museu pede aos socios que em caso de mudanga de
residencia fagam com a maior brevidade a comunicagáo do novo enderégo,
a fim de continuar recebendo regularmente os convites para exposigóes e
conferencias, bem como os boletins e demais comunicagoes e publicagoes
do Museu.

�SÓCIOS
O Museu tem as seguintes cate­
gorías de Socios:
I — Beneméritos: a partir de Cr$
150.000,00, de urna só vez, ou
em 10 prestagóes mensais de
Cr$ 15.000,00.
II — Remido: a partir de C r $ ..........
30.000. 00 de urna só vez, ou
em 12 prestagóes mensais de
Cr$ 3.000,00.
III — Efetivo: jóia de Cr$ 5.000,00
e anuidade de Cr$ 900,00.
IV — Contribuinte: anuidade de Cr$
900.00, semestre de Cr$ . . . .
500.00.
TÍTU LO DE CO O PERA gA O
para cojnstrugáo da nova sede: Cr$
1.200.000,00 de urna só vez, ou em
prestagóes mensais.
De acórdo com o art. 59 dos Esta­
tutos do Museu, as contribuigóes sao
fixadas pela Diretoria.
O Q UE O M U SEU O FE R EC E AOS SE U S SÓCIOS
Convite para todas as inauguragóes.
Entrada gratuita ñas exposigoes.
mediajhte apresentagáo da carteira de
socio.
Direito de inscrever-se em qualquer
dos seus cursos.
Convite para conferencias e todas
as iniciativas do Museu.
15% de abatimento na aquisigáo de
livros, reprodugóes, desenhos e catá­
logos das exposigoes.
Éste Boletim gratuito.
Participagáo ñas atividades do setor
Cinema do Museu, realizadas na
A.B.I.

�O PLANO ARQ U ITETÓ N ICO DO M U SEU DE A RTE M ODERNA
DO RIO DE JANEIRO
A ffo nso E duardo R eidy

Nos últimos quarenta anos transformou-se muito o antigo conceito de
Museu. Éste deixou de ser um organismo passivo para assumir urna im­
portante fungáo educativa e um alto significado social, tornando acessível ao
público o conhecimento e a compreensao das mais marcantes manifestagoes
da criadlo artística universal. Ao mesmo tempo, proporciona um treinamento
adequado a um contingente de artistas que, perfeitamente integrados no espi­
rito de sua época, poderáo influir decisivamente na melhoria dos padróes de
qualidade da produgáo industrial.
Mas, nao foi apenas o antigo conceito de Museu que se transíormou.
A própria nogáo do espago arquitetural modificou-se. O desenvolvimento
das novas técnicas de construgao deram lugar á “estrutura independente”
e como conseqüéncia ao “plano livre” , isto é, a funcáo portante passou a ser
exercida exclusivamente pelas colunas; as paredes, liberadas da sua antiga
responsabilidade estrutural, passaram a desempenhar entáo, com urna liberdade
nunca antes imaginada, o papel de simples elementos de vedagáo: placas
leves, de diferentes materiais, livremente dispostas, oferecendo as mais ampias
possibilidades na ordenagáo dos espagos. Surgiu assim um novo conceito do
espago arquitetural, o espado fluente, canalizado, que veic substituir a antiga
nogáo do espaco confinado dentro dos limites de um compartimento cúbico.
A correspondencia entre a obra arquitetural e o ambiente físico que a
envolve é urna questáo da maior importancia. No caso do edificio do Museu
de Arte Moderna do Rio de Janeiro essa condiglo adquire ainda maior vulto,
dada a situagao privilegiada do local em que está sendo construido. Em pleno
coragao da cidade, ao meio de urna extensa área que num futuro próximo será
um belo parque público, debruga-se sobre o mar, frente á entrada da barra,
rodeado pela mais bela paisagem do mundo.
Foi preocupagáo constante do arquiteto evitar, tanto quanto possível,
que o edificio viesse a constituir um elemento perturbador da paisagem,
entrando em conflito com a natureza. Daí o partido adotado, com o pre-

�O casal José Colagrossi ouve as explicares de Niomar
Moniz Sodré.

Laura Barros Moreira e Irene Guinle acompanhando o Baráo
Max Stuckart, que estuda os planos para o restaurante a ser
instalado no Museu

�dominio da linha horizontal em contraposigáo ao movimentado perfil das montanhas, bem como o emprégo de urna estrutura extremamente vasada e trans­
parente, que permitirá manter a continuidade dos jardins até o mar, através
do próprio edificio, o qual deixará livre urna parte apreciável do pavimento
térreo. Em lugar de confinar as obras de arte entre quatro paredes, num abso­
luto isolamento do mundo exterior, foi adotada urna solunao aberta, em que
a natureza circundante participasse do espetáculo oferecido ao visitante do
Museu.
A ESTR U TU R A

A ando eminentemente dinámica do Museu de Arte Moderna do Rio de
Janeiro, abrangendo todas as manifestagoes das artes visuais dos nossos dias
requer urna estrutura arquitetural que lhe proporcione o máximo de flexibilidade na utilizando dos espatos. Esta estrutura possibilita ora o uso de grandes
áreas, ora a formando de pequeñas salas onde determinadas obras possam ser
contempladas em ambiente íntimo. A Galería de Exposinoes do Museu de
Arte Moderna do Rio de Janeiro foi projetada com ésse objetivo: ocupa urna
área de 130 metros de extensdo por 26 metros de largura, inteiramente livre de
colunas, de modo a oferecer absoluta liberdade na arrumando das exposiqóes.
Essa área terá pé direito variável: partes com 8 metros, parte com 6,40 metros
e o restante com 3,60 metros de altura.
A ILUM IN AgAO

A iluminando natural confere um sentido de vida e de movimento aos
espanos, beneficiando as obras expostas da variedade de sensanoes que a luz
diurna proporciona. Quando zenital, a luz é difusa e uniforme: nao há som­
bras, nao há lelévo. o ambiente torna-se neutro, inexpressivo. Quando lateral
dá direndo ao espano e relevo aos objetos proporcionando ainda ao visitante a
pcssibilidade de contacto visual com o exterior. Todavia, um sistema rígido
e exclusivo limitaría a liberdade de mostrar, sob as melhores condinñes, obras
que eventualmente possam vir a ser mais valorizadas com iluminando zenital
ou mesmo artificial.
A Galería de Exposinoes do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro,
nos trechos de menor pé direito terá iluminando lateral e nos trechos de pé
direito duplo terá iluminando zenital, através de placas difusoras de vinyl.
O fato da luz natural, de um modo geral, apresentar vantagens sobre a
luz artificial, na apresentanao das obras, nao diminui a importancia do que

�Concretagem do Bloco de Exposigoes — O Vice-Presidente do
Museu, Dr. Joño Carlos Vital, lan^a a primeira pá de concreto
na ccluna de urna das estruturas do Bloco de Exposigoes em
13 de junho de 1958.

Diretores da Sears Roebuck ouvem cxplica^ocs de Niomar Moniz
Sodré sobre a maquete.

�esta última representa para o Museu de hoje. A iluminando artificial é evi­
dentemente indispensável, nao só para a noite, como para a exibigáo de
objetos que possam ser prejudicados pela luz solar, como

desenhos,

tecidos, etc.
A qualidade da luz a ser empregada é um outro ponto de importancia
num museu de arte.

A luz incandescente é rica em raios vermelhos e alaran-

jados que modificam o aspecto de certas cores.

A luz fluorescente, por seu

lado, provoca sensagáo de frieza e altera igualmente o aspecto das cores.
A combinando de ambas, porém, permitirá urna grande aproximando ao efeito
da luz solar.
Para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro foi projetado um
sistema muito flexivel: o teto da Galeria de Exposinoes será guarnecido com
placas translúcidas de um plástico de vinyl, as quais difundirdo a luz emitida
por tubos fluorescentes, proporcionando urna iluminando suave ao ambiente.
A superficie luminosa assim constituida, será interrompida de dois em dois
metros por rasgos transversais onde serdo fixados refletores de luz incandes­
cente, equipados com lentes apropriadas, os quais serdo dirigidos exatamente
para os pontos em que se fizer necessária a iluminanáo, sem que esta produza reflexos ou ofuscamento aos visitantes.
Todo o Segundo Pavimento do corpo central do edificio será destinado
a exposinoes bem como urna parte do terceiro pavimento onde ficarao situa­
dos, ainda, um auditorio com 200 lugares, com equipamento para projenóes
cinematográficas, filmoteca, biblioteca, discoteca, os servinos de administrando
e direndo do Museu e o depósito para a guarda das telas nao expostas. Ésse
depósito, onde as obras deveráo ser conservadas em perfeita seguranna, terá
condinóes constantes de temperatura e umidade, ficando completamente iso­
lado das varianóes atmosféricas do exterior. As telas serdo fixadas em trainéis
leves, de correr, ligeiramente afastados uns dos outros, permitindo dessa forma,
reunir em um espano reduzido um grande número de telas e assegurando-lhes
perfeitas condinóes de ventilando e facilidade para exame dos interessados.
SERVICIOS E INSTALAQÓ ES A U XILIA RES

Ocupando urna parte do pavimento térreo e o subsolo do corpo mais
baixo do edificio, estío os servinos e instalanóes auxiliares do Museu, compreenaendo a entrada de servino, os locáis para a desembalagem e a identifi-

�cacao e registro das obras, a expedidlo, os depósitos, as oficinas e os labo­
ratorios, a sala de gravura e um grande saldo onde serdo preparadas as.
exposigoes.
ESCO LA TÉC N IC A DE CRIAQÁO

Aínda no pavimento terreo do mesmo corpo, funcionará a Escola Téc­
nica de Criagao. Suas instalagóes compreendem, além dos locáis destinados aos
servigos administrativos, salas de aulas e ateliers diversos, laboratorio fotográ­
fico, tipografía, clicheria, encadernagdo, cantina para os estudantes, etc. No
Segundo Pavimento désse corpo ficarao o restaurante e o terrago-jardim, que
se comunicam com a galería de exposigoes.

Comemorando um acontecimento: o batismo do «champagne» na
coíuna do primeiro quadro do Bloco de Exposigoes. Aguardando
o impacto da garrafa contra a forma da coluna: José Velasco Portinho, Niomar Moniz Sodré, Antonio Moniz Sodré Neto, Glorinda
Moniz Sodré, Carmem Portinho, Lourdes S. Bastos e Oliveira
Góes. Em 13 de junho de 1958.

O T EA T R O DO M U SEU

Na extremidade leste do conjunto ficará situado o Teatro, com 1.000
lugares. O palco terá urna largura disponível de 50 metros, 20 metros de proíundidade e 20 metros de altura livre até o urdimento. A construgáo cénica
baseia-se num sistema de carros movimentados elétricamente, que se deslocaráo
para os espagos laterais e do fundo do palco. A boca de cena terá 7,50 metros,
de altura e 12 metros de largura, podendo chegar a 16 metros em caso de aber­
tura total para a realizagáo de concertos sinfónicos.

�O S JA R D IN S DO M U SE U
R

o berto

B

urle

M

arx

que está sendo feita no aterro de Santa Luzia, e
que se estende da Praia do Flamengo ao Aeroporto Santos Dumont,
dará ao carioca o prazer da promenade á beira-mar, ao mesmo tempo
que proporciona um local de lazer.

A

área verd e

Destes jardins, que serao por nós estudados dentro de um
futuro próximo, o do Museu de Arte Moderna foi elaborado tendo
em vista a integragáo do mesmo á paisagem visualizando a área com
características de um parque.
Levamos em conta as áreas disponíveis e ordenamos o jardim
visando criar limitagóes espaciáis relacionadas com os volumes
arquitetónicos. Como elemento básico de pavimentagáo, foi utili-

�zado o granito em la jes ligado ao mosaico portugués, onde o “Leit­
motiv” é um padráo composto de faixas onduladas em cores róseo
e branco, que confere ao mesmo urna variedade rítmica. O mesmo
tema é retomado em superficies de grama de duas tonalidades a fim
de dar maior unidade á composigáo.
A palmeira real é usada como elemento ordenador definindo
os espatos, ao mesmo tempo que oferece um contraponto visual no
sentido vertical. Procurou-se relacionar as superficies de cor com
os pequeños, medios e grandes volumes de plantas herbáceas, ar­
bustos e árvores, onde as texturas das plantas e dos materiais uti­
lizados se harmonizam. Ao mesmo tempo as plantas coniaráo. em
certos casos, com superficies de cor uniforme obtendo assim maior
nitidez na composigáo.
Num jardim em que é previsto um intenso movimento de visi­
tantes, ao Museu, surge o problema de criar área de interésse, o que
foi resolvido com a criagáo de locáis de estar, terragos, jardins, pátios
com fontes, repuxos d'água, locáis para exposigáo de esculturas ao
ar livre e grandes gramados que conduzem á vista para a baía, além
do emprégo de árvores que daráo sombra e que em determinadas
épocas do ano valorizar-se-áo pela sua f loragáo.
Do ponto de vista ecológico, utilizamos plantas que venham
resistir bem aos ventos fortes e ao ar salino, lim a vez terminado
o plantío, o tempo e o tratamento devido incumbir-se-áo de realizar
o que foi por nós imaginado.

Mauricio Nabuco mostra o que será o Museu a John dos Passos
e scnhora.

�SEM INARIO DE E ST U D O S DA U N ESC O SOBRE A FU N qA O
ED U CA TIV A DOS M U SEU S
Discurso do Professor Carlos Flexa Ribeiro, do Museu de Arte Moderna
do Rio de Janeiro — Setembro de 1958
Permitam-me dizer, de inicio, em nome do Museu de Arte Moderna do
Rio de Janeiro, como estamos felizes e honrados por abrigar o Seminario de
Estudcs da U N ESCO , sobre a Fungió dos Museus na Educacio” . Nao
poderia suficientemente frisar o quanto o problema apresentado pela
U N ESC O corresponde as preocupares que sao os objetivos fundamentáis
déste Museu.
Para comegar pego-lhes que encarem o Museu de Arte Moderna do Rio
de Janeiro, como um projeto, um projeto em vías de realizagáo progressiva,
pois ele nao é ainda em reahdade tudo que imaginamos. A parte do Museu
que vamos visitar daqui a pouco é sómente a quarta parte do que ele será
dentro de dois ou tres anos. Por essa razio, quería fazer-lhes urna pergunta
(ou para ser mais preciso, fago-a a mim próprio) .. . Pode o projeto do Museu
de Arte Moderna do Rio de Janeiro ser considerado como urna nova concepgáo dada á idéia tradicional de Museu, seja no tempo, seja no espago? Em
que medida o nosso projeto corresponde as exigencias da vida nos meados
do século vinte, na América Latina e atende as condigóes sociais particulares
de nosso continente? Pensamos que algumas sugestóes, idéias importantes, podem nascer déste Seminário, para o aperfeigoamento de nossos planos.
As razies de ser do Museu
As idéias básicas do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro tém
por fundamento a etapa histórica que atravessa o país e o conjunto de con­
digóes que nos cercam. Trabalhamos diretamente sobre o quadro brasileiro
(que é ao mesmo tempo urna parte do quadro geral da América do Sul) e
tentamos definir o que um Museu poderia fazer para servir a essa sociedade.
Nao é necessário sublinhar que consideramos desde logo a situagáo eco­
nómica déste país (e de urna maneira geral a de toda a América Latina) como
urna situagáo de economía subdesenvolvida com regióes que, de urna maneira
global, estío em um estágio de desenvolvimento mais, ou menos, acelerado.
O quadro social brasileiro
Ésse quadro de subdesenvolvimento económico e de atraso cultural foi
um dado por nós considerado desde o inicio. Essa idéia de um país em desen-

�volvimento pode-se traduzir para o Brasil em duas palavras: um país que,
durante muito tempo, teve urna economía de base inteiramente agrícola, de
exportagóes de produtos primários e que ingressa atualmente em nova fase
de desenvolvimento económico, devida a um inicio de economía industrial.
Portanto, a industrializadlo é o fato que marca a transigió da sociedade brasileira de urna fase á outra e que justifica a idéia que se deve ter da trans­
formadlo e da reforma dos sistemas de educadlo nos países subdesenvolvidos.
A reforma da educadlo nacional sob ésse ángulo, consiste em formular um sis­
tema de educadlo, que, baseado ñas condigóes sociais do país, teria como finalidade preparar o homem para os problemas e os tipos de trabalho que as
condigóes novas trouxeram para o nosso país.
Trata-se em suma de substituir na educagao brasileira, a concepglo baseada num ideal abstrato de formagáo do homem, por aquela que prepararía,
de maneira mais direta, as novas geragóes para as tarefas que surgem de
urna realidade social recente em nosso país.
Entáo houve um primeiro problema: o de introduzir o Museu na situagáo
histórica do mundo atual e, ao mesmo tempo, estabelecer um acórdo entre
o programa do Museu e as idéias correntes em nosso país, acerca da reforma
da educagao nacional. É por essa razio que pretendemos criar um Museu
ativo, dedicado a participar da vida e determinado a intervir nos problemas
que o homem de nosso tempo enfrenta para edificar o seu bem-estar material
e espiritual.
A consciencia da arte atual
Para cumprír essa dupla tarefa, preparamos o Museu com as vistas voltadas para colaborar na aproximadlo do homem com a arte que lhe é contem­
poránea. Trata-se de superar essa situagáo, por demais conhecida, de divorcio
entre a Arte e a Sociedade de nosso tempo e ajudar enfim essa tarefa difícil, no
plano cultural, que se poderia, de maneira sintética, chamar de “recuperadlo
da consciencia da Arte Atual” . Náo iremos entrar em detalhes, mas é evi­
dente que, desde a segunda metade do sáculo dezenove, a comunicadlo entre
o homem e a produgáo artística realmente criadora tornou-se difícil.
Facilitar os contatos entre o homem e a arte atual é o primeiro trabalho
de um Museu moderno. E ’ necessário procurar dar ao homem a consciencia
do valor da arte do presente, de modo que o homem se sinta de acórdo com
ele mesmo em matéria de arte. De todas as dificuldades que a nossa socie­
dade atravessa, urna das mais graves do ponto de vista espiritual, consiste
nesse dramático desacordó. O Museu procura contribuir para que a arte
vigente seja um produto de consumo direto e imediato, e náo um “problema”
para o homem. Tanto mais que estamos todos convencidos de que o verdacleiro ccnhecimento da arte em geral só se pode fazer de modo válido,
tomando-se como ponto de partida os valores da arte de hoje. Sempre foi
assim. E o Museu considera que deve contribuir para o restabelecimento
duma solidariedade cultural abalada pela ruptura da tradigáo artística.

�Só rápidamente poderei nesse momento dizer o que o Museu pretende
realizar nesse dominio e, em seguida, mostrarei quais foram os projetos for­
mulados para ampliar seus objetivos.
A s colecóes do Museu
Em primeiro lugar como é natural, o Museu se prepara para reunir urna
coleado de obras de arte da época atual. Há alguns meses, o Museu recebeu
a visita do conhecido jornalista francés, Raymond Cartier. Quando éle olhou
na maqueta o conjunto do projeto arquitetural e a extensáo da construgáo
destinada ás galerías, perguntou se o Museu já tinha os quadros para as
guarnecer. Devo dizer que, no principio, fiquei embarazado para dar-lhe urna
resposta, mas respondí (o que é a pura verdade) que os quadros que iam
ser expostos nessas galerías, na maior parte nao haviam sido ainda pintados.
Dir-se-ia que, por urna vez, a construgáo de um Museu se faz antecipadamente em relamió a urna grande parte das obras artísticas que ele deve encerrar.
Parece-nos de fato muito importante para um Museu da América Latina ter
tomado essa decisáo de viver no presente e se projetar no futuro, constituindo
colegóes da arte criadora da nossa época, no mundo inteiro. Consideramos que,
em nosso continente, os Museus nesse ponto, náo tém escolha.
Exposicóes temporárias
Alcm duma coleólo permanente que o Museu reúne e que vai crescendo
dia a dia, éle organiza também exposigoes temporárias de pintura, escultura,
desenhos, gravuras e desenho industrial. Do mesmo modo realizam-se cursos
e conferencias. Independentemente disso, o Museu terá urna biblioteca e prosseguirá editando publicagóes diversas sobre a arte.
Intercambio cultural
Nc dominio do intercambio cultural, várias exposigoes já foram organiza­
das pelo Museu, algumas no exterior, particularmente no Canadá, nos Esta­
dos Unidos, no Japáo. Em 1957 urna grande exposigáo de Arte Moderna no
Brasil percorreu a Argentina, o Chile e o Perú. Ao mesmo tempo preparamos
atividades que se iniciarlo desde que o edificio do teatro fique pronto. Essas
abrangeráo náo sómente representagóes dramáticas, mas também audigoes de
música e espetáculos de ballet.
Podemos informar igualmente que há dois anos o Museu iniciou urna agáo
continua no dominio do Cinema. Um festival de “Filmes sobre Arte’’ reuniu
urna centena de filmes sobre as Artes Plásticas de cerca de vinte países, incluindo filmes sobre arte desde a pré-história até os nossos dias. Agora
mesmo acabamos de encerrar um festival sobre a Historia do Cinema Ame­
ricano e pensamos fazer o mesmo em relagáo aos outros países que se
destacam na historia da arte cinematográfica.

�Escola Técnica de Criacáo
Desejo agora explicar de que modo pensamos ampliar o programa do
Museu, no que concerne á organizagáo de urna escola, por intermedio da
qual queremos estabelecer de urna maneira sistemática as condigóes capazes de
favorecer a atividade criadora do homem moderno. No seu projeto, o Museu
assumiu a responsabilidade de manter urna escola que terá urna tese cultural
própria, e que se chamará «Escola Técnica de Criagáo».
Por que incluir no programa déste Museu urna escola? Em primeiro lugar,
porque pensamos que no Brasil de hoje é urgente preparar um grupo de
artistas de um nivel superior, digamos universitário, para encarregar-se da
concepgáo das formas novas que serlo utilizadas pela indústria nascente do
país.
É necessário ir ao encontró da indústria que há alguns anos se
desenvolve no Brasil e que náo pode progredir desamparada no plano
artístico. Para isso é necessário formar equipes de homens capazes pelas
suas qualidades imaginativas e pela preparadlo técnica, de criar formas novas
que sejam socialmente eíica2es e adaptadas ás condigóes ñas quais se desen­
volve a vida de hoje.
A doutrina da Escola
E ’ evidente que o programa dessa escola, subentende que se deverá aban­
donar de urna maneira radical a concepgáo de ensino artístico que se desenvolveu antigamente e a que se chama «As Belas-Artes». Néle se renuncia a
todo o cortejo teórico de natureza académica, que decorre dessa concepgáo e
cuida-se de formular um novo programa educativo. Ésse programa está, em
síntese, contido na idéia da educagáo integral de individuos para realizar um
trabalho ¿novador nos dois sentidos: no dominio das comunicagóes visuais
entre os homens e no terreno do equipamento material da vida moderna.
Poder-se-ia dizer: «desde o livro até a televisáo» ou, como disse Walter
Gropius, «desde a colher até a cidade» isto é, desde os instrumentos domésticos
até a urbanizagáo. Essa escola distingue-se do que é normalmente englobado
sob o título de ensino artesanal ou técnico industrial de nivel médio, isto é,
secundário, náo sómente porque o plano sobre o qual se deve desenrolar o
trabalho pedagógico é de nivel superior, e náo secundário, mas principalmente
porque a idéia dessa escola se justifica pela sua decisáo de favorecer a ati­
vidade criadora auténtica.
Náo se poderia negar que, se é verdade que o Brasil atingiu a urna certa
cjualidade na arte arquitetural, náo é menos verdadeiro que essa geragáo
de pioneiros da arquitetura brasileira deve ser seguida por urna nova geragáo
cuja visáo dos problemas será formulada em outros térmos. A revolugáo tec­
nológica do mundo inteiro, que se está desenvolvendo sob nossos olhos, torna
urgente no Brasil a necessidade de preparar novas personalidades criadoras,
com novos conhecimentos técnicos, e novos modos de pensar.

�A organizacáo da Escola
Essa escola cuja organizagáo passo a descrever sumariamente para fina­
lizar, terá dois departamentos: o departamento de Comunicadlo Visual, que
terá éle mesmo duas secgóes; urna secgáo de comunicagáo visual e outra que
se chamará secgáo de Informadlo e Edigáo. Esta mesma sala, onde nos
encontramos nesse momento, destina-se especialmente ás Artes Gráficas da
Escola. Portanto, dois departamentos •— um departamento de Comunicagáo
Visual. Informagáo e Edigáo e um outro departamento de Desenho Industrial
e Construgáo. Os cursos teráo urna duragáo de quatro anos. Um curso fun­
damental de dois anos é previsto para todos os alunos. A partir do terceiro
anc, o aluno deverá escolher um dos dois departamentos de especializagáo.
Os alunos deveráo ter entre 18 e 28 anos. Os estudos seráo pagos; prevé-se um servigo de bolsas de estudo para estudantes de reconhecidas
aptidóes. O curso fundamental tem por finalidade facilitar o primeiro contato
com a concepgáo cultural e pedagógica da Escola e preparar o aluno na teoría
e na prática das disciplinas essenciais da Visáo. É um curso intensivo de
preparagáo intelectual e técnica que se desenvolverá em tres secgóes- As duas
primeiras incluiráo um trabalho teórico, associado ao trabalho de atelier e a
terceira um trabalho únicamente teórico. A iniciagáo visual efetuar-se-á pelo
estudo de todos os elementos da linguagem plástica, no conjunto das relagóes
de forma, espago e cór.
De outro lado, será necessário desenvolver o espirito crítico pela obtengáo
de um grau básico de formagáo cultural de alta qualidade. A Sociología, a
Morfología, a Historia Cultural do Século Vinte, a Historia da Técnica, a An­
tropología Cultural e a Semántica Visual, seráo algumas das disciplinas teó­
ricas. É preciso reconhecer que essa escola náo poderá instalar-se sem a
ajuda de bons professóres. Pensamos contratar para certas matérias, professóres estrangeiros, principalmente os técnicos.
O ensino será ao mesmo tempo teórico e prático. A Escola poderá produzir e vender o que ela produzir. Manterá um contato estreito com o mercado
de encomendas da produgáo, desde o cartaz de propaganda até os produtos
industriáis.
O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro aceitando a idéia de inte­
grar na sua organizagáo urna escena com urna tese específica como essa que
acabo de descrever, tem a intengáo de se preparar para estender a sua atividade do terreno da Informagáo, ao terreno da Formagáo a fim de contribuir,
na medida do possível, no trabalho de preparagáo da personalidade criadora
de nossa juventude.

�José María Cruxent, Subdiretor do
Estágio «O Papel dos Museus na Edu­
cad o », com Raymonde Frin, Flexa Ri­
beiro e Georges Henri Riviére.

Carlos Flexa Ribeiro e Mauricio Nabuco,
discutindo, com Heloisa Alberto Torres,
os planos para o Estágio da UNESCO .

Um aspecto da assisténcia as reunióles
do estágio, realizado entre 6 e 10 de
outubro de 1958 no Museu.

�ORGANIZAGÁO DAS NAgóES UNIDAS PARA A EDUCAgÁO,
A CIENCIA E A CULTURA
G eorge -H enri R iviére
ESTÁ G IO D E E ST U D O S DA U N ESCO SÓBRE A FINA LID A D E ED U CA TIV A
DOS M U SEU S

V

OZES autorizadas disseram-nos da calorosa acolhida do Brasil, do objetivo

e da gratidáo da U N ESC O e, bem assim, da colaborarlo dinámica da
ONICOM .

Resta ao Diretor do Seminário pronunciar essas duas palavras

temíveis e mágicas: ao trabalho!
Ao trabalho:

O sentido das dificuldades da tarefa serviu, a principio,

de empecilho áquele que havia sido incumbido do cargo, tanto pela alta
organizagáo internacional, como pela confianza do país que o acolheu.
Mas a experiencia dos dois seminários precedentes, o estímulo e os conselhos dos órgáos diretores da ICOM, cujo diretor, Sr. Georges Salles, lhes
envia sua mais cordial mensagem, a assisténcia fraternal dos membros da
Divisáo dos museus, e também, permitam-me acentuar o grande afeto, que
me une ao Brasil, me reconfortaram e esclareceram,
Assim também á medida que essa tarefa se desenvolvía revelava sua
grandiosidade, aplicando-se á gloriosa familia dos povos da América Latina,
onde as riquezas e as belczas da natureza, o prestigio das civilizagóes antigas
do Novo Mundo, o tributo frutificado das civilizagóes do Velho Mundo, produziu urna das mais belas harmonías que jamais se ouviu em pátria de homem!
Ao trabalho:

Nosso programa abre suas tres perspectivas, cujo rigor as

pretensoes cartesianas ameaga ceder sob o ardente impulso dos debates: rela­
tónos dos estagiários que deveráo refletir os problemas próprios de seus países;
•— discussóes sobre os problemas característicos de cada categoría de museu;
— discussóes sobre os problemas comuns a todas as categorías de museus.

�Mas, nao importa quaisquer que sejam os capítulos, contanto que sempre se
acentúe o tema educagao.
Que se trate, stricto sensu, e isso é essencial, das atividades educativas
do Museu. Que se trate com maior amplitude, e isso será talvez a inovagáo
do Seminario, do espirito educativo que deve inspirar toda a Instituigáo do
Museu, na concepgáo de seu edificio, e nos seus métodos de interpretagáo e de
apresentagáo; mas também nos recursos específicos de seu programa: e só
Deus sabe quáo diferentes sao ésses recursos nos nossos museus: tesouros de
Arte cujo deleite se destina a tornar-se accessível a todos, espelhos da natureza
a explorar e proteger, quadros das civilizagóes, ñas suas originalidades e inter­
dependencias, fatóres de estima e de compreensáo entre os povos.
Ao trabalho: Nossa equipe de especialistas em museus e de educadores
harmoniosamente variada na sua composigáo já está consolidada pelo entu­
siasmo. Saibam aqueles que náo puderam vir que a idéia permanecerá conosco.
E que todos os presentes — estagiários titulares ou colegas observadores
vindos de todos os pontos do Brasil, saibam que os responsáveis — diretor,
subdiretores, técnicos eminentes que acederam em colaborar com o nosso
pequeño Estado-Maior, e sobre os quais o diretor se apóia, tencionam favorecer,
em nossos debates o mais livre, o mais afetuoso espirito de camaradagem.
Respeitando, é claro, as exigencias do horário.

Mas também, existem pers­

pectivas mais animadoras, na génese destas recomendagóes destinadas a dar
á nossa reuniáo, espero eu, urna continuagáo durável e eficaz.
Ao trabalho:

E como se anuncia animador ésse trabalho no quadro pres­

tigioso do Museu de Arte Moderna, o mais moderno do mundo, nos prolongamentos que propóe ésse magnífico país, visita de museus cujo espantoso
desenvolvimento nos é revelado por um relatório oportunamente publicado:
excursóes táo bem organizadas pelo IBECC e ONICOM e que devemos á
bondade do govérno brasileiro e instituigóes de mecenas.
O contra-regra, porém, querendo repetir as trés pancadas, náo irá retardar
demasiadamente o inicio da pega?
trabalho, ao trabalho.

Enfim, e desta vez, impreterivelmente, ao

�A DIVISÁO CU LTU RA L DO ITAM ARATI EM 1958
EXPosigAo

A Divisáo Cultural em 1958 prosseguiu no seu trabalho intensivo de
difusáo da arte brasileira, promovendo e apoiando no exterior a realizadlo
tanto de exposigoes individuáis de artistas nacionais, quanto de exposigoes de
arquitetura brasileira, editando cartazes e catálogos especiáis para cada um
dos certames e distribuindo documentagáo e revistas especializadas.
A divulgagáo da arquitetura mereceu especiáis cuidados e está recebendo
excelente acolhida em todos os países em que vem sendo apresentada. Com
a colaboragáo da Novacap, a Divisáo Cultural organizou as seguintes exposigoes relativas aos planos e á construgáo de Brasilia:
Londres, de 10 a 28 de junho, no «Institute of Contemporary
Arts»; em Zurique, 21 de fevereiro a 8 de margo; em Genebra du­
rante o mes de maio; em Miláo, de 9 de aneiro a 9 de fevereiro; em
Munique, no mes de agosto; em Stuttgart, durante o mes de outubro,
e em París, inaugurada a 3 de novembro, durante a Conferencia
Geral da U N ESC O e na própria sede da Organizagáo.
Continuando nesse plano de divulgagáo inaugurou em Buenos Aires,
a 18 de outubro, urna grande Exposigáo de Arquitetura Brasileira, dividida
em tres partes: Barroca, Contemporánea e de Brasilia, a qual seguiu para Montevidéu, devendo ser apresentada ñas principáis capitais da América Latina,
Patrocinou e contribuiu também para a Exposigáo de arquitetura organizada
pelo Instituto de Arquitetos, no «Annual Home Show», no Coliseu de Nova
Iorque, enviando objetos de artesanato, discos e filmes, além de duas maquetes
de obras em andamento no Rio de Janeiro.
Aínda no setor de Arquitetura, a Divisáo Cultural patrocinou, juntamente
com o IBECC e o Instituto de Arquitetos do Brasil, o «Seminário de Arqui­
tetura e Urbanismo» que se realizou, de 6 a 12 de outubro, no Museu de
Arte Moderna do Rio e em Brasilia, convidando para ésse certame quatro
arquitetos estrangeiros, Van Esteeren (Holandés), Max Loch (Inglés),
Takamasa Yoshizaka (Japonés) e Aba Elhanani (Israelense) . Entre as
principáis mostras individuáis de artes plásticas realizadas no exterior com o
patrocinio e auxilio da Divisáo Cultural, conta-se a de Roberto Burle Marx,
que expós arquitetura paisagística ñas mostras já mencionadas de Zurique,
Genebra, Munique e Stuttgart; de Lazar Segall (desenho e pintura) em
Madri, tendo duas outras programadas respectivamente para Veneza e Paris;
de Fayga Ostrower (gravura) em Amsterdáo, no Stadlick Museum; de
Aldemir Martins (desenho e gravura), em Nova Iorque; e de Iberé Camargo,
(pintura e gravura) em Washington. Atualmente, em colaboragáo com o
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a Divisáo Cultural está organi­
zando, para o Haus de Kunst de Munique, urna Exposigáo de Arte Contem­
poránea Brasileira, que percorrerá diversos países da Europa, dentre outros
Franga, Holanda, Suíga e Alemanha, nos anos de 1959 e 1960.
Contribuiu ainda a Divisáo Cultural para o Festival de Cinema Norte­
americano organizado pela Filmoteca do Museu de Arte Moderna do Rio de

�Janeiro, ocasiáo em que convidou o Sr. Richard Griffith, da Filmoteca do
Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, bem como ofereceu os premios
do Festival.
Nc seu programa de divulgando da cultura brasileira foram convidados
a visitar o Brasil personalidades estrangeiras de renome internacional, entre
outros, os escritores Aldous Huxley, inglés, e John dos Passos, americano*
Em novembro o arquiteto Timo Sarpaneva, convidado pela Divisáo
Cultural, realizou no Museu de Arte Moderna do Rio de Janiro urna exposigáo de Arte Decorativa Finlandesa que despertou grande interésse; convidou
para visitar o Brasil urna jovem italiana, Clara Cova, que, no seu país, acertou
todas as perguntas sobre Historia do Brasil num programa de Televisao, demonstrando conhecimento ampio sobre o país.
EXPOSIQÁO DE A RQ U ITETU R A BRASILEIRA EM BU EN O S AIRES
Prosseguindo no seu intensivo programa de difusáo da arte e arquitetura
brasileiras no estrangeiro, a Divisáo Cultural do Itamarati inaugurou em 15 de
outubro urna Exposigáo em Buenos Aires.
Á inaugurando compareceram representantes do Govérno argentino, di­
plómalas, figuras representativas da sociedade e artistas.
Do Rio de Janeiro, viajou a Diretora Executiva do M U SEU DE A RTE
M ODERNA, o jornalista Jaime Mauricio e demais pessoas interessadas.

Na fotografía acima vemos o Embaixador Aguinaldo Boulitreau Fragoso,
Embaixador do Brasil na Argentina, discursando na abertura da Exposigáo.
Á sua esquerda o Ajudante de Ordens do Presidente Frondizi e á sua direita
o Vice-Presidente da Argentina Senhor Gómez. Na extremidade esquerda
da fotografía, vemos a Embaixatriz Fragoso e Senhora Niomar Moniz Sodré,
e o crítico Romero Brest.

�CINEM A
A ntonio M oniz V iana

Nascido há sessenta anos, filho de Lumiére ou Edison, o cinema só
tem em dúvida a questáo da paternidade. Os que, a principio, estavam no
direito de inquirir se aquilo seria mais que um brinquedo ou urna curiosidade,
há muito deixaram de discutir. Em 1915, na revoluto griffithiana, o
cinema trocou de regime definitivamente: deposto o espetáculo de feira,
surgiu em seu lugar outra coisa. A partir de The Biith of a Nation, passou
a ter urna linguagem, a sua linguagem, que, enriquecida por contribuigóes de
todos os lados, torna-o a mais jovem de todas as artes.
E é urna arte visual — ou melhor, audiovisual, após outra revolugáo,
em 1926. Se, nos meios que emprega, está mais próximo do teatro e da
literatura, o cinema, quando utiliza o impacto visual a que só em casos
especiáis poderia renunciar, acercarse também da artes plásticas — embora
ao manter essas relances náo o faga no ponto em que Abel Gance o viu, em
profecía de trinta anos atrás, Arte independente — e também indústria — o
cinema é mais jovem que o impressionismo e o cubismo, mas o expressionismo, o surrealismo, o abstracionismo, sao seus contemporáneos neste
século. E quase ao mesmo tempo que o teatro, incorporava á sua cenografia,
á própria narrativa, as concepgóes expressionistas: O Gabinete do Dr. Galigari
é de 1919.
As relagóes entre o filme e a pintura tém essa polivalencia que pode
levar o primeiro a Breughel (La Kermesse Heroique) e Ucello (Henry V ),
de Renoir a Picasso. Verificam-se na própria estrutura dramática ■— e
também sob outro aspecto, quando o cinema, aproveitando-se do direito e da
possibilidade de documentar, detém-se no estudo de um artista, náo apenas
o da vida de Toulouse Lautrec (Moulin Rouge) e Van Gogh (Sede de
Viver), mas ainda, o da sua obra, deixando á margem tudo que náo seja
quadro ou náo sirva para explicá-lo. É o cinema assumindo um caráter essencialmente crítico ou didático -— ai, nesse distrito, comumente no lugar de
cineasta está o professor ou o crítico de artes plásticas. Ésses filmes, na
maioria de curta ou média metragem, sáo evidentemente de fácil utilizagáo
num Museu de Arte Moderna: servem á divulgagáo de artistas, servem a
ilustragáo de cursos, interessam a quantos apreciam, sem maiores preocupagóes, as artes plásticas.
Náo só através de filmes didáticos, o cinema, como arte a servigo déla
mesma e a única que teve seu nascimento adiado até éste século, tem garan­
tido o seu lugar no Museu de Arte Moderna. A ésse fato náo está alheio,
porque náo é de seu feitio alhear-se a nada, o Museu de Arte Moderna do
Rio de Janeiro. O cinema, aqui, já comegou. Apenas comegou, todavía,
porque o que já foi feito é pouco em comparagáo com o que se fará.
Um Museu nesses moldes — e o do Rio náo estará atrás do de Nova
Iorque — tem hoje, entre suas missoes, a de preservar da destruigáo as obras
mais importantes da cinematografía. A Cinemateca torna-se urna obrigagáo
a que náo é permissível faltar. Os que admiram o cinema e por isso temem
o apagamento de seus maiores instantes, confiam no Museu, esperam, que-

�O embaixador Briggs, dos Estados Unidos, acompanhado de Harry
Stone, visita o Festival.

Urna das pe?as expostas na mostra do Festival do Cinema Ame­
ricano: um primitivo projetor.

�rern ter a certeza de que o Museu, um dia, lhes devolverá essas obras, intactas
ou quase. As lutas, as dificuldades que isso oferece, nao sao todos os que
compreendem, porque sao muitos os que as ignoram. Urna tela de Modigliani, urna cerámica de Picasso ou um Mondrian náo sao propriedade ex­
clusiva de seus proprietários: a qualquer instante, um Museu poderá expó-los.
Os filmes de Griffith e Stroheim, de Chaplin ou Ford, merecem a mesma
coisa —• sobretudo quando é fácil tirar de cada um déles um número infinito
de copias. Mas urna indústria, ou melhor, os seus dirigentes náo raro ficam
surpresos se alguém se refere aos seus produtos em termos de arte. Dai as
dificuldades a que nem o Museu de Nova York consegue escapar.
O Museu do Rio de Janeiro terá pela frente, muitas vézes, as mesmas
dificuldades, acrescidas da distancia geográfica dos grandes centros produtores de filmes. Essa distancia, entretanto, talvez venha a ser urna vantagem.
As Cinematecas européias, como pudemos verificar, náo tém melhores relagóes
com a indústria cinematográfica americana do que as dos Estados Unidos?
Um Museu tem, aínda, na questáo da preservado dos filmes que, cedo ou
tarde, se tornam raros, outra grande qualidade: os próprios cineastas podem
estudar, na Cinemateca, a obra de um precursor ou a maneira pela qual foi
abordado, vinte ou trinta anos atrás, o mesmo assunto que éles agora váo re­
tomar — ou podem até ver os filmes que éles próprios fizeram e nem sequer
urna copia tiveram o cuidado ou os meios de guardar. René Clair, para citar um
exemplo, teve de recorrer á Cinemathéque Frangaise para rever o Fausto de
Murnau, antes de iniciar a sua versáo da legenda, em La Beauté du Diable.
O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro sabe que precisa ter a
sua Cinemateca. Náo fora essa determinado e náo estariam em construgáo,
nuin dos outros blocos a inaugurar, as instalagóes em que a Cinemateca
funcionará. Um auditorio de mil lugares, planejado de acórdo com a
técnica mais apurada, vai crescendo, mais além. Mas, para o Museu,
é pouco um auditorio só. E outro menor (e, ainda assim, mais ampio
do que o auditorio único de quase todos os Museus e Cinematecas da
Europa e da América), terá 200 lugares — destinando-se ás sessóes mais
íntimas e experimentáis, também mais conveniente para os diversos cursos
que o Museu promove, e mais prático, ainda, para os trabalhos de selegáo e
exame de filmes a serem projetados, para todos os socios, no auditorio maior.
De todas as Cinematecas européias, a do British Film Institute, subven­
cionada pelo govérno inglés, náo conta com mais de 600 cadeiras em seu
auditorio, o National Film Theatre.
Esta será urna das etapas mais dispendiosas na construgáo do Museu.
Nenhum detalhe está sendo esquecido. Os dois auditorios e a Cinemateca,
assim como os departamentos subsidiários — os arquivos de fotograba, a
Biblioteca e a Discoteca. A possibilidade de acidentes, em que todo colecionador de filmes deve pensar, tornarse quase inadmissivel diante de medidas
como a de só permitir, no Museu, o depósito de filmes náo inflamáveis,
guardando-se os outros, que estáo sujeitos á combustáo espontánea, fora da
cidade — como se faz nos centros mais adiantados.
Náo só no setor das artes plásticas, mas também nos de outras artes,
o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro está preparado — e náo é com
pouco que se contentará.

�O Jóguei Clubc Brasileiro homenageou o Museu de Arte Moderna
fazendo correr um parco, a 31 de agosto, por ocasiáo do Festival
do Cinema Americano.

O Senhor Richard Griffith, con­
servador da filmoteca do Museu
de Arte Moderna de New York,
recebe o premio do Festival
«A Historia do Cinema
Americano».

�Miss Margaret Herich tendo em máos o ambicionado «Oscar», pela
primcira vez exibido no estrangeiro.

RELATÓRIO SOBRE o f e s t i v a l d o c i n e m a a m e r i c a n o
1958 foi um ano particularmente movimentado para a Cinemateca do
Museu.

Isto porque, as térgas-feiras no Auditorio da ABI urna sessao cine­

matográfica para os socios, ampliou suas atividades, com a realizagáo de
um festival de repercussáo mundial, sua I Mostra Internacional de Arte
Cinematográfica.

�A programado normal, embora nao tenha atingido aos fins de urna
verdadeira cinemateca, foi preparada visando náo apenas ao divertimento
mas procurando um sentido cultural, de forma a tornar essas exibigoes um
espelho do desenvolvimento do cinema através dos tempos e possibilitar aos
estudiosos ver ou rever obras representativas de todos os países.
Durante o ano de 1958, foram realizadas 51 sessóes semanais, com igual
número de filmes de longa metragem, dos quais 9 pré-estréias e 18 comédias
curtas e desenhos animados, os últimos de procedencia americana. Entre os
filmes longos, 27 foram americanos, 8 ingleses, 7 franceses, 4 suecos, 3
italianos, 1 russo e 1 japonés.
A I Mostra Internacional de Arte Cinematográfica, embora náo tenha,
por motivos independentes da vontade do Museu, atingido ao nivel progra­
mado, ainda assim constituiu um acontecimento da maior importancia, cujo
alcance pode ser avahado pelo fato do «Golden Laurel», premio instituido
por David O. Selznick, em 1953, para concessáo anual, ter sido pela primeira
vez entregue fora da Europa, tendo sido escolhido o nosso Festival para
ésse fim.
Constituiu-se a I Mostra de um festival denominado «A Historia do
Cinema Norte-americano», homenagem ao pais que, pelo volume e qualidade de
sua obra cinematográfica, coloca-se, indubitávelmente, á frente da produgáo
mundial.
Inaugurado a 25 de junho, á meia-noite, no cinema Roxy, com o filme
«A Star is Born», como preito de reconhecimento a Janet Gaynor, urna das
principáis intérpretes, e David O. Selznick, seu produtor, pelo desinteressado
e decidido apoio a esta iniciativa do Museu, prolongou-se até 31 de agosto,
quando se encerrou com urna sessáo de gala no cinema Palácio, onde foi
exibida, em pré-estréia mundial, a produgáo «Home Before Dark», da Warner
Brothers, dirigida por Mervyn Le Roy.
O Festival foi dividido em trés partes: um «ciclo retrospectivo», de 25
programas, em que foram exibidos os grandes filmes do passado e aquéles
que, por sua contribuido ao desenvolvimento técnico e estético do cinema,
tornaram-se marcos na historia da sétima arte: nove pré-estréias de grandes
produces, concorrentes a prémios e, finalmente, um seminário onde, durante
cinco dias, foram debatidos problemas da maior importáncia e do qual participaram figuras de projegáo internacional, como Richard Griffith, conser­
vador da Film Library do «Museum of Modern Art» de Nova Iorque, Roberto
Rossellini, o grande realizador italiano, Paulo Emilio Salles Gomes, conser­
vador da Cinemateca Brasileira e um dos Vice-presidentes da «Federation
Internationale des Archives du Film» (F IA F ), Adhemar Gonzaga, um dos
mais antigos críticos e diretores brasileiros, jornalistas, críticos, etc.

�O ciclo retrospectivo constou de 25 sessoes, onde foram exibidos 67
filmes longos e curtos e desenhos animados e, ainda, trechos escolhidos de
vários géneros, como o Western, o musical, o gángster, etc, estes comple­
mentando o filme de longa-metragem que representava o género.
Para as pré-estréias, decidiu a diretoria do Museu instituir 10 prémios:
4 placas de ouro, para o melhor filme, melhor diretor, melhor ator e melhor
atriz; e 6 placas de prata: melhor ator-coadjuvante, melhor atriz-coadjuvante,
melhor “screenplay” , melhor fotograba, melhor música e melhor desenho
animado.
Candidataram-se a ésses prémios os seguintes filmes: «A Casa das
Amarguras» (Ten North Frederick), de Philip Dunne (Fox); «Amor na
Tarde» (Love in the Afternoon), de Billy Wilder (Allied Artists); «Gloria
Feita de Sangue» (Paths of Glory), de Stanley Kubrick (United Artists);
«Bom Dia Tristeza» (Bonjour Tristesse), de Otto Preninger (Columbia);
«Quando o Espetáculo Termina» (Stage Struck), de Sidney Lumet (R K O );
«Os Irmáos Karamazov» (The Brothers Karamazov), de Richard Brooks
(M -G-M ); «Assim Caminha a Humanidade» (Giant), de George Stevens
(W B ); «A Fúria da Carne» (Wild is the W ind), de George Cukor (Paramount); e «Amar e Morrer» (A Time to Love and a Time to D ie), de Douglas
Kirk (U -I).
Um júri de 17 membros, do qual participaram críticos cinematográficos,
representantes da Cinemateca, do Itamarati e da Film Library do «Museum
of Modern Art» de Nova Iorque, assistiram durante 4 dias aos filmes inscritos,
concedendo a «Gloria Feita de Sangue» 2 placas de ouro (filme e diretor) e
3 de prata (ator-coadjuvante, «screenplay» e fotograba); 1 placa de ouro e
outra de prata a «Amor na Tarde» (atriz e música); 1 placa de ouro a «Fúria
da^Carne» (ator); 1 placa de prata a «Bom dia Tristeza» (atriz-coadjuvante)
e 1 placa de prata a «O Malabarista de Nossa Senhora» (The Juggler of
Our Lady), da Fox, melhor desenho animado.
Por delegagáo da Diretoria do Museu ao Júri, foram ainda conferidas
«hors concours», 2 placas de ouro e 2 de prata.

As primeiras couberam á

Film Library do «Museum of Modern Art» de Nova Iorque pelo seu trabalho
em prol da conservadlo de filmes e a Orson Welles, por todo o seu trabalho,
desde «Cidadio Kane».

As últimas a Janet Gaynor, por todo o seu

trabalho, desde «Aurora» e Saúl Bass, pelo alto valor artístico de seus
trabalhos na apresentadáo de filmes.

�FE ST IV A L «A HISTORIA DO CINEM A N O RTE-A M ERICA NO »
CICLO RETR O SPEC TIV O
PROGRAMA INAUGURAL
25 e 26 de junho:
Filmes Primitivos de Edison
Nasce Urna Estrila
de David O „ Selznick
2.° PROGRAMA

•

.•

„

27 e 28 de junho:
Intolerancia
de D . W . Griffith
3. ° PROGRAMA
30 de junho e l.° de julho:
His Bread and Butter
de Edward Cline
The Clever Dummy
de H . Raynaker
Escravo de Urna Paixáo
de Frank Powell
4. » PROGRAMA
2 e 3 de julho:
Gertie the Dinosaur
de Winsor Me Cay
Mabel’s Dramatic Career
de Mack Sennett
The Surf Girl
dé Mack Sennett
The Navigator
de Donald Crisp e Buster Keaton
5. “ PROGRAMA
4 e 5 de julho:
The Great Train Robbery
de Edwin S . Porter
Rescued From An Eagle’s Nest
de Edwin S . Porter
The Last Card
de Thomas H . Ince
' ' J ' Civilization
de Thomas H . Ince

�6.» PROGRAMA
7 e 8 de julho:
O Ladráo de Bagdad
de Raoul Walsh
7. » PROGRAMA
9 e 10 de julho:
Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse
de Rex Ingram
8. ° PROGRAMA
11 e 12 de julho:
Esposas Ingenuas
de Eric von Stroheim
■ 9.° PROGRAMA
14 e 15 de julho:
Moana of the South Seas
de Robert J. Flaherty
A Danzarina Espanhola
de Herbert Brenon
10.° PROGRAMA

j"

16 e 17 de julho:
A Carne e o Diabo
de Clarence Brown
11. » PROGRAMA
18, 19 e 20 de julho:
Plañe Crazy
de W alt Disney
A Rainha Mendiga
Sétimo Céu
de Frank Borzage
12. » PROGRAMA
21 e 22 de julho
Paixáo e Sangue
de Josef von Sternberg
Grandes momentos dos filmes de «gangsters»
13. » PROGRAMA
23 e 24 de julho:
Aurora
F . W . Murnau

\

�Urna das reunioes para discussáo dos planos sobre o Festival do
Cinema Americano, com a presenta de representantes das várias
companhias cinematográficas.

No Festival «A Historia do Ci­
nema Norte-americano». Jacques
Bcrgerac e Dorothy Malone.

�14.0 PROGRAMA
25 e 26 de julho:
O Cantor de Jazz
de Alan Crosland
Trechos de filmes musicais de 1933
Picolino
de Mark Sandrich
15. ° PROGRAMA
28 e 29 de julho:
Making a Living
de Henry Lehrman
Da Máo a Boca
Acrobacias
de F . Newmeyer
O Galante Mr. Deeds
de Frank Capra
16. ° PROGRAMA
30 e 31 de julho
Steamboat Willie
de W alt Disney
O Delator
de John Ford
3 7.“ PROGRAMA
1 e 2 de agosto:
The Skeleton Dance
de Walt Disney
A Terra dos Deuses
de Sidney Franklin
18.“ PROGRAMA
4 e 5 de agosto:
The Band Concert
de W alt Disney
Aleluia!
de King Vidor
39." PROGRAMA
6 e 7 de agosto:
Quatro Filmes curtos de Charles Chaplin
Turistas de Meia-Cara
de Norman Me Leod

�20.» PROGRAMA
8 e 9 de agosto:
Anjo
de Ernest Lubitsch
Ninotchka
de Ernest Lubitsch
21. » PROGRAMA
11 e 12 de agosto:
Cinco Trechos de filmes de grandes Estrélas
Gilda
de Charles Vidor
22. » PROGRAMA
-- '

, ;r .

/

13 e 14 de agosto:
Quatro Trechos de filmes de grandes Diretores
Pérfida
de William Wyler
23. » PROGRAMA
1-5 je 16 de agosto:
Quatro Trechos de filmes de grandes Diretores
Urna Aventura na África
de John Huston
24. » PROGRAMA
18 e 19 de agosto:
O Hato Valsante
de Fred Quimby
Os Melhores Anos de Nossa Vida
de Robert E . Sherwood
25. » PROGRAMA
20 e 21 de agosto:
Desenho Animado da UPA
Quatro Trechos de filmes em CinemaScope
Cidadio Kane
de Orson Welles
S E S S O E S EXTRA O RD IN A RIA S
10 de agosto:
O Túmulo Vazio
de Robert Wise
Vampiro de Almas
de Don Siegel

!-

..... . '
• -- - -

�17 de agosto:
Seis Trechos de filmes «Western»
No Tempo das Diligencias
de John Ford
22 e 23 de agosto:
Tres Trechos de filmes musicais
Cantando na Chuva
Gene Kelly e Stanley Donen
PRÉ-ESTRÉIA S
21 e 22 de agosto:
O Malabarista de Nossa Senhora (Desenho)
A Casa das Amarguras
de Philip Dunne
22 e 23 de agosto:
Amor na Tarde
de Billy-Wilder
23 de agosto: e\o&lt;--s Gloria Feita de Sangue
de Stanley Kubrick
24 e 25 de agosto:
Magoo Visita a Mamáe (Desenho)
Bom Dia Tristeza
de Otto Preminger
25 e 26 de agosto:
Marinheiros
de W alt Disney
Quando o Espetáculo Termina
de Sidney Lumet
-

-- ■vr-rrry-T— «'■&gt;*'»"' X V

V

26 e 27 de agosto:
Churrasco e Pancadaria (Desenho)
Os Irmáos Karamazov
de Richard Brooks
27 e 28 de agosto:
Coelho «a La» Ópera (Desenho)
Assim Caminha a Humanidade
-i i-o . Je George'Stevens
28 e 29 de agosto:
Fúria da Carne
de George Cukor
29 e 30 de agosto:
Amar e Morrer
de Douglas Kirk

-

�Niomar Moniz Sodré saúda os presentes á sessao de encerramento
do Festival.

Aspecto da sessao de encerramento do Festival, em 31 de agosto,
no Cinema Palácio

�PRÉ-ESTRÉIA M UNDIAL
30 de agosto:
O Direito de Ser Feliz
de Mervyn Le Roy
FILM ES EXIBID O S EM 1958 Ñ A S SE SSÓ E S ORDINARIAS
M ÉS DE JANEIRO
Dia 7:
Carlitos Faxineiro
de Charles Chaplin
Sindicato de Ladróes
de Elia Kazan
Dia 14:
A Mulher Perfeita
de Charles Chaplin
Oliver Twist
de David Lean
Dia 21:
Carlitos no Teatro
de Charles Chaplin
Quinteto da Morte
de Alexander Mackendrick
Dia 28:
O Regenerado
de Charles Chaplin
Os 5.000 Dedos do Dr. T
de Roy Rowland
M ÉS DE FEV EREIRO
Dia 4:
O Falso Gerente
de Charles Chaplin
Mona Lisa de Cegó
de Stephen Bosustow
lima Noite na Ópera
de Sam Wood
Dia 11:
Á Urna da Madrugada
de Charles Chaplin
Mr. Magoo Dormiu Aqui
de Stephen Bosustow
O Selvagem
de Lazlo Benedek

�Dia 25:
O Conde
de Charles Chaplin
Coragáo Delator
de Stephen Bosustow
Devocáo de Assassino
de Charles Crichton
M ÉS DE M A RgO
Dia 5:
O Aventureiro
de Charles Chaplin
A Grande Chantagem
de Robert Aldrich
Dia 11:
A Rúa da Paz
de Charles Chaplin
O Outro Homem
de Carol Reed
Dia 18:
O Imigrante
de Charles Chaplin
Anjos de Cara Su ja
de Michael Curtiz
Dia 25:
O Balneario
de Charles Chaplin
A Trapaca
de Federico Fellini
M ÉS DE ABRIL
Dia 1:
Papal é do Contra
de David Lean
Dia 8:
Familia Exótica
de Marcel Carné
Dia 15:
No Tempo das Diligéncias
de John Ford

�Cartaz do Festival «A Historia do Cinema Americano».

�Dia 22:
Assassinos
de Robert Siodmak
Dia 29:
Historia de Urna Mulher
de David Lean
M ÉS DE MAIO
Dia 6:
Urna Ligáo de Amor
de Ingmar Bergman
Dia 13:
O Ferroviario
de Pietro Germi
Dia 20:
Céu Amarelo
de William A . Wellman
Dia 27:
Por Ternura Também se Mata
de René Clair
M ÉS DE JUNHO
Dia 3:
Gervaise, a Flor do Lodo
de René Clement
Dia 10:
Ménica e o Desejo
de Ingmar Bergman
Dia 17:
Um Pária das libas
de Carol Reed
Dia 23:
Winchester 73
de Anthony Mann
M ÉS DE JULHO
Dia 4:
A Mulher e a Tentagáo
de Gustaf Molander
Dia 11:.
Sem Barredas no Céu
de David Lean
Dia 18:
Os Visitantes da Noite
de Marcel Carné

�Dia 25:
Rio Vermelho
de Howard Hawks
M ÉS DE AGOSTO
Dia l.°:
Béco Sem Salda
de William Wyler
Dia 8:
Aurora
de F . W . Murnau
Dia 15:
A Vergonha de Urna Nacáo
de Howard Hawks
Dia 25:
Pánico ñas Rúas
de Elia Kazan
Dia 29:
Paixao e Sangue
de Josef von Sternberg
M ÉS DE SETEM BRO
Dia 2:
Plañe Crazy
de Walt Disney
Sétimo Céu
de Frank Borzage
Dia 9:
Steamboat Willie
de W alt Disney
O Delator
de John Ford
Dia 16:
The Great Train Robbery
de Edwin S . Porter
The Last Card
de Thomas H . Ince
O Vagáo Coberto ou Os Bandeirantes
de James Cruze
Dia 23:
Cidadáo Kane
de Orson Welles
Dia 30:
Por quem os Sinos Dobram
de Sam Wood

�M ÉS DE O UTU BRO
Dia 7:
O Expresso de Shangai
de Josef von Sternberg
Dia 14:
Moana
de Robert J. Flaherty
Dia 21
Man of Aran
de Robert }. Flaherty
Dia 28:
Le Sang d ’un Poete
de Jean Cocteau
M ÉS DE NOVEM BRO
Dia 4:
Romance na Itália
de Roberto Rosseliini
Dia 11:
Fatalidade
de George Cukor
Dia 18:
Outubro
de Sergei M . Eisenstein
Dia 25:
Ele, E la . . . e o Outro
de Marcel Carné
M ÉS DE DEZEM BRO
Dia 2:
O Mensageiro do Diabo
de Charles Laughton
Dia 9:
Grilhóes do Passado
de Orson Welles
Dia 16:
A Bela e os Ladróes
de Keigo Kimura
Dia 23:
L'Atalante
de Jean Vigo
Dia 30:
Sot risos de Urna Noite de Veráo
de Ingmar Bergman

�ESTÁ G IO S DA U N ESC O NO M U SEU
III SEM INARIO SÓBRE A F U N gA O ED U CA TIV A
DO S M U SEU S
J aym e M aurício

Sob os auspicios da U N ESC O e com a participadlo administrativa do
IBECC (Instituto Brasileiro de Educagao, Ciencia e Cultura), além do
apoio decisivo da ONICOM

(Organizagáo Nacional do "International

Council of Museums” ), realizou-se durante o mes de setembro de 1958 na
sede do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o III Seminário sobre a
Fungáo Educativa dos Museus, presidido pelo professor George Henri
Riviére, criador do “Musée de L ’Homme” de Paris e atual diretor do Museu
de Artes e Tradigóes Populares da capital francesa. Antecipado pelo de
Biooklyn, em 1952, e pelo de Atenas, em 1955, ésse conclave alcangou
plenamente as suas finalidades : focalizar, discutir e estimular as atividades
pedagógicas dos museus latino-americanos. Os resultados fináis do Semi­
nário, as recomendagóes mais importantes, cabem ao diretor, George Henri
Riviére, que fará a sua comunicagáo oficial através da U N ESCO , nao
cabendo ao Museu antecipar-se.
Alguns pontos, entretanto, podem ser
adían tados.
Tratou-se das categorías dos museus, sua classificacáo em museus de
arte, etnología, ciéncias naturais, folclore, museus técnicos e científicos, museu
ao ar livre, etc., com exemplos de todas as diferentes categorías; da apresentacáo das exposigoes, acentuando-se a necessidade de um programa de apresentagáo que deverá ser ecológica, evocadora de um ambiente, siste­
mática, podendo ser polivalente ou especializada, permanente ou temporaria,
mas sempre dentro de urna orientagáo estética e documentada, além de urna
série de recomendagóes sobre outros tipos de exposigoes, inclusive as itine­
rantes; do programa educativo sob a responsabilidade de museólogos com a
colaboragáo do planejador e dos técnicos e educadores, subdividindo-se as
atividades dentro do museu ; visitas guiadas com explicagóes sumárias ou
suplementares, tendo em vista o tempo de duragáo, o cansago, comentários
sonoros, projegóes de slides e filmes, cursos — fora do museu: excursóes
orientadas a colegóes, edificios, monumentos, jardins, ateliers, casas histó­
ricas, laboratorios, etc., empréstimos de objetos a escolas e organizagóes

�culturáis, clubes de amigos do museu, publicares, catálogos, reproduces,
filmes comentados, rádio e televislo; tratou-se enfim da organizagáo de
museus e museólogos através de urna organizará® geral de museus para
congregar num mesmo sistema administrativo os museus nacionais, da prepa­
rarlo de um plano museológico nacional, da cooperarlo no plano inter­
nacional, da criarlo de laboratorios científicos, do incentivo á documentarlo
e as subvenroes orramentárias, do aumento dos subsidios aos museólogos a
fim de que possam enfrentar as exigencias da carreira, do contacto com os
poderes públicos, etc.
Durante os trabalhos, que foram intensivos e com horários rígidos,
realizaram-se diversas excursóes aos pontos de interésse capital, de Sao
Paulo e Minas Gerais, desenvolvendo-se ainda um intenso programa social,
debates, projeróes, com participarlo efetiva da opiniáo através de notas,
comentários e entrevistas pela imprensa. O programa do Museu de Arte
Moderna foi explicado pelo professor Carlos Flexa Ribeiro e vai sintetizado
em outro local.
A direráo geral do Seminário teve a seguinte constituido: Diretor:
— Sr. George Henri Riviére, Diretor do Conselho Internacional de
Museus (ICO M );
Subdiretores :
Sr. José María Cruxent. Diretor do Museu Nacional de Ciencias
Naturais de Caracas, Venezuela ;
Sr. Mário Vásquez Rubalcava, museólogo do Museu Nacional de
Antropología do México ;
Diretores-Honorários : — Sra. Heloisa Alberto Torres, Presidente da
O N IC O M ;
Subdiretores Honorarios : — Sra. Vera Sauer, da Diretoria do IBECC;
%

Secretária-Geral Honorária : — Sra. Niomar Moniz Sodré, Diretora
Executiva do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro ;
Conselheira Técnica: — Sra. Grace Moriey, Diretora do Museu de
Arte de Sao Francisco, California, U .S .A .;
Membros da U N ESC O :
Sra. Raymonde Frin, Secretária de Redagáo de Museu, da Divisáo de
Museus e Monumentos ;
Sr. Hiroshi Daifuku, da Divisáo de Museus e Monumentos ;
Sra. Rafaela Chacón Nardi, do Centro Regional da U N ESC O em Cuba:

�Paulo Carneiro tala durante o estágio sobre «Criagáo de Novas
Cidades».

Arquitetos em conversa, no estágio da Unesco: «Cria^áo de Novas
Cidades», efetuado no Museu. Presentes Afonso Eduardo Reidy,
Pierre Vago, Riño Levi, Henriquc Mindlin, Ernani Vasconcelos,
André Gutton.

�SEMINARIO INTERNACIONAL SÓBRE A CRIAgAO
DE NOVAS CIDADES
Outro importante acontecimento internacional, ocorrido no Museu, foi
o Encontró Internacional de Arquitetura e Urbanismo, chamado também
Seminário, com um programa de grande atualidade, sobretudo no Brasil,
com a construgáo de Brasilia : a criagáo de novas cidades.

Promovido

também pela U N ESC O e ainda com a organizagáo eficiente do IBECC,
contou com a colaboragáo substancial da Divisáo Cultural do Itamarati, do
Instituto de Arquitetos do Brasil, do Instituto Brasil-Estados Unidos e da
NOVACAP.

Sua duragáo foi de apenas poucos dias : 6 a 12 de outubro.

A instalagác contou com a presenga do representante do presidente da
República, do vice-presidente da U N ESCO , Sr. Jean Thomas, do delegado
brasileiro, embaixador Paulo Carneiro, do Dr. Guillermo Francovich, diretor
do Centro Regional da U N ESC O no Hemisfério Ocidental e sob a presi­
dencia do professor Themistocles Cacalvanti, presidente do IBECC, que
saudou os congressistas, frisando ser o Encontró destinado a estudar a
criagáo das novas cidades, náo sómente do ponto de vista arquitetónico e
urbanístico, mas também do de todos os problemas de concepgáo moderna
correlatos : sociológicos, geográficos, humanos e outros. Agradeceu a cola­
boragáo do embaixador Paulo Carneiro e de todos os que cooperaram para
o éxito do conclave. Falou também o S r. Jean Thomas acentuando que
reunióes periódicas daquele género se deviam á atuagáo do embaixador Paulo
JT.arneiro, para acentuar o interésse da U N ESC O em apoiar tais acontecimentos. Falaram ainda os arquitetos Henrique E . Mindlin, Pierre Vago e
por fim o embaixador Paulo Carneiro.
Os trabalhos foram organizados em trés mesas constituidas por diversos
congressistas e um “moderador" abrangendo os trés pontos essenciais ^o
programa : a 1.a mesa tratou da decisáo da criagáo de novas cidades, a
2.a sobre o que deve ser o Plano-Piloto de urna nova cidade, e a 3.a sobre
a execugáo désse Plano, a sua realizagáo.

Funcionaram como “moderadores”

das trés mesas, respectivamente, os Srs. Hilgard Sternberg, Riño Levi e
Themistocles Cavalcanti.
Os debates e trabalhos foram acalorados, brilhantes, ressaltando a
competencia profissional dos presentes com especial atuagáo dos profissionais
brasileiros.
Além dos arquitetos e urbanistas brasileiros, do Rio de Janeiro e dos
Estados, compareceram á reuniáo as seguintes personalidades estrangeiras:

�J. M. Richards (inglés), Fierro Vago (francés), Luigi Piccinato (italiano),
e R . P. Vouga (belga), convidados pela U N ESC O ; Groenmann (holandés),
Syme (inglés) e Raúl Villanueva (venezuelano), pelo IB E C C ; Cornelius
van Esteeren (holandés), Aba-El-Hanani (israelense), Max Loch (inglés)
e Takamasa Yoshizaka (japonés), pela Divisáo Cultural do Itamarati.
Findos os trabalhos nesta capital, os Seminaristas, acompanhados pelo
Conselheiro Meira Penna, Chefe da Divisáo Cultural do Itamarati, pelo
Professor Renato Almeida, representante do IBECC e do seu Presidente,
visitaram Brasilia a convite da NO VACAP, tendo sido recebidos no aeroporto pelo seu Presidente, Dr. Israel Pinheiro, e por Diretores e Chefes de
Servido daquela entidade, airigindo-se em seguida ao hotel, construgáo de
Oscar Niemeyer, e urna das primeiras realizagóes arquitetónicas da nova
capital.
No dia seguinte, pela manhá, assistiram a urna exposigáo feita pelo
Dr. Israel Pinheiro e seus colaboradores sobre os estudos, planos e projetos
de Brasilia, bem como das realizagóes já existentes. Foram depois recebidos
no Palácio da Alvorada pelo Presidente da República que respondeu as
saudagoes dos Seminaristas.
Á tarde os Seminaristas visitaram as obras de Brasilia, regressando no
domingo a esta capital, onde participaram, á noite, de um jantar, no Gávea
Golf, oferecido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil.
As conclusóes dos congressistas, após demorados e acalorados debates,
foram sintetizadas em seis pontos :
l9) A criagáo de qualquer cidade nova deve integrar-se no plano
regional, nacional e continental.
2°) O planejamento integral — em todos os seus níveis : cidade,
regiáo, país, contingente — deve ser tarefa primeira das autoridades ou dos
organismos responsáveis nos diversos escaldes.
39) O objetivo déste planejamento é a criagáo das condigóes favoráveis ao bem-estar humano, ideal democrático supremo.
49) Urbanismo é problema de todos e de cada um. E ’ indispensável
despertar na opiniáo pública, por todos os meios, a consciéncia desta
verdade.
59) O planejamento é um processo continuo de criagáo, reflexo de um
organismo em evolugáo constante.
69) O planejamento, baseado nos fatóres humanos, geográficos e
económicos, deve ser confiado a urna equipe com a qual os arquitetos
deveráo colaborar, desde o principio, duma maneira efetiva.

�A Diretora do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro levanta-se para agradecer a
homenagem que lhe é prestada. Relutando sempre, em fazer discursos, Niomar Moniz Sodré
náo tem dificuldade de falar sobre o que lhe-está perto do corando — o Museu — e as
suas palavras foram de gratidáo para todos os amigos ali presentes cujo apoio e auxilio,
tém encorajado o trabalho de tornar o Museu urna realidade.

ASSOCIAgAO COMERCIAL HOMENAGEOU A DIRETORA
DO M U SEU
As classes produtoras reunidas na Associagáo Comercial do Rio de
Janeiro prestaram urna expressiva homenagem á Sra. Niomar Moniz Sodré,
Diretor-Executivo do Museu de Arte Moderna do Río, através de um
iantar de gala no dia 28 de agosto de 1958, com a presenta do Presidente
da República, Sr. Juscelino Kubitschek, Ministros de Estado, altas patentes
militares, membros do Poder Judiciário, Corpo Diplomático, jornalistas e
personalidades do mundo político, social e industrial. Era um preito de
reconhecimento das classes produtoras, conforme acentuou o Sr. Ruy Gomes
de Almeida, presidente da Associaqáo Comercia], a quem tem dado muito
de si em prol de urna obra que é parte inseparável de sua própria vida e que

�representa caminhos inéditos para a produgao artística brasileira em suas
ramificagóes práticas a que a indústria, o comercio, as classes produtoras
enfim, estío intimamente ligadas.
Ao som da Polonalse Militar de Chopirt, executada pela Orquestra
Sinfónica do Teatro Municipal, o Saldo de Recepqao da Associagao Comercial
foi ocupado pelos convidados: os civis em casaca e os militares em grande
uniforme e condecorares. Duas únicas senhoras presentes — a homenageada e a Sra. Ruy Gomes de Almeida. O Presidente da República
conduziu a Sra. Niomar Moniz Sodré para o lugar de honra da mesa, sentán­
d o le á sua direita, enquanto á direita da Sra. Ruy Gomes de Almeida
sentava-se o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Orozimbo
Nonato da Silva, e nos lugares seguintes o Ministro do Interior, Dr. Carlos
Cirilo Júnior, Ministro da Viaqao e Obras Públicas, Almirante Lúcio Meira,

Outro aspecto da linda mesa do banquete oferecido a Niomar Moniz Sodré na Associayao
Comercial do Rio de Janeiro*

�A homenageada — Niomar Moniz Sodré, acompanhada de seus anfitrioes — Senhor c
Senhora Rui Gomes de Almeida.

Dr. Ruy Gomes de Almeida, Ministro da Educagao e Cultura, professor
Clóvis Salgado, Ministro da Saúde, Dr. Mário Pinoti, Ministro do Trabalho,
Dr. Fernando Carneiro da Cunha Nóbrega, Marechal Odilio Denys, Prefeito
do Distrito Federal, Sr. Sá Freire Alvim, Chefe de Polícia, General Amauri
Kruel.
P R E SE N T E S
Foram os segumtes os presentes ao banquete :
Sebastiáo Paes de Almeida — Pres. do Banco do Brasil, Roberto de
Oliveira Campos — Pres. do Banco de Des. Económico, José Sette Camara
— Gab. da Presidencia, Ministro Aloísio Napoleáo de Freitas Regó -—• Chefe
do Cerimonial da Presidencia, Ciro dos Anjos — Gab. da Presidencia da
República, Sen. Gilberto Marinho, Dep. Chagas Freitas, Dep. Armando
Falcáo, Desembargador Romáo Cortes de Lacerda — Pres. do Tribunal de

�Presidente Juscelino Kubitschek e Niomar Moniz Sodré quando se dirigiam para a mesa
do banquete, acompanhados pelo Presidente da Associafáo Comercial do Rio de Janeiro,
Senhor Rui Gomes de Almeida

�Justica, Min. Francisco de Paula Rocha Lagoa -— Pres. do Tribunal Su­
perior Eleitoral, Min. Artur de Souza Marinho — Pres. do Trib. Federal
de Recursos, Gen. Augusto Magessi — Com. do Colégio Militar, Alm. Silvio
Mota — Pres. da Comissáo de Marinha Mercante, Cel. Frederico Mindelo
-— Pres. da COFAP, Pedro Calmon — Magnífico Reitor da Universidade
do Brasil, Emb. Assis Chateaubriand — Artur Santos — Dir. do Banco
do Brasil, Fernando de Andrade Ramos — Pres. do Cons. Nac. de Eco­
nomía. Ministro Pereira Lira — Pres. do Tribunal de Contas, Major Adir
Maia — do Cons. Coordenador do Abastecimento, Amilcar Dutra de Menezes — Ministro Económico na Austria, Roberto Selmi-Dei — Luís Gon­
zaga de Toledo — Eduardo Saigh -— Manuel Ferreira Guimaráes — Pre­
sidente da Panair do Brasil, Antonio Ceppas — Paulo Ferraz — Lidio Lunardi — Silvio Torres — Pres. da Ass. Com. de Porto Alegre, Henrique
Guedes de Meló — Pres. da Bolsa de Valores, Horténcio Lopes — Fran­
cisco Rodrigues de Oliveira — Joáo de Paiva Cortes — Helio Jaguaribe
Gomes de Matos —- Haroldo Gra^a Couto — Ademar Ferreira Lima —
Pres. do Rotary Club, Herbert Moses — Pres. da ABI. Paulo Bittencourt
— Diretor Presidente do Correio da Manhá, Antonio Calado — Correio
da Manhá, M . Paulo Filho — Correio da Manhá, Carlos Flexa Ribeiro —
Joáo Alberto Leite Barbosa — Emb. Mauricio Nabuco, Nélson Baptista, Luís
Gonzaga Nascimento Silva, Aloysio Salles, Joáo Carlos Vital, Diretores do
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Antonio Sánchez Galdeano —
vice-presidente da Ass. Com. do Rio de Janeiro, Raúl de Góis — l.° vice­
presidente da Ass. Com. do Rio de Janeiro, Luís Cabral de Menezes — Corretor de Fundos Públicos e Diretor da A ss. Com. do Rio de Janeiro, Pedro
Magalháes Correa — vice-presidente da Ass. Com. do Rio de Janeiro,
Julio Poetzscher — Diretor da Ass. Com. do Rio de Janeiro, Florencio de
Abreu Schilling — vice-presidente da Ass. Comercial do Rio de Janeiro,
Ciríaco José Luís — vice-presidente da A ss. Com. do Rio de Janeiro,
Daniel de Carvalho — vice-presidente da Ass. Com. do Rio de Janeiro,
Rui Barrete — Diretor da Ass. Com. do Rio de Janeiro, Manuel de Moráis
Barros Neto — vice-presidente da Ass. Com. do Rio de Janeiro, Fabio
García Bastos — vice-presidente da Ass. Com. do Rio de Janeiro, Átila
Carvalhais Pinheiro — Diretor da Ass. Com. do Rio de Janeiro, Alberto
de Paiva García — vice-presidente, da Ass. Com. do Rio de Janeiro,
Orlando Soares de Carvalho — Diretor da Associagáo Comercial do Rio
de Janeiro, Luís Guimaráes Chaves — Diretor da Ass. Com. do Rio de
Janeiro, Joáo da Silva Monteiro Filho — Diretor da Ass. Com. do Rio de
Janeiro — Alfredo Mário da Silva Monteiro Guimaráes — vice-presidente
da Associa^áo Comercial do Rio de Janeiro.

�DISCU RSO U P R IM E R A M E N T E O SR . RUI
GOM ES DE ALM EIDA
‘‘Minhas senhoras, meus senhores: E ’ para mim motivo da maior satis­
fazlo, e porque nao dizer, de orgulho, ter conseguido congregar, neste recinto,
urna assembléia tao ilustre, constituida de figuras que se tém destacado nos
mais diversos setores de atividades.

Todos estao animados por um propósito

comum: o de homenagear Niomar Moniz Sodré.
A presenta entre nós de S . Exa. o senhor presidente da República
dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, nao só abrilhanta esta festa, mas também
se coaduna com o sentido desta homenagem, ligada ao espirito realizador de
Niomar Moniz Sodré.

E ’ que S. Exa., o senhor presidente da República,

encarna, como nenhum outro de seus antecessores, o desejo, a inquebrantável
vontade de realizar e construir.

Por isso, a sua presenta, além de, em sumo

grau, honrosa, é altamente simbólica.
Náo tendo, em assuntos de arte, conhecimentos especializados, coníesso
a minha preocupadlo ao ter que discorrer sobre a grande realizando, que é
o Museu de Arte Moderna.
Tentó corrigir a falta dos recursos de um crítico e de um filósofo da
arte, quando me esforzó em apreender o espirito do meu tempo e perceber o
papel que néle desempenham obras valiosas e monumentais, como o Museu
de Arte Moderna.
Já foi observado que a grandeza de urna obra resiste até a urna trad u jo
imperfeita. Por isso, creio que a grandeza désse empreendimento transpa­
recerá, nítida e lúcida, mesmo através das palavras de um intérprete despre­
tensioso.
Neste mundo, nada existe isoladamente.

Tudo se integra e interaciona

no conceito universal. Posso sentir déste modo, como as fungóes do Museu
de Arte Moderna se relacionam com a vida económica em que estou imergido
por fórga de minhas atividades, e, ser humano que sou, dominado de intensa
curiosidade por todas as coisas e acontecimentos, posso perceber como essas
funzóes se projetam sobre o plano social e cultural.
Assim, se as minhas palavras náo correspondem as exigencias de um
especialista, elas constituem o depoimento de um homem que procura estar
em dia com o seu tempo, e daí a convicqáo de que posso alimentar a esperanza
de ser um intérprete dos homens de empresa aquí presentes, meus companheiros nesta homenagem.

Em relazao aos que ocupam outros compartimentos

�Ao saudar a homenajeada, o Presidente da Associa^áo Comercial teve palavras carinhosas
para a diretora do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, enaltccendo suas grandes
qualidades de fé; de tenacidade, as quais náo conhecem esmorecimento. Da direita para a
esquerda, véem-se: Dr. Cirilo Júnior, Ministro da Jlistica, Presidente Juscelino Kubitschek,
Niomar Moniz Sodré, Rui Gomes de Almeida, Lucio Meira, Ministro da Viagáo e Obras
Públicas, General Odilio Denys.

Um aspecto da mesa do banquete realizado na Associafáo Comercial do Rio de Janeiro
em homenagem á Diretora do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 28 de agosto
de 1958.

�das atividades humanas ligados as realizares do espirito, resta-me exDrimir
a alegría, para nós outros, do encantamento que nos proporciona a sua
convivencia, mesmo porque é apenas aparente a dissociaqao entre os homens
de idéia e os de aqáo. Toda a atividade prática, todas as realizares sác:,
antes, idéias, pensamentos.
Seria desnecessário apresentar os motivos da homenagem que, neste
momento, prestamos a Niomar Moniz Sodré. Éles sao evidentes por si
mesmos. Plantado nesta maravilhosa cidade que é hoje a Capital do nosso
país e que será amanha a do Estado da Guanabara, ou do Rio de Janeiro,
temos o Museu de Arte Moderna, essa obra relevante que tem em Niomar
Moniz Sodré a figura humana que a informa e explica. Tenacidade, dedicacáo, devotamente, finura, inteligencia, todas essas virtudes e qualidades
se reuniram para a execuqáo de um trabalho gigantesco e admirável.
Náo é lícito ignorar a fun&lt;;áo dos museus. Quando a cultura européia,
no Renascimente, quis voltar as fontes antigas da arte, gregas e latinas,
surgiu a necessidade de se reunirem, de se colecionarem as obras imortais,
na sua maior parte relegadas ao esquecimento. Cristalizou-se, entáo, a idéia
dos museus de arte, e as primeiras formas de sua concretizagáo foram fatóres
decisivos no surto espiritual renascentista, que abriu as portas as grandes
realizares intelectuais e económicas da Historia Moderna.
Só com a Revoluqáo Francesa, entretanto, é que os museus comeqam a
assumir a fuñólo social, de ampio acesso ao povo, que hoje exercem.
O Museu de Arte Moderna, além de atender a necessidades espirituais
profundas, é urna fórcja propulsora de urna nova etapa de desenvolvimento
cultural e social. Com éle, passou-se a conceber o museu náo mais como
apenas urna casa onde se guardam e amontoam preciosidades, mas como um
lugar onde o homem diante da arte, e independentemente de sua condicáo
social, encontra-se a si mesmo, naquilo que possui de mais alto e mais sublime,
pois que se defronta com as realizares superiores do espirito humano, de
épocas diversas.
Náo recorre, quem quer que o freqüente, aos seus quadros e esculturas
para evadir-se de seu tempo, do apelo da atualidade, mas para integrar-se
ainda mais na conjuntura da Arte e da Historia. Na ligáo da arte moderna,
no arrojo das formas que apresentam visóes novas do homem, soluqóes
ousadas mas verdadeiras da criaro plástica, em tudo o que se propóe ao
olhar e á inteligencia do espectador, estáo presentes o genio inventivo e o
capricho artesanal daqueles que, no plano da arte, participam da vida e do
tempo e transformam em linhas, cores e volumes a sua experiencia vivida.
Q Museu de Arte Moderna que, pela sua própria arquitetura, já é urna
obra de arte, com o seu alto e belo testemunho de funcionalidad^, tem
assim um propósito cultural definido. Éle nos adverte que há urna arte

�incessantemente criada e que deve existir um ininterrupto intercambio entre
aquéle que cria, o que o freqüenta para instruir-se ou deleitar-se, admirar ou
mesmo sentir-se chocado, e aquéle que, dotado de capacidade criadora,
nascente ou amadurecida, é sensível á sua significagáo didática.
Com tais propósitos, o Museu de Arte Moderna, com o seu grupo
responsável, tendo á frente Niomar Moniz Sodré, tende a modificar a sensibilidade artística da cidade aproximando a obra de arte do cidadáo, organi­
zando um inestimável patrimonio, reunindo artistas, proclamando o postula­
do de comunicabilidade das artes, exercendo urna agáo de incontestável
cunho social.
Assim, na historia dessa modificando do gósto da cidade, o Museu de
Arte Moderna ocupa lugar essencial. Transmite-nos urna nogáo inédita e
coutudo viva, atuante e instigadora do que é um museu de arte moderna —
urna casa onde o freqüentador se integra no clima estético de seu tempo,
recebe o impacto de sua própria época, o que alias o capacita a sentir, pelo
exemplo da arte, as profundas diferengas que separam o hoje do ontem, as
solucoes contemporáneas das criagóes do passado, que também já se reves­
tirán! das características da modernidade.
O Museu de Arte Moderna ai está e apesar do muito que já foi feito,
anida náo está terminado. E eu ousaria dizer que náo terminará nunca, que
o próprio de um museu de arte moderna é jamais estacionar, continuando
sempre o seu caminho, em incessantes promogóes artísticas, que déem ao
homem atual a visáo das artes de seu tempo, ou propiciem ás vocagóes artísticas
os meios técnicos e artesanais necessários á plena realizagáo de seus dons.
Eis a realizagáo de Niomar Moniz Sodré. A multiplicidade das tarefas
de que ela teve de desincumbir-se, os obstáculos conseqüentes que teve de
vencer, até atingir os seus formidáveis fins, sao o melhor e mais duradouro
testemunho de suas qualidades. Os problemas financeiros, administrativos,
artísticos, de relacóes públicas, nos dominios nacional e internacional, que
teve de enfrentar e resolver, credenciam-na á nossa admiragáo.
Se nos fixamos na memoria de nossos contemporáneos e resistimos á
agáo destruidora do tempo pelas obras que realizamos, com o Museu de
Arte Moderna, Niomar Moniz Sodré conquistou ésse galardáo. E ela se
integrou de tal maneira com a sua obra, que ambas se nos apresentam como
partes de urna admirável imagem. Consumou-se a fusáo de dois planos:
de um lado, a grandeza e seriedade do empreendimento e, do outro, a graga
e a beleza da mulher.
E em reconhecimento da sua obra, de seu esfórgo, a Associagáo Comercial
do Rio de Janeiro reúne o que há de mais representativo no país para
exprimir-lhe a sua admiragáo e dizer-lhe da sua alegría ao prestar-lhe esta
homenagem".

�O RA gA O DA H O M EN A GEA D A
Excelentíssimo Senhor Presidente da República.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Associa^ao Comercial.
Minha Senhora.
Meus senhores.
Desde a inauguradlo do Museu tenho vivido dias intensos de agitaqao,
moviniento e trabalho, mas também de grande contentamento e alegría.
Desde logo sentimos a receptividade vibrante que vinha de todos os lados,
desordenada e sempre espontánea.
E quando, recentemente, há menos de 3 meses, as duas Casas do
Congresso Nacional, unánimes, e sem urna só discrepancia, manifestaram
ao Museu o seu apoio ampio e definitivo, sentí, todos nos sentimos, coin
emocionado orgulho, que já fazemos parte da realidade déste Brasil tantas
vézes inesperado, e sempre generoso.

Estamos no caminho certo.

Hoje, aqui, é urna manifestado palpável, que confirma e concretiza
esta nossa realidade.

E em grande gala, num ambiente deslumbrante, de

muita beleza e austeridade, mas onde nao falta a intimidade amiga e quente
que sempre dominou todos os acontecimentos do Museu.

Sinto-o físicamente.

E com franqueza, nao sei como agradecer esta homenagem que a Associagáo Comercial do Rio de Janeiro presta, hoje, ao nosso Museu de Arte
Moderna, a que a presenca do Presidente da República — nosso companheiro
desde os primeiros dias — e dos eminentes representantes dos poderes da
Uniáo e das classes produtoras, dá tao particular importancia.
Nao tenho palavras, igualmente, para agradecer ao Embaixador Mauricio
Nabuco, Presidente do Museu e aos outros companheiros da Diretoria e
Conseiho, a distintió de representar o Museu nesta festa que nos é tao
grata.

Somos urna equipe em que nao é lícito destacar particularmente o

trabalho de nenhum, e em que ninguém se lembrou de comparar esforgos,
porque cada um faz o que pode e dá o que tem.
A esta Associagáo, á sua Diretoria, e muito particularmente a Ruy
Gomes de Almeida, devemos esta

emocionante homenagem, para nós

inesquecível, e que talvez algum dia venha a ser considerada um primeiro
passo para destruir a barreira entre dois mundos e que é urna tendencia
irresistível da época em que estamos entrando.

�Náo julguem Ruy Gomes de Almeida pelos excessos de linguagem que
acabam de ouvir a meu respeito e que apenas revelam sua generosidade e
imaginadlo exuberante. Julguem-no pelos seus conceitos claros e penetrantes
sobre a importancia e a influencia da produgáo artística em suas ramificagoes
práticas.

Julguem-no pelo que suas palavras revelam de inteligencia sensível,

largueza de espirito, e visáo clara e nítida do mundo de amanhá.
Na realidade, é sómente em épocas mediocres ou em regioes iníeiizes
que existem hostilidade e desconfianza entre os criadores de riqueza material
e os criadores de riqueza artística.

Em todas as grandes épocas houve sempre

harmonía e compreensao.
Estamos agora emergindo dum longo período de divorcio entre os :ois
mundos — período que parecía de estagnagáo, mas era, ao contrárío, de
metamorfose.

Caminhamos de novo para urna época de entendimento e

fusáo, já bem definida em países onde um alto nivel de cultura se alia mais
particularmente a um espirito moderno e arejado.

E ésses sao justamente

os países onde o regime democrático funciona com maior naturalidade, como
a dizer que o respeito ao individuo e á livre iniciativa, necessários tanto ao
artista como ao homem de empresa, sao o clima propicio para o progresso
material e a abertura espiritual.
Isto salta aos olhos na Exposigáo de Bruxelas, onde logo se ve a diferenga
-— muitas vézes o contraste — entre “tamanho” e "grandeza” .
que me encheu de felicidade a visita feita ao nosso Pavilhao.
sei explicar direito nnnha idéia.
Brasil !

Devo dizer

Até hoje nao

Aquilo é tao diferente do Brasil. . . e tao

Exuberante com elegancia, grandioso sem prosa, variado sem

confusáo. . .

E ’ como se dissesse:

“O Brasil é mesmo isto.

Ainda há

os desajustes, as inquietagoes e incertezas devidas a um crescimento rápido
e desigual.

Mas chegaremos lá”.

Chegaremos lá com fórga de vontade e boa vontade, e somando as
parcelas de cada contribuigáo para e s s a ... meta.

(Desculpe Presidente).

Quem sabe se neste momento náo estamos completando urna dessas parcelas ?
No Pavilhao Brasileiro estáo a poucos metros de distancia a maquete da
Refinaria de Cubatáo, as de Brasilia -— com tóda a sua imponencia — e a
do nosso Museu.

Vé-se, muito bem apresentado, um quadro da rede aero-

�viária do Brasil, c, disseminados por toda a parte, exemplos da Arte indígena
e variados trabalhos de artesaos dos nossos sertóes.
símbolo.

Vejo naquilo um

E nisto — neste episodio que estou vivendo hoje com tanta alegría

— minha imaginando me leva a entrever, através do símbolo, urna realidade
futura.
Com seu espirito culto e sagaz, e sua extraordinária comunicabilidade,
Ruy Gomes de Almeida compreendeu o alcance e o sentido do problema
para cuja solugáo o Museu de Arte Moderna concentra o máximo do seu
esfórno.

Foi éle o primeiro que, entre os altos dirigentes das classes produ-

toras brasileiras, entendeu plenamente a intima e essencial dependencia entre
a missao cultural do Museu e a tarefa de desenvolvimento económico a cargo
dos homens de Empresa.

O destino do Museu se cumprirá na medida em

que éste contribuir na preparando do homem para a era tecnológica em que o
mundo já ingressou e na criando de formas que correspondam as exigencias
da vida moderna. O Museu se propóe a formar técnicos, artífices e artistas,
concorrendo assim para suprir a procura decorrente de nossa expansdo
material.

“Da colher de café á urbanizando de urna cidade”, é o lema segundo

o qual está sendo constituida, no Museu, a Escola Técnica de Criando.

Déla

sairdo novas geranóes de artistas e novos modelos de fábricas, novos quadros
e esculturas e novos desenhos de equipamentos.
Desejava fóssem muito breves minhas palavras de comovido agradecímentó, mas as coisas que dizem respeito ao Museu e as suas tarefas sempre
me arrastam além do que prevejo.

Ao lhes exprimir, mais urna vez, em

nome do Museu e no meu próprio, nosso imenso reconhecimento por esta
expressiva manifestando, estimaría ressaltar que o Museu nao somos nós,
seus Diretores e socios, mas éste diálogo que travamos com nossa comunidade
e nossa época.

O Museu é a compreensao que, déle, todos nós tivermos.

É Brasil e é o nosso tempo, convertidos em formas significativas.
Obrigada, Presidente Kubitschek pela sua constante e prestigiosa presenna
em todos os importantes acontecimentos do Museu.
Obrigada, Presidente Gomes de Almeida, por esta bela, sensível e
cativante homenagem.
Obrigada a todos os presentes, socios e amigos, pela permanente
solidariedade.

�BRASILEIROS RECEBEM PRÉM IOS IN TERN A CIO N AIS

FAYGA O STRO W ER — PRÉMIO DA BIEN A L D E V EN EZA

A carreira brilhante da gravadora Fayga Ostrower, professóra dos cursos
do Museu, encontrou a sua consagrando definitiva na X X IX Bienal de
Veneza, em 1958, quando foi escolhida por um júri numeroso e categorizado
sob a presidencia de Lioncllo Venturi, o “melhor gravador” presente a
grande mostra internacional de arte contemporánea.

Fayga Ostrower compa-

receu ao certame juntamente com Oswaldo Goeldí, Lívio Abramo e Marcelo
Grassmann, enfrentando ainda a presenta da gravura de Hayter e FriedIander, além de outros valores europeus e orientáis.
Foi urna vitória nítida, merecida, que veio dar a jovem artista urna
posigáo invejável no plano internacional das artes, o que já é perceptível
através dos muitos convites que vem recebendo de museus e galerías européias
e americanas.

Os meios artísticos e culturáis brasileiros festejaram o aconte-

cimento que é urna conquista náo só da artista mas também do país.

SERGIO BERNA RDES — E X P O S igA O D E BRUÑ ELAS

O Pavilhao do Brasil na Feira Internacional de Bruxelas, projeto do
arquiteto Sérgio Bernardes, alcangou o primeiro premio de Arquitetura.

Foi

também urna vitória excepcional que veio confirmar o valor e o talento do
jovem arquiteto, reconhecido por todos.

Acentúense que o Brasil compareceu

em Bruxelas com um ornamento insignificante em comparando aos suntuosos
palácios dos demais países.

O arquiteto fez quase o impossível, conseguindo

dar ao nosso pavilhao urna linha e urna elegancia exemplares, nao só do

�ponto de vista da criagáo arquitetónica, mas sobretudo do aspecto “exposigáo”
— era o pavilhao mais fácil e agradável para percorrer, e todos o reconheciam.

Além das deficiencias económicas, no péssimo local que nos foi

destinado, o arquiteto náo pode acompanhar até o fim, pessoalmente, a
construgáo do pavilháo, por motivos estranhos á sua vontade. E, no entanto,
o seu projeto foi o vitorioso em meio a tantos competidores de padróes ele­
vados, prestigio político e recursos financeiros substanciosos.

Outra vitória

nítida, absoluta.
BURLE M ARX — EX PO SIC Á O D E BR U X ELA S

O premio alcanzado por Roberto Burle Marx com os jardins para o
Pavilháo do Brasil em Bruxelas, náo causou surprésa.

Era de se esperar.

O interésse e a admiragáo dos europeus e americanos pelas criagóes paisagísticas de Burle Marx vém de longa data. Suas muitas encomendas, o
éxito da sua exposigáo individual que, há anos, percorre a Europa, prepa­
rada pelo Museu de Arte Moderna do Rio, provocando os mais calorosos
aplausos da crítica e do público através de reportagens e comentários na
imprensa nacional, deixavam bem claro que, na primeira ocasiáo em que o
paisagista se apresentasse com urna de suas criagóes ao público europeu,
alcangaria todas as láureas.

O jardim tropical que criou no centro do

pavilháo do Brasil, harmoniosamente integrado com a arquitetura de Sérgio
Bernardes, vencendo também ¡mensas dificuldades como o transporte de
plantas e o aquecimento necessário, foi, de fato, urna obra de arte que
apresentou todas as suas características de originalidade e renovagáo.

O

Museu de Arte Moderna do Rio, como todos os brasileiros, sente-se parti­
cularmente satisfeito com a vitória désse grande artista, que é um dos seus
melhores amigos, e cujo projeto dará maior realce, paisagístico á sua sede
própria.

�NO TICIA S VARIAS

JO RG E LACERDA: GRA V E PERDA PARA O MAM

Durante o ano de 1958, entre tantos acontecimentos felizes, o Museo
de Arte Moderna do Rio sofreu urna grande perda com a morte do governador Jorge Lacerda, de Santa Catarina, membro do Conselho Deliberativo
do MAM. Foi o primeiro parlamentar a reconhecer publicamente a impor­
tancia do programa desta casa, e o fez de maneira clara e corajosa apre­
sentando á Cámara dos Deputados um anteprojeto ¡de lei doando ao Museu
de Arte Moderna do Rio a verba de dez milhóes de cruzeiros para o inicio
da construgáo da sede própria. Foi urna das mais árduas campanhas do
Museu, naquela época ainda pouco conhecido, que resultou numa grande
celeuma através da imprensa falada e escrita, com apoio das mais autorizadas
vozes do parlamento, do mundo cultural e do jornalismo. Jorge Lacerda comandou a batalha com firmeza e o auxilio foi concedido. Sua carreira polí­
tica alcangou posteriormente grande desenvolvimento, afastando-o um pouco
do nosso convivio, até que se elegeu governador do Estado de Santa Catarina,
lá desenvolvendo fecunda administragáo, como já o fizera como pioneiro dos
suplementos literários, como estimulador das artes e da literatura, como par­
lamentar.
Foi realmente urna grande perda para a cultura, para a política, para o
país e, sobretudo, para o Museu, cuja vida se desenvolvía paralela á carreira
do jovem político catarinense. Perdemos um excelente amigo, um mogo culto
e sensível do qual muito esperávamos ainda para elevagáo dos padróes polí­
ticos e administrativos da vida do país e para o prosseguimento desta obra
que é o ideal de todos nós.
CIN Q Ü EN TEN Á RIO D E M AX BILL

A 22 de dezembro de 1958 transcorreu o cinqüentenário de Max Bill,
nascido em Winterthur, Suíga, em 1908. Náo será necessário lembrar aos
socios do Museu a importáncia e as múltiplas atividades e influencias dessa
excepcional figura de arquiteto, pintor, gráfico, escultor, desenhista, publicista
e educador, cuja formagáo inicial realizou-se entre a Kunstgewerbeschuíe de
Zurich e o Bauhaus de Dessau. Integrante desde jovem dos movimentos de
vanguarda, já em 1932 participava ativamente do grupo “abstration-création”
que reunía as grandes figuras da arte européia passando logo a trabalhar
em torno das pesquisas do neoplasticismo de Mondrian, para tornar-se o
herdeiro e principal propagador da arte "concreta”, termo inventado por
Van Doesburg em 1930, pouco antes de sua morte, e que mais tarde contaría
com as adesóes de Arp, Kandinski, e outros. A guerra trouxe como a tantos,
grave prejuízo ao pintor, mas já em 1949, plenamente realizado, vamos
encontrar Max Bill como o grande organizador da exposigáo Die gute Fovm,
grandemente estimulado pelo premio que a Triennale de Miláo lhe concederá

�em 1936. Diversas exposigoes e publicagóes foram realizadas depois. Ainda
na Trienal de Milao em 1951, lhe foi concedido o Grande Premio pelo
projeto do pavilhao suigo e o Premio Internacional de Escultura da I Bienal
de Sao Paulo. Foi o principal animador da Escola Superior de Desenho de
Ulm (Hochschule fur Gestaltung), da qual se tornaría Reitor até há dois
anos, quando se retirou passando a trabalhar isoladamente no seu aíe/ier de
Zurich.
As ligagóes de Max Bill com o Brasil sao as mais intensas. Aqui
realizou urna grande retrospectiva, foi premiado, foi convidado como membro
de júri, para fazer conferencias, aqui deixou algumas das suas melhorcs
esculturas, deu entrevistas, louvou, criticou e provocou urna grande celeuma.
Na Suíga continua ligado aos brasileiros cujo temperamento inquieto e
inventivo alcanga do chefe concretista urna grande simpatía mesclada 3e
urna certa irritagáo amável pela desordem latina e contrária á fria e inflexivel
disciplina que éle acredita indispensável á elaboragáo artística.
Comemorando os 50 anos de Max Bill foi editada em Verlag, Suíga, por
Arthur Niggli, urna plaquete com depoimentos de várias personalidades do
mundo das artes e da pedagogía, dos países onde Bill desenvolveu maior
atividade : Suíga, Alemanha, Itália e Brasil. Entre ésses depoimentos
assinados por Max Bense, Will Grohmann, Richard P. Lohse, Kurt Marti,
Ernest Rogers, Annie Müller-Widmann (criadora da Escola de Ulm), Ernest
Scheidegger e Eugen Gomringer, vamos encontrar o do professor Carlos
Plexa Ribeiro por delegagao do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro,
instituigáo solicitada pelos editores para representar o Brasil:
"Náo é urna aproximagáo destituida de sentido o fato de Max Bill
completar 50 anos no mesmo ano em que se completa o cinqüentenário do
batismo público do Cubismo. No período compreendido entre 1908 e 1958
se processou a definitiva derrubada de tradigoes seculares da visualidade e,
ao mesmo tempo, foram Jangadas as bases de urna nova ordem estética em
formagáo.
Neste meio século as tendéncias e movimentos que se entrecruzaran!,
apesar de ostentarem urna diversidade sem precedentes na historia da arte
podem ser, em última análise, reduzidos a dois grupos: o que se caracteriza
pela índole predominantemente destrutiva da ordem estética antecedente e
outro cujo acento tónico consiste em formular novas posigóes de conteúdo
e construtivo, em que se podem suspeitar antecipagóes de urna arte futura.
A trajetória e o sentido da obra de Max Bill o inscrevem seguramente
neste segundo grupo. Náo digo isso apenas pela amplitude de sua agáo e do
urbanismo, as artes gráficas ao «design». Ésse aspecto se completa e integra na
obra do pensador de arte e na figura do educador. Nesse sentido é difícil avahar
todo o alcance que se poderá atribuir a Max Bill como disciplinador de idéias
e instaurador de novos métodos de pensar e de criar. É justo, entretanto, que
desde já, se reconhega néle, um dos mais eficazes fatóres que operam, nos nossos
dias, a favor do restabelecimento de urna solidariedade cultural rompida.
Dentro désse novo universo que nos oferece a revelagáo de concepgóes

�insuspeitadas da forma e de dimensoes espaciáis inéditas, Max Bill é um
dos homens que trabalham, com integral lucidez, pela plena recuperadlo da
consciencia da arte no nosso tempo.
Num país, como o Brasil, que por todos os motivos tem o seu destino
projetado para o futuro, devemos saudar no cinqüentenário de Max Bill,
o antecipador de realidades que despontam.
A S .T .A . D ISTIN G U E A DIRETORIA DO M .A .N .

A Sociedade Teatro de Arte em reunido no auditorio da Mesbla no
dia 29 de dezembro, as 21 horas, comemorou o centenário de Eleonora Duse
e distribuiu prémios e mengóes honrosas as personalidades que mais se des­
tacaran! durante o ano no mundo das artes. Para urna grande mesa colocada
no palco e presidida pelo Sr. Nehemias Gueiros, foram chamados, sob palmas
do público, a Sra. Niomar Moniz Sodré, Srs: Carlos Machado, Brício de
Abreu, Joáo Alberto Leite Barbosa, Paschoal Carlos Magno, Accioly Netto,
Edmundo Moniz e outros. O Sr. Brício de Abreu relembrou as visitas de
Eleonora Duse ao Brasil, citando diversas passagens e notas jornalísticas
da época. Falou também o ministro Paschoal Carlos Magno. Em seguida
foram entregues os prémios, simbolizados numa estatueta em bronze do escultor
Bruno Giorgi — Apolo — e as mengoes honrosas.
Como melhor em Teatro foi premiado Paschoal Carlos Magno, e o
Teatro Experimental de Comédias de Araraquara. Carlos Machado foi o
premiado do Teatro Musicado. Alberto ( “O baláo vermelho” ) Lamorisse foi
o melhor em Cinema, sendo a estatueta entregue ao representante da Franga
Filmes, cabendo mengoes honrosas ao governador de Sao Paulo (cujo pergaminho foi entregue a Sérgio Cardoso para fazé-lo chegar as máos do Se­
nhor Jánio Quadros), Grande Othelo (que recebeu o pergaminho das máos
de Consuelo Leandro, ambos muito aplaudidos) e Jaime Pinheiro. Em Artes
Plásticas foi premiada a diretora-executiva do Museu de Arte Moderna, Senhora Niomar Moniz Sodré, pela idealizagáo e construgáo dessa magnífica
instituigáo artística, recebendo a estatueta das máos da Sra. Lucy Eloch.
Heitor Villa-Lobos foi premiado como melhor em Música Erudita, assim
como a Associagáo Coral de Canto, recebendo a representante desta a esta­
tueta das máos do colunista Chuck Woodward. Em Música Popular
o prémio coube a Herivelto Martins, obtendo mengáo honrosa a cantora
Elizete Cardoso, que por estar ausente, foi representada por seu filho. O
prémio de Ballet coube ao bailarino Denis Gray, sendo enviada ainda para a
Rússia a mengáo honrosa recebida pelo Ballet de Bolshoi. O Clube dos
Cronistas de Disco recebeu o prémio de Discos. Em Televisáo as estagóes
Tupi e Rio foram ambas premiadas pelo pioneirismo nesta cidade. Paulo
Roberto, que infelizmente náo pode comparecer por estar justamente em
programagáo áquela hora, foi o premiado como melhor em Rádio. Finalmente,
representado pelo poeta Thiago de Mello, recebeu a estatueta como melhor
em Literatura o editor José OlimpioEncerrando a programagáo foi exibido o excepcional filme (premiado)
“O Baláo Vermelho” , de Albert Lamorisse.

�AS OBRAS DO M U SEU
RELATÓRIO DO ENG EN H EIRO
F uad K anan M atta
RELATÓRIO DO A NDA M ENTO DA OBRA NO ANO D E 1958

Apresentado pelo engenheiro responsável da firma construtora, Dr. Fuad
Kanan Matta
Bloco Escola — Acabamento
Subsolo — execugáo do piso com master-plate no depósito de esculturas^
carpintaria, serralheria, pintura, casa de máquinas e depósito de
material miúdo. Montagem das luminárias, aplicando do isolamento
acústico do teto e paredes na carpintaria, disposigáo das máquinas da
carpintaria. Construgáo do túnel de exaustáo do subsolo.
Pav. térreo ■— confecgáo do calgamento em pedra portuguesa e meios fios;
apronto da rampa de entrada do caminháo; levantamento da parede
em alvenaria aparente da fachada. Revestimento das cámaras frigo­
ríficas e montagem das instalagóes de frió.
Execugáo do teto
acústico da cantina, montagem das esquadrias (janelas e portas),
apronto dos banheiros do térreo e da sala de gravura.
2." pav. — apronto do peitoril e fósso de ventilagáo em concreto aparente,
pavimentagáo do terrago, execugáo dos canteiros, montagem dos
bancos, apronto dos sanitários. Impermeabilizagáo do piso da cant:na, execugáo das íubulagóes embutidas (elétrica, hidráulica e de gas),,
concretagem da lage superior. Montagem dos brise-soleils e esqua­
drias do saláo de recepgáo.
Bloco Exposicóes — Estrutura
Aos servigos nesse setor foi dado grande impulso, procedendo-se a con­
cretagem de 5 quadros (os de n.# 8 a 12), ligagóes (contraventamento e lanternim) entre os quadros 9-10-11-12, desmoldagem e inicio do levanta­
mento da lage do primeiro teto entre ésses quadros. No trecho entre a empeña
(quadro 14) e quadro 13 foram concretadas as lages do l.°, 2.° e 3.° tetosr
inclusive pilares e quadros de sustentagáo.
Estáo em levantamento os cimbramentos dos quadros seguintes, de nú­
meros 7, 6 e 5.
Outrossim foram executadas todas as fundagóes dos quadros (de 1 a 14)..
compreendendo blocos de amarragáo de cabegas das estacas e cintas em con­
creto protendido.
Tendo em vista o ineditismo da estrutura do Bloco de Exposigoes, julgamos oportuno incluir no presente Boletim um relatório técnico, onde apresenta-

�mos, de forma sucinta, dados e esclarecimentos atinentes á estrutura, permitindo, assim, aos socios, conhecer outro aspecto da obra.
Desejamos salientar alguns elementos construtivos, cujos valores evic'ienciarao o aspecto monumental da obra.
Um déles é o da armagáo da viga mestra do quadro principal, que em­
prega 45 toneladas de ferro, quantidade suficiente para executar a estrutura
de um edificio de 12 pavimentos de apartamentos do tipo medio.
Estruturalmente citamos o valor do momento máximo positivo, da ordem
de 2.000 t. m. e a tensáo de compressáo do concreto de 400 kg/cm2, cuja
dosagem, pela primeira vez, foi elaborada pelo Instituto Nacional de Tec­
nología .
Ainda, com a colaboragáo désse Instituto, fizemos medigoes de deformacao, rotagáo e dilatagáo da estrutura, bem como, as indispensáveis verificagoes
periódicas da resistencia do concreto e da retragáo, cujos resultados estáo
amplamente descritos no relatório do I . N . T . que faz parte do presente
trabalho.
Estes exemplos, por si só, bastariam para demonstrar a complexidade da
obra e o cuidado na sua execugáo.

Apesar de ser materia, pela sua natureza, bastante árida, estamos certos
de que satisfará a curiosidade dos socios, pelo expressivo e carinhoso
interésse que constantemente demonstram em conhecer os motivos do desen­
volvimento adotado e as particularidades inerentes á execugáo da estrutura.
RELATÓRIO TÉCN ICO

BLOCO DE E X P O S ig ó E S
O Bloco de Exposigoes é constituido de 14 quadros de concreto armado,
a [astados, de eixo a eixo, de 10 metros, com urna extensáo de 130 metros.
Estes quadros sustentam as lajes, que tém urna largura de 26 m.
DESCRIQÁO

Cada quadro é duplo, biarticulado, formado por um principal e outro
secundário.
O quadro principal é constituido de duas pernas inclinadas para fora e
urna viga horizontal que corre por cima da laje da cobertura, com 41 m de
comprimento. Nesta viga sáo penduradas as lajes da cobertura e do 2." pa­
vimento .
O quadro secundário, com pernas inclinadas para dentro, sustenta a laje
do primeiro teto.
Os dois quadros tém apoio comum por meio de articulagóes formadas
por placas de chumbo, sobre blocos de concreto armado, sustentados por
estacas Franki de 23 m de comprimento.

�Os dois blocos de apoio de cada quadro duplo sao ligados por um tirante
de concreto protendido, que absorve o empuxo horizontal de 200 ton., prove­
niente do quadro secundário.

Fig. 1
O quadro principal tem as seguintes dimensoes:
■—
—
•—
■—
—

altura 16,93 m.
segáo no apoio: 1,20 x 0,40 m.
altura da viga — 2,75 m.
espessura na face inferior da viga ■— 0,57 m.
espessura na face superior da viga •— 0,60 m.

O contraventamento entre os quadros é constituido na base (apoios)
por urna viga longitudinal robusta de 0,60 x 1,20 m e, no topo, por marquises
de laje dupla, nervurada, com comprimento de 8,00 m, e, ainda, na parte central
pelas lajes inclinadas dos lanternins.
SOLICITAQÓES
A carga por metro linear no quadro principal é da ordem de 22 ton. O
momento máximo positivo é práticamente igual ao momento máximo negativo
e da ordem de 2.000 t . m.
A carga vertical no apoio é de 550 ton. e a horizontal, proveniente do
quadro secundário, de 200 ton.
2

Os pendurais sao de ago especial Villares de diámetro variável até
ésses, solicitados com carga até 80 ton.
PRO JETO ESTR U T U R A L

Para satisfazer as elevadas cargas e solicitares que atuam nos quadros
e as limitagóes impostas pelo projeto, foram escolhidos concreto e armaduras
de alta resistencia.
Para a armagáo utilizou-se ago CA-37 das Usinas Jafet torcido a frió
pela firma Helitrago, elevando, assim, o seu limite de escoamento (4.000
kg/cm 2).

�Em virtude de tratar-se de armaduras de forte diámetro 1 .1 /4 ”, com
grandes comprimentos (20 a 38 m) e adstritas aos espanamentos mínimos
regulamentares, foram proscritas as emendas por superposigáo e utilizadas
soldagens elétricas de topo dos vergalhóes, antes da helitragagem.
O peso total da armacáo em cada quadro principal é de 45 t., com a distribuigáo que mostra a fig. 2.

Fig. 2

Chamamos a atengao para a distribuido no vértice superior do quadro,
onde foram tomadas as necessárias prccaugóes a fim de cobrir a zona de maior
concentrando de esforgos.
Em reunido de 3-9-58 da Divisáo Técnica Especializada de Estruturas,
no Clube de Engenharia, foi objeto de estudo a armando das vigas mestras do
Museu, com pronunciamentos altamente satisfatórios, tanto na solugáo do
problema das soldagens, como na distribuido das armaduras ñas zonas extre­
mas das vigas, fato que citamos com justo orgulho.
O concreto a ser empregado teria que atender a dois requisitos, satisfazer
as solicitanoes, especialmente, no vértice superior e no apoio e as especificanóes que determinavam ser o acabamento dos quadros em concreto aparente.
Para isto, solicitamos a colaborando do Instituto Nacional de Tecnología,
a fim de que determinasse o trano racional para a tensao media da ruptura á
compressao de 400 kg/cm2.
Os resultados encontram-se detalhados no relatório do I. N . T . apre­
sentado mais adiante.

�Para o cálculo do cimbramento do quadro principal, tomou-se para
taxa do terreno recém-aterrado, 300 g/cm2, valor confirmado em provas
de cargas executadas.
As pegas de madeira foram projetadas mais robustas, aparafuzadas, a
fim de permitir urna total reutilizagáo dos cimbramentos. A fig. 3 mostra
um aspecto geral do cimbramento.

Figs. 3 e 4
O assoalho que forma o fundo da viga, se apóia em caixas de areia,
(fig. 4). coincidentes com os montantes verticais do cimbramento. Estas
caixas tém por finalidade permitir a lenta retirada dos apoios da viga.

�E X E C U g .\0

Primeramente executamos o quadro principa], dando maior carga vertical
ñas fundagóes.
Em seguida, o quadro secundário e as lajes do 2.° e
3.° do teto.
Os moldes foram confeccionados em tábuas aparelhadas, com machó e
fémea, em lances de 2,80 m de altura ñas pernas, para permitir o perfeito acabamento em concreto aparente. Para o adensamento utilizamos vibradores
externos e internos.
Para o transporte vertical das armaduras, empregamos talhas elétricascom movimento transversal aos quadros, sobre vigas de aqo duplo T que se
apóiam em trilhos colocados no topo do cimbramento, permitindo, assim, o deslocamento longitudinal das talhas.
A fim de compensar as flechas decorrentes das deformaqóes da viga
superior, previmos urna contra-flecha de 15 cm no centro da viga.
Ao descimbrarmos os quadros existentes foram feitas mediqóes com
deflectemetros, tensómetros e cimómetros, que sao apresentados no rela­
tório do I. N . T ., onde também está incluido o resultado das mediqóes
periódicas de reíraqao do concreto.

Fig. 5 — Deflcctómetro

�Fig, 6 — Tensómetro

Fig. 7 — Cimómetro

�O CO N CRETO E O D ESCIM BRA M EN TO DOS QUADROS DO
M U SEU DE A RTE M ODERNA
por Fernando Luiz Lobo B. Carneiro
Tecnologista-eng.0, chefe de pesquisas
e Gilberto Mascarenhas Barbosa do Valle
eng.“-bolsista, pesquisador
(Trabalho realizado pelo Instituto Nacional de Tecnología em cola­
borado com o Conselho Nacional de Pesquisas, Setor de Pesquisas
Tecnológicas.)
I PARTE

CARACTERÍSTICAS DO CONCRETO E DO ACO

Concreto: O concreto empregado na execugáo dos quadros do Museu de
Arte Moderna é um concreto de alta resistencia, dosado para a
tensáo média de ruptura á compressao, em corpos de prova cilindri­
cos normáis, de 400 kg/cm2, a pedido da Companhia Construtora
Nacional, firma autora do projeto estrutural e executante da obra.
Depois de realizados ensaios de qualidade da areia empregada, e análise
qranulométrica de todos os agregados, foi o trago determinado de acórdo com
o método descrito na publicagáo «Dosagem de Concretos», do I .N .T . . Todos
os ensaios, nao só para o estudo do trago, como para o contróle da execugáo
do concreto na obra, foram realizados de acórdo com os métodos brasileiros
da Associagáo Brasileira de Normas Técnicas. O cimento utilizado é do tipo
portland comum.
O trago obtido foi o seguinte:
-—- 1 cimento: 1,4 areia: 1,3 brita n.° 1: 1,3 brita n.° 2, (em peso); fator
água/cimento 0,375 litros/kg
ou
— 1 cimento: 4 agregado,
litros/kg

(em peso); fator água/cimento 0,375

— consumo de cimento: 445 kg/m3
— consistencia adequada para vibragáo intensa.
Na obra o cimento foi sempre medido em peso, e os agregados em
volume:
50 kg de cimento
51 litros de areia

5
j

�46 litros de brita n.° 1
46 litros de brita n.° 2
19 litros de agua, menos a água transportada pela areia (umidade da
areia) .
Na obra foi ainda adicionado a ésse trago o produto “Plastiment” , na
proporgáo de 0,8% a 1% do peso de cimento. A finalidade dessa adigao
foi aumentar a trabalhabilidade do concreto sem alteragáo do fator agua/
cimento, assegurando-se assim um adensamento mais perfeito.
Na moldagem dos corpos de prova cilindricos normáis foi adotada urna
modificagao do método brasileiro MB-3, o qual, é aplicável sómente a con­
cretos plásticos, destinados a adensamento manual. Em lugar de 30 golpes
em cada urna das quatro camadas foram aplicados 80 golpes. A resisténcia
dos corpos de prova assim adensados foi equivalente á resisténcia de corpos
de prova prismáticos de grandes dimensoes (30 cm x 30 cm x 90 cm), vibra­
dos com o mesmo vibrador da obra (v. quadro I ) .
QUADRO I

DOSAGEM E CON TRÓ LE DO CONCRETO

Acó: a armadura dos quadros foi executada com barras de ago torcidas a frió
da categoria CA-T40 (especificagáo P-EB 130), marca "Helitrago”.
As barras foram soldadas antes de torcer, por sóida elétrica automá­
tica de topo, de modo a alcangar os comprimentos necessários. Os ca­
racterísticos mínimos destas barras, segundo a referida especificagáo,
sao os seguintes:
-— limite de escoamento convencional (0,2% ): 40 kg/mm2
— limite de resisténcia: 44 kg/mm2
— alongamento de ruptura, em 10 d: 10%
— dobramento sobre cútelo de diámetro 2 d: satisfatório.

�II P A R T E

CON TRÓ LE DO CO N CRETO NA OBRA

O quadro l e a figura 1 apresentam um resumo do contróle da execugáo
do concreto na obra. A resisténcia média a 28 dias, 408 kg/cm2, coincidiu
práticamente com a resisténcia de dosagem. O desvio padráo (érro médio
quadrático) foi de 50,4 kg/cm2, correspondendo a um coeficiente de variagáo de apenas 12,3%, o que significa um contróle excepcionalmente bom
(em geral, ñas obras correntes do Distrito Federal ésse coeficiente é supe­
rior a 18%, atingindo mesmo, com freqüéncia, 22% ou 2 3 % ). Ésse índice
elevado de uniformidade foi obtido principalmente gragas ao contróle rigo­
roso do fator água/cimento (medida de água, feita com precisáo, e determinagao da umidade da areia) .
IN S T IT U T O
M U SEU

N A C IO N A L D E TECN O LO G IA
DE

ARTE

M O DERN A

Resistencia
NUMERO DE ENSAIOS 0 = 119
DESVIO PADRÁO J e t 50.4 kg/cm1
COEFICIENTE DE VARIACÁO 11=12.3%

ó comprendo

(kn/cm0

ENSAIO DE COMPRESSÁO EM CORPOS DE PROVA
CILINDRICO S COM ¿3 DIAS DE IDADc

I f'9-1 I

CO N TRÓ LE DA R ETR A C TO DO CON CRETO

Para éste fim foram instaladas referéncias especiáis na obra (quadro
Q 10, tergo superior do montante, em diregáo transversal á armadura princi­
pal) e no laboratorio do I .N .T . (c. de p. prismático) . A figura 2 mostra

�Os resultados obtidos. A retragáo medida no laboratorio foi bastante baixa,
inferior á dos concretos usuais. A retraído medida na obra foi ainda menor,
o que pode ser explicado pela presenga prolongada dos moldes. A retragáo
foi medida com o auxilio de "defórmetro” de Huggenberger.

Um valor pequeño de retragáo é urna qualidade altamente desejável para
um concreto, principalmente em estruturas importantes, do tipo das do Museu
de Arte Moderna. Fig. 2.

IN STITU TO
M U SEU

N ACIO N AL DE TECNOLOGIA
DE

ARTE

M ODERNA

Retracao do concreto

coNVENpoes.
»
O' — —. c — NO LABORATORIO Cprisma

d e 3 0 x3 0 x9 0 cm). cura ao ar

+

—

----- NA

OBRA COUADRO Q10).

com m oldes até 6 0 d ia s

l fi9 2 I

ENSAIOS COM ESCLERÓMETRO

Foram também realizados, no laboratorio e na obra, ensaios com o esclerómetro de Schmidt, modelos N-2, M, e L, com resultados satisfatórios. O
índice esclerométrico para o modelo N-2 (normal), em posigáo horizontal,
correspondente á resisténcia de 400 kg/cm2, foi, em media, 41,5. O coefici­
ente de variagáo na determinagao da resisténcia á compressáo por meio do
esclerómetro é, para o concreto de alta resisténcia empregado, de ± 10%.

�D E T E R M IN A D O DO MÓDULO D E ELA STIC ID A D E

O módulo de elasticidade do concreto empregado foi determinado, no
laboratorio, em 4 corpos de prova prismáticos de 30 cm x 30 cm x 90 cm, com
o auxilio de tensómetros Huggenberger (v. fig. 3 ). Os valores obtidos, na
idade de 28 dias, variaram entre 300.000 kg/cm2 e 330.000 kg/cm2. Os
encurtamentos na ocasiáo da ruptura foram também determinados aproxi­
madamente, variando entre 0,20 % e 0,28 %.

INSTITUTO
MU S EU

NACIONAL DE TECNOLOGIA
DE AR TE

MODERNA

TENSÁO

&lt;r

EM

Kg/cm2

Curva tensao-deformando do concreto

DEFORMACÁO

EM

! fia.

%
3

I

�III P A R T E

CONTRÓ LE DO D ESCIM BRAM EN TO D O S QUADROS

O descimbramento dos quadros Q 9, 10, 11 e 12 foi realizado no dia
4/12/58, entre as 12 h 30 min. e as 16 h 30 min., tendo se iniciado as
operares preliminares no dia anterior.
Durante o descimbramento foram medidas flechas, rotagóes e deformaqóes, específicas longitudinais, com o auxilio de deflectómetros, cimómetros
e tensómetros Huggenberger, instalados de acórdo com o esquema da fig.
4. Os resultados fináis constam dos quadros II, III e IV e da fig. 5.
O descimbramento simultáneo dos quatro quadros foi realizado em 6
etapas, por meio de esvaziamento gradual das caixas de areia, (16 caixas de
areia em cada quadro), segundo plano elaborado pela Companhia Construtora
Nacional.
INSTITUTO

NACIONAL DE TECNOLOGIA

M U SEU
D E A R T E M O D ERN A
Conirdle do descimbramento
ESQUEMA DA INSTALACÁO DOS INSTRUMENTOS

�Q U A D R O II

FLECH AS

Obs: deduzida a

parcela devida aos recalques das extremidades, a flecha no meio do vao
do O 10 foi de 6,9mm

QU A D RO III

ROTAQOES

Obs: o sentido positivo corresponde ao sentido da rota^ao dos ponteiros de um relógio, para
um observador colocado do lado do Flamengo, olhando em dire^ao ao Aeroporto.

�QUADRO IV

DEFORMAgOES ESPECÍFICAS LONGITUDINAIS

Obs: O sinal + corresponde aos alongamentos.

Em cada etapa foram feitas leituras em todos os instrumentos (9
deflectómetros, 6 cimómetros, e 10 tensómetros) . As opera?óes decorreram
normalmente, sem contratempos. Náo surgiram fissuras visíveis, em conseqüéncia do descimbramento.
A estrutura apresenta os seguintes característicos:
vao teórico da viga superior: 38,75 m
distancia entre articulares, ñas bases dos montantes- 26,90 m
altura total dos quadros, acima da face superior do tirante: 16,93 m
comprimento teórico dos montantes (inclinados): 16,30 m
altura total da viga superior e largura dos montantes nos topos: 2,75 m
largura dos montantes ñas bases: 1,45 m
egpessura: variável de 60 cm, na face superior da viga, a 40 cm, ñas
bases dos montantes.
dimensóes do tirante: 60 cm x 75 cm
distancia entre quadros: 10 m
Levando em conta os desenhos de armadlo, e tomando n = 6
(rela^áo entre os módulos de elasticidade do ago e do concreto, no estádio I), temos:
a) viga superior e topos dos montantes
momento de inércia da se?áo de concreto: 101 x 10'; cm4
momento de inércia da se^áo homogeneizada: 163 x 106 cm4
b) bases dos montantes
momento de inércia da segáo de concreto: 10 x 106 cm4
momento de inércia da se?áo homogeneizada: 16 x 10° cm4

�Em virtude das elevadas porcentagens de armadura, e apesar do valor
relativamente baixo adotado para n, verifica-se que o momento de inércia
da segao homogeneizada é 1,6 vézes o da segáo de concreto.
Para a carga uniformemente distribuida q, em t/m, correspondente ao
peso próprio da viga superior, os momentos negativos sobre os nós superiores
sao iguais a
— 85 q, em mt
e o momento positivo no meio do vao
+

102 q, em mt

Tomando-se para peso específico do concreto armado 2.500 kg/m3, e
levando ainda em conta o peso próprio da laje lanternim, transformada em
carga distribuida equivalente, temos, aproximadamente
q = 5,6 t/m
Essa carga corresponde a cerca de 1/4 da carga final a ser suportada
pelos quadros.
Com os valores indicados, e tomando para módulo de elasticidade do
concreto
E =350.000 kg/cm2
calculamos as flechas e rotagóes respectivamente no meio do vao, nos
nós superiores e nos nós inferiores, e as deformagóes especificas longitudinais
nos pontos onde foram instalados os tensómetros.
Os valores médios sao inferiores aos calculados (v. quadro V )
QUADRO V

D EFO RM AgOES DO O 10, NA OCASIAO DO DESCIM BRAM ENTO

Obs: no cálculo das deform ares (coluna A) considerou-se a sega0 homogeneizada, e E = 350.000
kg/cm2; se fóssem consideradas apenas as se^oes de concreto, as deformagoes calculadas
seriam 1,6 vézes maiores.

�A diferencia provávelmente é devida a 2 fatóres: 1) o valor adotado
para o módulo de elasticidade do concreto é inferior ao que corresponde as
condigóes reais da obra; 2) parte do peso próprio já estava sendo suportada
pela estrutura ao iniciar-se o descimbramento, em conseqüéncia de deformagóes do escoramento.

INSTITUTO

NACIONAL DE TECNOLOGIA J

MU S E U
DE A R T E MO D E R N A
Controle do descimbramento

ESQUEMA

DAS

DEFORM AGOES

DO

QUADRO

Q 10

03S DAS FLEC H AS MEDIDAS NOS P 0 N 7 0 S 2.3 e A FORAM DEDUZIDAS AS PARCELAS
D EV W A S /10.S R E C A L Q U E S DAS EXTREM IDAD ES
DA V IO A SU P E R IO R

ÜML5~l

Os resultados obtidos sao satisfatórios. A proporcionalidade verificada
entre os valores medidos das flechas e rotagóes e os valores calculados indica
que o comportamento estático real da estrutura corresponde ao esquema
teórico admitido. — a ss.) Fernando Luiz Lobo B. Carneiro, tecnologistaeng.° chefe de pesquisa. — Gilberto Mascarenhas Barbosa do Valle, eng.°bolsista, pesquisador. — Visto: a ss.) Paulo Mauricio Pereira, Diretor da
4.a Divisáo do I .N .T . — Silvio Froes Abreu, Diretor-Geral do I .N .T .

�AS DISPONIBILIDADES FIN A N CEIRA S DO M U SEU
EST IM A TIV A ORNAMENTARIA PARA O EXERCÍCIO

DE

1959

Cr$
Receita estimada

9.960.000,00

Despesa orgada

9.637.600,00

Superávit previsto

322.400,00

RECEITA

9.960.000,00

D ESPESA
Cr$
Despesas Administrativas :
Pessoal ........................................................................................

2.577.600,00

Instituto de Previdencia ................................................

180.000,00

Seguros

.......................................................................................

720.000,00

Conservado do Edificio .......................................................

960.000,00

Despesas Gerais de Administrado, incluindo todas as
Exposigoes a serem realizadas no ano em curso . . . .

5.200.000,00

9.637.600,00

As despesas referentes á construgáo da nova sede sao remetidas semestralmente
todos os socios, em relatónos Avulsos.

�A TIV ID A D ES DO M U SEU
E X P O S ig ó E S EM 1958
Freqüéncia
57» _

BEN NICH OLSON e E SC U LT U R A S BRITÁNICAS
de 27 de janeiro a 23 de fevereiro.....................................

6.376

38 pinturas de Ben Nicholson. 27 esculturas e 23 de­
senlies de Robert Adam, Kenneth Armitage, Reg
Dutler, Lynn Chadwick, F . E . Me William, BernardMeadows, Eduardo Paolozzi, Lesli Thornton,
William Turnbull e Austin Wright.
58» — TEA TRO DA AUSTRIA
de 27 de fevereiro a 16 de margo ...................................

1.111

Desenhos, aquarelas e fotomontagens de diversos
teatros.
59» — ARTE ESQUIM O
de 6 a 20 de margo ............................................................
26 esculturas.
60» — BALLET TRIÁDICO DE OSCAR SCH LEM M ER

1.036

�66* — PIN TU RA S DE DJANIRA
de 31 de julho a 31 de a g o sto .............................................
65 telas.

2.455

67* — ALOYSIO M AGALHÁES
de 4 de setembro a 1 de outubro ...................................
32 telas.

1.662

68* — O LIV ETTI IN D U STRIA L S .A .
de 4 de setembro a 26 de outubro.......................................

2.497

69* — A RTE D ECO RA TIV A FIN LA N D ESA
de 9 de outubro
180 pegas de
10 tapetes
35 pegas de
4 gobelins
amostras

a 15 de novembro ...................................
vidro

4.235

mobília
finlandeses
de tecidos.

70* — FRIDL LOOS
de 20 de novembro a 14 de dezembro.................................
30 trabalhos.

1.356

71* — PINTU RA DE N EM ESIO A N TU N EZ
de 20 de novembro a 14 de dezembro...............................
50 telas.
72* — «O BESTIA RIO »
G RA SSM A NN

—

Litografías

de

1.262

M ARCELO

de 4 a 11 de dezembro ........................................................
30 gravuras.

530

73* — 7* M O STRA DE PINTU RA DE CRIA N ZA S
de 18 de dezembro a 11 de janeiro de 1959 ...............
76 trabalhos.

863

74a — A LU NO S DE ZÉLIA SALGADO
de 18 de dezembro a 15 de janeiro de 1959 ...................
90 trabalhos.

909

�PRO JETO Q UE SE TRA N SFO RM A EM REALIDADE — LEI
N.° 3.411, DE 16-6-1958
Quando o Presidente Juscelino Kubitschek, a 16 de junho de 1958,
sancionou o projeto legislativo n" 2.865-C/57 — que concedeu, durante
cinco anos, o auxilio anual de Cr$ 25.000.000,00 ao Museu de Arte Mo­
derna do Rio de Janeiro, — náo executou táo sómente um ato de rotina
burocrática, entre tantos outros que o assoberbam. S . Excia., sob a inspi­
radlo do postulado democrático de que todo Govérno emana do povo e
em seu nome é exercido, subscreveu urna convicdáo, refletida pelos nossos
representantes no Congresso Nacional: a de que o Museu de Arte Moderna
do Rio de Janeiro participa, com quinháo apreciável, do desenvolvimento
que se imprime ao país.
★ ★ *

A 1 de julho de 1957, já integrado no espirito do MAM e dando vasao
aos seus impulsos de homem público, o Deputado Último de Carvalho, da
representadlo pessedista de Minas, encaminhou á Mesa Diretora da Cámara
a proposidáo originária, reinvindicando do Poder Público o necessário auxilio
as obras do Museu, já em plena execudáo.
«Como obra de idealismo, é um marco de confianca no destino desta
térra, planejado em termos que ultrapassam as organizacóes congéneres, com
o mais profundo sentido de objetividade e permanencia» — disse o Senhor
Último de Carvalho, na longa e circunstanciada justificativa que formulou
á proposidáo de sua autoría.
Apoiando o parlamentar do PSD, trinta e um outros Deputados, refletindo as mais variadas correntes partidárias, doutrinárias e sociais, subscreveram com entusiasmo a íntegra do projeto originário, esquecendo-se
por um momento das suas divergencias táo profundas para prestigiar, num
só fólego de compreensáo e espirito público, a proposidáo que aspirava o
alivio financeiro da instituidáo, fazendo-lhe chegar a necessária colaboradáo
dos órgáos governamentais, cujos objetivos sociais se confundem com os
do Museu.
★ ★ ★

A justificadáo formulada pelo Sr. Último de Carvalho foi a base angular
do éxito final logrado pelo projeto de lei. Ali se encontram o histórico
pormenorizado, detalhado, das obras executadas e a executar, sob ingentes

�sacrificios, os planos do Museu, o devotamente dos seus idealizadores, os
sonhos arrojados dos que pretendiam levar adiante aquéle monumento de
audácia.
Na Comissáo de Educagao e Cultura da Cámara, onde o projeto foi
aprovado na sessao do dia 19 de agosto de 1957, argumentava o Deputado
Pió Guerra ( UDN-Pernambuco):
« Trata-se de iniciativa de elevado alcance cultural e social, á qual o
Congresso Nacional náo pederá ficar indiferente. Há que lhe dar apoio,
a fim de que a cultura artística nacional se aperfeicoe e se enquadre dentro
dos principios basilares de urna obra de arte que deverá acompanhar o ritmo
de desenvolvimento das instituicóes vitáis do país».
★ ★ ★
Justificando a abertura do crédito pleiteado pela sua «relevante finalidade», o Deputado Broca Filho (PSD-Sáo Paulo), com argumentagáo
limpa e convincente, obteve para o projeto Último de Carvalho o pronunciamento favorável e unánime da Comissáo de Finangas, a 10 de outubro do
mesmo ano.
Já no ano seguinte — a 26 de margo de 1958 —, a Comissáo de
Orgamento e Fiscalizagáo Financeira, adotando o entusiástico parecer do
Deputado Colombo de Souza (PSP-Ceará), reconhece que «o Museu de
Arte Moderna do Rio de Janeiro é urna instituicáo notável e que, por todos
os títulos, honra o Brasil».
No pienário da Cámara, em que no tumulto dos 326 parlamentares
palpita o próprio Brasil, consagrou-se, por unanimidade, o projeto do Museu,
na memorável sessáo de 22 de maio de 1958.
★ -k ★
Os Senadores Gilberto Marinho (Comissáo de Justiga), Mouráo Vieira
(Comissáo de Educagáo) e Lameira Bittencourt (Comissáo de Finangas),
na Cámara Revisora que é o Senado da República, deram desenvolvimento
á segunda etapa do projeto, exibindo nos brilhantes pareceres com que
influíram na decisáo dos seus pares, o elevado gráu do seu espirito público.
A 9 de junho do mesmo ano de 1958, o Senado Federal, pela unani­
midade dos seus membros, dá guarida á proposigáo oriunda da Cámara
dos Deputados e, em seguida, a envia para a sangáo presidencial.
Foi urna vitória do Museu e do país.

�. . . Entre as provas que os poderes públicos tem dado de reconhedmento do interésse cultural e educativo das atividades do Museu de Arte
Moderna do Rio de Janeiro, devemos assinalar a Lei n." 3.479, que transcrevemos abaixo:
LEI N" 3.479, DE 4 DE DEZEM BRO DE 195b
Isenta de todos os impostos e taxas federáis o Museu de Arte Moderna
do Rio de Janeiro
O Presidente da República.
Fago saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei :
Art. I9 É concedida isengáo de todos os impostos e taxas federáis,
exceto a de Previdencia Social, ao Museu de Arte Moderna do Rio de
Janeiro, sociedade civil sem objetivo lucrativo, com sede no Distrito Federal,
e a todos os bens e direitos de que seja titular aquela entidade.
Art. 29 A isengáo a que se refere o art. 1" desta Lei, compreer.de,
para os portos administrados pela Uniao ou suas Autarquías, as taxas de
capatazia e mais despesas portuárias e inclui, para os primeiros trinta dias
de armazenagem, nos armazéns portuários, franquia das respectivas despesas.
Art. 3.° Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicadlo, revogadas as disposigóes em contrário.
Rio de Janeiro, 4 de dezembro de 1958, 137° da Independencia e
70'- da República.
J u s c e l in o K u b i t s c h e k .

Paes de Almeida.
(Publicada no Diário Oficial da Uniao de 5-12-58) .
CU RSO S
No ano de 1958, realizaram-se, no Museu, os seguintes cursos com os
respectivos professóres e horários :
ATELIER LIVRE DE PINTU RA — Aluísio Carváo
Segunda-feira de 16,00 as 18,00 horas.
Segunda-feira de 18,00 as 20,00 horas.
PINTURA — Edson Motta
Terga-feira de 8,30 as 10,00 horas.
Terga-feira de 10,00 as 11,30 horas.
IN ICIA gA O E ORIENTAQÁO — Zélia Salgado
Quarta-feira de 13,00 as 14,30 horas.
Quarta-feira de 14,30 as 16,00 horas.
Quarta-feira de 16,00 as 17,30 horas.
C O M PO SigÁ O E ANÁLISE CRÍTICA — Fayga Ostrower
Quinta-feira de 18,00 as 19,30 horas.

�PINTURA PARA CRIANCAS — Ivan Serpa
Sábado de 14,00 as 16,00 horas.
Sábado de 16,00 as 18,00 horas.
BOTÁNICA APLICADA A JARDIN S — Luiz Emygdio
Mello Filho e Wit-Olaf Prochnik
Segunda-feira de 8,00 ás 10,00 horas.
Quarta-feira de 8,00 ás 10,00 horas.
Sexta-feira
de 8,00 ás 10,00 horas.
M ESA S REDO NDAS
No correr do mes de julho, durante o Curso de «Composigáo e Análise
Crítica», ministrado por Fayga Ostrower, realizaram-se duas mesas redondas.
A primeira, um debate sobre a Estrutura Espacial na Pintura, na
Poesía e na Música, constou de trés sessóes. A discussáo foi dirigida pela
professóra do curso com a colaboragáo do musicólogo Agenor Fontes, da
pianista Roseta Costa Pinto e do poeta Mário Faustino.
Em vista do éxito dessa iniciativa, ficou decidida a realizagáo de mais
um debate.
A segunda focalizou os ‘ Problemas de Criagáo” . Especialmente convi­
dados, tomarSm parte, na mesa, o Professor Miranda Neto e o escritor
Adolfo Casais Monteiro. Sobre éste tema houve duas sessóes.
A TIV ID A D ES DO M U SEU
C O N FER EN C IA S
Durante o ano de 1958, realizaram-se, no Museu, as seguintes conferéncias :
«Artes cinéticas e experiéncias do Lincoln Center», pelo Professor
Carleton Sprague Smith.
«Arquitetura Moderna em Israel», por Abo el Hannini (arquiteto
de Israel) — durante o Encontró dos Arquitetos.
«Planejamento urbano na Grá-Bretanha», com projegáo de diapositivos e um filme pelo arquiteto inglés Mase Lock — durante
o Encontró dos Arquitetos.
«Arte Decorativa Finlandesa», tema desenvolvido em duas confe­
rencias pelo arquiteto finlandés, Timo Sarpaneva.
«O Museu na Realidade Brasileira», pelo Professor Carlos Flexa
Ribeiro, durante o Estáqio de Museus orqanizado pela
U N E SC O .

�Edmundo Moniz, Condessa Pereira Carneiro e José Velasco
Portinho. na mostra «Quatro mil Anos de Vidro».

Exposigáo «Quatro Mil Anos de Vidro» — Wladimir Murtinho,
Ernesto Wolf, Tuni Murtinho e Ruy Pereira da Silva observam
urna das vitrinas.

�María Luiza Noronha exibe um modelo de inspirando indiana,
na exposigáo Fridl Loos.

Na exposigáo Fridl Loos,
exibe i

�a scnhora Cecilinha Prado Uchóa
um dos modelos.

Eloísa Menezes desfila perante a assisténcia, quando da exposigáo
Fridl Loos.

�N O V O S SÓCIOS NO CORRER DO ANO DE 1958
t r a n s f e r e n c ia

de

s ó c io

r e m id o

PARA BENEM ÉRITO
BOUQAS, Valentim F.
LACERDA, Jorge
MARX, Roberto Burle
ROCKEFELLER, Nelson A.
SILVA, Drault Ernani de Mello
TRANSFERENCIA D E SÓCIO EFE TIV O
PARA BENEM ÉRITO
D EG EN SZEJN , Jerzy
M O SES, Herbert
TRANSFERENCIA D E SÓCIO
CONTRIBUINTE PARA BENEM ÉRITO
PORTO, Paulo de Campos
SÓCIOS BENEM ÉRITOS
ALMEIDA, Ruy Gomes de
AMARAL, Joáo Baptista
A N TU N ES, Augusto
BOPP, Raúl
BURDEN, William A. M.
FEIGL, Regine
FORD, (Mrs.) Edsel B.
GOODW IN, Philip L.
G U ERTZEN STEIN , Helio
GUGGENHEIM, Olga
JURZYKOW SKI, Alfred
KLABIN, Israel
KOOGAN, Abraháo
LASKER, (Mrs.) Albert D.
LE V Y, Adele R.
M ATTO X, George W .
MAUZE, (Mrs.) Jean
OLIVEIRA, Francisco Rodrigues de
PALEY, William S.
PINTO, José de Magalháes
ROCKEFELLER, David
RO CKEFELLER, (Mrs.) Nelson A.
RUBIN STEIN , Helena
SA LLES, Joáo Moreira
STO N E, Harry J.
VASCO NCELLO S, Joáo de Souza
TRANSFERENCIA D E SÓCIO EFE TIV O
PARA REMIDO
ADORNO, Stefano Cattaneo
BAUMANN, Gustav Adolf
CARMO, Cleonice Oliveira da Silva
CARVALHO, Pedro Affonso Mibielli de
CHAGAS Filho, Carlos
DAVIDOVITCH, Boris

FO N SECA , Herculano Borges da
G A LLO TTI, Francisco Benjamín
MINDLIN, Henrique E.
PED ERNEIRAS, Eduardo de Vasconcellos
RIBEIRO, Adhemar Leite
UCHÓA Neto, Plinio
TRANSFERENCIA D E SÓCIO
CONTRIBUINTE PARA REMIDO
ARRUDA, Dioni
BEHRING, Edith
BRANCO, Miguel Paranhos do Rio
BU SSE, Ivan
CARVALHO, Ziza Monteiro de
CASTRO, Jorge Mendes de Oliveira
CONDÉ, Joáo
COTRIM, John Reginald
FERREIRA, Carlos Frederico
FIANI, Afif
FO N SECA , Carlos Amaral da
GRA SSELLI, Leone Paolo
HIME, Herminia Ferreira Cerquinho
JORDAN, Andrzej F . S .
LO PES, Luiz Simóes
MACIEL, Gastáo de Seixas
MINDLIN, Vera Bocayuva
MOREIRA, Giuseppina Pirro de
MOREIRA, Jorge Machado
O STRO W ER, Fayga
O STRO W ER, Heinz
PEREIRA Filho, Pedro
PRADO, María de Lourdes da Silva
PRADO N E TT O , Antonio
RODRIGUES, Agostinho Olavo
RODRIGUES, Sergio Roberto Santos
ROSA, Luiz Augusto de Proen^a
SAAVED RA, Carmen
SILVA, Djanira da Motta e
SILVA, Maria do Carmo Dias da
V ILLELA, Belkiss Ephigenia Tamm
SÓCIOS REMIDOS
ABREU, Tarcema Cunha de
AGUIAR, Adolfo Almeida de
AMARAL, Cláudio de Souza
A N TU N EZ, Nemésio
A PO STO L, Andrew Mouravieff
A PO STO L, Ellen Mouravieff
ARAUJO, Sibylla Sloper de
ARRUDA, Ivo
AULER, Horácio
AZAMBUJA, Celso C. de
BANDEIRA, Manuel

�Jean Dessés, costureiro francés, visita a exposigáo Fridl Loos.

�Nemesio Antunes observa urna escultura do argentino lommi»

�BARBOZA. Mario Gibson
BARBOZA, Yolanda Gibson
BASTO S. Humberto
BONINO, Alfredo
BONOMI. Ambrogio
BORGES. Nelson Velloso
BOTELHO, Nanto Junqueira
BRAGA FILHO. Pedro
BRASINI, Vanda Lacerda
BRITTO, Raúl de Carvalho
BUENO, Abelardo Coimbra
CABAL. Hélio de Burgos
CA STELLO . Guido Paterno
CAVALCANTI. Odette Aurea C.
CEPPAS, Geraldo Gra?a
CHAMMA, Angela Soares de Moura
CHAMMA, Jorge Abdalla
COSTA. Jairo Cortez
COZAC. Mario
CUNFIA, Rui Vieira da
CUNHA. Vera Magdalena Simoes Bocayuvn
CURY NETTO , Carlos Emmanucl C. R.
D EN Y S, Odylio
DUVIVIER, Edgar
ESPERANZA, Salvador
FARIA FILHO. Alberto de
FRANCO, Guilherme Arinos Lima
FRANCO, Maria Isabel Barbosa de Barroso
FREITAS. Hélcio Benjamín de Souza
FROTA, Fernando Saldanha da Gama
GABAGLIA, Eugenio Raja
GALANTE, Eleutério de Matos Ferráo
GOMES, Jayme de Barros
GRILLO. Heitor da Silveira
GUIMARÁES, José Bennaton
GUIMARÁES, Luiz Zenha
GUIMARÁES, Olavo P. da Fonseca
HENRIQUE. Joáo
HOLZMEISTER. Martin
KRONSFOTH. G. F. Alberto
LA TIF, Maria Luisa de Souza
I.ATIF, Miran de Barros
LEÁO, Manuel de Azevedo
LEONARDOS, Mary
LEONARDOS. Thomas Othon
LEV ISO N , Leonard S.
LIMA, Edgard Severiano
LIMA, Ermiro Estevam de
LINS, Miguel Monteiro de Barros
LODI. Mucio Euvaldo
MACHADO. Clara M. da Silva
MAGALHÁES, Aloysio
MAGALHÁES, Marly Menezes de
MALLMANN, Alda de Azambuja
MARINHO, Lenita Esteves Ribas
M ARTINS Júnior, Leopoldo Diniz
MELLO, Djalma Tavares da Cunha

M ENEZES, Sergio Correa de
MINDLIN, Katia Bocayuva Cunha
MIRANDA, Floresta
MIRANDA, Jorge Floresta de
MIRANDA, Fito Soares de
MOM SEN, Richard Paul
MOURA Netto, Camillo Soares de
MOURÁO, Noemia
NACARATO Neto, Caetano
N E V ES, Jorge Leal Costa
N EV ES, Thelma Costa
NORONHA. Vicente
OAKIM, Roberto Jorge
OLIVEIRA, Oscar de
D'OREY, José Manuel
PAMPLONA. Zeni Lacerda
PATRONE. Rubens
PEDREIRA. José Luiz Bulhóes
PEIXO TO , Preciosa Ceppas de Carvalho
PEIXO TO , Júnior, Albino Joaquim
PEIXO TO Júnior, Augusto Amaral
PELIKS, Helen Marguerite
PER ESTR ELLO . Maria Alzira
PINTO, Roberto D.
POZO, Enrico
RABELLO, Reginaldo Lopes
RAMOS, Margarida Machado da Silva
RANGEL. Orlando
REIS, José Ricardo de Castro
ROCHA. Tude Neiva de Lima
SAMPAIO, Francisca Lopes de Almeida
Soares de
SA N TO S, Sydney Martins Gomes dos
SAUER, Zilda
SAYAD. Miguel Angelo
SCHM IDT. Marcelo Félix
SIBILLE, Andréa
SILVA. Joffre Amado de Mello e
SINGERY, Irene von Dellingshausen
SING ERY, Roberto
SODRÉ, Marcos de Almeida Moniz
SOUZA, Eunice Cardoso Freitas de
SOUZA, Joáo Kessler Coelho de
VAHLIS, Helena
VIANNA, Fernando Antonio de Mello
W AINER, Danuza Leáo
W ILM ANN. Yolanda
XAVIER, Antonio Augusto
EFETIV O S
ALM EIDA, Sergio Octaviano de
BASBAUM, José
BUSH, William Clair
CALDAS, Celito Zebral
CAMPOFIORITO. Quirino
DANKW ORT, Werner

�DONATO, Arthur
GOHN, Hermann
GONCALVES, Edmo Padilha
HAYMANN, Ernest
KELLER, Willy (Wilhelm)
LOPES, Ademar Francisco
MACÉDO, Haroldo Buarque de
MELLO, Francisco de Assis Corría de
MOREIRA, Nelson Vaz
PALMEIRO, Affonso R.
RIBEIRO, Ricardo Barata
STO LTZ, Magdalena Hildcgard
VIANNA, Durval
CONTRIBUINTES
ABRANCHES, Heloisa Dunshee de
ABREU, Amparo Cartier de
ABREU, Dahlia Britto de
ABREU, Helena Ferraz de
ABREU, Suelly Lima de
ABREU, Thais Lima Ferraz de
ACHE, Wilmar
ACZEL, George
ADORNO, Carlotta Cattaneo
AGRICOLA, Martha
AGRICOLA, Wilhelm
AGRICOLA, Yolanda
AGUIAR, Carmem Sarmentó de
AGUIAR, Luiz Felipe Rebelo de
AGUIAR, Maria Lysette de Souza
AGUIAR, Marina Guisard
AGUIAR, Neuma Figueiredo de
AGUIAR Filho, Carlos Guisard
AGUIRRE, Diva dos Santos
A ISEN , Greta
AIZIM, Diva
AKERMAN, Menuha
ALBERNAZ, Julia Ferreira
ALBUQUERQUE, Armando Cavalcanti de
ALBUQUERQUE, Consuelo Lins de
ALBUQUERQUE, Francisco Paraíso Caval­
canti de
ALBUQUERQUE, Ivan de
ALBUQUERQUE, Leonel Tavares Miranda de
ALBUQUERQUE, Maria Beatriz Cavalcanti
de
ALBUQUERQUE, Maria Lucia
ALBUQUERQUE, Yvonne Cavalcanti de
ALCOBA, Maria Ribeiro
ALDAO, Cesar Ricardo
ALDAO, Raquel Bombal de
ALENCAR, Murilo Arraes de
A LENCA STRO , José Tito Regis de
ALIANDRO, Antonia Maria
ALMEIDA, Abd-El Karim de
ALMEIDA, Adilson Macedo de

ALMEIDA, Airton Renato de
ALMEIDA, Aracy Marques de
ALMEIDA, Arnaldo Correia Rodrigues de
ALMEIDA, Carlos de
ALMEIDA, Carlos Tavares
ALMEIDA, Delson Furtado de
ALMEIDA, Elenn Assis de
ALM EIDA, Elisa Maria José Mendes de
ALMEIDA, Geraldo Costa Rodrigues de
ALMEIDA, Joana Maria Marques de
ALMEIDA. Joáo da Silva
ALMEIDA, José Mauricio G. de
ALMEIDA, Marcello Brasileiro de
ALMEIDA, Maria Cecilia Geraldes Nóbrega
de
ALMEIDA, Maria Helena Cabral de
ALM EIDA, Maria Helena Insausti
ALMEIDA, Maria Helena Mello de
ALM EIDA, Maria Lydia Brasileiro de
ALMEIDA, Murilo Reís de
ALMEIDA, Norah Claudio
ALMEIDA, Ricardo Hugo Marques de
ALMEIDA. Rosemarie Claudio
ALMEIDA, Vera dell’Amico de
AL V ES, Emma
A LV ES, Maria Sylvia Lindgren
A L V ES, Moacyr
A LV ES, Solon Gomes
A LV ES, Yedda da Veiga Martins
A LV ES FILHO, Juarezita Coelho
a LVIM, Alvaro Cesario
ALVIM. Mariana Agostini de Villalba
ALVIM, Vanda Giáo
AMADO, Circe Gomes
AMADO, Gennyson
AMARAL, Maria Henriqueta Barroso do
AMARAL, Oswaldo
AMARAL, Sylvio do Valle
AMARAL, Walmyr Lima
AMARAL, Yedda Rebou?as
AM ARANTE. Beatriz Rondon
AM ARANTE, Diana Maria
AM ARANTE, Marcos Flávio
AM ARANTE, Martha A.
AM ARANTE, Stélio Marcos
AMORIM, Ajuricaba Fleury de
AMORIM, Celia Magda de
AMORIM, Marilia
ANDRADA, Carmen Silvia Freire de
ANDRADE, Aristélio Travassos de
ANDRADE, Enaura Goulart de
ANDRADE, Huguette Silvares
ANDRADE, Isolda Costa Pinto de
ANDRADE, Joaquim Corría de Oliveira
ANDRADE, Lauro Antunes Paes de
ANDRADE, Lilian Luz de
ANDRADE, Marina Emery Vasconcelos de

�Rockefeller, Nemesio Antunes e urna pintura désse artista chileno.

Exposigáo Nemesio Antunes — O artista em conversa com Carmen
Portinho, a Embaixatriz Fraga de Castro, a Senhora Sergio Frazáo
e Raymundo de Castro Maya.

�Madureira de Pinho, um dos diretores da Olivetti, e Joáo Carlos
Vital, no Museu, na Exposigáo Desenho Industrial Olivetti.

Exposigáo Desenho Industrial — Joáo Carlos Vital, Mauricio
Nabuco e Luiz Gonzaga do Nascimento e Silva conversam ante
um painel.

�ANDRADE, Oswaldo Vieira de
ANDRADE, Santuza Borges de
ANDRADE, Vera Navarro de
ANDRADE, N ETO . Farnese de
ANDREONI, Raffaele
ANDREONI, Zaira
A N JO S JUNIOR, Sebastiáo Rodrigues
ANNA, Claudio Moreira d’
A N T U N ES, Aecio de Albuquerque
A N T U N ES, Carmen de Oliveira
A N T U N ES, Délio de Oliveira
A N TU N ES, Maria Mercedes Ribeiro
A PESTEGU IA , Nils Jorge Augusto Wiezell
APFELBAUM , Miguel
ARAGÁO, Maria Luiza Moniz de
ARAGÁO, Severino José Cavalcante
ARANHA, Antonio Benedicto Martins
ARANHA, Jacyra de Campos Moraes
ARANHA, Luiz Oswaldo Norris
ARANHA, Olavo Egydio de Souza
ARAPONGA, Alberto
ARARIPE, Alitta Maria Franga
ARAUJO, Francisco Aluizio de
ARAUJO, Georgina Penque de
ARAUJO, Heloisa Martins de
ARAUJO, Ivan Lobo
ARAUJO, José Maria de
ARAUJO, Lindinalvo de
ARAUJO, Maria de Lourdes Ivens de
ARAUJO, Mozart de
ARAUJO, Wilson Cha gas de
A RGEN TA, Sónia Marila
AROCH, Dvora
ARRAIS, Maria Luiza Pessoa
ARRAIS, Nilson
ARRI, Maria Dias de Oliveira
ARRUDA, Auracy
ARTAGÁO, Carlos Eduardo Navarro da
Costa de
ARTHOR, Sónia Meló e Cunha
A RTILES, Francisco Santana
A SSIS, Dinorah de
ASSUM PCAO, Kleber
ASSUMPGÁO, Maria de Lourdes Theomar de
ATHAR N ETTO , Jacyntho Teixeira Aben
AVELLAR, José Carlos Machado
A VIO TTI, Ana Maria
AYALA, Roger H.
AZAMBUJA, Antonio Candido de
AZAMBUJA, Leda Oliveira de
AZAMBUJA, Marcos Castrioto de
AZAMBUJA, Vera Maria Cavalcanti de
AZEREDO, Maria Elisa Bernardes
AZEREDO, Vera Lucia
AZEVEDO , Alberto de Carvalho Peixoto de
A ZEVEDO , Celina de Oliveira
AZEVEDO , Claudia Marisa Barbosa de

AZEVEDO , Helena Marques de
AZEVEDO, Joáo da Veiga
AZEVEDO , Maria Alice Barros
AZEVEDO , Maria Emiiia
AZEVEDO, Maria Lucia Duarte de
AZEVEDO , Maria Regina de
AZEVEDO , Raúl Marques de
AZEVEDO , Sergio Napoleáo D ’
BACH, Hildegard
BACHNER, Jeannine
BADDINI, Dinah
BADEJO, Antonio Duarte
BAENA, Othon Branco
BAHIA, Aldemar Baer
BAHIA, Alvrandro Baer
BAHIA, Maria Luiza Baer
BAILLY, Carlos Jorge Rio Branco
BAINHA, Tarquinio
BAKKER, Godofredo Amaury Ribeiro de
BALBI FILHO, Joáo
BA LLESTÉ, Vera Olinto
B A LLEST É FILHO, Arnaldo
BAN, Eva
BAND, Ary
BA PTISTA , Lilia Moniz de Aragao
BA PTISTA , Therezinha Reichmuth
BA PTISTA FILHO, Zito
BARANDA, Hugo
BARANEK, José Aron
BA RBA STEFAN O , Igylio
BARBERA, Francisco
BARBIERI, Lenóra Sylvia Miranda
BARBOSA, Alegría Bentes
BARBOSA, Alvaro Martins
BARBOSA, Carlos Antonio Horta
BARBOSA, Geraldo da Rocha
BARBOSA, Hildemar País
BARBOSA, Marcelo Vitor Gurgel
BARBOSA, Nilson
BARBOSA, Norma da Conceigáo
BARBOSA, Paulo Antnero Soares
BARBOSA, Silvério Clovis
BARCELLOS. Alba Teixeira de
BARCELLOS, Francisco Armando Cesar
BARCELLOS, Maria Lucia
BARCELLOS, Marilza Adamo
BARCELLOS, Sergio
BARCELLOS, Víctor Gama de
BARD, Aniko Klara Terezia
BARD, Augusta Lopes Mariante
BARD, Leopoldo
BARREIROS, Joáo Amador Viotti
BARRENNE, Angele Young
BARRETO, Auta Rojas
BARRETO, Mary Ferreira de Barros
BARRETO, Ophir Leite Paes
BARRETO, Ruy

�BARROCAS, Olney
BARROS, Antonio
BARROS, Ayres Alves de
BARROS, Carlos Jacyntho de
BARROS, Ena Maria Lins de
BARROS, Francisco de Magalháes
BARROS, Helena Maria Beltráo de
BARROS, Josephina Beltráo de
BARROS, Magdalena Koff Monteiro de
BARROS, Maria A, Leal de
BARROS, Olga Monteiro de
BARROS, Sigrid Porto de
BARROS, Vania Monteiro de
BARROS N E TT O , Sebastiáo do Regó
BARROSO, Sonia de Paula
BARROSO N E TT O , Esmerino
BARTHOLO, Therezinha de Jesús Moreira
BARTOLY, Alfredo
BASBAUM, Arthur
BASBAUM, Emilia
BA STIA S, Emilio Morales
BA STO S, Alberto Lessa
BA STO S, Aymoré
BA STO S, Ewaldo Tavares
BA STO S, Heitor Tavares Guimaráes
BA STO S, Hilo
BA STO S, Maria Angélica Faccini Tavares
BA STO S, Nancy Rauen
BA STO S, Paulo Ribeiro
BA STO S, Pedro Borchert
BA STO S, Sebastiáo García
BA STO S, Sebastiáo R.
BA STO S, Swanee do Regó Monteiro
BA STO S, Tania Rauen
BATALHA, Ivan Velloso da Silveira
BATALHA, Maria Zina de Moraes
BATALHEIRO, José da Polonia
BA TISTA , Elmira Helena Pinheiro Nogueira
BA TISTA , Maria Berenice
BA TISTA , Paulo Nogueira
BA TISTA , Roberto Rizo
BAUM GARTEN, Nedi
BECHER, Paulina
BECK, Guido
BECKER, Bertha Koiffmann
BECKER, Fabio
BECKER, Johann
BEER, Alois
BEER, Brigita
BEGNI, Margarida Maria
BELFO RT, Ana Maria
BELFO RT, Lucia
BELLEZA, Newton de Castro
BELLO, Edgard da Costa
BELLO, Wanda Waleska dos Santos
BELLOC, Nelly Aguiar
BELLOC, Pedro Hugo Fabricio

BENARD, Claude
BENARD, Edith Marianne
BENICIO, Osorio Viana
BENICIO, Uirpy
BENKLER, Geny
BENOU, Roger Víctor
BEN V EN U TO , Emilia Magalháes
BEN V EN U TO , Walkyria
BERGALLO, Leila Maria Torres de
BERGAM ASCO, Virginia
BERGER, Aristeu Silva
BERLIN, Lucy Birgitta
BERLIN, Margot
BERNARDO, Antonio
BERNAT, Eduardo Navarro
BER N STEIN , Leova
BERRUEZO, Maribel Alvarez
BERTÉA , Hugo Stéfano
BERTÉA, Olga Thereza
BESSA , Amparo de Mello
BESSA , Carlos Henrique
BESSA , Eloah de Carvalho
BESSA , Orlando
BEZERRA, Gracia Dolores Calaxi de Godoy
BEZERRA, José Augusto de Godoy
BEZERRA, Oscar Bittencourt
BEZERRA, Wilson Lopes
BEYM E, Werner von
BIANCHI, Olga Nováis
BIANCHI, Rubén Aguirre
BIATO, Néa
BIATO, Oswaldo
BILDNER, Albert
BILLA, René Edmond Roger
BISCALA, Maria Candida do Lago Cruz Rosa
BISCAIA, Vítor Guilherme Rosa
BITTEN C O U R T, Nazareth Deschamps
BITTEN C O U R T, Renato Pereira
BITTEN C O U R T, Sylvio
BLOCH, Ester Kerdman
BLOCH, Joan Levy
BOABAID, Murilo Cascáis
BOCAYUVA, Sara Margarida
BOGORICIN, Julio
BOGORICIN, Rita Torá
BOHAC, Josef
BO ISSO N, Maria de Lourdes F.
BO ISSO N, Stela Dinora
BOLIVAR FILHO, Arduino
BONA, Maria Helena Martins
BONAPORE, Adolphine Portella
BONDI, Piero
BONFÁ, Sebastiáo
BO N N EFO U X, Jacques Raymond
BOONE, William R. P.
BORDALLO, Therezinha Portella
BORDALLO N E TT O , Cesar Augusto

�Quando da exposigáo Olivetti, o Presidente Juscelino Kubitschek
examina, em companhia de Henrique Mindlin, urna das máquinas.

O Diretor Executivo do Museu entre o Senhor Andrea Sibille,
da Olivetti, e o arquiteto Henrique Mindlin.

�O Príncipe Mikasa ao entrar na
sala de exposigáo do Museu,
quando da realizagáo da mostra
de criangas japonesas por éle
inaugurada.

Meninas japonesas aguardam a
visita, ao Museu, do Príncipe
Mikasa.

�BORDES, Fernande Gérard
BORGERTH, Eduardo
BORGERTH, Gilda Eiras
BORGERTH FILHO, Alberto
BORGES, Candido
BORGES, Marcelo Veloso
BO RGES, Maria Izabel Pareto Maciel Veloso
BO RGES, Violeta Saouda
BORGES, Zuleika Ramalho
BORGHOFF, Wally Leonor
BOSTROM, Anna Margareta
BOTELHO, Judith
BOTELHO, Maria Ligia Assumpgáo
BOTELHO, Solange
BOULIEU, Jacques Joseph
BRACONY, Joáo José
BRACONY, Maria Guilhermina Vianna
BRAGA, Anna Maria Rabello de Souza
BRAGA, Antonio Carlos
BRAGA, Gloria Secchin
BRAGA, Maria Luiza M. S.
BRAGA, Nadiah Nicolay
BRAGA, Norah Terezinha de Freitas
BRAGA, Pedro de Souza
BRAGA, Regina Lucia Vianna
BRAGA, Rita
BRAGA, Sydney Simons
BRAGA, Wanda Regina Siqueira
BRAGA FILHO, Armando
BRAGA JUNIOR, Julio Machado
BRAGANGA, Dona Fátima de Orleans
BRAKARZ, Rubens
BRANCO, Elza Paranhos do Rio
BRANCO, Helene do Rio
BRANCO, Joáo Batista Castejon
BRANDÁO, Alfredo Henriques
BRANDÁO, Angela Ramos
BRANDÁO, Lilian Franco de Sá Motta
BRANDÁO, Luiza da Costa
BRANDÁO, Maria de Lourdes
BRANDÁO, Maria de Lourdes
BRANDÁO, Marisa Seróa da Motta
BRANDT, Carlos Alberto
BRANDT, Iracema
BRASIL, Karl Studart de Souza
BRASIL, Marlene Silva Vital
BRAZIL, Carlos Alberto Rubim Paes
BRITO, Glauco Flores de Sá
BRITO, Murillo Correa de
BRITO, Paulo Sergio Menezes Vieira de
BRITTO , José Félix Pacheco
BRITZ, Bernardo
BRIZZIO, Lázaro
BRONZ, José
BRONZ, Lejzor

BROW NE, Roberto Marx
BUDINI, Brunetta
BUENO, Aida Pimenta
BUENO, Alice C.
BUENO, Carlos Antonio Bettencourt
BULCÁO, Celina Willmann Bocayuva
BULCÁO, Florinda Soares
BULCÁO, José Claudio Bocayuva
BULCÁO, Maria
BUONO JUNIOR, Antonio
BURLAMAQUI, Hinda
BURLAMAQUI, Ulysses
BURLE, Maria Beatriz
BUSLIK, Nair Alencar
C „ Cesar Barney
CABRAL, Helena de Souza
CABRAL, Heloisa da Rocha
CABRAL, José Tomaz Gray
CABRAL, Mario de Paula e Silva
CABRAL, Paulo da Silva
CADDAH, Maria Yeda
CAHET, Maria Aury Gil
CALABRÓ, Anna
CALABRÚ, Pasquale
CALAXI, Flora da Costa
CALAZANS, Durval Vieira
CALDAS, José Cavour da Silva
CALDAS, Lucilio Otavio
CALDAS, Maria de Lourdes Mesquita
CALH EIRO S, Maria da Gloria Vieira Ferreira
CAMARA, Elba Sette
CAMARA, José Sette
CAMARA, Marly Sierra Mattoso
CAMARA, Sigmundo Perestrello da
CAMARA FILHO, Roberto Mattoso
CAMARGO, Laertes Lemos
CAMARGO, Sérgio
CAMINHA, Halya
CAM PELLO, Hortencia Maria de Carvalho
CAM PELLO, Marcello Graga Couto
CAMPELO, Glauco de Oliveira
CAMPELO, Maria Lucia Dália
CAMPOS, Maria da Gloria Redig de
CAMPOS, Maria Thereza Redig de
CAMPOS, Marieta
CAMPOS, Martinho
CANDIOTA, Ronaldo
CANNONE, Cario
CANONGIA, Roberto Ferreira de Oliveira
CANTA, Elisabeth
CANTA, J. A.
CANTO, Roberto Maria Tavares do
CAPOROSSI, Joáo Rondon
CAPRIS, Diomede
CARAVAGLIA, Ilde
CARBONE, Elizabeth

�CARDOSO, Carlos Henrique Espirito Santo
CARDOSO, Guy Nicolau d'Almeida
CARDOSO, José de Carvalho
CARDOSO, Silvando da Silva
CARNEIRO, Beatris Clotilde de Berredo
CARNEIRO, Diva Maria Barbosa
CARNEIRO, Geraldo de Andrade
CARNEIRO, Guiomar Pereira
CARNEIRO, Hugo Acreano de Freitas
CARNEIRO, Ignacio Piquet
CARNEIRO, Roberto de Freitas
CARNEIRO, Sonia Penha Piquet
CARNEIRO, Vicente
CARRAPATOSO, Maria da Luz
CARTER, Patricia Ann
CARTIER, Lina Olympia Brandini
CARTIER, Ruy Guahyba
CARVALHAES, Léo Pinto
CARVALHO, Ana Maria Magalháes
CARVALHO, Beatrix dos Reis
CARVALHO, Claudio José Nolasco de
CARVALHO, Claudio Roberto de Almeida
CARVALHO, Débora Adélia de Lima
CARVALHO, Elisa Lampreia
CARVALHO, Elisa Maria Amorim do Prado
CARVALHO, Elza Magalháes
CARVALHO, Eva Monteiro de
CARVALHO, Evanda Miranda Rocha de
CARVALHO, Gilda Maria de
CARVALHO, Heloisa Chagas Tolentino de
CARVALHO, Ildenae Moacyr de
CARVALHO, Ildenice Moacyr de
CARVALHO, Jerusa de Souza
CARVALHO, Lucia Maria C. de Moraes
CARVALHO, Luiz Carlos Barreta de
CARVALHO, Maria Angela Emery de
CARVALHO, Maria Conceigáo Vicente de
CARVALHO, Maria do Carmo Ramos de
CARVALHO, Maria de Lourdes Pires de
CARVALHO, Maria de Lourdes Vasconcellos
de
CARVALHO, Maria da Penha Villela de
CARVALHO, Marilia Martins de
CARVALHO, Mario Orlando de
CARVALHO, Martha Maria de Góes
CARVALHO, Nancy Marilia Leáo de
CARVALHO, Paulo Affonso
CARVALHO, Renato Pereira de
CARVALHO, Wanildo de
CARVALHO, Zilda Pereira de
CA STELLA R, Sebastiana de Oliveira
CA STELLA R, Walter Roversi
CA STIER, Etellia de Azambuja Bueno
CA STIER, Lucien
CA STILH O , Newton de
CASTRO, Anna Margarida Freitas de
CASTRO, Caio Mendes de Oliveira

CASTRO, Carlos Alfredo Maia de
CASTRO, Carlos Ary Siaines de
CASTRO, Cecilia Fernandes Figueira de Oliveira
CASTRO. Daisy Souza Lobo de
CASTRO, Eduardo Henrique de Almeida e
CASTRO, Jaime P. Jucá de
CASTRO, Joáo Augusto Lago Meira de
CASTRO, José de Almeida
CASTRO, José Faria de
CASTRO, Lafayette Bezerra de
CASTRO, Raquel de Almeida
CASTRO, Sonia Katz de
CA STRO , Tobías Jucá
CASTRO, Vera de Freitas e
CASTRO, W anda Luiza Nacinovic Vieira de
CASTRO, Yéda Laila Vasconcellos de Freitas
CASTRO, Yvonne Moura de Souza
CATHARINO, Durval Augusto
CAVALCANTI, Iberé C . V .
CAVALCANTI, Leonardo Marques de Albu­
querque
CAVALCANTI, Luiz Alberto de Siqueira
CAVALCANTI, Lycurgo Moreira
CAVALCANTI, Maria Luiza Gongalves
CAVALLEIRO, Elyseu Visconti
C A YTO N , John A.
CA YTO N , Peggy
CERIANI, Maria Luiza
CERNIGOI, Miroslau
CESAR, Lia de Oliveira
CHACEL, Fernando Magalháes
CHALLITA. Mansour
CH AVES, Creuza Moraes
CH AV ES, Laurita
CH AV ES, Luiz Carlos de Oliveira
CH AV ES, Renato Barroso
CHERMAN, Clara
CHERMAN, Nelson
CHERMAN, Sonia
CH V ARTS, Ruth
CLAU SELL, Joáo Cristováo Villela
CLAUSI, Giacomo Cario
CLEIM AN, Israel
CLEIM AN, Rosita
CLEINM AN, Zeilic
C LEM EN TE, Juárez Ferreira
CLETO , Roberto de
COARACY, Gastáo Roberto
•
COARACY, Maria Fiel Fontes
COELHO, Gilda Sigaud Machado
COELHO, Marcelo Kopke
COELHO, Maria Lygia
COELHO, Thiers Marinho
COH EN, Aaron Rubén
COHEN, Simah Ruth
COIMBRA, Jocenio Correa

�Carmen Portinho explica a alunos de arquitetura do Uruguai
o que será o Museu

Affonso Eduardo Reidy, autor do
projeto do MAM, explica seus
pontos principáis ao arquiteto
Brock Arns.

�José A. Mora, Mathilde Pereira de Souza, Juscelino Dermeval
Gouveia, Germano Jardim e Joáo Gon?alves de Souza visitam
as obras.

Affonso Eduardo Reidy — Momento emocionante para o arqui­
teto : a pá de concreto na coluna de um dos quadros do Bloco de
Exposicoes, segunda parte do belo projeto df sua autoría.

�COLASANTI, Arduino
COLLARES, Maria Adelia
COLOCCI N E TT O , Arnaldo
COLOMBO, Rosalvo Martins
COLTZESCO, Cordelia Maria
COM ELLI, Léa
CONDÉ, Joáo Luiz
CONRADO, Maria da Gracja de Azevedo
CORDEIRO, Berligibeth Lima
CORDEIRO. Eduardo Barbosa
CORDOVIL, Lygia
CORREA, Antonietta Simóes
CORREA, Ernestina Augusta da Costa
CORREA, Joño Carlos Simóes
CORREA, Maria Stella Cerqueira
CORREA, Maria Thereza Simóes
CORREA, Paulo Poock
CORREA, Rubens Alves
CORREA, Terezinha de Bulhóes
CORREA, U. Ubiratan
CORREA FILHO, Adolpho Pinto de Araujo
CORREIA, Beatriz Gusmáo
CORREIA, Daisy Maria Hecksher
CÓRTES, Gilda Jorge de Paiva
CO SLO VSKY, Ary
COSLO USKY, Ida
COSTA, Alvaro Rodrigues
CO STA, Amelia Guilherme da
COSTA, Ayres da Fonseca
CO STA, Ayres H . P. da Fonseca
CO STA, Cicero
CO STA, Dario Martins
CO STA, Dea Lucia dos Reis Dias
COSTA, Hylton Correa da
CO STA. Isaura Val
COSTA, Joáo Reynaldo Pereira da
COSTA, Joáo Urbano de Resende
COSTA, Ladislao Patitucci
COSTA, Luiz Eduardo Indio da
CO STA, Lygia Maria Figueiredo Correa da
CO STA, Margarida Val
CO STA, Maria Antonia Moutinho da
CO STA, Maria Beatriz Penna e
CO STA, Maria Livia Meyer de Resende
CO STA, Maria Teresa Resende
CO STA , Maria Thereza Franca da
CO STA, Mary
CO STA , Nilza Pinto da
CO STA , Selva Tormin
CO STA , Stella da Fonseca
CO STA , Sylvia Henriques
CO STA , Yedda Pereira da
C O ST A FILHO, Alvino
C O ST A FILHO, José Maria Mac-Dowell da
CO STO LI, Gilberto
COSULICH , Giorgio
COSULICH, Hulla

COTTAM , Katherine R.
COUTINHO, Alcino
COUTINHO, Constancia Pontual
COUTINHO, Flavio da Cunha
COUTINHO, Maria Cléa de Souza
COUTINHO, Nelson
COUTO, Palmyra Soares do
CO U TTO , Francisco Pedro do
CRUZ, Carmen Sylvia Leite
CRUZ, Cicero Vianna
CRUZ, Fernando Eugenio dos Santos
CRUZ, Helena Gomes da
CRUZ, Isar Hasselmann Oswaldo
CRUZ, José Maria Dias da
CRUZ, Luiz Dilermando de Castello
CRUZ, Marie Fróes da
CRUZ, Neusa Medrado
CUELLO, Delfín Curiel
CU EV A S, Jesús
CUNHA, Antonio Paulo Vieira da
CUNHA, Carlos da
CUNHA, Doris Tavares da
CUNHA, Dulce Fonseca da
CUNHA, Fenelon Bomilcar da
CUNHA, Georgina M.
CUNHA, Ginette Pereira da
CUNHA, Iracema Ferreira da
CUNHA, Maria da Gloria Vieira da
CUNHA, Maria Lucia de Azevedo Leal
CUNHA, Ondilza Nolasco da
CUNHA, Paulo Carneiro da
CUNHA, Victoria Bocayuva
CURADO, Fernando
CÚRCIO, Lourdes
CURI, Ivon
CU RTIS, Leo Augustus William
CURTIS, Patricia D .
CU RTIS, W anda Gleuza
CURY, May
CURY, Selma
DAHAN, José
D ANNEM ANN, Gloria Carmen
D ANN EM AN N, Maria Luiza Stallard
D A N TA S, Lenira de Faria
D A N TA S, Rodolpho Maria de Souza
DAUDT, José Carlos
DAUDT, Paulo
DAVID, Hermann
DAVID, Margot
D AVIS, Cecil
D AVIS, Christian Roberto Ferreira
D AVIS, Clotilde Román
D AVIS, Maria Ferreira
DAVY, W . R.
DEBIASE, Terezinha

�D ELM O N TE, Kurt
DERIQUEHEM , Moacyr
D ESCH ATRE, Gilbert
D ESSA U , Catherine
DEUD, Marieta
DEYRO LLE, Camille Coreos
DIAS, Lindolpho de Carvalho
DIAS, Luiz Carlos Mendes
DIAS, Maria Lucia de Barros Ventura
DIAS, Mario Ulysses Vianna
DIAS, Olga de Barros Ventura
DIAS, Thais Torres
DIAS, Therezinha Maria de Barros Ventura
DIAZ, Stella Neusa
DIEG U ES, Carlos José Fontes
DIEGUEZ, Ayrton González Gil
DINIZ, Celso
DINIZ, Maria de Lourdes Rodrigues
DINIZ, Vera Lucia Vieira
DOBBIN, Isaac Jorge
DO M EN IE, Anne
DO M EN IE, Johan
DONATO , Maria do Carmo
DO UM ET, Olga
DRUMMOND, Dimar
DUA RTE, Carlos Campos
DUARTE, Elisabeth Geyer Pimentel
DUARTE, Fernando José Pimentel
DUARTE, Gilda Martins Pimentel
DUARTE, José Luiz Pimentel
DUARTE, Milton Eiras
DUÉK, Moysés
DUQUE, Fernando Luiz Vieira ,
DUQUE, Vera Coimbra
DUPPONG, Imre
DUTRA, Agesilao
DUTRA. Any
DUTRA, Auréa de Souza
DUTRA, Maria Thereza Roxo Coutinho
DUTRA, Waldemar Coutinho
DUVAL, Anna Guerra
EBERT, Roberto F . Leáo Velloso
EICHBAUER, Helio
EICHNER, Erich
EISLER, Anita
ELKIND, Feiga Podcameni
ELLERY , Eliane Santos
EN D SLEIG H , Rex
EN D SLEIG H , Shulamith
EN G ERT, Elliada Francisca Esch
ERV EN , Sarah van
ESKENA ZI, Claudio C.
ESPIN DULA, José Ro.naldo Soares
ESPIN OLA, Bianca Anna Zanelli
ESPIN O LA , José de Azevedo
ESPIN O LA , Maria Guimaráes

ESQ U ENA ZI, Joseph
EST E L LIT A , Cyrene Cañedo
E S T E V E S , Idilia
E S T E V E S , Marilia de Castro
E S T E V E S , Mauricio de Avellar
E S T E V E S , Max
EST ILL, Anne Beatrice
EST ILL, Janet Lilian
ESTRAD A , Maria Emilia Duque
ESTRAD A , Maria Esther Duque
ESTRAD A , Werther Duque
ETZ, Iracema
FABIÁO, Geraldo Augusto de Alencar
FABISCH, Italia A .
FABRIKANT, Helen E .
FABRIKANT, Herbert Harris
FA G U N D ES, Miguel Seabra
FAINSCHM ID, León
FALCK, Cecilia Maria
FARAH, Víctor Abdennur
FARIA, Carlos Heitor Miranda de
FARIA, Irene Buxbaum
FARIA, Lourdes Maria Proenga de
FARIA, Magali Franco de Sá
FARIA, Myrthes
FARO, Leny Mesquita da Costa
FARO, Lucia Maria Lyra de
FA SA N ELLO JUNIOR, Ricardo
FA U STIN O , Mário
FEFERM A N N , Milton Vitis
FEIJÓ, Marilda Saraiva
FEILH ABER, Max
FEILH ABER, Regina
FEIN BLA TT, Herminia Thereza K . Josetti
de
FE IN ST E IN , Nair
FELDM AN, Daniel
FELDM AN, Dorothea
FERG U SO N , Maria Luiza
FER N A N D ES, Cileida de Campos
FER N A N D ES, Domingos Sávio
FER N A N D ES, Francisco Guimaráes
FER N A N D ES, José Cassio
FER N A N D ES, Lygia Nazareth
FER N A N D ES, Millór
FER N A N D ES, Neusa
FER N A N D ES JR„ Francisco Antonio
FERNANDEZ, Margarida de Lorenzo
FERRAZ, Sérgio
FERREIRA, Adriano Cruz
FERREIRA, Antonietta Alves
FERREIRA, Celia Pires
FERREIRA, Clarice do Amaral
FERREIRA, Diva Pires
FERREIRA, Dora Maria Braga
FERREIRA, Eno Stein
FERREIRA, Hiram
FERREIRA, Inéz da Silva

�Nemesio Antunes com a Diretora Exe­
cutiva do Museu e o Embaixador chileno,
Raúl Bazan d'Avila, visita a mostra de
Arte Decorativa Finlandesa.

�FERREIRA, Lia de Freitas
FERREIRA, Lilia Alves
FERREIRA, René Costa
FERREIRA, Yéda Cacella
FERREIRA, Zária
FERREIRA FILHO, Alvaro Martins
FERREIRA N ETO , Cosme Alves
FERRERO, Luciana
FE ST A , Dr. Angelo Cario
FE ST A , Maria Teresa Marzotto
FIÁ ES, Isabel Noemia Maciel de Sá
FIALHO, Blandina Azeredo
FIGUEIRA. Hedda Vargas de Oliveira
FIGUEIREDO , Alfredo Neves de
FIGUEIREDO , Geraldo Borges
FIGUEIREDO , Guilherme de Oliveira
FIO N TA , Aléssio
FIORENCIO , Junia
FIORENCIO , Silvio
FISH ER, Sydney Andrew Francis
FIUZA, Francisco
FLAVO NI, Alberto
FLEICH M AN, Eleonore
FLEM IN G, Kathryn H.
FODOR. André
FOGAQA, Lucia Oliveira
FOGATA, Maria de Lourdes Oliveira
FOL, Marie Louise Nery
FO N SECA , Blanda Pinheiro da
FO N SECA , Candida Pinheiro da
FO N SECA , Carlos Eduardo Klingelhoefer da
FO N SECA , Eduardo Piragibe da
FO N SECA , Ernani
FO N SECA , Ernani Ernesto
FO N SECA , Henrique Olympio Monat da
FO N SECA , Landulpho V . Borges da
FO N SECA , Maria Dulce Botafogo Gon^alves
FO N SECA , Maria Elisa Maya Monteiro Bor­
ges da
FO N SECA , Maria Luiza Brandáo Klingelhoe­
fer
FO N SEC A , Mario T . Borges da
FO N SECA , Nelson Borges da
FO N SEC A N ETO , Gregorio Porto da
FO N T E S, Beatriz de Mello e Cunha
FO N T E S, Maria Theresa
FO N T E S, Olavo Teixeira
FO N T E S, Sylvia Maria de Miranda
FO N TO URA , Antonio Carlos da
FO R T ES, Hugo Antonio
FORTI, Giacomo
FRAGELLI, Sebastiáo
FRAGO SO N E T T O , Arlindo Coelho
FRAGUAS, Nelly Natale de
FRANCA, Fernando Fonseca
FRANCA, Marcus Decat
FRANCA, Vera de Andrade

FRA NCESCH I, Humberto
FRA NCISCO . Waldir Abdo
FRANCO, Pedro Augusto Vasques
FRAZÁO, Armando Sergio
FRAZÁO, Lice
FRAZÁO, Sergio Armando
FREIRATO . Aduzinda
FREIRE, Dulce Muniz
FREIRE, Lucia Muniz
FREIRE, Myriam Stella
FREIRE, Roberto da Motta C .
FREIRE, Ruth de Figueiredo
FREIRE, Sara Muniz
FREIRE, Victoriano Sales
FR EITA S, Asdrubal Pitágoras de
FR EITA S, Guilherme Carneiro Monteiro de
FR EITA S, Janio
FR EITA S, Lidia Besouchet de
FR EIT A S, Nelson da Silva
F R EIT A S FILHO, Paulo Netto de
FRIED EN BERG, Edyla
FR O C H TEN G A R TEN , Jayme Simáo
FROTA, Maria Carmen Portugal
FU CKS, Rachel
FU CS, Adolpho
FU KS, Saúl
FU KS, Sima
FU R LA N ETTO , Irma Celeste
FU R LA N ETTO , Norma Paula
FU X R EIT ER , Huberto Gastón
GALVÁO, Maria Cecilia Correa
GALVÁO, Waldemar Gomes
GAMA, Aloysio Guedes de Meira
GAMA, José de Saldanha da
GAMA, Lygia T . Salgado
GAM A FILHO, Jório Salgado
GA RCH ET, Regina Coeli Martins
GARCIA, Dulce
GARCIA, Niza Ribeiro
GARCIA N E TO , José Lucas
GARGAGLIONE, Sylvio
GAROFALO, Ernesto
GARRIDO, Neusa Maria Nogueira
GASPAR, Mauro Nunes de
GASPARONI, Celia de Lima e Silva
GASPARONI, Vera Lucia de Lima e Silva
GEIGER, Eva
G ELV A N , Celia
GEORG, Siegfried
GERALDO, Salette da Silva
GERU LEW ICZ, Agnes
GERU LEW ICZ, Janusz
GEYERH A N, Walter
GHIU, Alcebíades
GIGLIOLI, Yara
GODINHO, Tazil Martino

�Exposigáo Fayga Ostrower — A artista., entre os Embaixadores
da Finlandia. Sr. e Sra. Marti Ingman.

Exposigáo "Quatro Mil Anos de Vidro” — Senador Apolonio Salles,
Senador Atilio Vivacqua e senhora, Niomar Moniz Sodré, Coronel
Edgar Bonecaze Ribeiro e Senador Gilberto Marinho.

�GODINHO, Waldir
GODOY, Elza
GODOY, Nancy Teixeira de
GODOY, Paulo
GODOY, Regina Teixeira de
GÓ ES FILHO, Hildebrando de Araujo
G oK SIN , Ekrem
GOLDBERG, Hilda Sara
GOLDBERG, Luiz Mendel
GOLDBERG, Monique Louise
GOLDBERG, Nusea Moscovich
GO LDFELD, Szloraa
GOLDFELD, Zélia
GOLDMAN, Augusto Newton
GOLDSCHM ID, Maria Luisa
GOLDSCHM ID, Max
GOM ES, Alair de Oliveira
GOM ES, Ana de Almeida
GOM ES, Basileu da Costa
GOM ES, Emiliano Lourengo
GO M ES, Felipe Ramos
GO M ES, Francisco Borja de Almeida
GOM ES, Marly Pinheiro
GOM ES, Sylvia Moreira Lima
GOMEZ, Natividad
GO NGALVES, Alvaro Luiz Ribeiro
GONGALVES, Augusto de Freitas Lopes
GONG A LV ES, Celmar Padilha
GO NGALVES, José Botafogo
GO NGALVES, José Mauro da Cruz
GO NGALVES, Maria Helena Lopes Diniz
GO NG ALVES, Ritva-Yára Cecile Elisabeth
Kamero Urban
GO NGALVES, Wilson Ribeiro
GONDIN. Yvonne Bottentuit
GONZAGA, Eloísa Rupp
G O TTLIEB, Franca Cohén
GOULART, Elzira Ramos
GOULART, Octávio José de Almeida
GOULART, Rosette
GOUVBA, Carlos Heitor Brandáo de
GOUVBA, Mario Hélio Netto de
GRAF, Edwig
GRAF, Siegried
GRANADO, I. Juárez
GRAY, Leah Mary
GREGORI, Ana Elisa
GREGORI, Henrique Sergio
GREIF, Eva
GREIF, Kurt
GREIG, Myriam Cortes
GREY, Roberto Alexandre V . de Moraes
GR1GORIOU, Michel
GRIVICICH, Carlos Eugenio
GROSS, Alexandre Carlos '
GROSS, Maria Stella Motta
GRO SS, Renato Glech
GRUIA, Marioara

GRZYBOW SKI, Jerzy W .
GUBBINS, Heather E v e l y n ------------- G U ED ES, Maria Neyde
GUERRA, Francisco Xavier do Amaral
GUERRE1RO, Rosa Pires
GUIEIRO, Djanira Passos
GUILHON, Manoel Emilio
GUIM ARÁES, Beatriz Heloiza Pinheiro
GUIM ARÁES, Carlota O. de A . de Fonseca
GUIM ARÁES, Maria Isabel Pinheiro
GUIM ARÁES, Maria Stella Barbosa Pinheiro
GUIM ARÁES, Mario Ferreira
GUIM ARÁES, Plinio de Castro Pinheiro
GUIM ARÁES, Rubens R . F .
GUIM ARÁES, Sergio Honorio de Freitas
GUIM ARÁES, Sonia Maria Pinto
GUIM ARAES, Sylvia Berrédo de Freitas
GUIM ARÁES FILHO, Alcides da Costa
GUINLE, Octavio Eduardo
GUIRAUD, Eduardo Pedro
GUNZBURGER, Ernesto
GUNZBURGER, Luiza Dayan
GURGEL, Evanri
HABIBE, Mario de Mendonga
H AGÜENAUER, René
HAIDAR, Chicralla
HAMMER, Franci
H ARTVELD , Danielle Henriette
H ARTVELD , Michel
H A SEN C LEV ER , Alexander
H ASSLOCH ER, Ivan
H ASSLOCH ER, Sheila
H AU BENSTOCK, Emil
H AU BENSTOCK, Waleria Regina
HAUER, Idea Silva
HAUER, Norma Silva
HAVARDI, Lily
HAYMANN, Elisabeth
HAYM ANN, Paula
HAZAN, Isaac Eduardo
HAZAN, Itamára Rubinstein
HEILBORN, Gunter
HEILBORN, Judith Grünfeld
H ELAYEL, Muñir Abdallah
H EN LIN E, Annice E .
HENRIQUE, Petronio Romano
H ERAS, Fernando Archiles
HERBACH, Yvonne Halevy
HERM ANN, Esteváo
HERRM ANN, André Miguel
HERZ, Rudolf
H ESS, Solange de Frontín
HIME, Paulo Sergio
HIME, Vera
HIRSCH, Else
HIRSCH, Marión
HIRSON, Benjamín

��O Coronel José Alberto Bittencourt e a senhora Niomar
Moniz Sodré.

�T1IRSCN, Rosa
HIRST Ronald A.
H IR S I. &gt;lia Seabra
HOCHM TN, Samuel
HODGE, Doreen Lucy
HOLLANDA, José Aroldo
H OLZM EISTER, Dulce Maria Azereao
HONCZAR, Ivan
H ONIGSZTEJN, Henrique
HOOG, Naómi
HORN, Max
HORTA, Francisco Luiz Cavalcanti
HORTA, Marilda Cavalcanti
HORTON, Rod William
HOSANNAH, Eduardo Moreira
HUE, Ana Luiza de Souza
HUE, Jorge de Souza
HUTHM ACHER, Paulo Augusto
IANOTRA, Dorothea de
ILHA, Isis Lucas
ILHA, José Pedro Lucas
IM BASSAHY, Maria Isabel Watson
IN G LÉS, Maria Luiza d’Amorim
IRW IN, Patricia K.
ISM AILOVITCH, Demetrio
JABÓR, Chakib
JA CKSO N , Jean G.
JACOB, Claudia
JACOB, Simone
JACOBINA, Blanche Thiry
JA CO BSO N, Israel G.
JA NNIBELLI, Emilia d’Anniballe
JANN1BELLI, Raphael
JARDIM, Avahy Xavier Veiga
JAYM OVICH, Aanes Turcsany
JAIMOVICH, Marcos
JELIN EK, Hermán J.
JELIN E K , Willa M.
JEUN O N , Dalmo Afonso
JIM ENEZ, Fanny Irigoyan
JO FFILY , Esther Iracema
JO N N E T, Julia Gravo
JORDÁO, Maria Esther de Miranda
JORGE, Antonio Araujo
JORGE, Maria Antonia Araujo
JO SE T T I, Herminia Thereza Kowarick
JO SIA S, Alien
JUA N, Flavio San
JUAN, Helena Bastos San
JUNQ UEIRA, Gilson Carvalho
JUNQUEIRA, Helladio Camargo Diniz
JUNQUEIRA, Joáo Pessóa
JUNQ UEIRA, Kathleen Izabella Out-Ross
JUNQUEIRA, Lenita Maria Lústosa Ribeiro
JUNQUEIRA, Moema Nobrega
JUNQUEIRA, Zilah Carvalho
JU STA , José Mauricio da
JU STA , Maria Laura Taves da

JU STA , Sadie Maria Taves da
JU STIN IAN I, Matilde Negrotto
KA FEN SZTO K, Samuel
KAHN, Ingeborg
KAHN, Walter
KAM ENETZ. Dov
KAMPRAD, Emilie Saldanha da Gama
KARLE, Margaret Anne
KARLE, Ralph William
K ESSLER , Paul
KESSLER , Sonia Vogt
KAUFMAN. José Moysés

KAUFMANN, Tañía
KELLER, Ellen
KELMAN, Florinha
KEMP, Wanda Di Beneditto
KERTI, Maria da Penha
KERTI, Ralph
KIKOLER, Curt
KIKOLER, Zofia Charlotta Minoga
KOELER, Clelia Andrade
KOGAN, Mauricio
KOHN, Léa
KOPELMAN, Jena
KOPTCKE, Carlos Nielfen
KOSUTA, Dando
KOVACH, Marília Hespanha D.
KOVACH, Renato Diniz
KRAETZER, Verina
KREMER, Dóris da Costa
KREMER, Ruy
KRENGIEL, Bernardo Franklin
KUMMER, Elfriede Maria
KUNZE, Alvine E .
KUPERM ANN. Berthe
KUPERM ANN, David
KUPERMANN, Mauricy Lobel
KURTZ, Cyro Soares
KURTZ, Sonia Pontual C.
LABARTHE, Luiz Carlos
LABARTHE, Maria Aparecida
LACAVA, Assis Brasil
LACERDA, Ernesto
LACERDA, Maria Elisa Loretti Sampaio de
LACERDA, Sebastiao
LACOMBE, Fábio Penna
LACOMBE, Gilda Masset
LAGE, Zette Van Erven
LAGO, Fernando Correa do
LAGO, Pedro Proenga de Lacerda
LAGO, Sylvia Correa do
LAMEGO, Maria Eugenia Ribeiro
LANARI, Maria Celuta
LANDSBERG, Maria José
LANDSBERG, Peter
LAU RENCE, Jacqueline Juliette
LAZZARINI, Domenico

�LEAL, Azalea Jauffret
LEAL, Joao de Deus Pessóa
LEAL, José de Anchieta
LEAL, María Lucia Gongalves da Rocha
LEAL, Ninon Borges
LEAL, Odette de Souza
LEANDRO, Luiza de Sara
LEÁO, Godofredo Henrique Carneiro
LEÁO, Léo Magarinos de Souza
LEÁO, Luiz Octavio de Mesquita
LEÁO, Maria José Magarinos de Souza
LEÁO, Maria Lucia Magarinos de Souza
LEÁO, Paulo Silveira Martins
LEÁO, Vera Maria Silveira Martins
LEE. James Hardy
LEIPZIGER, Erna
LEIPZIGER, Herbert
LEITÁO. Rozaldo Gomes de Mello
LEIT E, Alice Franca
LEIT E, Claudio dé Paiva
LEIT E, Heloisa Pires
LEIT E, Julio Cesar do Prado
LEIT E, Maria de Lourdes Sampaio
LEÍT E, Therezinha de Barros
LEM E, Diana Ruy Barbosa Betim Paes
LEM E, José Maria Maduro Paes
LEM E, Nedda Paiva Paes
LEM LE, Margot
LEM M ERTZ, Chlorys Machado
LEM OS, Antonio Agenor Briquet de
LEM OS, Antonio Carlos Correa
LEM OS, Francisco das Chagas Borges de
LEM OS, José Gomes de
LEM OS, Maria da Gloria Correa
LEM OS, Thereza Pontual Pinto de
LEO BO N S, Maria José O.
LEO BO N S, Roberto G .
LEONARDO, Gregorio G.
LEOPARDI, Joáo Goalberto
LERNER, Michel
LESKO VA, Tatiana
LESSA , Clementina C.
LESSA , Davydoff
LESSA , Elsie
LESSA , Ivan Pinheiro Themudo
LESSA , Lauro Gusmáo Pereirá
LESSA , Maria Eugenia
LEVANO N, Hana
LEVANO N, Yehuda
LEV IN E, Harry
LEV IN E, Ruth
LEV ISKY , Augusta Patrón
LEV Y , Deborah
L EV Y, Gracia Wenna
LEV Y , Hermann J.
LEV Y , Josué
LEW KOW ICZ, Natalia
LEW KOW ICZ, Theophile

LICH N O W SKY, Elisabet'h Von
LIDDLE, Michael William
LIGETI, Emil
LIGETI, Isabeila
LIMA, Adila Grube de Araujo
LIMA, Alda Ludovina de Cerqueira
LIMA, Alzira Martins de
LIMA, Amelia Correia
LIMA, Ewaldo Correia
LIMA, Fernando Moreira
LIMA, Helena Christina de Albuquerque
LIMA, Jucyra de Albuquerque
LIMA, Luiz Antonio de Castro
LIMA, Lygia Costa da Rocha
LIMA, Marisa Alves de
LIMA, Milton
LIMA, Norma de Oliveira
LIMA, Ulysses Barbosa
LIMA, Wilma Barbosa
LIMA, Zélia Gusmáo de Oliveira
LIMOEIRO, Célio Pinto Bravo
LING FIELD , Gerry M .
LINS, Octavio
LIPIANI, Zelia
LIRA, José Ribeiro de
LOBÁO, Mario de Araujo
LOBO, Fernando de Castro
LOLLA, Aulo
LONGONI, Elsa Deschatre
LOO S, Fridl
LO PES, Alberto
LO PES, Elzon
LO PES, Ernesto Carlos Albuquerque
LO PES, Helio Pereira
LO PES, Jonathas da Silva
LO PES, Leila Dorado
LO PES, Palmyra Martins
LO PES, Rachel Serrat Ferreira
LO PES, Stella Prata da Silva
LO PES, Tarquinio José
LO PES, Wilma
LOPEZ, Alba Iris
LOPEZ, Joseph
LOQ U ES, Wilma Maria Gomes
LORGA, Amadeu Menezes
LOUREIRO, Gilberto
LOUREIRO, Maria Julia
LOUREIRO, Odette Almeida
LOUREIRO, Wilma Almeida
LOURENQÁO. Anesia Andrade
LO U STAU D , René
LLICA, Frank J. de
LUPORINI, Annamaria
LUZ, Edgar Kremer
LUZ, Gloria Nunes
LUZ, Milton Fortuna
LUZ, Pierre Ribeiro da
LUZ, Roberto Gonjálves

��Aloysio Magalháes, Joáo Henrique, Niomar Moniz Sodré e Fábio
de Vasconcellos.

Aloysio Magalháes em palestra com visitantes ilustres: o Embaixador Chapman, o conselheiro Abdcl (do Haiti) e o senhor Ro­
berto Assumpsao.

�MACEDO, Cecilia Teixeira Leite
MACEDO, Oswaldo da Costa
MACHADO, Alda Gallo
MACHADO, Annibal
MACHADO, Aylder Fernandes
MACHADO, Eberaldo Telles
MACHADO, Elza Pinheiro
MACHADO, Fernando de Vilhena
MACHADO, Helio Gomes
MACHADO, Licia Villas-Boas
MACHADO, Marina Brandáo Milanéz
MACHADO, Paulo Coelho
MACHADO, Rodolpho
MACHADO, Zilá Correa
MACIEL, Antonio Alves
MACIEL, Maria Dulce de Lyra
MACIEL, Maria Lucia de Lyra
MACIEL, Marlene Sampaio Antunes
MACKAY, Orpha M.
MACKAY, William J.
MACKENZIE, Eileen
MACKOW N, Phyllis
M ADERSBACHER, Fred M.
MAGALHÁES, Oldemar Teixeira de
MAGALHÁES, Sónia Maria Portinho
MAGALHÁES, Stella-Maris R í o s
MAGNUS, Luise
MAIONI, Lia
MAIOR, Luiz Augusto Pereira Souto
M AKSOUD, Ilde B.
MALTA, Maria das Dores Correa
MANDARINO, Ilda
MANDARINO, Norma Dora
MANGONI, Mario
MANHÁES, Alexandre Herculano Cavalcanti
MANSOUR, Montserrat
MANSUR, Jamil Joao
MANSUR, Pedro Rachid
MARANHÁO, Heloisa
MARANHÁO, Mario Barreta de Albuquerque
MARANHÁO, Raúl Milanez de Albuquerque
MARCHIORI, Waldívia Izabel
MARCILIO, Wilson
MARCONDF1S, Luiz Fernando Cruz
MARCONI, Guilhermo A.
MARINHO, Armando de Oliveira
MARINHO, Inezil Penna
MARINHO, Marcos Raymundo
MARINHO, Paulo Sergio Saldanha
MARINHO, Stella Goulart
M ARQUES, Eunice de Magalháes
M ARQUES, Fernando Loureiro
MARQUES, Hamilton Nonato
MARQUES, Helena Jovino
MARQUES, José Henrique Villela
M ARQUES, Lucy
M ARQUES, Luís Felipe
M ARQUES, Manoel André

MARQUES, Maria Mazoyer de
MARQUES, Maria Sophia
M ARQUES, Murilo Carneiro
MARTINI, Maria de Lourdes Cavalcanti
M ARTINS, Alice Ratto Rosa
M ARTINS, Emilio
M ARTINS, Genny da Cunha
M ARTINS, Jorge Leoncio
M ARTINS, Julieta Izabel
M ARTINS, Lia Aranha
M ARTINS, Marcelo Lins
M ARTINS, Maria de Nazareth Ramos
M ARTINS, Marleny
M ARTINS, Nina Rosa de Rezende Baptista
M ARTINS, Rodrigo Baptista
M ASCARENHAS, José
M ASSON, Moacyr
M ATHIAS, Hélio
M ATOS, Manuel Ferreira de
MATTAR, Nefle Habib
M A TTEO NI, Dante Amorim
M A TTO S, Alayde Gomes de
M A TTO S, Alexandre Morgado
M A TTO S, Emilio Bouscayrol Pinto de
M A TTO S, José Carlos Gomes de
M A TTO S, Leda Maria Pinto de
M A TTO S, Lucy Burrowes
M A TTO S, Maria Helena Alves de
M A TTO S, Marie Louise A . Pinto de
M A TTO S, Nelson Beaumont de Abreu
M A TTO S, Neuza Lobo Pinto de
M A TTO S, Ney Castilho de
M A TTO SO , Nara Soares
M A TTO SO , Nise Soares
M AXIM ILIANO N ETO , Carlos
MAY, Gilda Midosi
MAY, Lois M.
MAYER, Anna Maria Magnus
MAYER, Sónia Jenny
MAYOR, Conceigáo de Maria Fonseca Soutto
MAYOR, Rubem Soutto
MC LAUCHLAN, Agniezka Magdalena
MC LAUCHLAN, Peter Hugh
M EDEIROS, Celme Sarmentó de
M EDEIROS, Edelweiss Sarmentó de
M EDEIROS, Ennes Machado
M EDEIROS, Guíeme
M EDEIROS, Helena de Lima e Silva
M EDEIRO S, Ione Braganqa de
M EDEIROS, Joño Ruy Nogueira
M EDEIROS, Murilo Fernando de
M EDEIROS, Yedda Boechat
MEDICI, Maria Rachel Campello
MEGGIOLARO, Antonio
MEGGIOLARO, Claudine
MEINRATH, Anna
M EIRELES, Luiz Octávio de Guimaráes
M EIRELLES, Lea Maria Dantas

�MELAZZI, Cecilia Paes Leme
M ELECCHI, Maria Elisa Reichardt
M ELECCHI, Sidney Helio
MELLO, Alberto Antonio Conceigáo de
MELLO, Eloy Tarquinio Lopes de
MELLO, Ignés Silveira de
MELLO, Iris de Barboza
M ELLO, Jayrae Geraldo de
MELLO, Joáo Cavalcanti Bastos
MELLO, José Bandeira de
MELLO, José Barboza
MELLO, Lillian Maria Leckie Lobo Cabral de
MELLO, Maria Eugenia Oliveira Bandeira de
MELLO, Maria da Graga Bandeira de
MELLO, Mario Vieira de
MELLO, Mariza Boisson Nelson de
MELLO, Paulo Cabral de
MELLO, Roberto Luiz Mannarino de
MELLO, Wenefredo d’Avila
M ELLO FILHO, Luiz Emygdio de
M ELLO NE, Vicentina Nogueira
M ELLO N E JUNIOR, Luiz
MELO, José Bezerra de
MELO, Luiz Antonio Lisboa de
MELO, Maria Helena de Albuquerque
MELO, Maria José Fragoso de
M ENASCHE, Dino
M EN D ES, Antonio Carlos Martins Piquet
M EN D ES, José Fábio de Andrade
M EN D ES, José Guilherme
M EN D ES, Maria da Penha Bastos
M EN D ES, Sérgio de Sá
MENDONQA FILHO, Carlos Sussekind de
M ENESCA L, Sérgio Arthur Fabiano Leáo
M EN EZES, Christiano Lacerda de
M EN EZES, Duse da Cunha
M EN EZES, Hilda Paiva de
M EN EZES, Maria J. de Lamaignére Teles de
M E N T G ES N E TT O , Fernando
MERLIN, Zola
MERTZ, Catherine F.
MERTZ, Charles T .
M ESQUITA, Luiz Santiago Alves de
M ETER, Charlotte
M EYER, Henrique Diniz do Couto
M EYER, Jenn'y M . T .
M EYN, Don Diego Cristian
MICALI, Artibano
M IES, Magnus Cesar
MILLER, Anna
M IRALLES, Antonio Riba
MIRANDA, Carmen Maximiliano García de
MIRANDA, Eunice José de
MIRANDA, Helena Floresta de
MIRANDA, Lucia Maria Laport de
MIRANDA, Marcello Faria de
MIRANDA, Maria Pia da Rocha
MIRANDA, Ronaldo

MOGGI, Antonio Seabra
MOGGI, Joy Pessóa
MOITINHO, Helena Veiga
M OLITERNO, Luciano Eugenio
MOLLIK, Orlando
M ONASTERIO, Amparo Morelli
MOND, Bernhard Otto
M ONTAGNA, Sérgio
M ONTANI, Murillo Gongalves
M ONTAURY, André Renée Georgette Martel
M ONTEIRO. Demerval Correia
M ONTEIRO, Fernando
M ONTEIRO, Lucia Helena Leal
M ONTEIRO, Marcelo Lopes
M ONTEIRO, Mario Lopes
M ONTEIRO, Nadir Fausto do Régo
M O NTEIRO JUNIOR, Carlos Borges
M O NTERO SA, Americo
M ORAES, Aloysio de
M ORAES, Helio Machado de
M ORAES, Hyleda Flores de
M ORAES, lima Porciúncula de
M ORAES, Joir de
M ORAES, José Antonio Castilhos de
MORAES, Lauro Escorel de
M ORAES, Luzia Victoria de
M ORAES, Norah Baptista de
MORAES, Sara Escorel de
M O RAES FILHO, Evaristo de
MORAYA, Nayr
M OREINOS, Moysés
MOREIRA, Carlos Alberto Martins
MOREIRA, Joáo Ciribelii
MOREIRA, José de Assis Collares
MOREIRA, José Maria de Ipanema
MOREIRA, Leticia Barroso Collares
MOREIRA, Luiz
MOREIRA, Mary Gail de Ipanema
MOREL, Mario
MORENO, Judite Latorre
MORENO, Oduvaldo
MOREYRA, Alvaro
M OREYRA, Cecilia Alvaro
MORGADO, Cléa Pingarilho
MORGADO, Fernando José
MORGAN, Berthe M .
MORGAN, George
MORRIS, Elizabeth C .
MORRIS, Lchvrence S .
MOTA, Ligia Sales Abreu
M OTTA, Enos Sadok de Sá
M O TTA, Gilberto
M OTTA, Ismaelita Dias da
M OTTA, Vera María Portugal Paranhos
Cavalcanti
MOURA, Arnaldo Sant’Ana de
MOURA, Arthur Andrade
MOURA, Candido

�Aloysio Magalháes entre Maria Clara Machado e Djanira, quando
de sua mostra no Museu

Na exposicáo Aloysio Magalháes, vemos o artista com Carlos
Scliar, Lazzarini, Fayga Ostrower, Alfredo Volpi e Bruno Giorgi.

�Exposifáo Teatro de Austria. — O Embaixador da Austria,
Hermann Gohn, com membros da Diretoria da MAM, visita
a mostra, acompanhado do Senador Mem de Sá e o Dcputado
Raúl Pilla.

Exposicáo Teatro de Austria — Carmen Portinho ao lado de
Hermann Gohn c Fayga Ostrower.

�MOURA, Carlos de Assumpgao
MOURA, Lenice de Souza Soares de
lVOURA, Malda Andrade
MOURA, Maria Celia Soares de
MOURA, Maria de Lourdes Diniz
MOURA, Roberto Soares de
MOURA, Valdemiro
MOUR á Ó FILHO, Olympio
M OUSSATCHÉ, Nair
MOZER, Helen Ross
M UEHLEN, Arno Von
M UEHLEN. Maria Von
MULLER, Peter
MUNK, Waldtraut
M UNK, Wilhelm Josef
MURRAY, Percy Charles
MURRIE, Hilda M.
MURTINHO, Célia Moniz
MURTINHO, Sergio Moniz
MURY, Noemia Perissé
NACCACHE, Roberto
NACINOVIC, Sonia
NADRUZ, Anna Maria de Souza Gomes
NAGELCHM IDT, Gianfranco
NAGELSCH M IDT, Sylvia Muhlrad
NAHMIAS, Max José
N A SCIM EN TO , Almir Jesús do
N A SCIM ENTO , Braulio do
N A SCIM EN TO , Claudianor Azevedo
N A SCIM ENTO , Ophelia do
NAUENBERG, Marión F .
NAUENBERG, Robert
N EH N EV A JSA , Karel
NEHNEVAJSA, Guendolyn
NEIVA, Aloysio de Carvalho
NEIVA, Ana Maria Martins
NEIVA, Artur Hehl
NEIVA, Beatriz Vaccani
NERY, Dirceu da Cámara
N E SS, Frederick H . Van
N E SS, Raquel S . Van
N E T T O , Ivan
NEU, Maria Alice Bahiana
NEUBURGER, Edith
NEUGRO SCH EL, Ruth
NEUM AYER, Dora Oliveira
N E V E S, Arlette Barros
N E V ES, José Octávio de Castro
N EW LA N D S, Giobert Antonio
N EW LA N D S, Thomaz Giobert
NOBRE, Cybele Correa
NOBRE, Napoleao
NOBRE, Nara Correa
NÓBREGA, Adelma Alves da
NÓBREGA, Ayrton Accioly
NOBREGA, Március Cavalcanti
NO CE, Angelo Della
NO CE, Arlete Della

NODARI, Giorgina Capellaro
NOGUEIRA, Anna Celina Novaes
NOGUEIRA, Cléa Capella
NOGUEIRA, Izabel de Araujo
NOGUEIRA, Luiz Paulo Abreu
NOGUEROL, Sebastiao
NORONHA, Gerson Martins
NORONHA, Maria Angélica Fiáes
NORRIS, Yolanda
N O V A ES, José Luiz
N O V IS, Aloysio Augusto
NOVO, Alice Pereira
N U N ES, Abigail Pereira
t
N U N ES, Ana Maria Pereira
N U N ES, Ana Rosa Pereira
N U N ES, Antonio Carlos Marinho
N U N ES, Ayrton José Pereira
N U N ES, Germana Lage Marinho
N U N ES, Jayme Augusto Pereira
N U N ES, Max Ncjwton
N U N ES, Milton Rodrigues
N U N ES, Nina Rosa Alexim
OITICICA, lima Torres Leite e
OITICICA, Paulo Francisco Leite e
OLDENBURG, Dagmar
OLDENBURG, Natália
OLDENBURG, Sérgio
OLIVA, Alian Ferreira de Lima
O LIV A ES, Sergio
OLIVEIRA, Aloysio Alvaro Maggessi deOLIVEIRA, Ana Maria Nunes de
OLIVEIRA, Aurélio Gomes de
OLIVEIRA, Beatriz de
OLIVEIRA, Carlos
OLIVEIRA, Carlos Alberto Xavier de
OLIVEIRA, Celia Therezinha Guidáo da
Veiga
OLIVEIRA, Cesar Xavier de
OLIVEIRA, Daisy Azevedo de
OLIVEIRA, Elza Malheiro de
OLIVEIRA, Ethel Lcfcvndes de
OLIVEIRA, Felippe Daudt de
OLIVEIRA, Helena Maria Amorim de
OLIVEIRA, liara Mendonga Xavier de
OLIVEIRA, Irene Barbosa da Silva
OLIVEIRA, Jorge Figueiredo de
OLIVEIRA, Jorge da Silva
OLIVEIRA, José Joaquim Ferreira de
OLIVEIRA, José Luiz de
OLIVEIRA, José Pessóa Correa de
OLIVEIRA, José Roberto Soares de
OLIVEIRA, José Torres Fernandes de
OLIVEIRA, Laertes Mendes de
OLIVEIRA, Luzia Maria de
OLIVEIRA, Marcello Jefferson de
OLIVEIRA, Maria Antonia de
OLIVEIRA, Maria Luisa Barbosa de
OLIVEIRA, Nelson Gomes de

�OLIVEIRA, Odette Evaristo de
OLIVEIRA, Paulo Luiz de
OLIVEIRA, Raúl Simas de
OLIVEIRA, Raymundo Soares de
OLIVEIRA, Regina Iria Kóptcke Daudt de
OLIVEIRA, Roberto Gomes de
OLIVEIRA, Rosendo Marinho de
OLIVEIRA, Siléa Gerheim de
OLIVEIRA, Sylvio Olinto de
OLIVEIRA, Zuleika Pereira de
OLIVEIRA BISN ETO , Candido de
O LIVEIRA FILHO, Francisco Xavier de
OLIVIERI, Maria Corina R.
ORCUTT, Gretchen R.
OSORIO, Antonio Carlos do Amaral
PACHECO, Sonia Canfora
PADÁO, Mércia Elmor
PADILHA, Paulo Vidal
PAES, Rizza
PAIVA, Clelia de
PALATNIK, Nehemias
PALHARES, Joanna Bilmis
PALHARES FILHO, Carlos Augusto
PALMEIRA, Antonio Cesar
PALMEIRA, Jacy Therezinha Espirito Santo
PALMEIRO, Manoel Mauricio Cardoso
PANEK, Anita Dolly
PARADA, Mario Ribera
PARANHOS, Marialva Andrade
PARANHOS, Nelly Theresinha
PARIJÓS, Maria José de
PARRA, Mario de la
PASCHOAL, Nelly Figueiredo
PAULA, Jorge de
PAULO FILHO, Guilherme Dolanda
PAULO FILHO, Maria Heloisa de Miranda
PAULO FILHO, Maria Lucia de Miranda
PAULO FILHO, Rubem Dolanda
PAZ, Mariza Campos da
PEDONE, Carlos Augusto
PEDREIRA, Yvonne Bulhoes
PEIXO TO , Ary Afranio
PEIXO TO , Celia Mello
PEIXO TO , Enaldo Cravo
PEIXO TO , Helcio Fernandes
PEIXO TO , Humberto da Silva
PEIXO TO , Maria Aparecida Lauriére
PELLEGRINI, Leda de Castro
PEÑA, Roberto Tosta de la
PEN A FIEL, Alvaro de Castilhos
PEN A FIEL, Lucy de Mendonga
PENNA, Carlos Robichez
PENNA, Jorge Robichez
PENNA, J. O . de Meira
PENNA, Maria Christina
PEN N A VARIA, Michele Luigi
PENTA G NA , Lygia Ribecco

PEQUEÑO, Maria Enils de Oliveira
PEREIRA, Agnaldo Augusto Nunes
PEREIRA! Alaor
PEREIRA, Ary Pedro
PEREIRA, Carmen Flora Nunes
PEREIRA, Celina Vianna
PEREIRA, Darwin Silveira
PEREIRA, Diva da Silva
PEREIRA, Ewaldo Joaquim
PEREIRA, Fernando Augusto
PEREIRA, Geraldo Jordáo
PEREIRA, Heloisa Maria de Moraes
PEREIRA, Jair Gongalves
PEREIRA, Jany B.
PEREIRA, José de Oliveira
PEREIRA, Leonor Alice
PEREIRA, Luis Umberto Miranda Martins
PEREIRA, Maria Augusta
PEREIRA, Maria Helena de Almeida
PEREIRA, Marlene da Silva
PEREIRA, Maura de Senna
PEREIRA, Osvaldo Arantes
PEREIRA, Prospero Olivetti
PEREIRA, Roberto Gomes
PEREIRA, Semiramis de Moraes
PEREIRA N ETT O , Francisco Candido
PERES, Maria José de Oliveira
PESSÓ A, Elba Maria
PESSO A, Heloisa Xavier Carneiro
PESSÓA, Luiza da Silva
PESSÓA, Maria Alice de Moura
PESSÓ A, Maria Cristina Santos
PESSÓA, Norma de Estellita
PESSÓ A, Renata de Estellita
PETER SO N , Josephine Charlotte
PETER SO N , Peter Charles
PETRAGLIA, Maria Clara Guimarñes
PETROCCHI, Virgilio Augusto
PETROW ICZ, Wanda
PFISTER ER , Berenice Bandeira
PFISTER ER , Maria Thereza
PIERO TTI, Maria da Graga Carvalho
PIER O TTI FILHO, Benedicto Anselmo
PILTCHER, Isaac
PIM ENTEL, Diana Fonseca
PIM ENTEL, Elza Maria Possinhas
PIM ENTEL, Gilda Bastos de Oliveira
PIM EN TEL, Maria Lucia
PIM ENTEL, Nilton Pita
PINHEIRO, Ivone da Silva
PINHEIRO, Maria do Carmo Marques
PINHEIRO, Maria da Gloria Accioly
PINHEIRO, Mariza Alves
PINHEIRO, Martha Alves
PINHEIRO, Paulo Sergio Moraes Sarmentó
PINHEIRO, Sergio Bezerra

�«PINTORES BRASILEIROS EM PARIS»
Na exposigáo «Pintores Brasileiros em París» apresentada era
París na Casa de Helene Dale em agosto de 1958, a diretora
executíva do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro com
o Embaixador Paulo Carneiro, e os pintores Antonio Bandeira,
Tanaka, Frans Krajcberg, Joáo Luiz Chaves»

�Nelson Rockefeller na sala da Diretoria

Nclson Rockefeller, governador
eleito de New York, em visita
as obras do MAM

�PINHO, Armando
PINHO, Joáo Mauricio Ottoni Wanderley
de Araujo
PINTO, Antonio
PINTO, Ary Vaz
PIN TO , Beatriz Helena
PINTO, Claudio Miranda Cosme
PINTO, Dinah Gongalves
PINTO, Gilda Arantes Pereira
PINTO, Gilda da Costa
PINTO, Hilton de Almeida
PINTO, Ignez Dias da Silva
PINTO, Isis Arantes Pereira
PINTO, Ivan da Costa
PINTO, Jamir Firmino
PINTO, José Guilherme Correa
PINTO, José Ruy Antunes
PINTO, Luciano Muniz Freire
PINTO, Luiz Oscar Dubeux
PINTO, Luiz Plácido
PINTO, Maria Amélia Luiz
PINTO, Maria Candida Leáo Velloso Salles
PINTO, Maria Luiza de Castilho Firmino
PINTO, Marina Leal Leite
PINTO, Mario Abrantes da Silva
PINTO, Martha Freire Pereira
PINTO, Renée de Saboia B.
PINTO, Salvador Cicero Velloso
PINTO, Sylvia Julia Correa
PIRES, Elizabeth Wanderley
PIRES, Maria Alice Borges
PITANGUY, Marilú
PIT T E T , Tetske Cornelia
PIZARRO, Regina de Sant’Anna
PLACER, Xavier
POBORAK, Bohun
POBORAK, T ajsja Volochov
POLI, Dionysio
POMPEIA, Nelson José G .
POMPEU, Alba Maria M. L.
PO N TES, Jorge Miranda
PO N TES, Norma Bahia
PO N TES, Zenaide de Araujo.
PO NTUAL, Roberto Gongalves
PORTELLA, Heloisa Maria
PORTO, Carlos Monteiro da Silva
PORTO, Edison da Rocha
PORTO, Fernando José Rabello
PORTO, Henrique Monteiro da Silva
PORTO, Laura
PORTO, Luiz Fernando Machado
PORTO, Neuza Vieira
PORTO, Terezinha de Jesús Costa da Rocha
PORTO, Weber Cardoso
PORTO JUNIOR, Joáo Gualberto Marques
PORTUGAL, Edmar J. C.
PORTUGAL, Edna Caldas

PORYLES, Manfred
POSSOLO, Aroldo Sisson
PRADA, Cecilia
PRAT, Hélio Barbosa
PRATA, Joáo Monteiro
PR E ST ES, Irene
PRITCHARD, Jocelyn
PROENCA, Luiza Carolina
PROENCA, Maria da Gloria
PROENCA, Maria Lucia
PROFETI, Sandra
PUCHEN, Vera Cristina
PUCHEU, Alberto
PUCHEU, Mary
PU EN TE, Lolita
PURIM, Flora
PU T TE N , Nelly Van
PUY, Francis Henry du
PYTKOVICZ, Nadina
PYTKOVICZ, Víctor
QUADROS, Carmen Correa
QUEIROZ, Aníbal Teófilo Véras de
QUEIROZ, Carlos Sánchez de
QUEIROZ, Elvira Vóss
QUEIROZ, Jeronymo Ribeiro de
QUEIROZ, José Antonio Pessóa de
QUEIROZ, Maria Helena Gentile de Mello
QUEIROZ, Maria de Lourdes Ferraz de
QUEIROZ, Mauro Vinhas de
QUEIROZ, Rosa Casoy Vinhas de
QUEIROZ, Tercio Cesar de
QU ENTAL, Inés
Q U INTELLA, Rosalina Franklin
RABELO, L ,
RACHEL, Tereza
RAD CLIFFE, David
RAHAL, Antonio Osiris
RAMOS, Armando
RAMOS, Fernanda de Andrade
RAMOS, Helena
RAMOS, José Luiz
RAMOS, Mario Borges de Andrade
RANGEL, Alice
RANGEL, Lucio
RANGEL, Maria Custodia Fragoso
RANIERI, Wanda de
REBOUCAS, Antonio de Almeida
REBOUCAS, Maria Augusta
R EC H STEIN ER , Maria Alice
R EE V ES, Peter
REGADAS, Lucia
REGO, Creso da Silva
REIS, Américo Boscagli
REIS, Anna Pato de Paula
REIS, Dalva de Andrade
REIS, Fernando Marques dos
REIS, Iris de Castro

�REIS, Léa Aaráo
REIS, Léa Fonseca de Oliveira
REIS, Léa Ramalho Novo dos
REIS, Lucia Ferreira
REIS, Moacir
REIS, Marcos José Konder
REIS, Maria da Gloria de Souza
REIS, Maria Heloisa de Souza
REIS, Nélio
REIS, Nilza Nunes dos
REIS, Saúl Toné Drumond Coelho dos
R EIS, Serafina Conti
REIS, Vilma Gardenia dos
REIS, Yvonne Moniz
RENDALL, Isabelle
RENDALL, William Donald
RESCH , Max
RESCH, Ruth
REZENDE, Antonieta Furtado
REZEN D E, Mario Campos de
REZENDE, Ricardo de Mello
RIBAS, Eliseu Moutinho
RIBAS, Sylvia Nelson
RIBEIRO, Arthur Gomes
RIBEIRO, Cario Antonio Nigro da Cruz
RIBEIRO, Danuzia Pinheiro
RIBEIRO, Ernesto José
RIBEIRO, Gilza Stepple da Silva
RIBEIRO, Joao Emilio
RIBEIRO, José da Cunha
RIBEIRO, Julio de Souza
RIBEIRO, Maria Aparecida
RIBEIRO, Maria do Carmo Costa Leite
RIBEIRO, Maria Emilia Santos da Cunha
RIBEIRO, Mario Aloysio Telles
RIBEIRO, Marsy Ludolf
RIBEIRO, Nylde Macedo
RIBEIRO,’ Raúl da Cunha
RIBEIRO, Ruy da Cunha
RIBEIRO, Sonia Pinheiro
RIBEIRO, Terezinha Kós
RIBEIRO, Vera Maria Flexa
RIBEIRO, Yvonne Telles
RICHTER, Marisan
RICHTER, Vera
RIDOLPH, Ithamar Sessa
RIOS, José Guilherme
RIPPER, Maria Altina Dias
RISSIN, Marcos Maycrhofer
R ISSO N E, Nice (Musumeci)
ROBB, M . A.
ROBERTO, Maria
ROBERTO, Maria Tereza
ROBERTO, Mauricio
ROCHA, Almir Benevides da
ROCHA, Clea Ribeiro Marques da
ROCHA, Gilda de Rezende

ROCHA, Henrique Coelho da
ROCHA, Luiz Henriques Coelho daROCHA, Paulo Roberto Gon^alves da
ROCHA, Regina Maria Mesquita da
ROCHA, Regina Moraes de Lima
ROCHA, Sonia Andrade
ROCHA FILHO, Rubem
RODRIGUES. Déa Carneiro da Cunha
RODRIGUES, Dolores Fernandes
RODRIGUES, Ernesto
RODRIGUES, Glauco Octávio Castilhos
RODRIGUES, Iracema de Almeida Costa
RODRIGUES, Ivar Costa
RODRIGUES, José Honorio
ROD RIGUES, Léo de Azeredo
RODRIGUES, Lilian Costa
RODRIGUES, Luiz Geminiano Calazans.
RODRIGUES, Sergio Marcondes
RODRIGUEZ, Ubaldino Perez Arias
ROITM AN, Sara
ROKICKÍ, Grazina
ROLLA, Diva
ROMANO, Magda Maria Furtado
ROMERO JUNIOR, Jorge Alberto
ROM ITA, Arion Sayáo
ROSA, Ntjwton Penna Guedes da Silva
ROSA, Roberto
ROSENBERG, Jehoshua Fredy
ROSENBERG, Louis
ROSM AN, Martha Maria
RO SSI, Alberto
RO SSI, Maria Ignez
RO SSI, Sofia
R O SSLE, Heinz Dietrich Otto
RO TH FIJCH S, Lothario Paulo
ROTH FUCHS, Maria de Lourdes Tavares
RO U A N ET, Sergio Paulo
ROXO, Carlos Eduardo Monteiro de Barros;
RUBIN, Beño Platner
RUDGE, Germaine
SÁ, Astrid Porto
SÁ, Atalá Moreira de
SÁ, Douglas Marques de
SÁ, Edgard Maciel de
SÁ, Ledo de Bustamante
SÁ, Lilian Moreira de
SÁ, Maria Amelia de
SÁ, Nair Peixoto Maciel de
SÁ, Stella da Rocha e
SABINO, Fernando
S ABO Y A, Martha Borges de
SABOYA, Paulo do Regó Monteiro deSA C ILO TTI, Paulo Cesar Sesso
SADDY, Antonio
SAHAGOFF, Seide Luiza
SAIGNE, Marguerite La
SALAZAR FILHO, Wilson

�Portinari mostra o livro editado na Itália
sobre sua obra a um grupo em que
aparecem Herbert Moses e o Embaixador
Arie Aroch, de Israel»

O Coro Orfeónico do Instituto de Educa^áo saúda o Presidente Gronchi, can­
tando o Hiño Nacional Italiano e urna
canudo de boas vindas.

O Presidente Gronchi, da Itália, durante
sua visita ao Museu.

�Crianzas saúdam Giovanni Gronchi, á sua chegada ao Muscu.

Carla Gronchi, esposa do Presi­
dente italiano, recebe um ramo de
flores da Diretora Executiva do
Muscu

�SA LE S, Herberto
SA L E S, José Paulo
SA LES, Lilian Monteiro de
SA LE S FILHO, Apolonio
SALGADO, Gilberto Duarte
SALGADO, Gilda Espinóla
SA LLES, Cecilia Flora Nioac de
SA LLES, Elisabeth de Macedo
SA LLES, José da Apparecida
SALVADO, Alessandro
SALVADO, Jacyrema Garcia Nogueira
SAMBAQUY, Olga Furquim
SAMBAQUY, Wanda Furquim
SAMPAIO, Antonio
SAMPAIO, Isabel Soares de
SAMPAIO, Maria Eugenia Andrade Meneres
SANDRONI, Fernando Adolpho
S A N T ’ANNA, Celia Correa de Menezes
SAN T'AN NA , Diva
S A N T ’ANNA, Maria Lucia Sampaio
S A N T ’ANNA, Maria Theresa
S A N T ’ANNA, Raúl Oscar de Carvalho
SA N TO SOBRINHO, Claudionor Vítor do E s­
pirito
SA N TO LA Y A , Mily Iriarte
SANTO RO, Piera Carsana
SA N TO S, Aguinaldo
SA N TO S, Anna
SA N TO S, Carlos Augusto Alves dos
SA N TO S, Carlos Coelho dos
SA N TO S, Domicio Ribeiro dos
SA N T O S, Durval
SA N TO S, Emanuel John
SA N TO S, Eulalia dos
SA N TO S, Helio Pereira
SA N TO S, Jorge
SA N TO S, José Correa dos
SA N TO S, José Tosta dos
SA N TO S, Laura
SA N TO S, Loelia Maria dos
SA N TO S, Lucilla Amaral Souza
SA N TO S, Lydia Vianna
SA N TO S, Lydmar Ribeiro dos
SA N TO S, Maria Luiza
SA N TO S, Oswaldo dos
SA N TO S, Vitto
SA N TO S, Waldemar
SA N TO S, Waldemiro Carvalho
SA N TO S, Yanar Carvalho
SA N TO S, Yvonne
SA N T O S FILHO, Aloysio
SARACENI, Sergio Castro
SARAGO SSY, Gracia
SARAGO SSY, Safira
SARAIVA, Dulce
SARAIVA, Sonia de Castro

SARAMAGO, Gilberto Damazio
SARDA, Ana Maria Alves
SARDA, Margarida Maria Alves
SARM EN TO , Edith
SARM EN TO , Olga de Moraes
SAUER, Gilda Maria de Moraes
SCKA M IS, Israel
SCH ECH TER, Pola
SCH ERPEN BERG, Jacoba Cornelia van
SCHILLER, Yedda de Paula Buarque
SCHM IDT, Anita
SCHM IDT, Maria Carolina
SCHM IDT, Vera Burle
SCHM ITH, Gisella R .
SC H O LTE, Ginette Emilienne
SCHRÓDER, Maria de Mello
SCHROY, Joh Osvin
SCH RYVER, Hubert de
SCHULENBURG, Hilda von der
SCHVARTZ, Ida
SCORZELLI, Roberto Leal
SCVIRER, Leáo
SEABRA, Affonso de Prado
SEABRA, Yedda
SECCH IN, Nelly
SECO ND I, Pedro
SEGN ERI, Elizabeth Moreyra
SE IX A S, José Mauricio
SEN N A , Nilza
SERPA , Dayse Maria Oliveira de
SERPA, Edméa Barbosa de
SERPA, Helcio Navarro
SERRA, Lucy da Silva
SERRA, Ruth de Almeida
SERRANO, Paulo Duprat
SERTÓRIO, Angelo de Araujo Jorge
SHARP, David Stone
SHARP, Dora Bergman
SHARP, Jefferson Davis
SHARP, Marie Antoinette Stone
SICLIER, Miriam Rachel
SILBER STEIN , Gertrud Schkol
SILVA, Adelaide Alves Basilio da
SILVA, Adelino Cesário da
SILVA, Aida Machado Rodrigues e
SILVA, Alberto da Costa e
SILVA, Aloysio Amando da
SILVA, Amaury Campos Severino da
SILV A, Angelina Fernandes Solano da
SILVA, Bernadete Maria Prestes
SILVA, Carlos Alfredo Alves
SILVA, Carlos Ernesto Fontoura Nascimento
SILVA, Dalton Rodrigues e
SILVA, Eduardo Alves
SILVA, Elio Augusto
SILVA, Elóa Moreira da
SILVA, Eros Furtado de Carvalho e

�SILV A , Eurico Pereira Fernandes
SILVA, Fernando Antonio Ferreira da
SILVA, Fernando Antonio Py de Mello e
SILVA, Fernando Cancho da
SILVA, Gilda Muniz Freire A .
SILVA, Glauco Antonio Lessa de Abreu e
SILVA, Hanah Barreta e
SILVA, Helio Ribeiro da
SILVA, Isabel Azevedo Alves
SILVA, Joanny Reís
SILVA, Joáo Carneiro da
SILVA, Joáo Solano Pereira da
SILVA, José Antonio Mora y Araujo Couto e
SILVA, Léa Souza e
SILVA, Luiz Alberto Py de Mello e
SILVA, Maria de Albuquerque Lyra da
SILVA, Maria Aparecida da
SILVA, Maria Augusta Freitas Machado da
SILVA, Moacyr Santos
SILVA, Olavo da Rocha e
SILVA, Olindo Jorge Correa da
SILVA, Osman Cláudio Correa da
SILVA, Oifwaldo Barreta e
SILVA, Paulo Félix
SILVA, Sarah Rosita da Costa e
SILVA, Sebastiáo Correa da
SILVA, Sergio Luiz Castilho de Brito e
SILV A , Telma Paz da
SILVA, Therezinha
SILVA, Therezinha de Jesús do C . e
SILVA, Vera Espinóla de Castro
SILVA, Wilma do Nascimento e
SILVEIRA, Fernando Rodrigues da
SILVEIRA, Ilka
SILVEIRA, Luiz da
SILVEIRA, Reynaldo Jardim da
SILVEIRA, Sonia Avelino
SIM AS, Henrique de Carvalho
SIM AS, Maria Elizabeth Lins do Regó
SIM OES, Carlos Pereira
SIM OES, Doris Loureiro
SIM OES, Francisco José Mendes
SIM OES, José Carlos
SIM OES, Maria da Penha
SIM O N SEN , Carmen
SINISCALCH I, Emilio
SIN ISCA LCH I, Maria José Gon^alves
SIRAKOFF, George
S.KOWRONSKI, Cristováo
SMART, Clifford Alan
SN ELL, Alice de Morgan
SO A RES, Acidália
SO A RES, Affonso Gonzales
SO A RES, Edgard de Moura
SOARES, Gláucio Ary Dillon
SO A RES, Hortense Teixeira
SO A RES, Hugo Autran

SO A RES, José Augusto de Macedo
SOARES, Maria Hilda Moreira
SOARES, Maria Margarida
SO ARES, Nilza Teixeira
SO ARES, Roberto Vianna
SO A RES JUNIOR, Pedro Teixeira
SO D RÉ N ETO , Lauro
SO ED ERBERG, Maria da Concei^áo Salles
SO ET, Jenny de
SO E T, Julianus Louis de
SO H STEN , Julius von
SOLBERG, Pedro Collett
SOLLBERGER, Paulo André Fernando
SOLZA, Elina
SOMLÓ FILHO, Alexandre
SOPHER, Ingrid Maria Hybel
SOPHER, Wolfgang Klaus
SO U TÉLLO , Maria Margarida de Lima
SOUTO, Elison Coutinho
SOUTO, José Domingues
SOUZA, Agostinho Lage Ornellas de
SOUZA, Aida Cámara Goulart de
SOUZA, Aida Maria Cámara Goulart de
SOUZA, Altair de
SOUZA, Antonio Paulo Capanema de
SOUZA, Augusto Amadeu
SOUZA, Aylzio José de Moura Alves de
SOUZA, Carlos Pereira de
SOUZA, Claudio García de
SOUZA, Demerval Payáo Campinho de
SOUZA, Edgar de Moraes
SOUZA, Fernando Octavio Freire e
SOUZA, Gastáo Ruy Freire de
SOUZA, Gilda Orosco de
SOUZA, Helando Marques de
SOUZA, Hilton Victorino de
SOUZA, Iramar Penteado de
SOUZA, Irani Penteado de
SOUZA, Jorge Medeiros de
SOUZA, José de Assumpáo de
SOUZA, José Cavalca de
SOUZA, José Luiz Moreira de
SOUZA, Lilian García de
SOUZA, Lisete Amaral de
SOUZA, Luiz Fernando de
SOUZA, Maria Adelia Alves de
SOUZA, Maria Angélica Moreira de
SOUZA, Maria Carmen Martins M . de
SOUZA, Maria da Conceigáo
SOUZA, Maria de Lourdes Ornellas de
SOUZA, Mauricio de
SOUZA, Murillo Lopes de
SOUZA, Nelly Junqueira Lopes de
SOUZA, Renée Eleonora Cámara Goulart de
SOUZA, Rosalía Rodrigues de
SOUZA, Sergio Luiz Soares de

�Sir David Eccies, Ministro do Comercio da Inglaterra, e urna
tela de Picasso.

Lady Eccies ante urna pe?a de
Henry Moore.

�Nelson Rockefeller em palestra num grupo de que fazem parte
Paulo Bittencourt, o embaixador Mauricio Nabuco e Flexa Ribeiro.

Aldous Huxley em companhia
de Djanira.

�SO LIZA, Sylla da Silva e
SOUZA, Yolanda de
SOUZA, Yvonildo de
SPARANO, Magda Soares
SPORER, Egon
SPYER, Martha
STEGEN GA , Clarice D . Salvado
STEINBERG, Jacob
STEIN FELD , Klara
ST E IN FELD , Marcelo
STEREA , Elisabeth
STER N , Ruth
STEZEN K O , Irina
STIEG ER &gt; André Fleury
STRANG, Maria Elvira
STRA U S, Anne B.
STRIED ER, Olga
STU D A RT, Eduardo de Alencar
STU FA , Lottieri Lotteringhi Della
SUZANA, Maria Correa
SUZANO, Daisy Morgado Florta
SZPILER, Fani
SZTAJNBOK, Flora
SZULC, Henryk
T A LC O T T , Judith Albuquerque
TALLIA N, Fran^ois
TALLIAN, Ladislau
TA N D ETA , Carmen Lucia Roquette Pinto
TA N D ET A , Salomáo
TA V A RES, Geraldo Fernandes
T A V A R ES, Gerson
TA V A RES, Hildeberto Gongalves
TA V A RES, José Geraldo da Silva
TA V A RES, Lucilia
TA V A RES, Vera Lucia da Silva
TEIX EIR A , Elza Vieira de Souza
TEIX EIR A , Jaime Spinola
TEIX EIRA , Luis Carlos Vieira
TEIX EIR A , Regina Maria Menezes
T EIX EIR A , Sylvio de Carvalho Leao
TEIX EIRA , Yvette Vieira de Souza
T E IX E IR A FILHO, Ernani
T E L L E S, Maria Christina Seabra da Silva
T E L L E S, Yolanda Moniz
TEN EN G A U ZER, Jayme
TEN EN GA U ZER, José
TEN EN GA U ZER, Sonia
T EPER IN O , Iolanda
TEPERIN O , Noemia
TEREBILER, Fany Esther
TERRA, Gilberto
TH O NE, Lucia León
TINOCO, Garibaldi
TOLIPAN, Nelson
TO RRES, Abdon Vaz
T O R R ES, Adalia Lima

T O R R ES, Lydia Maria Bravo
TO R R ES, Zelda Maria de Mello
T O S T E S, Lucia Figueiredo
TOVAR, Renato
T R A V A SSO S, Germana
TRIND A D E, Manoel F .
TRIND AD E, Maria Carlota
TROULA, Felicie Emma
TRYBOM , Bertil Axel Filip
TU M IN ELLI, Luiz Claudio
T U PIA SSÚ , Amilcar Alves
TU RCSA N Y , Antal
TU R C SA N Y , Edith
UDERM AN, Samuel
UNGER, Kate
URANGA, Jorge
URANGA, Marina Coelho
USAI, Heitor
UZIEL, Henri
V A ILLÉE, Alexandre C . Paternotte de La
V A ILLÉE, Eliane Paternotte de La
VAINBERG, Esther Malachias
VAINBERG, Saúl Jayme
VAISM AN, Bernardo
V ALD ETARO , Lia Maria Galváo
V A LEN T E, Eliane Gurgel
V A L E N T E , Maria Lucia Pereira
V A LEN T E, Maria Lucy Gurgel
V A LEN T E, Mozart Gurgel
V A LEN T E, Vilma de Faria Guedes
V A LEN TIN , Judith
V A LER STA IN , Martin
V A LLE, Alvaro Almeida do
V A LLE, Cyro de Freitas
V A LLE, Hedyl Rodrigues
V A LLE, Iracema Rodrigues
V A LLE JUNIOR, Henrique Rodrigues
VAM PRE JUNIOR, Danton
VANIN, Flávia
VARELLA, Stella
VARGAS, Mariza Carneiro
V A SC O N C ELLO S, Biela Menezes Jullien C .
V A SC O N C ELLO S, Carlos Alcides de Amorim
V A SC O N C ELLO S, Dulce Pessóa Queiroz
V A SC O N C ELLO S, Edda Prado
V A SC O N C ELLO S, Roberto de
V A SC O N C ELLO S, Sonia Maria Carneiro
V A SC O N C ELO S, Ary
V A SC O N C ELO S, Consuelo
V A SC O N C ELO S, Ruth Vinhas
V A SI, Alberto
VAZ, Yara Jardim
VEIGA, Carmen Penna da
VEIGA, Carmen Ramos da
VEIGA, Clotilde de Moraes
VEIGA, Lygia Daudt Lyra da
VEIGA, Maria Beatriz Penna da

�VEIGA, Maria Lucia Mariz da
VEIG A, Regina Maria Daudt da
V ELLO SO , Antonio Augusto
V ELLO SO , Gilberto Coutinho Paranhos
V ELLO SO , Jorge Fernandes
V ELLO SO , Luiz AssumpQáo Paranhos
VERBECK, Charles Henry William
V ERSIA NI, José Inácio Caldeira
VIALE, Anna Maria
VIA NN A, Helio
VIANNA, Laura Beatriz Furtado de Sam­
paio
VIANNA, Maria do Carmo Mendes
VIANNA, Maria Helena Moniz
VIANNA, Maria Victoria Baptista
VIA N N A FILHO, Guilherme
V IA N N A JR ., Helio
VICTORIA, Dora de Mello
VIDIGAL, José Américo de Araujo
VIEIRA, Arlette da Costa
VIEIRA, Francisco Aníbal
VIEIRA, Nair de Gervais Cavalcanti
VIGNOLI, Carlos Antonio
VILLAR, Maria Lucia
VILLELA, Fernando Machado
VILLELA, Léa Cavalcanti Linhares
V IO TT I, Sergio Luiz
VIVACQUA, Angelo Moniz Freire
VO GT, Joáo Carlos
VO GT, Marilia Gra?a Couto
VO GT, Raúl Guenther
VOLCHAN, Geny
VOUZELAUD, Maurice
W AHRENBERGER, Armin
W AINBERG, Frima Myriam
W AINBERG, Moysés
W ALKER, Barbara Martin
W ALKER, Robert Gilí
W A LTO N , Charles

W AND ERSM AN, Henrique
W A ND ERSM A N, Marieta
W A TSO N , George Byron
W A TSO N , Julieta Chaves
W EA V ER , Peter
W EA V ER, Vida
W EC H SLER , Jacob
W ECH SLER, Regina
W E ISS, Henriette
W E ISS, Renée Felicie
W EIZ EN EG G ER , Franz
W ELIS, Renée
W EREM KRAU T, Jaime
W ERN ECK, Regina Yolanda Mattoso
W ICHAN, Jorene Marques
W IESEN TH A L, Sonia Smilari
W IKTO R, Rosza
W ILK, Hanni
W ILLEM SE N S, Jacyra Ramos
W IL L E M SE N S, Monica
W ING, David L .
W ING, June S .
W ING, Wilson M .
W O LFF, Henri
W O LFF, Paul
W OODW ARD, Charles James
W OODW ARD, Jocelyn
W O ODW ARD, Patricia
W ORCM AN, Sylvia
XA V IER, Helena
XA V IER, Nilza
YOUNG, Charles Joseph
YOUNG, Dey Secchin
ZEULI, Massimo
ZIM ELSO N, Anna
ZINS, Anna
ZINS, Bogdan
ZOHAR, Jack
ZO LLIKOFFER, Karin Veronika

�Aldous Huxley e scnhora. em companhia de María Martins, ante
urna escultura de sua autoría.

�A Velha Guarda entretém os participantes da 47“ Conferencia
Interparlamentar, ao coquetel com que o Museu os homenageou.

�Mauricio Nabuco c Joáo Carlos Vital ladeando os representantes
de Haití e do Iraque, quando da recepcáo oferecida pelo Museu
aos participantes da 47“ Conferencia Interparlamentar.

O Embaixador Marti Ingmann, da
Finlandia, entre o embaixador
Picón Salas, da Venezuela, e a
cronista Pamona Politis.

�Carlos Flea Ribeiro e Niomar Sodré com alunas do
Colegio Bennet, durante urna visita realizada ao Museu.

�Carmen Portinho mostra a Helena Frondizi algumas obras
do Museu.

Margot Fonteyn, com Antonio
Callado e Andrezj Jordán, exami­
na escultura de Couturier.

�Niomar Moniz Sodré c Oswaldo Aranha acompanham Ernesto
Wolf, que apresentou no Museu sua cole^áo dedicada ao vidro

�Dora Hayer, bailarina expressionista alema, examina urna
escultura de Marini,

�Tres rnisses — Misse Mundo
(Filándia), Misse Dinamarca c
Misse Suecia, tendo ao fundo
u ie
painel de Portinari.

O casal Harrie Branscomb, da
Universidade Vanderbilt. visita o
Museu e examina a maguete.

��O Presidente Juscelino Kubitschek e a senhora Niomar Moniz Sodré
examinam a pintura de crianzas, alunos de Ivan Serpa.

Exposicáo Arte Esquimo — O Embaixador do Canadá, Arthur I. Irvin,
troca impressoes com Niomar Moniz
Sodré e a Senhora Antonio A. Moniz
Viana.

�Niomar Moniz Sodrc cm companhia de
Clara Cova, nos jardins do Museu.

Roberto Rosselini, senhorita Beatriz
Carneiro e senhora Danuza Wayner,
quando da realizado do Festival do
Cinema Norte-americano.

�ÍNDICE
Niomar Moniz Sodré.
Apresentagáo
O Plano Arquitetónico do Museu -— Affonso Eduardo Reidy.
Os Jardins do Museu — Roberto Burle Marx.
Relatório sobre as Obras do Museu -— Fuad Kanan Matta.
O Museu na realidade brasileira — Carlos Flexa Ribeiro.
A Diregáo do Museu:
Diretoria, Conselho, Eleigóes no Museu, Novos Socios Delegados c Conselho Delibe­
rativo, Posse do Conselho Deliberativo.
Os socios do Museu — O que o Museu oferece aos seus Socios — Categoría
de socios.
As Disponibilidades Financeiras do Museu.
Projeto que se transforma em realidade — Lei n.':' 3.411, de 16-6-1958.
Mensagem Presidencial de Isengáo de Impostas e T axas — Lei 3.479, de 4-12-58.
Atividades do Museu:
1.

Exposigóes de 1958.

2.

Cursos.

3.

Conferencias.

4.

O Museu e o Cinema.
a)

Mesas Redondas.
«

Cinema — Antonio Moniz Viana.
Relatório sobre o Festival do Cinema Norte-americano, (aa)
Programagáo de 1958.

A Vida Social do Museu:
Fotografías
Visitas.
Estágios da U N ESC O no Museu — Jayme Mauricio.

a)
b)

III Seminário sobre a Fungáo Educativa dos Museus.
Seminário Internacional sobre a «Criagáo de Novas
Henry Riviére.

Cidades»

—

Banquete da Associagáo Comercial do Rio de Janeiro a Niomar Moniz Sodré.
Fayga Ostrower — Premio da Bienal de Veneza.
Sérgio Bernardes — Exposigáo de Bruxelas.
Exposigóes de Arquitetura Brasileira no Estrangeiro.
Burie Marx —• Exposigáo em Bruxelas.
Noticias Várias:
Urna perda para o Museu: Jorge Lacerda.
Cinqüentenário de Max Bill.
A S . T . A . distingue a Diretora do Museu — Apolo.
Relagáo Completa dos Novos Socios do Museu.

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Rio de Janeiro — Brasil — 1959

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Reidy, Affonso Eduardo&#13;
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